quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

SEMEIA, SEMEIA

 Pelo Espírito Emmanuel
'...Planta a verdade e a luz, o júbilo e a bondade...'

Cada coração do caminho é comparável a trato de terra espiritual.
Muitos estarão soterrados no pedregulho dos preconceitos, ao pé de outros que se enrodilham no espinheiral da ilusão, requisitando tempo enorme para se verem livres. Entretanto, reflete na terra boa, lançada ao desvalimento.
É aí que todos os parasitos geradores da inércia se instalam, absorventes!... Terras abandonadas, terras órfãs!... Criaturas que anseiam pelo adubo da fé, almas que suplicam modesta plantação de esperança e conforto!...
Esses solos desprezados, muita vez, te buscam, fronteiriços... Descerram-se-te à visão, na fadiga dos pais que a dor imanifesta suplicia e consome; no desencanto dos companheiros tristes que carregam no peito o próprio sonho em cinza; no problema do filho que a revolta desgasta; na prova dos irmãos que sorriem chorando para que lhes não vejas os 
Se já podes ouvir o Excelso Semeador, semeia, semeia!...
Sabes que a caridade é o sol que varre as sombras; trazes contigo o dom de esparzir o consolo; podes pronunciar a palavra da bênção; consegues derramar o que sobra da bolsa, transformando a moeda em prece de alegria; guardas o braço forte que levanta os caídos; teus dedos são capazes de recompor as cordas que o sofrimento parte em corações alheios, afinando-as no tom da música fraterna; reténs o privilégio de repartir com os nus a roupa que largaste; nada te freia as mãos no socorro ao doente; ninguém te impede, enfim, de construir na estrada o bem para quem passa e o bem dos que virão...
🔹
Não te detenhas, pois, no vazio das trevas!...
Planta a verdade e a luz, o júbilo e a bondade.
Se percebes a voz do Excelso Semeador, escutá-lo-ás, a cada passo, rente aos próprios 
- Trabalha, enquanto é tempo e semeia, semeia!...🔵
______________________________
(Do livro “Opinião Espírita”. Espíritos Emmanuel e André Luiz.
Ditado ao médium Chico Xavier. 7ª Ed. Uberaba-MG. Edição CEC. 1990. Lição 42
[referência ao livro “O Céu e o Inferno”, Cap. VII, item 4].
Psicografia de Chico Xavier. págs.142/143.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 11/fevereiro/2013.
Destaques:do Blog.
Formatação atualizada em: 03/setembro/2017.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

REFLEXÕES SOBRE O TRABALHO


"...O trabalho, em tese, para o ser em processo de evolução, configura-se sob três aspectos principais:material, espiritual, moral...."
"O trabalho é das maiores bênçãos de Deus no campo das horas. Em suas dádivas de realização para o bem, o triste se reconforta, o ignorante aprende, o doente se refaz, o criminoso se regenera."(XAVIER, Francisco Cândido. Voltei. Pelo Espírito Irmão Jacob. 24a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. - cap. 20)
*  *  *
"O trabalho, em tese, para o ser em processo de evolução, configura-se sob três aspectos principais: material, espiritual, moral. Através do trabalho material, propriamente dito, dignifica-se o homem no cumprimento dos deveres para consigo mesmo, para com a família que Deus lhe confiou, para com a sociedade de que participa. Pelo trabalho espiritual, exerce a fraternidade com o próximo e aperfeiçoa-se no conhecimento transcendente da alma imortal. No campo da atividade moral, lutará, simultaneamente, por adquirir qualidades elevadas, ou, se for o caso, por sublimar aquelas com que já se sente aquinhoado." (PERALVA, Martins. Estudando o Evangelho.6a ed. Rio de Janeiro: FEB, 1992. - cap. 3)
*  *  *
"[...] O conceito da Doutrina é a de que o trabalho é toda ocupação útil. Não é apenas um conceito profissional. O trabalho espiritual, que se sobrepõe aos interesses imediatos, não pode ser avaliado segundo os conceitos pragmáticos. Mas é bom recordar que, em decorrência do Tratado de Versalhes, conseqüência da I Guerra Mundial, surgiu, inegavelmente, uma nova concepção a respeito do trabalho. Foi para aquele tempo o que poderia haver de mais avançado como conquista social, declaram os entendidos. Mas muito antes já a Doutrina Espírita consignava a dignidade do trabalho e a necessidade do repouso, preconizando princípios morais da moderna legislação trabalhista quando ensina textualmente: “O repouso serve para reparar as forças do corpo, e é também necessário a fim de deixar um pouco mais de liberdade à inteligência, para que se eleve acima da matéria.” Diz mais ainda: “A ociosidade seria um suplício em vez de ser um benefício.” Vejamos que é bem claro o pensamento espírita: além de ser uma necessidade, o trabalho é um dever social e espiritual. Idéia muito avançada para outros tempos, mas incorporada, hoje, à verdadeira filosofia do trabalho. Consulte-se O Livro dos Espíritos – Questões 675 a 684." (AMORIM, Deolindo. Análises espíritas. Compilação de Celso Martins. 3a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. - cap. 36)
*  *  * 
Textos: Pesquisa online - Portal FEB. Acesso em: 30/abril2012.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 08/setembro/2014.
Formatação atualizada em:30/dezembro/2015.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

