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quarta-feira, 12 de junho de 2019

SOBRE O TEMPO

Por Gibran Khalil Gibran
'...Quem, dentre vós, não sente que a sua capacidade para amar é ilimitada? ...'
E um astrônomo disse, Fala-nos do Tempo. E ele respondeu: Se dependesse de vós mediríeis o imedível e o incomensurável.
Ajustaríeis a vossa conduta e até dirigiríeis o rumo do vosso espírito de acordo com as horas e e as estações.
Do tempo faríeis um ribeiro em cuja margem vos sentaríeis a vê-lo fluir.
No entanto, o intemporal em vós está consciente do intemporal da vida, e sabe que o ontem não é senão a memória do hoje, e o amanhã é o sonho de hoje.
E aquele que dentro de vós canta e contempla, habita ainda dentro dos limites daquele primeiro momento que espalhou as estrelas no firmamento.
Quem, dentre vós, não sente que a sua capacidade para amar é ilimitada?
E, no entanto, também sente que esse mesmo amor, embora ilimitado, está confinado no âmago do seu ser, não se movendo de pensamento amoroso para pensamento amoroso, nem de atos de amor para atos de amor.
E não será o tempo, tal como o amor, indivisível e imóvel?
Mas se em pensamento quiserdes medir o tempo em estações, deixai que cada estação abrace todas as outras.
E deixai que o hoje abrace o passado com saudade e o futuro com ansiedade.🔵
________
(Do livro 'O Profeta'. Disponível em:http://www.starnews2001.com.br. Acesso em: 31/março/2010.
Imagem:http://paisagenscapixabas.blogspot.com/:Vale de Santa Maria Madalena -
Alfredo Chaves - ES - Brasil - foto by Érico*. Acesso em: 16/outubro/2010.)
Formatação atualizada em: 12/junho/2019.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

A IMORTALIDADE DO SER HUMANO

Por Marta Antunes de Moura*
'... A sobrevivência da alma depois da morte está provada, de maneira irrecusável e de alguma sorte palpável, pelas comunicações espíritas...'  
A crença na imortalidade é, segundo Léon Denis (1846-1927,  uma das “[...] mais difundidas nas filosofias e nas religiões do Oriente e do Ocidente. Do ponto de vista filosófico pode assumir duas formas diferentes: 1ª a crença na imortalidade da pessoa individual, ou seja, da alma humana em sua totalidade; 2º a  crença na imortalidade daquilo que a pessoa individual tem em comum com um princípio eterno e divino, só da parte impessoal da alma.” 1 Para o filósofo grego Platão (428/427-348/347), esta crença “[...] é o laço de toda a sociedade; despedaçai esse laço e a sociedade se dissolverá.”2
O conceito de existência e sobrevivência da alma  é admitido desde os tempos imemoriais, mas foi consolidado com as ideias de Sócrates, Platão, Pitágoras e dos filósofos órficos. Divulgado na Idade Média, foi acrescido das interpretações da teologia cristã pelos pais da Igreja, como Agostinho e Tomás de Aquino. No Renascimento o conceito era lugar comum, amplamente divulgado. Na Idade moderna sofreu uma reviravolta, sobretudo com a chegada do positivismo de Auguste Comte (1798-1857) que, com a sua doutrina do culto à razão,  rejeitava Deus e a imortalidade da alma. Na Idade Contemporânea, o conhecimento humano progride vertiginosamente e, com o desenvolvimento da Psicologia e da Parapsicologia, o mundo científico passa a se interessar pela paranormalidade, aceitando-se que o homem possui algo de transcendental, preexistente à formação do corpo físico.
Mais tarde, os Fenômenos de Quase Morte se destacam, sobretudo os trabalhos conduzidos por Elisabeth Kübler-Ross (1926-2004), médica suíça naturalizada americana. Esta respeitável psiquiatra obteve importantes observações de pacientes terminais que retornaram ao corpo após parada cardíaca ou estado comatoso. A maioria desses pacientes não só relataram aspectos da vida além da matéria e o encontro com Espíritos já falecidos, como puderem, por si mesmos, atestarem a imortalidade do Espírito.
As pesquisas desenvolvidas pelo psiquiatra canadense, Ian Stevenson (1918-2007), ao longo de décadas e em diferentes partes do mundo, acumularam um número significativo de casos de pessoas que tinham reminiscências de outras existências e de experiências vividas no plano espiritual, após a morte do corpo.
Segundo a Doutrina Espírita, “[...] chamamos alma ao ser imaterial e individual que reside em nós e sobrevive ao corpo .[...].” 3 A questão de aceitar, ou não,  imortalidade da alma, e consequentemente a sua capacidade de se comunicar com os encarnados, reside na ideia que se tem de alma. Para muitos indivíduos, a alma é uma abstração, para outros é um ser destituído de uma forma precisa, espécie de luz ou clarão. Outros têm uma visão confusa, com base em suas convicções  religiosas. O progresso da Ciência, contudo, permitirá que o a imortalidade da alma, sua sobrevivência e manifestação no plano físico sejam comprovados.
A sobrevivência da alma depois da morte está provada, de maneira irrecusável e de alguma sorte palpável, pelas comunicações espíritas. Sua individualidade está demonstrada pelo caráter e pelas qualidades próprias de cada uma; essas qualidades, distinguindo as almas umas das outras, constituem a sua personalidade; se elas estivessem confundidas num todo comum, não teriam senão qualidades uniformes. Além dessas provas inteligentes, há ainda a prova material das manifestações visuais, ou aparições, que são tão frequentes e tão autênticas, que não é permitido contradizer. 4 🔵
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Referências:
1. DENIS, LÉON. Cristianismo e espiritismo.  7 ed. Rio de Janeiro: FEB, cap. XI, p. 238.
2. ABBAGNAN0, Nicola. Dicionário de filosofia.
Tradução de Alfredo Bosi e Ivone Castilho Benedetti. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p. 542.
3. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra.
2 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Introdução II, p.25.
4. DENIS, LÉON. Depois da morte. 13 ed. Segunda  parte, cap X,  p.127 a 132.
🔹
[*Marta Antunes Moura, coordenadora das Comissões Regionais na área
da Mediunidade da Federação Espírita Brasileira (FEB), Vice-presidente da FEB.]
Imagem: www.google.com. Acessoo em:
Formatação atualizada em: 14/setembro/2018. 14/outubro/2012.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

