quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

A RESPOSTA

Por Leonardo Pereira

'...Senhor, que queres que eu faça?...'

Saulo de Tarso, doutor da Lei, cai por terra diante de uma luz fulgurante, e uma voz retumba na estrada de Damasco: “Saulo, Saulo, por que me persegues?(Atos, 9:4). Num reflexo, talvez pelo descontrole emocional, Saulo interpela essa voz surpreendente que parece brotar das entranhas da terra e, ao mesmo tempo, vir do céu. No vigor de sua juventude e no auge do orgulho de sua raça, tenta, em vão, reconhecê-la e identificar quem o interroga dessa forma, e quem poderia sobre ele projetar tamanha luz, a ponto de o deixar cego e perdido. No desespero, questiona: “Quem és, Senhor?(Atos, 9:5). Apesar de imediata, a resposta parece levar uma eternidade. Aturdido, sem ver o que se passa, lançado ao chão como se o deserto desejasse lhe tragar, Saulo, impaciente, espera. Como uma onda carregada por rajadas de vento, a voz ressoa novamente: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues(Atos, 9:5). Ao ouvi-la, e compreendendo onde e como se encontrava, tentava, em vão, se levantar, numa luta muita mais interna que externa, e ouve novamente a voz do Divino Mestre: “Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões(Atos, 9:5)É o que diz o texto bíblico.

Mas, por que essa fala? 

Saulo, judeu, sabia muito bem sobre a Lei, os Dez Mandamentos, e tudo mais, principalmente sobre o “não matarás”. E sabia também que a desrespeitava. Matara o jovem Estevão e ordenara outras tantas dilapidações em nome da lei judaica. Agora, o doutor da lei, sendo despertado pelo poder que emana de Deus, via-se diante do aguilhão da cegueira física, que o conduziria ao encontro de Jesus.

Para quem só ouvia a voz e não via ninguém, como os que o acompanhavam, tudo era muito estranho. Imagine, caro leitor/leitora, o que se passava na cabeça do jovem doutor, humilhado, atirado ao solo, sem enxergar o que se passava à sua volta. Em Atos dos Apóstolos, a narrativa diz que Saulo se encontrava “tremendo e atônito”. Imaginemos que, por dentro, uma revolução se processava. Ele compreendera o chamamento do Divino Escultor de almas. Cego para o mundo, naquele instante ele começava a enxergar a luz e, pronto para servir e encarar os desafios, pergunta sem medo: “Senhor, que queres que eu faça?(Atos, 9:6). E aguardava a resposta e as consequências que ela acarretaria.Imperativa,  responde a voz: “Levanta-te...(Atos, 9:6). Saulo deveria ir a Damasco para o autoencontro, ou seja, encontrar a si mesmo, e, com alma erguida, seguir em direção a Deus.

Você teria coragem de repetir a pergunta de Saulo a Jesus?

Para muitos de nós, talvez falte a necessária coragem. Hoje, porém, a resposta − “Levanta-te... − está presente em nosso dia a dia: no ensino cristão, nas narrativas de Jesus, em suas parábolas, nos fatos de Sua vida ou nos Atos dos Apóstolos. É Jesus respondendo às nossas reclamações, nossas dores, nossas quedas, como se nos falasse: “continua, ergue-te, siga, tudo passa, prossiga, adiante, mude sua história, refaça caminhos, começa agora.”.

Quantas vezes, motivados pelo conhecimento da Doutrina Espírita, falamos sobre quanto ela é maravilhosa. Lembramos a vida de Jesus, falamos de justiça. Nas Casas Espíritas, empolgados, motivados, nos dispomos a servir à Causa, seja como voluntários, trabalhadores, enfim, mudar o mundo. Mas, diante de nossa realidade espiritual continuamos a eleger o sossego, a bonança, as facilidades, o conforto... afinal, temos a nossa vida pessoal, não é?

Senhor, que queres que eu faça?” − perguntamos a Jesus todos os dias. Assim o fazemos quando nos colocamos como espíritas e cristãos no mundo; quando adotamos uma religião e dela nos tornamos adeptos; quando nos dizemos frequentadores ou trabalhadores dessa ou daquela instituição religiosa; quando falamos do seu Evangelho e de suas lições; quando subimos na tribuna e proferimos palestras, evangelizamos ou realizamos o Evangelho no Lar.

E o que Jesus quer que façamos? Amar o próximo como a nós mesmos; amar o nosso inimigo; amar a nós mesmos; perdoar as ofensas; não guardar mágoas; não desejar o mal; fazer o bem no limite de nossas forças; não exigir do outro o que ainda não conseguimos fazer; sermos benevolentes; que tenhamos misericórdia; que auxiliemos os fracos; cuidemos dos doentes, e, sobretudo, que expulsemos os “demônios” que vivem dentro de nós e que nos mantêm no passado dos enganos. Ele nos diz: “se cair, levanta-te e vai...”.

Nos dias atuais, a exemplo de Saulo, estamos sendo chamados para empreender a nossa reforma íntima. Por quanto tempo mais ficaremos deitados na “estrada de Damasco”, cegos e trêmulos, esperando uma resposta dos céus? Temos todas as respostas de que necessitamos. Adiante companheiros. É tempo de avançar!🔵
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Citações bíblicas: Atos dos Apóstolos - cap. 9:1-6.Fonte:
Bíblia online – Almeida revisada e corrigida.Acesso em: 21/março/2014.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 21/março/2014.
Formatação atualizada em: 29/dezembro/2016.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL! BOAS FESTAS!