CAMINHOS RETOS


Pelo Espírito André Luiz
Tempo sem desperdício.Trabalho sem desânimo. Estudo sem cansaço. Oração sem inércia.Alimentação sem abuso.Tranqüilidade sem preguiça.Alegria sem desordem.Distração sem vício.sem fanatismo.Disciplina sem violência.Firmeza sem arrogância.Amor sem egoísmo.Ajuda sem paga.Realização sem jactância.Perdão sem exigência.
Dificilmente libertar-nos-emos da ilusão que nos confunde a vida, se fugirmos de palmilhar esses caminhos retos, rumo à Imortalidade Triunfante.
*  *  *
(Do livro “Ideal Espírita”. Autores Diversos. Psicografia de Waldo Vieira.
7ª Ed. Uberaba-MG. CEC. 1973. Lição nº 58. p.143/144.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 16/setembro/2012.
Formatação atualizada em: 15/novembro/2015..

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

LOUVOR DO NATAL

Pelo Espírito Emmanuel
'... Salve, Cristo! Os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a luz de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam! ...'
Senhor Jesus!

Quando vieste ao mundo, numerosos conquistadores haviam passado, cimentando reinos de pedra com sangue e lágrimas.

Na retaguarda dos carros de ouro e púrpura, em que lhes fulgia a vitória, alastravam-se, como rastros da morte, a degradação e a pilhagem, a maldição do solo envilecido e o choro das vítimas indefesas.

Levantavam-se, poderosos, em palácios fortificados e faziam leis de baraço e cutelo, para serem, logo após, esquecidos no rol dos carrascos da Humanidade.

Entretanto, Senhor, nasceste nas palhas e permaneceste lembrado para sempre.

Ninguém sabe até hoje quais tenham sido os tratadores de animais que te ofertaram esburacada manta por leito simples, e ignora-se quem foi o benfeitor que te arrancou ao desconforto da estrebaria para o clima do lar.

Cresceste sem nada pedir que não fosse o culto à verdadeira fraternidade.

Escolheste vilarejos anônimos para a moldura de tua palavra sublime... Buscaste para companheiros de tua obra homens rudes, cujas mãos calejadas não lhes favoreciam os vôos do pensamento. E conversaste com a multidão, sem propaganda condicionada.

No entanto, ninguém conhece o nome das crianças que te pousaram nos joelhos amigos, nem das mães fatigadas a quem te dirigiste na via pública!

A História, que homenageava Júlio César, discutia Horácio, enaltecia Tibério, comentava Virgílio e admirava Mecenas, não te quis conhecer em pessoa, ao lado de tua revelação, mas o povo te guardou a presença divina e as personagens de tua epopéia chamam-se “O cego Bartimeu”, “o homem de mão mirrada”, “o servo do centurião”, “o mancebo rico”, “a mulher cananéia”, “o gago de Decápolis”, “a sogra de Pedro”, “Lázaro, o irmão de Marta e Maria”...