QUE FAZEMOS DO MESTRE?

Pelo Espírito Emmanuel

'...Não basta fazer do Cristo Jesus o benfeitor que cura e protege. É indispensável transformá-lo em padrão permanente da vida, por exemplo e modelo de cada dia...'

Nos círculos do Cristianismo, a pergunta de Pilatos ["Que farei então de Jesus, chamado o Cristo?" - Pilatos. (MATEUS, 27:22.)reveste-se de singular importância.
Que fazem os homens do Mestre Divino, no campo das lições diárias?
Os ociosos tentam convertê-lo em oráculo que lhes satisfaça as aspirações de menor esforço.
Os vaidosos procuram transformá-lo em galeria de exibição, através da qual façam mostruário permanente de personalismo inferior.
Os insensatos chamam-no indebitamente à aprovação dos desvarios a que se entregam, a distância do trabalho digno.
Grandes fileiras seguem-lhe os passos, qual a multidão que o acompanhava, no monte, apenas interessada na multiplicação de pães para o estômago.
Outros se acercam dEle, buscando atormentá-lo, à maneira dos fariseus arguciosos, rogando "sinais do céu".
Numerosas pessoas visitam-no, imitando o gesto de Jairo, suplicando bênçãos, crendo e descrendo ao mesmo tempo.
Diversos aprendizes ouvem-lhe os ensinamentos, ao modo de Judas, examinando o melhor caminho de estabelecerem a própria dominação.
Vários corações observam-no, com simpatia, mas, na primeira oportunidade, indagam, como a esposa de Zebedeu, sobre a distribuição dos lugares celestes.
Outros muitos o acompanham, estrada a fora, iguais a inúmeros admiradores de Galiléia, que lhe estimavam os benefícios e as consolações, detestando-lhe as verdades cristalinas.
Alguns imitam os beneficiários da Judéia, a levantarem mãos-postas no instante das vantagens, e a fugirem, espavoridos, do sacrifício e do testemunho.
Grande maioria procede à moda de Pilatos que pergunta solenemente quanto ao que fará de Jesus e acaba crucificando-o, com despreocupação do dever e da responsabilidade.Poucos imitam Simão Pedro que, após a iluminação no Pentecostes, segue-o sem condições até à morte.
Raros copiam Paulo de Tarso que se ergue, na estrada do erro, colocando-se a caminho da redenção, através de impedimentos e pedradas, até ao fim da luta.
Não basta fazer do Cristo Jesus o benfeitor que cura e protege. É indispensável transformá-lo em padrão permanente da vida, por exemplo e modelo de cada dia.🔵
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(Do livro "Pão Nosso", de Emmanuel, psicografado
por Chico Xavier. Lição n° 100. 16ª Ed. FEB. 1994.).
Imagem: httppt.walls321.comjesus-cristo-deus-amor.
Acesso em:19/agosto/2016.
Destaques:pelo Editor do Blog.
Formatação atualizada em:19/junho/2018. 

