quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

EM TORNO DA OBSESSÃO


Pelo Espírito Emmanuel
"O desastre grande, quase sempre, é a soma dos descuidos pequenos. Estejamos convencidos de que, nos processos de obsessão, acontece também assim."
O êxito do pensamento positivo depende do trabalho positivo.

O projeto de edifício importante reunirá planos magníficos, hauridos nas mais avançadas práticas da Civilização; no entanto, para que se concretize, reclama o emprego de material adequado, a fim de que a obra não se transfigure em joguete de forças destrutivas.

Numa construção de cimento armado, ninguém se lembrará de colocar varas de madeira em lugar das estruturas de ferro e nem de substituir a pedra britada por taipa de mão. Para que o trabalho se defina dentro das linhas determinadas, as substâncias devem estar nas condições certas e nas posições justas.

Idênticos princípios regem o plano da alma.

Se aspiramos ao erguimento de realizações que nos respondam ao elevado gabarito dos ideais, é forçoso selecionar os ingredientes que nos constituem a vida íntima, cultivando o bem nas menores manifestações. Qualquer ação oposta comprometerá a estabilidade da organização que pretendamos efetuar.

À vista disso, cogitemos de sanear emoções, idéias, palavras, atitudes e atos, por mínimos que sejam.

Todos nos referimos ao perigo dos agentes do mal que nos ameaçam; no entanto, os agentes do mal apenas dominam onde lhes favoreçamos a intromissão. E a intromissão deles, via de regra, se verifica principiando pela imprudência da brecha... Hoje, uma queixa; amanhã, um momento de azedume; cedo, uma discussão temerária; mais tarde, uma crise de angústia perfeitamente removível através do serviço; agora, um comentário deprimente; depois, um minuto de irritação; e, por fim, a enfermidade, a delinqüência, a perturbação, e, às vezes, a morte prematura.

O desastre grande, quase sempre, é a soma dos descuidos pequenos. Estejamos convencidos de que, nos processos de obsessão, acontece também assim.
*  *  *
Do livro ‘Estude e Vivaditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz,
psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira. 4ª ed. FEB. 1978. Cap. 23. págs. 134/135.
Imagem:  www.google.com. Acesso em: 01/abril/2012.
Formatação atualizada em:25.02.2015. Destaques:pelo editor do Blog.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

PROBLEMAS PESSOAIS

Pelo Espírito André Luiz
"[...]O paraíso jamais será adquirido pela sagacidade da compra. É atingível pela nossa boa-vontade em fugir ao purgatório ou ao inferno da própria consciência.[...]"
A fé viva não é patrimônio transferível. É conquista pessoal.
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A felicidade legítima não é mercadoria que se empresta. É realização íntima.
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A graça do Céu não desce a esmo. Tem que ser merecida.
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A melhor caridade não é a que se faz por substitutos. Cabe-nos executá-la por nós mesmos.
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A fortaleza moral não é produto de rogos alheios. Provém do nosso esforço na resistência para o bem.
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A esperança fiel não se nos fixa no coração através de simples contágio. É fruto de compreensão mais alta.
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O verdadeiro amor não nasce das sombras do desejo. É fonte cristalina e inexaurível do espírito eterno.
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O conhecimento real não é construção de alguns dias. É obra do tempo.
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O paraíso jamais será adquirido pela sagacidade da compra. É atingível pela nossa boa-vontade em fugir ao purgatório ou ao inferno da própria consciência.
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A proteção da Esfera Superior é inegável para todos nós que ainda nos movimentamos na sombra. Ai de nós, todavia, se não procurarmos as bênçãos da luz!...
*  *
XAVIER, Francisco Cândido. Agenda Cristã
Ditado pelo Espírito André Luiz. Lição nº 43.
26.ed. Rio [de Janeiro]:FEB,1987. (Série André Luiz, 6)
Imagem: www.google.com . Acesso em:10/agosto/2011.
Formatação atualizada em:22/janeiro/2015.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O SENTIDO DA PALAVRA CARIDADE


"...O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça..."
O "Evangelho Segundo o Espiritismo", no item 5, do Capítulo XV, nos ensina que "Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO."