Que o esplendor do Natal possa clarear todos os caminhos da Humanidade, e que neles encontremos sempre a Paz, a Harmonia e a Fraternidade.
FELIZ NATAL! 
BOAS FESTAS!
Editor do Blog.
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Imagem: www.google.com.
Acesso em:23/dezembro/2016.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

E OS REGENERADOS - QUEM SÃO?

DAYSE A. N. BUGNI
'... precisamos priorizar constantemente a nossa autoeducação, independentemente da idade que tivermos, visto ser o Espírito imortal que se educa....' 
Tendo como alicerce doutrinário o Evangelho Segundo o Espiritismo (E.S.E), diríamos que os regenerados são aqueles que herdarão a Terra como mundo de regeneração.

Mas, será apenas esta a colocação?

No E.S.E, em seu capítulo III - Há Muitas Moradas na Casa de Meu Pai -  e exatamente nos itens 16 e 17 - o Espírito Santo Agostinho nos fala dos mundos regeneradores.

Entre as informações, a mais compreensível e lógica é que os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os felizes. E que fazemos essa transição como espíritos que somos.

Agora, reportemo-nos à condição universal de todo ser: todos somos médiuns, em maior ou menor grau. Portanto, se o somos, com certeza aceitamos a comunicabilidade entre os dois mundos ─ o “material e o espiritual” ─, compreendendo que vivemos no cotidiano e diuturnamente em sintonia com Espíritos. E por sermos possuidores desse dom, ao nos preparar para uma nova encarnação, assumimos importantes tarefas tanto em benefício dos necessitados quanto em nosso próprio benefício.

Pois bem, se estamos constantemente em relação com Espíritos, e conscientes da realização desse processo; e usando principalmente o conhecimento que Jesus nos legou,  vamos melhorando o relacionamento em favor dos necessitados e de nós mesmos.

Sabemos, também, por Kardec, na questão 459 de O Livro dos Espíritos, que os Espíritos influem em nossos atos e pensamentos muito mais do que imaginamos, a tal ponto de nos dirigirem.

Isto posto, sabemos que através dos nossos sentimentos e pensamentos é que vamos construindo o nosso ambiente e nossa vida futura, pois vivemos ligados, fluidicamente, ao mundo espiritual e, de acordo com o teor dos nossos sentimentos e pensamentos, atraímos sempre aqueles que se encontram em sintonia conosco.

Quando encarnados, escolhemos nossos amigos por simpatia e interesses. No relacionamento espiritual é a mesma coisa, a atração ocorre no sentir e pensar. Então, não fazemos escolhas: atraímos amigos e inimigos pelas nossas vibrações.

E os regenerados, então, quem são?

São exatamente aqueles que, num esforço contínuo e prioritário, conseguem educar suas emoções, sentimentos e pensamentos, interagindo com Espíritos que os possam auxiliar. Para isso, contudo,  é necessário o sentido de responsabilidade e comprometimento, não só no que fazem mas principalmente no que sentem e pensam  -  “vigiai e orai” (Mt - 26:36) .

Se aceitamos essa relação constante entre homens e Espíritos, se desejamos conviver com amigos que nos auxiliem no crescimento moral, não na solução de nossos problemas, mas nos orientando a perceber e analisar os mesmos e encontrar caminhos reais de resolução correta, precisamos priorizar constantemente a nossa autoeducação, independentemente da idade que tivermos, visto ser o Espírito imortal que se educa.

Esse comportamento nos leva à melhoria de nossos sentimentos, ações e pensamentos. Mas exige trabalho íntimo e conhecimento de nós mesmos e das leis de Deus em tudo que se relacione ao homem como ser espiritual encarnado, procurando perceber sempre o bem existente, não se esquecendo, porém, do mal (mas não valorizá-lo acima do bem!).

O Espírita coerente

Deus nos destinou o Bem, a Harmonia, o Belo, o Amor. O mal é algo que existe em nosso interior - por sermos imperfeitos, habitamos a Terra no estágio atual. Não é, pois, inerente a essa Essência Divina que nos criou. Por isso, se perseverarmos no Bem, está destinado a desaparecer. Devemos, assim, nos esforçar para perceber o Bem, sentir o Bem, pensar o Bem, e aí estaremos atraindo bons Espíritos, a nos auxiliar a emitir vibrações de paz para a humanidade.

Os habitantes do mundo espiritual são espíritos que já viveram na Terra, e, como nós, encarnados, estão em processo de evolução. Se sabemos que Deus é “a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas” (Livro dos Espíritos – questão n.º 1); se admitimos a existência do Espírito, criado simples e ignorante, evoluindo a caminho da perfeição, segundo seu livre-arbítrio, então devemos aceitar a pluralidade dos mundos habitados, para que os espíritos possam viver de conformidade com as suas necessidades, capacidade e grau de evolução. A partir daí, temos um grande estímulo ao nosso progresso, e ao de toda a humanidade. E a Terra, por sua vez, evoluirá e se transformará, realmente, em um mundo regenerador.

Muitas vezes achamos a vida difícil, mas também sabemos que somos responsáveis por isso, visto que desrespeitamos as leis de Deus, originando-se aí a nossa responsabilidade no campo da Lei de Ação e Reação.

Reconhecendo que Deus nos deu um mundo maravilhoso como a Terra, cabe-nos amá-la e zelar por ela, aproveitando as oportunidades da convivência com homens difíceis, como todos o somos, aliás, e promover, dessa forma, o nosso desenvolvimento espiritual.