sábado, 23 de junho de 2018

JESUS E ATUALIDADE

Pelo Espírito Emmanuel
'... o Cristo é o Sol Moral do mundo, a brilhar hoje, como brilhava ontem, para brilhar mais intensamente amanhã...'
Hoje, sabe a Física que a luz é uma forma de energia e que todas as coisas criadas são composições energéticas, vibrando em ondas características. Disse o Cristo: “Brilhe vossa luz.”
Começa a magnetologia a provar cientificamente a reencarnação. Elucidou o Senhor: “Necessário vos é nascer de novo.”
Conclui a medicina que o homem precisa desembaraçar-se de tudo o que lhe possa constituir motivo à cólera ou tensão, em favor do próprio equilíbrio.
Ensinou Jesus, por fórmula de paz e proteção terapêutica:“Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos façam mal e orai pelos que vos perseguem e caluniam.”
Afirma a psicanálise que todo desejo reprimido marca a personalidade à feição de recalque.
Aclarou o Divino Mestre:“Não é o que entra na boca do homem o que lhe torna a vida impura, mas o que lhe sai do coração.”
A penalogia transforma os antigos cárceres de tortura em escolas de educação e de reajuste.
Proclamou o Eterno Amigo:“Misericórdia quero e não sacrifício, porque os sãos não necessitam de médico.”
A sociologia preceitua o trabalho para cada um, na comunidade, como simples dever.
Informou Jesus:“Quem dentre vós deseje a posição de maior seja o servo de todos.”
A política de ordem superior exige absoluta independência entre o Estado e as crenças do povo.
Falou o Cristo:“Dai a César o que a César compete, e a Deus o que a Deus pertence.”
A Astronáutica examina o campo físico da Lua e dirige a atenção para a vida material em outros planetas. Anunciou o Mestre dos mestres: “Na casa de meu Pai há muitas moradas.”
A unidade religiosa caminha gradativamente para o culto da assistência social e da oração, acima dos templos de pedra. Asseverou o Emissário Sublime: “Nossos antepassados reverenciavam a Deus no alto dos montes, e dizeis agora que Jerusalém é o lugar adequado a isso, mas tempos virão em que os verdadeiros religiosos adorarão a Deus em espírito, porque o Pai procura os que assim o procuram.”
A navegação rápida e a aviação, o telefone e o rádio, o cinema e a televisão, apesar das faixas de sombra espiritual que por enquanto lhes obscurecem os serviços, indicam a todos os povos um só caminho – a fraternidade. Recomendou o Senhor: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”
Eis por que a Doutrina Espírita nos reconduz ao Evangelho em sua primitiva simplicidade, porquanto somente assim compreenderemos, ante a imensa evolução científica do homem terrestre, que o Cristo é o Sol Moral do mundo, a brilhar hoje, como brilhava ontem, para brilhar mais intensamente amanhã.🔵
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(Do livro "Religião dos Espíritos", de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.
FEB. 4ª ed. 1960. Reunião pública de 30/10/59 -  Questão nº 626).
Imagem: www.google.com. Acesso em:05/fevereiro/2012.
Destaques:pelo Editor do Blog.
Formatação atualizada em: 22/junho/2018.

domingo, 13 de maio de 2018

MÃES

Falam a língua dos anjos,
e levam consigo um dom celestial:
ser Mãe!
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(Singela homenagem do Blog ao Dia das Mães.)
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Imagem:https://br.pinterest.com/
pin/475692779369059038/.
Acesso em: 13/maio/2018.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

CRIANÇAS

Khalil Gibran
'...Vós sois os arcos de onde os vossos filhos, quais flechas vivas, serão lançados...'
Depois, uma mulher que trazia uma criança ao colo disse, Fala-nos das Crianças.
E ele respondeu:
Os vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da Vida que anseia por si mesma.
Eles vêm através de vós mas não de vós.
E embora estejam convosco não vos pertencem.
Podeis dar-lhes o vosso amor mas não os vossos pensamentos, pois eles têm os seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar os seus corpos mas não as suas almas.
Pois as suas almas vivem na casa do amanhã, que vós não podereis visitar, nem em sonhos.
Podereis tentar ser como eles, mas não tenteis torná-los como vós.
Pois a vida não anda para trás nem se detém no ontem.
Vós sois os arcos de onde os vossos filhos, quais flechas vivas, serão lançados.
O arqueiro vê o sinal no caminho do infinito e Ele com o Seu poder faz com que as Suas flechas partam rápidas e cheguem longe.
Que a vossa inflexão na mão do Arqueiro seja para a alegria;
Pois assim como Ele ama a flecha que voa,
Também ama o arco que se mantém estável.🔵
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"Sobre as crianças" - do livro "O Profeta", de Khalil Gibran.
Fonte: E-book disponível em: http://www.clube-positivo.com.
Imagem: www.google.com . Acesso em: 07/setembro/2010.
Formatação atualizada em: 14/dezembro/2017.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

A PRECE DE CARITA - COMENTADA

Por Francisco de Assis Daher Pirola

EM TORNO DA PRECE DE CARITA
A Prece de Carita tem sido uma constante em minha vida. Posso ver, ainda, minha mãe, ao despertar, recitando, à meia voz, essa bela oração, que fez parte da minha infância, juventude e, ainda hoje, está entre as preces a que recorro nos mais diversos momentos. Por isso, desejei prestar uma homenagem a sua autora, o Espírito Carita, estudando o seu conteúdo, e, ao mesmo tempo, meditando no elevado sentido do seu belo enunciado. Deixo, aqui, também, a minha dedicatória aos meus queridíssimos e inesquecíveis pais (in memorian) - Alba Daher e Antônio Pirola - exemplos de amor e carinho, pela fé e intensidade espiritual com que cultivaram e nos ensinaram essa tocante oração.
1 - Origens da Prece