Na vida diária, a palavra caridade é utilizada para definir manifestações diversas do sentimento. Transita, com muita facilidade, da sinceridade à petulância, da beneficência à prepotência; muitas vezes é utilizada como força de expressão, acompanhada de um gesto, um esgar, dolorosamente irônico; outras, confundida puramente com a beneficência - uma forma de se praticar a caridade - mas que não o é na sua essência.

Kardec, no item 7, do mesmo Cap. XV, já citado, analisando as palavras do Apóstolo Paulo na 1ª Epístola aos Coríntios (13:1 a 7 e 13), assinala que este, ao definir a verdadeira caridade,"[...] mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.[...]".

Dar esmolas, auxiliar os mais necessitados, entre outras formas de ajuda, são ações que, praticadas com amor e humildade, também são recebidas por Deus como caridade. Mas não é só isso. Ao se pensar a caridade, se deve buscar o sentido maior desse nobre sentimento, praticando-o na sua acepção profunda e universal.

E assim, na esperança de contribuir para um melhor entendimento e mais clara definição do sentido dessa palavra, oferecemos, a seguir, para estudo e meditação, a questão 886 da obra que fundamenta a Doutrina Espírita - "O Livro dos Espíritos".   
Muita Paz!
Francisco.
*  *
CARIDADE E AMOR DO PRÓXIMO

"886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade,
como a entendia Jesus?

Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.


A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque de indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa."
*  *  *
Imagem: www.morguefile.com.  Acesso em:19/janeiro/2013.
Ggrifos e destaques: do Blog.
Formatação atualizada em 21/fevereiro/2015.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

PARA ENCONTRAR DEUS



Pelo Espírito Anderson
(Nova Iorque, N.I., E.U.A , 9, Julho, 1965.)

"[...]As coisas de Deus não nos chegam por acaso. A felicidade e a paz, no reino da alma, vêm dos trabalhos do amor. Quando encontramos amor em nossos corações, Jesus lá está.[...]"

A vida cristã gira em torno do amor fraterno. Podemos expressar o que de melhor existe dentro de nós.

O Evangelho nos ensina que a cada momento pode haver um recomeço, a fim de ganharmos a presença do Cristo.

Paciência é o poder que nos traz o reino da felicidade. Jesus sabe das nossas deficiências e nos assiste com a sua tolerância. Ajudemo-nos uns aos outros. Viver é a lei.

Devemos ser fiéis em nossas pequenas promessas. Muita gente se acha completamente absorvida em glórias celestes, ao passo que cuida pouco das pequenas coisas.

Despertemos. Devoção exige realização. Aquele que sabe, torna-se responsável. O mundo precisa de ajuda.

Sirvamos em todas as oportunidades. Tanto no Evangelho, como na vida prática, devemos olhar para frente.

Jesus disse: “Porventura não se vendem dois passarinhos por um asse? E nem um deles cairá sobre a terra sem vosso Pai. E até mesmo os cabeços da vossa cabeça, todos eles estão contados.”

Não podemos medir a glória de Deus em torno de nós, mas podemos reconhecer os divinos atributos de Deus através do nosso amor ao semelhante.

Tanto quanto se sabe, a definição do Novo Testamento, “Deus é amor; e aquele que se demora no amor, demora-se em Deus e Deus está nele”, encerra a promessa de que, vivendo e praticando o amor puro, o homem finalmente alcançará o estado de união com seu Criador, para sempre.

Desejaríamos encontrar a Deus? Então precisamos seguir a Jesus-Cristo. Servir com ele é aliviar os problemas da vida.