Sejamos, assim, em nosso viver cotidiano, o mais coerente que pudermos com os princípios básicos do Espiritismo, e seremos, certamente, os regenerados.🔵
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Dayse A. N. Bugni é integrante do Centro Espírita
'Francisco  de Assis' - Jacaraípe - Serra - ES.)
Formatação atualizada em: 14/setembro/2017.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

DEVOTAMENTO E ABNEGAÇÃO

Mensagem do Espírito de Verdade
'...A abnegação e o devotamento são uma prece contínua e encerram um ensinamento profundo...'
Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que lha pedem. Seu poder cobre a Terra e, por toda a parte, junto de cada lágrima colocou ele um bálsamo que consola.

A abnegação e o devotamento são uma prece contínua e encerram um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras.

Possam todos os Espíritos sofredores compreender essa verdade, em vez de clamarem contra suas dores, contra os sofrimentos morais que neste mundo vos cabem em partilha.

Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõe.

O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o espírito.🔷
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KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo O Espiritismo.112ª ed :FEB, 1992.
O Espírito de Verdade (Havre, 1863.). Cap. VI. Instruções dos Espíritos. Item 7. pág. 131.
Imagem: http://www.google.com.br . Acesso em: 08/dezembro/2016.
Formatação atualizada em:08/dezembro/2016.

domingo, 4 de dezembro de 2016

O CONQUISTADOR DIFERENTE

Pelo Espírito Irmão X

'...Todos eles, dominadores e tiranos, passam no mundo, entre as púrpuras do poder, a caminho dos mistérios do sofrimento e dos desencantos da morte...'

Os conquistadores aparecem no mundo, desde as recuadas eras da selvageria primitiva. E, há muitos séculos, postados sem soberbos carros de triunfo, exibem troféus sangrentos e abafam, com aplausos ruidosos, o cortejo de misérias e lágrimas que deixam à distância. Sorridentes e felizes, aceitaram as ovações do povo e distribuem graças e honrarias, cobertos de insígnias e incensados pelas frases lisonjeiras da multidão. Vasta fileira de escritores congrega-se-lhes em torno, exaltando-lhes as vitórias no campo de batalha. Poemas épicos e biografias romanceadas surgem no caminho, glorificando-lhes a personalidade que se eleva, perante os homens falíveis, à dourada galeria dos semideuses.

Todavia, mais longe, na paisagem escura, onde choram os vencidos, permanecem as sementeiras de dor que aguardarão os improvisados heróis na passagem implacável do tempo. Muitas vezes, contudo, não chegam a conduzir para o túmulo as medalhas que lhes brilham no peito dominador, porque a própria vida humana se incumbe de esclarece-los, através das sombras da derrota, dos espinhos da enfermidade e das amargas lições da morte.

Dario, filho de Histaspes, reis dos persas, após fixar o poderio dos seus exércitos, impôs terríveis sofrimentos à Índia, a Trácia e à Macedônia, conhecendo, em seguida, a amargura e a derrota, à frente dos gregos.

Alexandre Magno, por tantos motivos e admirado na história do mundo, titulou-se generalíssimo dos helenos, em plena mocidade e, numa série de movimentos militares que o celebrizaram para sempre, infligiu inomináveis padecimentos aos lares gregos, egípcios e persas; todavia, apesar das glórias bélicas com que desafiava cidades e guerreiros, fazendo-se acompanhar de incêndios e morticínios, rendeu-se à doença que lhe imobilizou os ossos em Babilônia.

Aníbal, o grande chefe cartaginês, espalhou o terror e a humilhação entre os romanos, em sucessivas ações heróicas que lhe imortalizaram o nome, na crônica militar do Planeta; contudo, em seguida à bajulação dos aduladores e à falsa concepção de poder, foi vencido por Cipião, transformando-se num foragido sem esperança, suicidando-se, por fim, num terrível complexo de vaidade e loucura. 

Júlio César, o famoso general que pretendia descender de Vênus e de Anquises, constitui um dos maiores expoentes do engenho humano; submeteu a Gália e desbaratou os adversários em combates brilhantes, governando Roma, na qualidade de magnífico triunfador; no entanto, quando mais se lhe dilatava a ambição, o punhal de Bruto, seu protegido e comensal, assassinou-o, sem comiseração, em pleno Senado.

Napoleão Bonaparte, o imperador dos franceses, depois de exercer no mundo uma influência de que raros homens puderam dispor na Terra, morre, melancolicamente, numa ilha apagada, ao longo da vastidão do mar.

Ainda hoje, os conquistadores modernos, depois dos aplausos de milhões de vozes, após a dominação em que se fazem sentir, magnânimos para os seus amigos e cruéis para os adversários, espalhando condecorações e sentenças condenatórias, caem ruidosamente dos pedestais de barro, convertendo-se em malfeitores comuns, a serem julgados pelas mesmas vozes que lhes cantavam louvores na véspera.

Todos eles, dominadores e tiranos, passam no mundo, entre as púrpuras do poder, a caminho dos mistérios do sofrimento e dos desencantos da morte. Em verdade, sempre deixam algum bem no campo das relações humanas, pelas novas estradas abertas e pelas utilidades da civilização, cujo aparecimento aceleram; todavia, o progresso amaldiçoa-lhes a personalidade, porque as lágrimas das mães, os soluços dos lares desertos, as aflições da orfandade, a destruição dos campos e o horror da natureza ultrajada, acompanham-nos, por toda parte, destacando-os com execráveis sinais.

