quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A PRECE RECOMPÕE

Pelo Espírito Emmanuel

'...A oração é divina voz 
do espírito no grande silêncio...'

Na construção de simples casa de pedra, há que despender longo esforço para ajustar ambiente próprio, removendo óbices, eliminando asperezas e melhorando a paisagem.

Quando não é necessário acertar o solo rugoso, é preciso, muitas vezes, aterrar o chão, formando leito seguro, à base forte.

Instrumentos variados movimentam-se, metódicos, no trabalho renovador.

Assim também na esfera de cogitações de ordem espiritual.

Na edificação da paz doméstica, na realização dos ideais generosos, no desdobramento de serviços edificantes, urge providenciar recursos ao entendimento geral, com vistas à cooperação, à responsabilidade, ao processo de ação imprescindível.

E, sem dúvida, a prece representa a indispensável alavanca renovadora, demovendo obstáculos no terreno duro da incompreensão.

A oração é divina voz do espírito no grande silêncio.

Nem sempre se caracteriza por sons articulados na conceituação verbal, mas, invariavelmente, é prodigioso poder espiritual comunicando emoções e pensamentos, imagens e idéias, desfazendo empecilhos, limpando estradas, reformando concepções e melhorando o quadro mental em que nos cabe cumprir a tarefa a que o Pai nos convoca.

Muitas vezes, nas lutas do discípulo sincero do Evangelho, a maioria dos afeiçoados não lhe entende os propósitos, os amigos desertam, os familiares cedem à sombra e à ignorância; entretanto, basta que ele se refugie no santuário da própria vida, emitindo as energias benéficas do amor e da compreensão, para que se mova, na direção de mais alto, o lugar em que se demora com os seus.

A prece tecida de inquietação e angústia não pode distanciar-se dos gritos desordenados de quem prefere a aflição e se entrega à imprudência, mas a oração tecida de harmonia e confiança é força imprimindo direção à bússola da fé viva, recompondo a paisagem em que vivemos e traçando rumos novos para a vida superior.
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"E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos." 
- (ATOS, 4:31.)
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(Do livro "Vinha de Luz", de Emmanuel, psicografado
por Chico Xavier. Lição n° 98.Ed. internet baseada na 14ª ed. FEB.)
Formatação atualizada em: 26/outubro/2016.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

NUVENS

Pelo Espírito Emmanuel
'...A existência terrestre, efetivamente, impõe angústias inquietantes e aflições amargosas. É conveniente, contudo, que as criaturas guardem serenidade e confiança, nos momentos difíceis...'
O homem, quase sempre, tem a mente absorvida na contemplação das nuvens que lhe surgem no horizonte. São nuvens de contrariedades, de projetos frustrados, de esperanças desfeitas.Por vezes, desespera-se envenenando as fontes da própria vida. 
Desejaria, invariavelmente, um céu azul a distância, um Sol brilhante no dia e luminosas estrelas que lhe embelezassem a noite. 
No entanto, aparece a nuvem e a perplexidade o toma, de súbito. 
Conta-nos o Evangelho a formosa história de uma nuvem. 
Encontravam-se os discípulos deslumbrados com a visão de Jesus transfigurado, tendo junto de si Moisés e Elias, aureolados de intensa luz. 
Eis, porém, que uma grande sombra comparece. Não mais distinguem o maravilhoso quadro. 
Todavia, do manto de névoa espessa, clama a voz poderosa da revelação divina: “Este é o meu amado Filho, a ele ouvi!” 
Manifestava-se a palavra do Céu, na sombra temporária. 
A existência terrestre, efetivamente, impõe angústias inquietantes e aflições amargosas. É conveniente, contudo, que as criaturas guardem serenidade e confiança, nos momentos difíceis. 
As penas e os dissabores da luta planetária contêm esclarecimentos profundos, lições ocultas, apelos grandiosos. A voz sábia e amorosa de Deus fala sempre através deles.
“E saiu da nuvem uma voz que dizia:
Este é o meu amado Filho, a ele ouvi.” (LUCAS, 9: 35.)

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(Do livro "Caminho, Verdade Vida" - F.C.Xavier.
Espírito Emmanuel.Cap. 32.14ª ed. FEB.1990.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 25/abril/2013.
Formatação atualizada em: 13/outubro/2016.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A PACIÊNCIA


'... O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte...'
A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.

Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.

A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.

Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo.- Um Espírito amigo. (Havre, 1862.) 
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KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo.
112ª ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1992. Cap. IX. Instruções

dos Espíritos. Item 7.
Imagem: www.google.com.Acesso em: 01.03..2011.
Formatação atualizada em 14/outubro/2016.

sábado, 22 de outubro de 2016

JESUS NO LAR

Pelo Espírito Emmanuel
'...Quando o Evangelho penetra o Lar, o coração abre mais facilmente a porta ao Mestre Divino...'
"Para a generalidade dos estudiosos, o Cristo permanece tão-somente situado na História modificando o curso dos acontecimentos políticos do mundo; para a maioria dos teólogos, é simples objeto de estudo, nas letras sagradas, imprimindo novo rumo às interpretações da fé; para os filósofos, é o centro de polêmicas infindáveis, e, para a multidão dos crentes inertes, é o benfeitor providencial nas crises inquietantes da vida comum.

Todavia, quando o homem percebe a grandeza da Boa Nova, compreende que o Mestre não é apenas o reformador da civilização, o legislador da crença, o condutor do raciocínio ou o doador de facilidades terrestres, mas também, acima de tudo, o renovador da vida de cada um.


Atingindo esse ápice do entendimento, a criatura ama o templo que lhe orienta o modo de ser; contudo, não se restringe às reuniões convencionais para as manifestações adorativas e, sim, traz o Amigo Celeste ao santuário familiar, onde Jesus, então, passa a controlar as paixões, a corrigir as maneiras e a inspirar as palavras, habilitando o aprendiz a traduzir-lhe os ensinamentos eternos através de ações vivas, com as quais espera o Senhor estender o divino reinado da paz e do amor sobre a Terra.


Quando o Evangelho penetra o Lar, o coração abre mais facilmente a porta ao Mestre Divino.


Hoje, que quase vinte séculos são já decorridos sobre as primícias da Boa Nova, o domicílio de Simão se transformou no mundo inteiro...

Jesus continua falando aos companheiros de todas as latitudes. Que a sua voz incisiva e doce possa gravar no livro de nossa alma a lição renovadora de que carecemos à frente do porvir, convertendo-nos em semeadores ativos de seu infinito amor, é a felicidade maior a que poderemos aspirar."

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(Excerto do prefácio do livro 'Jesus no Lar', de Neio Lucio
[Pedro Leopoldo, 3 de outubro de 1949]
psicografado por Francisco Cândido Xavier. Edição FEB.)
Imagem: www.google.com . Acesso em: 25/dezembro/2010.
Formatação atualizada em:14/outubro/2016.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

NA MEDITAÇÃO

Pelo Espírito Emmanuel
'...Concentra-te, por alguns minutos, em companhia do Cristo, no barco de teus pensamentos mais puros, sobre o mar das preocupações cotidianas...'
Tuas mãos permanecem extenuadas por fazer e desfazer. 
Teus olhos, naturalmente, estão cheios da angústia recolhida nas perturbações ambientes. 
Doem-te os pés nas recapitulações dolorosas. 
Teus sentimentos vão e vêm, através de impulsos tumultuários, influenciados por mil pessoas diversas. 
Tens o coração atormentado. 
É natural. Nossa mente sofre sede de paz, como a terra seca tem necessidade de água fria. 
Vem a um lugar à parte, no país de ti mesmo, a fim de repousar um pouco. 
Esquece as fronteiras sociais, os controles domésticos, as incompreensões dos parentes, os assuntos difíceis, os problemas inquietantes, as idéias inferiores. 
Retira-te dos lugares comuns a que ainda te prendes. 
Concentra-te, por alguns minutos, em companhia do Cristo, no barco de teus pensamentos mais puros, sobre o mar das preocupações cotidianas... 
Ele te lavará a mente eivada de aflições. 
Balsamizará tuas úlceras. 
Dar-te-á salutares alvitres. 
Basta que te cales e sua voz falará no sublime silêncio. 
Oferece-lhe um coração valoroso na fé e na realização, e seus braços divinos farão o resto. 
Regressarás, então, aos círculos de luta, revigorado, forte e feliz. 
Teu coração com Ele, a fim de agires, com êxito, no vale do serviço. 
Ele contigo, para escalares, sem cansaço, a montanha da luz.
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E foram sós num barco para um lugar deserto.” -
(MARCOS, capítulo 6, versículo 32.)
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(Do livro “Caminho, Verdade e Vida”, de Emmanuel,
psicografado por Chico Xavier, 14ª Ed. FEB. 1990. Lição nº 168.)
Imagem: www.google.com. Acesso em:18/agosto/2016.
Formatação atualizada em: 18/outubro/2016.