Conhecida no Brasil como “Prece de Cáritas”, esta oração, veio a lume no Natal de 1873, ditada pelo Espírito Carita por intermédio de Madame W. Krell, que atuava no círculo espírita de Bordeaux, França. Sua publicação deu-se, originalmente, na obra “Rayonnements de la Vie Spirituelle”, de sua autoria, na própria Bordeaux, em maio de 1875. (continua...)
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Leia a íntegra desta prece em:
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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

O PIRILAMPO

Pelo Espírito Emmanuel

Nunca te afirme imprestável.

Num aldeamento de colonização, surgiu um químico dedicado à fabricação de remédios pesquisando as qualidades de certo arbusto que existia unicamente em cavernas.
Detendo informe de antigos habitantes da região, muniu-se de lâmpada elétrica, vela e fósforos para descer aos escaninhos de grande furna.
O homem começou a distanciar-se da luz do sol e porque a sombra se condenasse, acendeu a lâmpada desdobrando uma corda que, na corda, lhe orientasse o caminho.
A breves instantes, porém, as pilhas se esgotaram. Recorreu aos fósforos e inflamou a vela, entretanto, a vela se derreteu e os fósforos foram gastos inteiramente, sem que ele atingisse o que desejava.
Dispunha-se ao regresso, quando viu em pequeno recôncavo do espaço estreito e escuro o brilho intermitente de um pirilampo.
Aproximou-se curioso e, à frente dessa luz, achou a planta que buscava, com enorme proveito na tarefa a que se propunha.
Anotemos a conclusão.
Quem não pode ser a luz solar, terá possivelmente o clarão da lâmpada.
Quem não consegue ser a lâmpada terá consigo o valor da uma vela acesa ou de um fósforo chamejante.
E quem não disponha de meios a fim de substituir a vela e o fósforo, trará sem dúvida, o brilho de um pirilampo.🔵
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Da obra “Recados Do Além” – Espírito: Emmanuel – 
Psicografia: Francisco Cândido Xavier.
Disponível em: http://www.universoespirita.org.br/. Acesso em: 31.05.2011,
Imagem: http://www.google.com/. Acesso em:23/agosto/2013.
Destaques: pelo Editor do Blog.
Formatação atualizada em:03/setembro/2017.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

AVEDALMA - ABRIGO À VELHICE DESAMPARADA


ABRIGO À VELHICE DESAMPARADA “AUTA LOUREIRO MACHADO”

Rua João Rodrigues Filho, s/n – Sede Cariacica-ES – CEP: 29156-270

TELEFONE: (27) 3254-1449 - TELEFAX: (27) 3254-2777 


Visite o Avedalma!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL! BOAS FESTAS!

Que o esplendor do Natal possa clarear todos os caminhos da Humanidade, e que neles encontremos sempre a Paz, a Harmonia e a Fraternidade.
FELIZ NATAL! 
BOAS FESTAS!
Editor do Blog.
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Imagem: www.google.com.
Acesso em:23/dezembro/2016.

sábado, 12 de novembro de 2016

BEM-AVENTURADOS...

Mar da Galileia visto do Monte das Bem-Aventuranças
Pelo Espírito Irmão X

'...Bem-aventurados os pobres de ambições escuras, de sonhos vãos, de projetos vazios e de ilusões desvairadas, que vivem construindo o bem com o pouco que possuem, ajudando em silêncio...'

E, respondendo ao companheiro que lhe havia solicitado a tradução do Sermão do Monte, em linguagem moderna, o velhinho amigo deteve-se no capítulo cinco do Apóstolo Mateus, e falou, com voz cheia e vibrante:

Bem-aventurados os pobres de ambições escuras, de sonhos vãos, de projetos vazios e de ilusões desvairadas, que vivem construindo o bem com o pouco que possuem, ajudando em silêncio, sem a mania da glorificação pessoal, atentos à vontade do Senhor e distraídos das exigências da personalidade, porque viverão sem novos débitos, no rumo do Céu que lhes abrirá as portas de ouro, segundo os ditames sublimes da evolução.

Bem-aventurados os que sabem esperar e chorar, sem reclamação e sem gritaria, suportando a maledicência e o sarcasmo, sem ódio, compreendendo nos adversários e nas circunstâncias que os ferem abençoados aguilhões do socorro divino, a impeli-los para diante, na jornada redentora, porque realmente serão consolados.