Um só conquistador houve no mundo, diferente de todos pela singularidade de sua missão entre as criaturas. Não possuía legiões armadas, nem poderes políticos, nem mantos de gala. Nunca expediu ordens e soldados, nem traçou programas de dominação. Jamais humilhou e feriu. Cercou-se de cooperadores aos quais chamou “amigos”. Dignificou a vida familiar, recolheu crianças desamparadas, libertou os oprimidos, consolou os tristes e sofredores, curou cegos e paralíticos. E, por fim, em compensação aos seus trabalhos, levados a efeito com humildade e amor; aceitou acusações para que ninguém as sofresse, submeteu-se à prisão para que outros não experimentassem a angústia do cárcere, conheceu o abandono dos que amava, separou-se dos seus, recebeu, sem revolta, ironias e bofetadas, carregou a cruz em que foi imolado e na sua morte passou por ser a de um ladrão.

Mas, desde a última vitória no madeiro, tecida em perdão e misericórdia, consolidou o seu infinito poder sobre as almas, e, desde esse dia, Jesus Cristo, o conquistador diferente, começou a estender o seu divino império no mundo, prosseguindo no serviço sublime da edificação espiritual, no Oriente e no Ocidente, no Norte e no Sul, nas mais cariadas regiões do Planeta, erguendo uma Terra aperfeiçoada e feliz, que continua a ser construída, em bases de amor e concórdia, fraternidade e justiça, acima da sombria animalidade do egoísmo e das ruínas geladas da morte.
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(Do livro 'Antologia Mediúnica do Natal '. Psicografia de Francisco
Cândido Xavier. Digitado por Lúcia Aydir (SP/08/2005). Lição nº 03.
Disponível em: www.oconsolador.com.br. Acesso em: 16/dezembro/2015.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 16/dezembro/2015.
Formatação atualizada em: 26/maio/2016.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

FORÇA, CHAPECOENSE!

Neste momento, palavras podem parecer folhas levadas ao vento. Fica, então, a nossa mensagem, de que que estamos irmanados diante desse acontecimento de consequências inomináveis,  e que a dor do povo chapecoense, intensa e inimaginável, é também a nossa dor. 
Solidariedade aos familiares e ao povo de Chapecó-SC, atingidos  por este acontecimento que ficará marcado em nossos corações. 
Somente Deus, na Sua Misericórdia Infinita, poderá enxugar as lágrimas e consolar os corações de todos os que sofrem nesta hora que o tempo não apagará.
Força, Chapecoense!

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Reflexão:
"Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo.(Mateus,11:28 a 30.)" 
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Prece de Carita
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A MAIOR TRAGÉDIA DO FUTEBOL NO MUNDO

Chapecó-SC
Geraldo Campetti Sobrinho (*)
'...Deus, nosso Pai, que não abandona a nenhum de seus filhos, por mais pungentes sejam os enfrentamentos provacionais a que possamos estar submetidos pela abençoada Lei de Causa e Efeito que rege nossas existências...'
O povo brasileiro acordou chocado na manhã desta terça-feira, 29 de novembro de 2016, com as informações sobre o acidente envolvendo o avião que transportava a delegação do time brasileiro de futebol, a Chapecoense, para a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o time colombiano Atlético Nacional. A aeronave fez um pouso forçado nesta madrugada na região de Antioquia (Colômbia), nas proximidades do aeroporto de Medellín, em acidente gravíssimo, que deixou 75 mortos e seis sobreviventes. Dentre as vítimas, encontravam-se tripulantes, jogadores e a comissão técnica do time do município de Chapecó, localizado no oeste catarinense (SC).

Considerada a maior tragédia do futebol mundial, deixa-nos todos, brasileiros, colombianos e cidadãos de diversos países das Américas e demais continentes, enternecidos diante de ocorrência tão inesperada. Como não se comover perante tamanho desastre?!

A primeira ação que a sensibilidade e o discernimento nos recomendam é de que sejamos solidários com os familiares e amigos dos nossos irmãos que retornaram à Pátria Espiritual nessa fatídica ocorrência. Unamo-nos, pois, em preces e vibrações de fortalecimento, tanto aos desencarnados quanto aos que permanecem em observação e tratamento médico, bem como aos familiares, parentes e amigos que necessitam de apoio da fé que consola ou, ao menos, ameniza a profunda dor que atinge seus corações.

Rogamos a todos eles que sejam envolvidos pelos Benfeitores Espirituais e possam encontrar o lenitivo aos seus sofrimentos, mantendo-se firmes na confiança em Deus, nosso Pai, que não abandona a nenhum de seus filhos, por mais pungentes sejam os enfrentamentos provacionais a que possamos estar submetidos pela abençoada Lei de Causa e Efeito que rege nossas existências.

Deus, como Pai de amor e de bondade, sempre age em favor do melhor para cada um de nós. Nem sempre é fácil entender e aceitar os desígnios divinos em nossos destinos. Porém, há situações que só conseguem ser explicadas quando alçamos o voo da compreensão para a imortalidade da vida, que prossegue dinâmica em todas as dimensões, e pela anterioridade existencial do Espírito, possuidor de vasta bagagem adquirida em vivências físicas pretéritas.

O esclarecimento pode igualmente aliviar nossa dor, quando entendemos o porquê dos acontecimentos, principalmente esses tão sinistros. Somado a todas as iniciativas humanistas, que visam à promoção do indivíduo à sua condição de Espírito imortal, o Espiritismo, como o Consolador Prometido por Jesus, pode nos trazer alento, esclarecendo nossas mentes e consolando nossos corações.