domingo, 16 de outubro de 2016

CURA ESPIRITUAL


Pelo Espírito André Luiz

Comece orando.
A prece é luz na sombra em que a doença se instala.
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Semeie alegria.
A esperança é alegria no coração.
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Fuja da impaciência.
Toda irritação é desastre magnético de consequências imprevisíveis.
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Guarde confiança.
A dúvida deita raios de morte.
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Não critique.
A censura é choque nos agentes da afinidade.
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Conserve brandura.
A palavra agressiva prende o trabalho na estaca zero.
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Não se escandalize.
O corpo de quem sofre é objeto sagrado.
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Ajude espontaneamente para o bem.
Simpatia é cooperação.
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Não cultive os desafetos.
Aversão é calamidade vibratória.
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Interprete o doente qual se fosse você mesmo.
Toda cura espiritual lança raízes sobre a força do amor.
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Do livro ‘O Espírito da Verdade’, ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz,
psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira.1ª ed. FEB. 1962. Lição 53[E.S.E -
Cap. XXVI – Item 01]. págs. 125/126.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 22.08.12.
Formatação atualizada em: 16/outubro/2016.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

LÁGRIMAS

Pelo Espírito Emmanuel
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” - Jesus (Mateus - 11:28.)
Ninguém como Cristo espalhou na Terra tanta alegria e fortaleza de ânimo. Reconhecendo isso, muitos discípulos amontoam argumentos contra a lágrima e abominam as expressões de sofrimento.

O Paraíso já estaria na Terra se ninguém tivesse razões para chorar. Considerando assim, Jesus, que era o Mestre da confiança e do otimismo, chamava ao seu coração todos os que estivessem cansados e oprimidos sob o peso de desenganos terrestres.

Não amaldiçoou os tristes: convocou-os à consolação.

Muita gente acredita na lágrima sintoma de fraqueza espiritual. No entanto, Maria soluçou no Calvário; Pedro lastimou-se, depois da negação; Paulo mergulhou-se em pranto às portas de Damasco; os primeiros cristãos choraram nos circos de martírio... mas, nenhum deles derramou lágrimas sem esperança. Prantearam e seguiram o caminho do Senhor, sofreram e anunciaram a Boa Nova da Redenção, padeceram e morreram leais na confiança suprema.

O cansaço experimentado por amor ao Cristo converte-se em fortaleza, as cadeias levadas ao seu olhar magnânimo transformam-se em laços divinos de salvação.

Caracterizam-se as lágrimas através de origens específicas. Quando nascem da dor sincera e construtiva, são filtros de redenção e vida; no entanto, se procedem do desespero, são venenos mortais.
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(Do livro “Caminho, Verdade e Vida”, ditado pelo
Espírito Emmanuel ao médium Chico Xavier.
14ª Ed. FEB.Lição nº 172. p.359/360.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 27/julho/2012.
Formatação atualizada em:13/outubro/2016.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

EM FAMÍLIA

Pelo Espírito Emmanuel

'...É impossível auxiliar o mundo, quando ainda não conseguimos ser úteis nem mesmo a uma casa pequena – aquela em que a Vontade do Pai nos situou, a título precário...'


A luta em família é problema fundamental da redenção do homem na Terra. Como seremos benfeitores de cem ou mil pessoas, se ainda não aprendemos a servir cinco ou dez criaturas? Esta é indagação lógica que se estende a todos os discípulos sinceros do Cristianismo.

Bom pregador e mau servidor são dois títulos que se não coadunam.

O apóstolo aconselha o exercício da piedade no centro das atividades domésticas, entretanto, não alude à piedade que chora sem coragem ante os enigmas aflitivos, mas àquela que conhece as zonas nevrálgicas da casa e se esforça por eliminá-las, aguardando a decisão divina a seu tempo.

Conhecemos numerosos irmãos que se sentem sozinhos, espiritualmente, entre os que se lhes agregaram ao círculo pessoal, através dos laços consangüíneos, entregando-se, por isso, a lamentável desânimo.