Bem-aventurados os mansos, os delicados e os gentis que sabem viver sem provocar antipatias e descontentamentos, mantendo os pontos de vista que lhes são peculiares, conferindo, porém, ao próximo, o mesmo direito de pensar, opinar e experimentar de que se sentem detentores, porque, respeitando cada pessoa, cada coisa em seu lugar, tempo e condição, equilibram o corpo e a alma no seio da harmonia, herdando longa permanência e valiosas lições na Terra.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, aguardando o pronunciamento do Senhor, através dos acontecimentos inelutáveis da vida, sem querelas nos tribunais e sem papelórios perturbadores que somente aprofundam as chagas da aflição e aniquilam o tempo, trabalhando e aprendendo sempre com os ensinamentos vivos do mundo, porque, efetivamente, um dia serão fartos.

Bem-aventurados os misericordiosos, que se compadecem dos justos e dos injustos, dos ricos e dos pobres, dos bons e dos maus, entendendo que não existem criaturas sem problemas, sempre dispostos à obra de auxílio fraterno a todos, porque, no dia de visitarão da luta e da dificuldade, receberão o apoio e a colaboração de que necessitem.

Bem-aventurados os limpos de coração que projetam a claridade de seus intentos puros sobre todas as situações e sobre todas as coisas, porque encontrarão a "parte melhor" da vida, em todos os lugares, conseguindo penetrar a grandeza dos propósitos divinos.

Bem-aventurados os pacificadores que toleram sem mágoa os pequenos sacrifícios de cada dia, em favor da felicidade de todos, e que nunca atiram o incêndio da discórdia com a lenha da injúria ou da rebelião, porque serão considerados filhos obedientes de Deus.
 
Bem-aventurados os que sofrem a perseguição ou a incompreensão, por amor à solidariedade, à ordem, ao progresso e à paz, reconhecendo, acima da epiderme sensível, os sagrados interesses da Humanidade, servindo sem cessar ao engrandecimento do espírito comum, porque, assim, se habilitam à transferência justa para as atividades do Plano Superior.

Bem-aventurados todos os que forem dilacerados e contundidos pela mentira e pela calúnia, por amor ao ministério santificante do Cristo, fustigados diariamente pela reação das trevas, mas agindo valorosos, com paciência, firmeza e bondade pela vitória do Senhor, porque se candidatam, desse modo, à coroa triunfante dos profetas celestiais e do próprio Mestre que não encontrou, entre os homens, senão a cruz pesada, antes da gloriosa ressurreição.

A essa altura, o iluminado pregador passeou o olhar percuciente e límpido pelo nosso grupo e, finda ligeira pausa, fixou nos lábios amplo e belo sorriso, rematando, serenamente:

– Rejubilem-se, cada vez mais, quantos estiverem nessas condições, porque, hoje e amanhã, são bem-aventurados na Terra e nos Céus...

Em seguida, retomou o passo leve para a frente, deixando-nos na estranha, quietude e na indagação oculta de quem se dispõe a pensar.

Lição nº 39, intitulada "Versão Moderna", do livro “Cartas e Crônicas”,
de autoria do Espírito Irmão X, psicografado por Chico Xavier,
editado pela FEB, 2ª edição, 1967, págs. 134/136.)
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Imagem:http://lugaressantos.wordpress.com.
Acesso em: 06/fevereiro/2014.
Destaques: pelo editor do Blog.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A PRECE RECOMPÕE

Pelo Espírito Emmanuel

'...A oração é divina voz 
do espírito no grande silêncio...'

Na construção de simples casa de pedra, há que despender longo esforço para ajustar ambiente próprio, removendo óbices, eliminando asperezas e melhorando a paisagem.

Quando não é necessário acertar o solo rugoso, é preciso, muitas vezes, aterrar o chão, formando leito seguro, à base forte.

Instrumentos variados movimentam-se, metódicos, no trabalho renovador.

Assim também na esfera de cogitações de ordem espiritual.

Na edificação da paz doméstica, na realização dos ideais generosos, no desdobramento de serviços edificantes, urge providenciar recursos ao entendimento geral, com vistas à cooperação, à responsabilidade, ao processo de ação imprescindível.

E, sem dúvida, a prece representa a indispensável alavanca renovadora, demovendo obstáculos no terreno duro da incompreensão.

A oração é divina voz do espírito no grande silêncio.

Nem sempre se caracteriza por sons articulados na conceituação verbal, mas, invariavelmente, é prodigioso poder espiritual comunicando emoções e pensamentos, imagens e idéias, desfazendo empecilhos, limpando estradas, reformando concepções e melhorando o quadro mental em que nos cabe cumprir a tarefa a que o Pai nos convoca.

Muitas vezes, nas lutas do discípulo sincero do Evangelho, a maioria dos afeiçoados não lhe entende os propósitos, os amigos desertam, os familiares cedem à sombra e à ignorância; entretanto, basta que ele se refugie no santuário da própria vida, emitindo as energias benéficas do amor e da compreensão, para que se mova, na direção de mais alto, o lugar em que se demora com os seus.