Que o divino amigo Jesus, em sua misericórdia de Irmão maior, possa abrigar em seu regaço fraterno todos os que partiram para o Mundo Espiritual e todos os envolvidos que aqui na Terra prosseguirão em sua caminhada existencial.■
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(*) - Geraldo Campetti Sobrinho é vice-presidente da Federação Espírita Brasileira. Coordenador da FEB Editora, responsável pela Biblioteca de Obras Raras e Museu da Federação. É apresentador dos programas Livros que Iluminam, da FEBtv, e Entre dois mundos: uma visão espírita da realidade, exibido pela Rede Brasil de Televisão.

Fonte:Boletim Eletrônico da FEB- 1ª quinz. dez/016.

www.febnet.org.br. Acesso em: 02/dezembro/2016.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

ABORTO DELITUOSO


Pelo Espírito Emmanuel
'...Homens da Terra, e sobretudo vós, corações maternos chamados à exaltação do amor e da vida, abstende-vos de semelhante ação que vos desequilibra a alma e entenebrece o caminho!...'
Comovemo-nos, habitualmente, diante das grandes tragédias que agitam a opinião. 
Homicídios que convulsionam a imprensa e mobilizam largas equipes policiais... 
Furtos espetaculares que inspiram vastas medidas de vigilância... 
Assassínios, conflitos, ludíbrios e assaltos de todo jaez criam a guerra de nervos, em toda parte; e, para coibir semelhantes fecundações de ignorância e delinqüência, erguem-se cárceres e fundem-se algemas, organiza-se o trabalho forçado e em algumas nações a própria lapidação de infelizes é praticada na rua, sem qualquer laivo de compaixão. 
Todavia, um crime existe mais doloroso, pela volúpia de crueldade com que é praticado, no silêncio do santuário doméstico ou no regaço da Natureza... 
Crime estarrecedor, porque a vítima não tem voz para suplicar piedade e nem braços robustos com que se confie aos movimentos da reação. 
Referimo-nos ao aborto delituoso, em que pais inconscientes determinam a morte dos próprios filhos, asfixiando-lhes a existência, antes que possam sorrir para a bênção da luz.
*  *
Homens da Terra, e sobretudo vós, corações maternos chamados à exaltação do amor e da vida, abstende-vos de semelhante ação que vos desequilibra a alma e entenebrece o caminho! 
Fugi do satânico propósito de sufocar os rebentos do próprio seio, porque os anjos tenros que rechaçais são mensageiros da Providência, assomantes no lar em vosso próprio socorro, e, se não há legislação humana que vos assinale a torpitude do infanticídio, nos recintos familiares ou na sombra da noite, os olhos divinos de Nosso Pai vos contemplam do Céu, chamando-vos, em silêncio, às provas do reajuste, a fim de que se vos expurgue da consciência a falta indesculpável que perpetrastes.🔺
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(Do livro “Religião dos Espíritos”, de Emmanuel,
psicografado por Chico Xavier, 4ª  Ed. FEB,1978,
pág. 17. Reunião pública de 9/1/59, questão nº 358.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 25/novembro/2015.
Formatação atualizada em: 26/novembro/2016.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

VALOR DA PRECE

'...O encarnado que ora pelo próximo cumpre a nobre tarefa dos puros Espíritos; sem lhes possuir a coragem e a força, realizam as suas maravilhas...'

Os Espíritos solicitam constantemente preces aos mortais. Será que os Espíritos bons não oram pelos sofredores? Nesse caso, por que as preces dos homens são mais eficazes?” A resposta que se segue foi dada [...] por Santo Agostinho, pelo médium E. Vézy:

Orai sempre, meus filhos. Já vos disse: a prece é um orvalho benfazejo que deve tornar menos árida a terra ressequida.Venho repetir mais uma vez e acrescentar algumas palavras em resposta à pergunta que me dirigistes. Perguntais por que os Espíritos sofredores preferem pedir-vos preces que a nós. As preces dos mortais são mais eficazes que a dos Espíritos bons? – Quem vos disse que nossas preces não tinham a virtude de espalhar consolação e dar força aos Espíritos fracos, que não podem ir a Deus senão com dificuldade e, muitas vezes, sem coragem? Se imploram as vossas preces, é porque elas têm o mérito das emanações terrenas que, subindo voluntariamente a Deus, são sempre por eles aproveitadas, por procederem da vossa caridade e do vosso amor.

“Para vós orar é abnegação; para nós, um dever. O encarnado que ora pelo próximo cumpre a nobre tarefa dos puros Espíritos; sem lhes possuir a coragem e a força, realizam as suas maravilhas. É peculiar à nossa vida consolar o Espírito que sofre e passa por dificuldades; mas uma de vossas preces é o colar que tirais do pescoço para dá-lo ao indigente; é o pão que retirais de vossa mesa para dar a quem tem fome. É por isso que vossas preces são agradáveis a quem as escuta. Um pai não atende sempre à prece do filho pródigo? Não chama todos os servos para matar o vitelo gordo pelo retorno do filho culpado? Como não o faria ainda mais por aquele que, de joelhos, lhe vem dizer: ‘Ó meu pai, sou muito culpado; não vos peço graça, mas perdoai a meu irmão arrependido, mais fraco e menos culpado do que eu.’ Oh! é então que o pai se enternece, arrancando do peito tudo quanto este possa conter em dons e em amor. E diz: ‘Estavas cheio de iniqüidades e te confessaste criminoso; mas, compreendendo a enormidade de tuas faltas, não clamaste graça para ti; aceitas o sofrimento de meu castigo e, apesar de tuas torturas, tua voz tem força bastante para pedir por teu irmão!’ Pois bem! o pai não quer ser menos caridoso que o filho: perdoa a ambos. A um e outro estende as mãos para que possam marchar direito na senda que conduz à sua glória.