É imprescindível, contudo, examinar a transitoriedade das ligações corpóreas, ponderando que não existem uniões casuais no lar terreno. Preponderam aí, por enquanto, as provas salvadoras ou regenerativas. Ninguém despreze, portanto, esse campo sagrado de serviço por mais se sinta acabrunhado na incompreensão. Constituiria falta grave esquecer-lhe as infinitas possibilidades de trabalho iluminativo.

É impossível auxiliar o mundo, quando ainda não conseguimos ser úteis nem mesmo a uma casa pequena – aquela em que a Vontade do Pai nos situou, a título precário.

Antes da grande projeção pessoal na obra coletiva, aprenda o discípulo a cooperar, em favor dos familiares, no dia de hoje, convicto de que semelhante esforço representa realização essencial.
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“Aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família e a recompensar seus pais, porque isto é bom e agradável diante de Deus.” 
– Paulo. (1ª Epístola a Timóteo, 5:4.)
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Veja ainda:
"A Família é o Lugar"
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Do livro "Pão nosso",pelo Espírito. Emmanuel,
psicografia de Chico Xavier, 16ª ed. FEB,lição nº 117, pág.245/246.
Imagem: www.google.com. Acesso em:12/outubro/2016.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

HÁ MUITA DIFERENÇA

Pelo Espírito Emmanuel
'...quem espera pelo ouro ou pela prata, a fim de contribuir nas boas obras, em verdade ainda se encontra distante da possibilidade de ajudar a si próprio...'
É justo recomendar muito cuidado aos que se interessam pelas vantagens da política humana, reportando-se a Jesus e tentando explicar, pelo Evangelho, certos absurdos em matéria de teorias sociais.

Quase sempre, a lei humana se dirige ao governado, nesta fórmula: – “O que tens me pertence.”

O Cristianismo, porém, pela boca inspirada de Pedro, assevera aos ouvidos do próximo: – “O que tenho, isso te dou.”

Já meditaste na grandeza do mundo, quando os homens estiverem resolvidos a dar do que possuem para o edifício da evolução universal?

Nos serviços da caridade comum, nas instituições de benemerência pública, raramente a criatura cede ao semelhante aquilo que lhe constitui propriedade intrínseca.

Para o serviço real do bem eterno, fiar-se-á alguém nas posses perecíveis da Terra, em caráter absoluto?

O homem generoso distribuirá dinheiro e utilidades com os necessitados do seu caminho, entretanto, não fixará em si mesmo a luz e a alegria que nascem dessas dádivas, se as não realizou com o sentimento do amor, que, no fundo, é a sua riqueza imperecível e legítima.

Cada individualidade traz consigo as qualidades nobres que já conquistou e com que pode avançar sempre, no terreno das aquisições espirituais de ordem superior.

Não olvides a palavra amorosa de Pedro e dá de ti mesmo, no esforço de salvação, porquanto quem espera pelo ouro ou pela prata, a fim de contribuir nas boas obras, em verdade ainda se encontra distante da possibilidade de ajudar a si próprio.

“E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro,
mas o que tenho, isso te dou. ” – (Atos, 3:6.)
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Do livro "Pão Nosso", de Emmanuel, psicografado
por Francisco C. Xavier. 16ª ed. FEB. 1994.
Lição nº 106. págs. 223/224.
Imagem: www.    Acesso em:

sábado, 8 de outubro de 2016

PARA LIBERTAR-NOS

Pelo  Espírito Emmanuel
 '...E reconheçamos, de igual modo, que o primeiro passo para liberar-nos da inércia será sempre: trabalhar...'
A preguiça conserva a cabeça desocupada e as mãos ociosas.
A cabeça desocupada e as mãos ociosas encontram a desordem.
A desordem cai no tempo sem disciplina.
O tempo sem disciplina vai para a invigilância.
A invigilância patrocina a conversação sem proveito.
A conversação sem proveito entretece as sombras da cegueira de espírito.
A cegueira de espírito promove o desequilíbrio.
O desequilíbrio atrai o orgulho.
O orgulho alimenta a vaidade.
A vaidade agrava a preguiça.
Como é fácil de perceber, a preguiça é suscetível de desencadear todos os males, qual a treva que é capaz de induzir a todos os erros.
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Compreendamos, assim, que a obsessão, loucura, pessimismo, delinqüência ou enfermidade podem aparecer por autênticas fecundações da ociosidade, intoxicando a mente e arruinando a vida. E reconheçamos, de igual modo, que o primeiro passo para liberar-nos da inércia será sempre: trabalhar.
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(Do livro “CORAGEM”. F.C.Xavier/Espíritos Diversos.
Lição nº 35. CEC (Uberaba-MG). 29ª ed.1999.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 14/setembro/2016.
Formatação atualizada em:14/setembro/2016.
Destaques: pelo editor do Blog.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

PERGUNTE A SI MESMO

Pelo Espírito Ernest O’Brien
(Nova Iorque, N. I., E. U. A , 10 Julho, 1965.)
'...As dificuldades revelam-lhe o caráter. Se você prometer ajudar a alguém, faça-o agora. Se deseja progredir, não o deixe para amanhã. Faça-o hoje...'