A prece tecida de inquietação e angústia não pode distanciar-se dos gritos desordenados de quem prefere a aflição e se entrega à imprudência, mas a oração tecida de harmonia e confiança é força imprimindo direção à bússola da fé viva, recompondo a paisagem em que vivemos e traçando rumos novos para a vida superior.
*
"E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos." 
- (ATOS, 4:31.)
*
__________________________
(Do livro "Vinha de Luz", de Emmanuel, psicografado
por Chico Xavier. Lição n° 98.Ed. internet baseada na 14ª ed. FEB.)
Formatação atualizada em: 26/outubro/2016.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

SOBRE A BELEZA

Por Khalil Gibran
'... A beleza é a eternidade a olhar-se ao espelho. Mas vós sois a eternidade e o espelho...'
E um poeta disse, Fala-nos da Beleza.
E ele respondeu:
Onde podereis procurar a beleza, e onde a encontrareis, a menos que ela própria cruze o vosso caminho e vos guie?
E como falareis dela a não ser que ela seja o artífice dos vossos discursos?
O humilhado e o ofendido dizem,
"A beleza é compassiva e gentil. Tal como uma mãe tímida da sua própria glória, caminha entre nós."
E o apaixonado diz
"Não, a beleza é coisa de poder e temor. Tal como a tempestade, ela abala a a terra sob nós e o céu por cima de nós."
Os cansados e exaustos dizem,
"A beleza consiste em suaves murmúrios. Fala no nosso espírito. A sua voz ouve-se nos nossos silêncios como uma tênue luz que estremece com medo da sombra."
Mas o inquieto diz,
"Já a ouvimos gritar nas montanhas, e com o seus gritos ouviu-se o som dos passos, o bater das asas e o rugir dos leões."
À noite, os guardiães da cidade dizem,
"A beleza virá com a aurora do poente."
E ao meio-dia os caminhantes dizem,
"Vimo-la debruçada sobre a terra nas janelas do pôr do sol."
No inverno dizem os que recolhem a neve,
"Ela virá com a primavera, saltando pelas colinas."
E no verão os ceifeiros dizem,
"Vimo-la dançar com as folhas do Outono e tinha pedaços de neve no cabelo."
Todas estas coisas dissestes da beleza, no entanto, na verdade, não falastes dela mas de necessidades insatisfeitas, e a beleza não é uma necessidade mas um êxtase.
Não é uma boca com sede nem uma mão vazia estendida, mas antes um coração inflamado e uma alma encantada.
Não é a imagem que veríeis nem o som que ouviríeis, mas antes uma imagem que vedes embora fecheis os olhos, e uma canção que ouvis, embora tapeis os ouvidos.
Não é nem a seiva na casca enrugada, nem a asa presa por uma garra, mas antes um jardim sempre em flor e um grupo de anjos sempre a voar.
Povo de Orfalés, a beleza é a vida quando a vida desvenda o seu rosto sagrado. Mas vós sois a vida e sois o véu.
A beleza é a eternidade a olhar-se ao espelho.
Mas vós sois a eternidade e o espelho.
___________________
Do livro "O Profeta", de Khalil Gibran.
Fonte: E-book disponível em: http://www.clube-positivo.com..
Imagem: www.google.com . Acesso em: 01/setembro/2016.
(Formatação atualizada em 05/setembro/2016).

quarta-feira, 1 de julho de 2015

REFLEXÃO DE GIBRAN - SOBRE A ORAÇÃO

Por Gibran Khalil Gibran

"...Quando rezais encontrais no ar aqueles que rezam à mesma hora e que, se não fosse na oração, nunca encontraríeis..."
Depois uma sacerdotisa disse, Fala-nos da Oração. E ele respondeu, dizendo: Vós orais na aflição e na necessidade; também devíeis orar na alegria e nos tempos de abundância. Pois o que é a oração senão a expansão de vós no ar vivo?

E se vos dá consolo largar vossa escuridão no espaço, também vos deve dar felicidade lançar o vosso coração à aurora.

E se só conseguirdes chorar quando a vossa alma vos chamar à oração, ela vos estimulará até que, ainda a chorar, vos comeceis a rir. Quando rezais encontrais no ar aqueles que rezam à mesma hora e que, se não fosse na oração, nunca encontraríeis.

Por isso deixai que a vossa visita a esse templo invisível não seja senão para o êxtase e doce comunhão. Pois não deveis entrar no templo com outro objectivo que não seja o de pedir aquilo que não recebereis: E se lá entrardes com humildade assim permanecereis: Ou mesmo se lá entrardes para pedir favores para os outros não sereis ouvidos. É suficiente que entreis invisíveis no templo.