“Eis a razão, meus filhos, pela qual os Espíritos sofredores, que vagueiam à vossa volta, imploram as vossas preces. Devemos orar; podeis orar. Prece do coração, és a alma das almas, se assim me posso exprimir; quintessência sublime que sobe, sempre casta, bela e radiosa, para a alma mais vasta de Deus.” Santo Agostinho.🔺
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(Revista Espírita - Ano V – Agosto/1862 –
Nº 8. - págs. 345/346. Disponível em: Portal FEB .)
Imagem:http://www.google.com/ . Acesso em: 31/jul./2010.
Formatação atualizada em: 29/novembro/2016.

sábado, 26 de novembro de 2016

MANOEL PHILOMENO DE MIRANDA - BIOGRAFIA

Nascido em Jangada, município do Conde, Estado da Bahia em 14 de novembro de 1876, e desencarnado em Salvador em 14 de julho de 1942, o discípulo fiel da seara de Jesus, Manoel Philomeno de Miranda, conheceu o Espiritismo em 1914, por intermédio do médium Saturnino Favila. Por essa época, conheceu José Petitinga, estabelecendo relações com ele, ao mesmo tempo em que começava a frequentar as sessões da União Espírita Baiana, que havia sido recentemente fundada em 1915.

Discípulo de José Petitinga, tinha a mesma maneira especial de tratar e doutrinar os assistentes das sessões da “União”, sempre baseadas num magistral versículo evangélico.

Um dos mais firmes adeptos do Espiritismo, Miranda, desde 1918,  participava assiduamente das sessões, interessado superiormente nos assuntos doutrinários.

Fez parte da diretoria da União Espírita Baiana, de 1921 até o dia da sua desencarnação, em 14 de julho de 1942. Também presidia as sessões mediúnicas e trabalhos do Grupo Fraternidade. Durante esse longo período, Miranda foi um baluarte do Espiritismo. Onde estivesse, aí estaria a Doutrina e sua propaganda, exercida com proficiência de um douto, um abnegado.

Delicado no trato, mas heróico na luta, publicou, sem o seu nome, as obras 'Resenha do Espiritismo na Bahia' e 'Excertos que justificam o Espiritismo', além do opúsculo 'Porque sou Espírita', em resposta ao Pe. Huberto Rohden.

Sofrendo do coração, subia as escadas - para não faltar às sessões - sorrindo e sempre animado. Queria extinguir-se no seu cumprimento. Sentia imensa alegria em dar os seus dias ao serviço do Cristo.

Sobre as suas últimas palavras, assim escreve A M. Cardoso e Silva: “Agora sim! Não vou porque não posso mais.Estou satisfeito porque cumpri o meu dever. Fiz o que pude... o que me foi possível. Tome conta dos trabalhos, conforme já determinei.”

Era antevéspera da sua desencarnação.

Querido de quantos o conheceram - porque quem o conhecia não podia deixar de amá-lo -, até o último instante demonstrou a firmeza da tranquilidade dos justos, proclamando e testemunhando a grandeza imortal da Doutrina Espírita.

Divaldo Pereira Franco conta como iniciou seu relacionamento com o amoroso Benfeitor, conforme relato no livro 'Semeador de Estrelas', da escritora e médium Suely Caldas Schubert:

“No ano de 1950 Chico Xavier psicografou para mim uma mensagem ditada pelo Espírito José Petitinga e no próximo encontro uma outra ditada pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda.

( ... ) “No ano de 1970 apareceu-me o Espírito Manoel Philomeno de Miranda, dizendo que, na Terra, havia trabalhado na União Espírita Baiana, tendo exercido vários cargos, dedicando-se, especialmente à tarefa do estudo da mediunidade e da desobsessão. “Quando chegou ao Mundo Espiritual foi estudar em mais profundidade as alienações por obsessão e as técnicas correspondentes da desobsessão.

( ... ) “Convidado por Joanna de Ângelis, para trazer o seu contributo em torno da mediunidade, da obsessão e desobsessão, ele ficou quase trinta anos realizando estudos e pesquisas e elaborando trabalhos que mais tarde iria enfeixar em livros.

“Ao me aparecer, então, pela primeira vez, disse-me que gostaria de escrever por meu intermédio. “Levou-me a uma reunião, no Mundo Espiritual, onde reside, e ali, mostrou-me como eram realizadas as experiências de prolongamento da vida física através da transfusão de energia utilizando-se do perispírito. “Depois de uma convivência de mais de um mês, aparecendo-me diariamente, para facilitar o intercâmbio psíquico entre ele e mim, começou a escrever “Nos Bastidores da Obsessão”, que são relatos, em torno da vida espiritual, das técnicas obsessivas e de desobsessão.

( ... ) “Na visita que Manoel Philomeno me permitiu fazer à Colônia em que ele se hospedava, levou-me a uma curiosa biblioteca. Mostrou-me como são arquivados os trabalhos gráficos que se fazem na Terra. Disse-me que, quando um escritor ou um médium, seja quem for, escreve algo que beneficia a Humanidade - no caso do escritor - é um profissional, mas, o que ele produz é edificante, nessa biblioteca fica inscrito, com um tipo de letra bem característico, traduzindo a nobreza do seu conteúdo. À medida que a mente, aqui, no planeta, vai elaborando, simultaneamente vai plasmando lá, nesses fichários muito sensíveis, que captam a onda mental e tudo imprimem.