Em que base devemos colocar o problema da morte?

Naturalmente, a morte não existe. A própria vida exige a morte como um renascimento; entre ambas, nossa consciência permanece.

Experiências vêm e experiências vão; nesse ínterim, a consciência prossegue. Consciência é Justiça Divina dentro de nós. Não se esqueça de que você vive sempre. O espírito deve ser visto pelo que é; portanto, ele somente pode prosseguir, no Além, no nível ao qual se ajustou. Atravessamos os portões da morte, para viver de novo. Como se sabe, encontramos aquilo que buscamos.

Você experimentará, mas tarde, a felicidade no Além, de acordo com os seus atos agora. Pense nisso. Faça de conta que você se encontra no seu próprio plano póstumo e examine bem suas obrigações antes de contraí-las.

Todas as manhãs, pergunte a si mesmo: “Que pretendo?” Primeiro de tudo, ouça a sua consciência; não faça rodeios. Todos nos devemos curvar diante da verdade.

Quando estiver errado, é melhor admitir os seus enganos, sem reservas, e repará-los daí em diante. Você é chamado ao sofrimento; não se engane a si mesmo, fugindo dele.

A educação, para a felicidade no Além, gira em torno das nossas aflições diárias. Você não pode produzir boas obras, sem esforço.

As dificuldades revelam-lhe o caráter. Se você prometer ajudar a alguém, faça-o agora. Se deseja progredir, não o deixe para amanhã. Faça-o hoje.

Sua origem é o céu e para lá você voltará, levando, na consciência, o fruto das suas obras. Antes de regressar ao Além, você deve purificar seu mundo interior. Acima de tudo, conserve uma boa consciência. O campo do pensamento é livre. Na verdade, você vive pelos atos e não pelos sonhos.

Onde está Deus, está a alegria, mas, onde está Deus, aí está também a responsabilidade. Empregue as faculdades que lhe foram emprestadas, em benefício de todos, pois, quando a morte chega, você terá tudo quanto deu aos outros. Aqui e acolá, que o amor de Deus possa ser visto por seu intermédio.
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(Do livro “Entre irmãos de outras terras". Autores Diversos.
Psicografias de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
1ª Ed. FEB. 1966. Lição nº 35
[psicografia de Waldo Vieira]. II parte. p.117/118.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 17/novembro/2012.
Formatação atualizada em: 14/setembro/2016.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

FACHO LIBERTADOR



Pelo Espírito Emmanuel
'... Solucionando em cada um de nós os problemas da evolução e do ser, da dor e do destino, o Espiritismo é o facho libertador...' 
Consolador prometido por Jesus, o Espiritismo alcança o homem por mensageiro divino, estendendo-lhe as chaves da própria libertação.

Rompe os limites que lhe circunvalam o planeta, em forma de horizontes, e descortina-lhe a visão do Universo, povoado de mundos inumeráveis, rasgando a venda de ilusão que lhe empana a idéia da vida.

Funde as grades da incompreensão, entre as quais se acredita cobaia pensante em vale de  lágrimas, e fala-lhe da justiça perfeita e da bondade incomensurável do Criador que concede oportunidades iguais a todas as criaturas, nos planos multiformes da Criação, extirpando a cegueira que lhe escurece o entendimento e ensinando-lhe a reconhecer que deve a si mesmo o bem ou mal, que lhe repontem da senda.

Parte as grilhetas de sombra, que lhe encerram a inteligência em falsos princípios de maldição e favor, impropriamente atribuídos à Excelsa Providência, e oferece-lhe o conhecimento da reencarnação do espírito, em aperfeiçoamento gradativo na Terra ou em outros mundos.

Derrete as algemas de tristeza que lhe aprisionam o sentimento, na tenebrosa perspectiva de eterno adeus perante a morte, e clareia-lhe o raciocínio na consoladora luz da sobrevivência, para além da estância física.