Não vos posso ensinar a orar por palavras. Deus não ouve as vossas palavras a não ser quando ele próprio as murmura. Através dos vossos lábios. E não vos posso ensinar a oração dos mares e das florestas e das montanhas. Mas vós que nascestes nas montanhas e nas florestas e nos mares, encontrareis a oração nos vossos corações, e se escutardes na quietude da noite, ouvi-los-eis dizer em silêncio:
"Nosso Deus, que sois o nosso eu alado, é a vossa vontade em nós que quer. É o vosso desejo em nós que é desejado. É a vossa vontade para que tornemos as nossas noites que são vossas, em dias que são igualmente vossos. Não vos podemos pedir, pois conheceis os nossos desejos antes de nós próprios nascermos, vós sois o nosso desejo, e em dar-nos mais de vós, dais-vos todo."
*  *  *
("Sobre a oração" - do livro 'O Profeta'.
Disponível em: http://www.starnews2001.com.br ,
Acesso em: 31/março/2010.)
Imagem: www.morguefile.com . Acesso em: 01/julho/2015..
Formatação atualizada em:01/julho/2015..

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

RAMATIS E A DOUTRINA ESPÍRITA


Pelo Espírito Ramatis (*)

"[...] o Espiritismo, lembrando a doce imagem de Jesus, estende o seu manto fraterno e, qual ave benfeitora, acolhe todos os seus simpatizantes e detratores, as luzidias mentalidades e as débeis cerebrações, os moços entusiastas e os velhos alquebrados, as almas passivas e os espíritos dinâmicos![...]"

"A doutrina espírita, como ciência e filosofia que disciplina e coordena os impulsos religiosos da criatura, para "religá-la" ao Criador, já pode ser considerada a mediadora crística de todos os esforços e movimentos ascensionais do homem.

Ela possui o "toque mágico" capaz de avivar raciocínios para as pesquisas mais aprofundadas no campo iniciático ou corrigir o pensamento infantilizado dos religiosos presos aos lendários dogmas carcomidos pelo tempo.

Na sucessão dos vossos dias, já podeis verificar que todas as soluções racionais, inconfundíveis e penetrantes no futuro, estão manifestas nos postulados espiríticos, assim como a loja floral possui as sementes das flores mais belas e de perfumes mais raros.

Qualquer acontecimento supranormal que atualmente se registra nas instituições ou hierarquias religiosas, nos departamentos administrativos, nos lares ou nas relações sociais do mundo, que desafiam as explicações lógicas da ciência acadêmica, terminam sempre obtendo a sua explicação racional e sensata sob o raciocínio espirítico! Aumenta a porcentagem das coisas que confirmam a revelação espírita e diminuem as que a desmentem!

Allan Kardec, sublimemente inspirado - o que lhe valeu a denominação de "a encarnação do bom senso" ante o seu esforço heróico de trabalho e de abnegação por uma idéia mais compatível com a celebração do século XX - codificou doutrina de tal envergadura e profundidade espiritual, que a simples adesão do homem aos seus postulados já lhe vale um diploma de bom senso e um emblema de sadia inteligência!

Quando a maioria dos conjuntos religiosos e espiritualistas se debilita pelo anacronismo de suas bases dogmáticas; quando os próprios esforços iniciáticos definham em grupos isolados e no silêncio egocêntrico das "afinidades coletivas", o Espiritismo, lembrando a doce imagem de Jesus, estende o seu manto fraterno e, qual ave benfeitora, acolhe todos os seus simpatizantes e detratores, as luzidias mentalidades e as débeis cerebrações, os moços entusiastas e os velhos alquebrados, as almas passivas e os espíritos dinâmicos!

E, contradizendo a própria ética de que, à medida que a ciência acadêmica evolui, enfraquecem-se os postulados infantis das religiões conservadoras, o Espiritismo remoça, reverdece e se amplia na sua configuração sensata e lógica, porque os experimentos científicos, em lugar de desmenti-lo, ainda o comprovam nos seus postulados de quase cem anos!

E quando a Ciência comprovar à luz meridiana dos seus gélidos laboratórios que o espírito é imortal e sobrevive à dissolução do corpo físico, paradoxalmente, não será a Ciência quem fará jus à glória da descoberta mas, na realidade, a doutrina espírita, que há de merecer então o galardão, como precursora do raciocínio científico e lógico, doado claramente às massas humanas!

Em conseqüência, esse mediador crístico, aferidor de raciocínios geniais e precursor das mais avançadas experimentações científicas relativas à sobrevivência da alma, assim como revelador da Lei da Reencarnação, será o mais importante "diapasão" para a decisiva afinação instrumental da orquestra religiosa do terceiro milênio!"
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(*)Do livro "Mensagens do Astral", obra mediúnica
ditada pelo espírito Ramatis ao
médium Hercílio Maes, pág. 296. Editado em outubro de 1956.
Formatação acima: pelo Editor do Blog.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 08/dezembro/2014.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

ESPIRITUALIDADE NAS EMPRESAS? É POSSÍVEL!


Por Maria Teresa Cardoso*

"... A espiritualidade tem mais a ver com valores do que com dogmas, é ter ética, respeitar o outro, ouvir as pessoas e suavizar relações, valores que o mundo contemporâneo está deixando escapar..."