“Quando a pessoa escreve por ideal e não é remunerado, ao se abrirem esses livros, as letras adquirem relevo e são de uma forma muito agradável à vista, tendo uma peculiar luminosidade. Se a pessoa, porém, o faz por ideal e estando num momento difícil, sofrido, mas ainda assim escreve com beleza, esquecendo-se de si mesma, para ajudar a sociedade, a criatura humana, ao abrir-se o livro, as letras adquirem uma vibração musical e se transformam em verdadeiros cantos, em que a pessoa ouve, vê e capta os registros psíquicos de quando o autor estava elaborando a tese. “O oposto também é verdadeiro.

( ... ) “Eis porque vale a pena, quando estamos desalentados e sofridos, não desanimarmos e continuarmos as nossas tarefas, o que lhes dá um valor muito maior.

Porque o trabalho diletante, o desportivo, o do prazer, já tem, na própria ação, a sua gratificação, enquanto o de sacrifício e de sofrimento exige a abnegação da pessoa, o esforço, a renúncia e, acima de tudo, a tenacidade, para tornar real algo que gostaria que acontecesse, embora o esteja realizando por entre dores e lágrimas.”
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Texto: www.feb.org.br.Acesso em: 26/novembro/2016.
Imagem: www.google.com .Acesso em: 13/agosto/2010.
Formatação atualizada em: 26/novembro/2016.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

OS ÓRFÃOS

 '... Agrada a Deus quem estende a mão a uma criança abandonada, porque compreende e pratica a sua lei ...'

"Meus irmãos, amai os órfãos.

Se soubésseis quanto é triste ser só e abandonado, sobretudo na infância!

Deus permite que haja órfãos, para exortar-nos a servir-lhes de pais. Que divina caridade amparar uma pobre criaturinha abandonada, evitar que sofra fome e frio, dirigir-lhe a alma, a fim de que não desgarre para o vício.

Agrada a Deus quem estende a mão a uma criança abandonada, porque compreende e pratica a sua lei. Ponderai também que muitas vezes a criança que socorreis vos foi cara noutra encarnação, caso em que, se pudésseis lembrar-vos, já não estaríeis praticando a caridade, mas cumprindo um dever.

Assim, pois, meus amigos, todo sofredor é vosso irmão e tem direito à vossa caridade; não, porém, a essa caridade que magoa o coração, não a essa esmola que queima a mão em que cai, pois freqüentemente bem amargos são os vossos óbolos! Quantas vezes seriam eles recusados, se na choupana a enfermidade e a miséria não os estivessem esperando!

Dai delicadamente, juntai ao benefício que fizerdes o mais precioso de todos os benefícios: o de uma boa palavra, de uma carícia, de um sorriso amistoso. Evitai esse ar de proteção, que equivale a revolver a lâmina no coração que sangra e considerai que, fazendo o bem, trabalhais por vós mesmos e pelos vossos.
Um Espírito familiar. (Paris, 1860.)"
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(Do 'Evangelho Segundo o Espiritismo',
de Allan Kardec, Cap. XIII, item 18)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 24/outubro/2011.
Formatação atualizada em:22/novembro/2016.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

MÁ-VONTADE

Pelo Espírito Emmanuel

“Não vos comuniqueis com as obras
infrutuosas das trevas.”
Paulo. (Efésios, 5:11.)

Má-vontade gera sombra.

A sombra favorece a estagnação.

A estagnação conserva o mal.

O mal entroniza a ociosidade.

A ociosidade cria a discórdia.

A discórdia desperta o orgulho.

O orgulho acorda a vaidade.

A vaidade atiça a paixão inferior.

A paixão inferior provoca a indisciplina.

A indisciplina mantém a dureza de coração.

A dureza de coração impõe a cegueira espiritual.

A cegueira espiritual conduz ao abismo.

Entregue às obras infrutuosas da incompreensão, pela simples má-vontade pode o homem rolar indefinidamente ao precipício das trevas.

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(Do livro "Pão Nosso", de Emmanuel,
psicografado por Chico Xavier. Lição n° 67. 16ª Ed. FEB. 1994.).
Imagem: www.morguefile.com . Acesso em: 08/junho/2014.
Formatação atualizada em: 15/novembro/2016.

sábado, 12 de novembro de 2016

BEM-AVENTURADOS...

Mar da Galileia visto do Monte das Bem-Aventuranças
Pelo Espírito Irmão X

'...Bem-aventurados os pobres de ambições escuras, de sonhos vãos, de projetos vazios e de ilusões desvairadas, que vivem construindo o bem com o pouco que possuem, ajudando em silêncio...'

E, respondendo ao companheiro que lhe havia solicitado a tradução do Sermão do Monte, em linguagem moderna, o velhinho amigo deteve-se no capítulo cinco do Apóstolo Mateus, e falou, com voz cheia e vibrante:

Bem-aventurados os pobres de ambições escuras, de sonhos vãos, de projetos vazios e de ilusões desvairadas, que vivem construindo o bem com o pouco que possuem, ajudando em silêncio, sem a mania da glorificação pessoal, atentos à vontade do Senhor e distraídos das exigências da personalidade, porque viverão sem novos débitos, no rumo do Céu que lhes abrirá as portas de ouro, segundo os ditames sublimes da evolução.

Bem-aventurados os que sabem esperar e chorar, sem reclamação e sem gritaria, suportando a maledicência e o sarcasmo, sem ódio, compreendendo nos adversários e nas circunstâncias que os ferem abençoados aguilhões do socorro divino, a impeli-los para diante, na jornada redentora, porque realmente serão consolados.