Solucionando em cada um de nós os problemas da evolução e do ser, da dor e do destino, o Espiritismo é o facho libertador, desatando correntes de angústia, demolindo muralhas de separação, eliminando clausuras de pessimismo e abolindo cativeiros de ignorância.

Se te encontras, quanto nós, entre aqueles que tanto recebem da Nova Revelação, perguntemos a nós mesmos o que lhe damos em serviço e apoio, cooperação e amor, porque sendo o Espiritismo crédito e prestigio de Cristo entregues às nossas consciências endividadas, é natural que a conta e o rendimento que se relacionem com ele seja responsabilidade em nossas mãos.
*  *  *
(“Opinião Espírita”, ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz aos médiuns
Chico Xavier e Waldo Vieira. 7ª Ed. Uberaba (MG).
CEC. 1990. Lição nº 6 [E.S.E. - Cap. VI – item 4, recebida por Chico Xavier] p.35/36.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 15/julho/2012.
Formatação atualizada em:1/outubro/2016.

sábado, 1 de outubro de 2016

O AUXÍLIO MÚTUO

Pelo Espírito Neio Lúcio
'...Um homem sozinho é simplesmente um adorno vivo da solidão, mas aquele que coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum...'

Diante dos companheiros, André leu expressivo trecho de Isaías e falou, comovido, quanto às necessidades da salvação.

Comentou Mateus os aspectos menos agradáveis do trabalho e Filipe opinou que é sempre muito difícil atender à própria situação, quando nos consagramos ao socorro dos outros.

Jesus ouvia os apóstolos em silêncio e, quando as discussões, em derredor, se enfraqueceram, comentou, muito simples:

— Em zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos amigos, ambos enfermos, cada qual a defender-se, quanto possível, contra os golpes do ar gelado, quando foram surpreendidos por uma criança semimorta, na estrada, ao sabor da ventania de inverno.

Um deles fixou o singular achado e clamou, irritadiço: — “Não perderei tempo. A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente”.

O outro, porém, mais piedoso, considerou:

— “Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade”.

— “Não posso — disse o companheiro, endurecido —, sinto-me cansado e doente. Este desconhecido seria um peso insuportável. Temos frio e tempestade. Precisamos ganhar a aldeia próxima sem perda de minutos”.

E avançou para diante em largas passadas.

O viajor de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido, demorou-se alguns minutos colando-o paternalmente ao próprio peito e, aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora menos rápido.

A chuva gelada caiu, metódica, pela noite a dentro, mas ele, sobraçando o valioso fardo, depois de muito tempo atingiu a hospedaria do povoado que buscava. Com enorme surpresa porém, não encontrou aí o colega que o precedera. Somente no dia imediato, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante encontrado sem vida, num desvão do caminho alagado.

Seguindo à pressa e a sós, com a idéia egoística de preservar-se, não resistiu à onda de frio que se fizera violenta e tombou encharcado, sem recursos com que pudesse fazer face ao congelamento, enquanto que o companheiro, recebendo, em troca, o suave calor da criança que sustentava junto do próprio coração, superou os obstáculos da noite frígida, guardando-se indene de semelhante desastre. Descobrira a sublimidade do auxílio mútuo... Ajudando ao menino abandonado, ajudava a si mesmo avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar dos percalços da senda, alcançando as bênçãos da salvação recíproca.

A história singela deixara os discípulos surpreendidos e sensibilizados.

Terna admiração transparecia nos olhos úmidos das mulheres humildes que acompanhavam a reunião, ao passo que os homens se entreolhavam, espantados.

Foi então que Jesus, depois de curto silêncio, concluiu expressivamente:

— As mais eloqüentes e exatas testemunhas de um homem, perante o Pai Supremo, são as suas próprias obras. Aqueles que amparamos constituem nosso sustentáculo. O coração que socorremos converter-se-á agora ou mais tarde em recurso a nosso favor. Ninguém duvide. Um homem sozinho é simplesmente um adorno vivo da solidão, mas aquele que coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum. Ajudando, seremos ajudados. Dando, receberemos: esta é a Lei Divina.
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Do livro 'Jesus no lar'/pelo Espírito Neio Lúcio;
[psicografado por] Francisco Cândido Xavier. - 36. ed.
- Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2088. Lição 16. págs. 97/100.
Imqagem: www,google.com. Acesso em:  01/outubro/2016..
Destaques pelo Editor do Blog.