As coisas de Deus não nos chegam por acaso. A felicidade e a paz, no reino da alma, vêm dos trabalhos do amor. Quando encontramos amor em nossos corações, Jesus lá está.
*
“Porque onde está o teu tesouro,
aí também está o teu coração.” - Jesus (Mateus, 6:21)
*  *  *
(Do livro “Entre irmãos de outras terras". Autores Diversos.
Psicografias de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
1ª Ed. FEB. 1966. Lição nº 41 [psicografia de Waldo Vieira]. II parte. p.135/136.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 15/novembro/2012
Formatação atualizada em: 19/fevereiro/2015..

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

CARIDADE: "ETERNA ÂNCORA DE SALVAÇÃO"


Espírito S. Vicente de Paulo
(Paris, 1858)
"[...] A caridade é a virtude fundamental sobre que há de repousar todo o edifício das virtudes terrenas. Sem ela não existem as outras.[...]"
[...] Não vos disse Jesus tudo o que concerne às virtudes da caridade e do amor? Por que desprezar os seus ensinamentos divinos? Por que fechar o ouvido às suas divinas palavras, o coração a todos os seus bondosos preceitos? Quisera eu que dispensassem mais interesse, mais fé às leituras evangélicas. Desprezam, porém, esse livro, consideram-no repositório de palavras ocas, uma carta fechada; deixam no esquecimento esse código admirável. Vossos males provêm todos do abandono voluntário a que votais esse resumo das leis divinas. Lede-lhe as páginas cintilantes do devotamento de Jesus, e meditai-as.[...]”  

[...] A caridade é a virtude fundamental sobre que há de repousar todo o edifício das virtudes terrenas. Sem ela não existem as outras. Sem a caridade não há esperar melhor sorte, não há interesse moral que nos guie; sem a caridade não há fé, pois a fé não é mais do que pura luminosidade que torna brilhante uma alma caridosa. [...]

[...] A caridade é, em todos os mundos, a eterna âncora de salvação; é a mais pura emanação do próprio Criador; é a sua própria virtude, dada por ele à criatura. Como desprezar essa bondade suprema? Qual o coração, disso ciente, bastante perverso para recalcar em si e expulsar esse sentimento todo divino? Qual o filho bastante mau para se rebelar contra essa doce carícia: a caridade? [...]
*  *  *
(Excertos do item 12, Cap. XIII – “Instruções dos Espíritos -
A caridade material e a caridade moral”, de “O Evangelho Segundo o Espiritismo.)
Formatação e destaques:  pelo editor do Blog.Atualização: 22/janeiro/2015.
Imagem: www.morguefile.com.  Acesso em: 08/maio/2013.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A INDULGÊNCIA

'... Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros...'
Espíritas, queremos falar-vos hoje da indulgência, sentimento doce e fraternal que todo homem deve alimentar para com seus irmãos, mas do qual bem poucos fazem uso.

A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los. Ao contrário, oculta-os, a fim de que se não tornem conhecidos senão dela unicamente, e, se a malevolência os descobre, tem sempre pronta uma escusa para eles, escusa plausível, séria, não das que, com aparência de atenuar a falta, mais a evidenciam com pérfida intenção.

A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço; mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, velados. Quando criticais, que conseqüência se há de tirar das vossas palavras? A de que não tereis feito o que reprovais, visto que, estais a censurar; que valeis mais do que o culpado. Ó homens! quando será que julgareis os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos, os vossos próprios atos, sem vos ocupardes com o que fazem vosso irmãos? Quando só tereis olhares severos sobre vós mesmos?

Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros. Lembrai-vos daquele que julga em última instância, que vê os pensamentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou condena o que relevais, porque conhece o móvel de todos os atos. Lembrai-vos de que vós, que clamais em altas vozes: anátema! tereis, quiçá, cometido faltas mais graves.

Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita. José, Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)

("Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, item 16, Cap.X.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 20/novembro/2011.
Formatação atualizada em: 22/julho/2016.