Bem-aventurados os mansos, os delicados e os gentis que sabem viver sem provocar antipatias e descontentamentos, mantendo os pontos de vista que lhes são peculiares, conferindo, porém, ao próximo, o mesmo direito de pensar, opinar e experimentar de que se sentem detentores, porque, respeitando cada pessoa, cada coisa em seu lugar, tempo e condição, equilibram o corpo e a alma no seio da harmonia, herdando longa permanência e valiosas lições na Terra.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, aguardando o pronunciamento do Senhor, através dos acontecimentos inelutáveis da vida, sem querelas nos tribunais e sem papelórios perturbadores que somente aprofundam as chagas da aflição e aniquilam o tempo, trabalhando e aprendendo sempre com os ensinamentos vivos do mundo, porque, efetivamente, um dia serão fartos.

Bem-aventurados os misericordiosos, que se compadecem dos justos e dos injustos, dos ricos e dos pobres, dos bons e dos maus, entendendo que não existem criaturas sem problemas, sempre dispostos à obra de auxílio fraterno a todos, porque, no dia de visitarão da luta e da dificuldade, receberão o apoio e a colaboração de que necessitem.

Bem-aventurados os limpos de coração que projetam a claridade de seus intentos puros sobre todas as situações e sobre todas as coisas, porque encontrarão a "parte melhor" da vida, em todos os lugares, conseguindo penetrar a grandeza dos propósitos divinos.

Bem-aventurados os pacificadores que toleram sem mágoa os pequenos sacrifícios de cada dia, em favor da felicidade de todos, e que nunca atiram o incêndio da discórdia com a lenha da injúria ou da rebelião, porque serão considerados filhos obedientes de Deus.
 
Bem-aventurados os que sofrem a perseguição ou a incompreensão, por amor à solidariedade, à ordem, ao progresso e à paz, reconhecendo, acima da epiderme sensível, os sagrados interesses da Humanidade, servindo sem cessar ao engrandecimento do espírito comum, porque, assim, se habilitam à transferência justa para as atividades do Plano Superior.

Bem-aventurados todos os que forem dilacerados e contundidos pela mentira e pela calúnia, por amor ao ministério santificante do Cristo, fustigados diariamente pela reação das trevas, mas agindo valorosos, com paciência, firmeza e bondade pela vitória do Senhor, porque se candidatam, desse modo, à coroa triunfante dos profetas celestiais e do próprio Mestre que não encontrou, entre os homens, senão a cruz pesada, antes da gloriosa ressurreição.

A essa altura, o iluminado pregador passeou o olhar percuciente e límpido pelo nosso grupo e, finda ligeira pausa, fixou nos lábios amplo e belo sorriso, rematando, serenamente:

– Rejubilem-se, cada vez mais, quantos estiverem nessas condições, porque, hoje e amanhã, são bem-aventurados na Terra e nos Céus...

Em seguida, retomou o passo leve para a frente, deixando-nos na estranha, quietude e na indagação oculta de quem se dispõe a pensar.

Lição nº 39, intitulada "Versão Moderna", do livro “Cartas e Crônicas”,
de autoria do Espírito Irmão X, psicografado por Chico Xavier,
editado pela FEB, 2ª edição, 1967, págs. 134/136.)
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Imagem:http://lugaressantos.wordpress.com.
Acesso em: 06/fevereiro/2014.
Destaques: pelo editor do Blog.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

SOBRE O TEMPO

Vale de Santa Maria Madalena - Alfredo Chaves - ES - Brasil - foto by Érico*

Por Gibran Khalil Gibran
'...Quem, dentre vós, não sente que a sua capacidade para amar é ilimitada? ...'
E um astrônomo disse, Fala-nos do Tempo.

E ele respondeu:

Se dependesse de vós mediríeis o imedível e o incomensurável.

Ajustaríeis a vossa conduta e até dirigiríeis o rumo do vosso espírito de acordo com as horas e e as estações.

Do tempo faríeis um ribeiro em cuja margem vos sentaríeis a vê-lo fluir.

No entanto, o intemporal em vós está consciente do intemporal da vida, e sabe que o ontem não é senão a memória do hoje, e o amanhã é o sonho de hoje.

E aquele que dentro de vós canta e contempla, habita ainda dentro dos limites daquele primeiro momento que espalhou as estrelas no firmamento.

Quem, dentre vós, não sente que a sua capacidade para amar é ilimitada?

E, no entanto, também sente que esse mesmo amor, embora ilimitado, está confinado no âmago do seu ser, não se movendo de pensamento amoroso para pensamento amoroso, nem de atos de amor para atos de amor.

E não será o tempo, tal como o amor, indivisível e imóvel?

Mas se em pensamento quiserdes medir o tempo em estações, deixai que cada estação abrace todas as outras.

E deixai que o hoje abrace o passado com saudade e o futuro com ansiedade.

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(Do livro 'O Profeta'. Disponível em:
http://www.starnews2001.com.brAcesso em: 31/março/2010.
*Imagem:http://paisagenscapixabas.blogspot.com/. Acesso em: 16/outubro/2010.)
Formatação atualizada em 07/novembro/2016.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

"CONFIA NO SENHOR..." - SALMO 37

'... Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado...'
Salmo de Davi

1.Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade.
2.Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura.
3.Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado.
4.Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração.
5.Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.
6.E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia.
7.Descansa no SENHOR, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.
8.Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal. (continua...)
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Leia a íntegra em:
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