Estamos em meio a um enorme processo de transformação no mundo empresarial. A questão é que, cada vez mais, no mundo contemporâneo, tem sido necessário estimular pessoas e organizações a praticar ações cidadãs e conscientes, e a espiritualidade no trabalho tem assumido um papel norteador fundamental nesse processo. Se na sua empresa está faltando integração entre os funcionários, a produtividade anda baixa e a insatisfação dos clientes preocupante, então que tal uma pitada de espiritualidade? 

A dica pode soar estranha a princípio, mas engana-se quem imagina que no mundo empresarial espiritualidade e gerenciamento estratégico não se misturam. Hoje, é cada vez mais comum as empresas assumirem um posicionamento espiritual, utilizando-o, inclusive, como ferramenta de competitividade e resultado. 

E isso é possível criando uma cultura corporativa sustentada em ensinamentos universais que, alinhada ao plano de negócios da empresa, seja capaz de incentivar o intercâmbio de informações e experiências entre dirigentes e funcionários, bem como de conduzir as políticas e decisões da organização. A espiritualidade tem mais a ver com valores do que com dogmas, é ter ética, respeitar o outro, ouvir as pessoas e suavizar relações, valores que o mundo contemporâneo está deixando escapar. 

A questão independe da religião e está ligada intrinsecamente com o que acreditam os principais gestores da empresa. Dentre os benefícios de se ter um posicionamento espiritual claro e definido está o de possibilitar aos funcionários refletirem sobre suas metas e valores, avaliando se os mesmos estão em sintonia com os da organização. Faz com que o grupo ganhe unidade e que as relações sejam menos tensas e muitas vezes até mais produtivas.

Espiritualidade está relacionada à criação pelo homem, ao respeito à vida, independentemente do rumo que a religião pode dar, e isso é o que faz a diferença. Responsabilidade social, motivação, liderança, trabalho em equipe, descentralização do poder e comunicação são alguns exemplos de conceitos que podem ser transmitidos com base na condução espiritual de cada organização. O resultado são corporações integradas em todos os níveis, funcionários produzindo mais e melhor, e clientes satisfeitos e felizes.
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(*)Maria Teresa Cardoso é psicóloga e especialista em gestão de pessoas.
Acesso em: 15/junho/2012.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 15/junho/2012.
Formatação atualizada em: 15/janeiro/2016.

sábado, 24 de março de 2012

ESPIRITUALIDADE E BELEZA



'[...]O paraíso não é um lugar nem um tempo.
O paraíso é ser perfeito.[...]"

Obra inesquecível de Richard Bach, com fotografias de Russell Munson, publicada em 1970, 'Fernão Capelo Gaivota' não pode deixar de ser lida e relida, como renovação do sentimento do que é belo e espiritual. Reproduzimos, por isso, a seguir, um trecho desse bonito livro, que espelha bem o teor elevado do seu conteúdo:

“Uma noite, as gaivotas que não praticavam o vôo noturno juntaram-se na praia, para pensar. Fernão reuniu toda a sua coragem e dirigiu-se à gaivota mais velha, que, segundo diziam, devia passar em breve para outro mundo.

— Chiang... — começou ele, um pouco nervoso.

A velha gaivota olhou-o com bondade.

 — Diga, meu filho.

Em vez de enfraquecer, a idade dera força ao Mais Velho. Em vôo batia qualquer gaivota do bando, e aprendera perícias de que os outros só muito lenta e gradualmente começavam agora a aperceber-se.

— Chiang, este mundo não é o paraíso, é?

O Mais Velho sorriu ao luar:

— Você está aprendendo outra vez, Fernão Gaivota.

— Bem, e o que é que acontece depois disso? Para onde vamos? Não há um lugar chamado paraíso?

— Não, Fernão, não há tal lugar. O paraíso não é um lugar nem um tempo. O paraíso é ser perfeito.

— Ficou em silêncio durante um momento. — Você voa com muita velocidade, não voa?

— Eu... Eu gosto da velocidade — respondeu Fernão, surpreendido mas orgulhoso de que o Mais Velho o tivesse notado.

— Você começará a se aproximar do paraíso no momento em que alcançar a velocidade perfeita. E isso não é voar a mil e quinhentos quilômetros por hora, nem a um milhão e quinhentos mil, nem voar à velocidade da luz. Porque nenhum número é um limite, e a perfeição não tem limites. A velocidade perfeita, meu filho, é estar ali.”

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(Destaques pelo editor do Blog.)
(Imagem: http://www.imotion.com.br/)

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NOTA:

Neste mês, o nosso Blog completa dois anos na sua tarefa de divulgação do Espiritualismo e do Espiritismo.

É um trabalho que fazemos com muito carinho.

Nesta oportunidade, queremos agradecer, sensibilizados, o apoio e a atenção inestimáveis,  recebido dos queridos leitores de todas as partes.

E, para marcar a passagem desse tempo, escolhemos a matéria acima, cuja primeira postagem deu-se em 25 de março de 2010.

Muito obrigado pela valorosa companhia!

Muita Paz!

Francisco.