Ainda assim, Senhor, sem finanças e sem cobertura política, sem assessores e sem armas, venceste os séculos e estás diante de nós, tão vivo hoje quanto ontem, chamando-nos o espírito ao amor e à humildade que exemplificaste, para que surjam, na Terra, sem dissensão e sem violência, o trabalho e a riqueza, a tranqüilidade e a alegria, como bênção de todos.

É por isso que, emocionados, recordando-te a manjedoura, repetimos em prece:

– Salve, Cristo! Os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a luz de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam!...🔵
_____________________
(Do livro “Religião dos espíritos”, de Emmanuel,
psicografado por Chico Xavier, 4ª  Ed. FEB,1978.
[Reunião pública de 18/12/59, questão nº 1.017]. pág. 17.).
Imagem: www.google.com Acesso em: 03/dezembro/2015.
Formatação atualizada em: 15/abril/2017.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

SALVAÇÃO DA ALMA


Pelo Espírito Emmanuel

"Q - Como entender a salvação da alma e como consegui-la?"

"R - Dentro das claridades espirituais que o Consolador vem espalhando nos bastidores religiosos e filosóficos do mundo de si mesma, a caminho das mais elevadas aquisições e realizações no Infinito.

Considerando esse aspecto real do problema de “salvação da alma”, somos compelidos a reconhecer que, se a Providência Divina movimentou todos os recursos indispensáveis ao progresso material do homem físico na Terra, o Evangelho de Jesus é a dádiva suprema do Céu para a redenção do homem espiritual, em marcha para o amor e sabedoria universais.

Jesus é o Modelo Supremo.

O Evangelho é o roteiro para a ascensão de todos os Espíritos em luta, o aprendizado na Terra para os planos superiores do Ilimitado. De sua aplicação decorre a luz do espírito.

No turbilhão das tarefas de cada dia, lembrai a afirmativa do Senhor: - “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Se vos cercam as tentações de autoridade e poder, de fortuna e inteligência, recordai ainda as suas palavras: - “Ninguém pode ir ao Pai senão por mim”. E se vos sentis tocados pelo sopro frio da adversidade e da dor, se estais sobrecarregados de trabalhos no mundo, buscai ouvi-Lo sempre no imo dalma: - “Quem deseje encontrar o Reino de Deus tome a sua cruz e siga os meus passos”."

*  *  *
(Do livro “O Consolador”, ditado pelo Espírito Emmanuel ao médium Francisco Cândido Xavier. 11ª Ed. FEB.1985:Questão 225. p.135).Grifos do editor do Blog.Texto disponível também em: www.oconsolador.com.br.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 08/novembro/2012.
Formatação atualizada em: 11/dezembro/2015.

domingo, 6 de dezembro de 2015

O GRANDE RIO

Foz do Rio Doce - Regência - Linhares - ES

Pelo Espírito Casimiro Cunha


Em marcha laboriosa,
No sulco amplo e sombrio,
Profundo e silencioso
Eis que passa o grande rio.

Ao seu seio dadivoso,
Afluem fontes da serra,
Ribeiros de níveis altos,
Detritos de toda terra.

O rio mais elevado
Desce os montes à procura
De sua paz generosa
Na marcha calma e segura.

Por saber harmonizar-se
Nos bens do mais baixo nível,
Conserva toda a imponência
Da grandeza indefinível.

Faz caminhos gigantescos,
Cria povos eminentes,`
É ele quem leva ao mar
As águas dos continentes.

É pai das economias
De todo o humano labor,
Mas quase ninguém se lembra
Dessa dívida de amor.

Que importa, porém? O mundo
É o homem que esquece e cai,
Sem ver a missão do bem,
Nas bênçãos do próprio Pai.

O grande rio conhece
A luz desse imenso arcano
Sobre o nível mais humilde
Busca a força do oceano.

Assim também a alma grande,
Nas últimas posições,
Recebe as ânsias de paz
De todos os corações.
*
Em dores silenciosas,
É o grande rio que vai,
Dando o bem a todo o mundo,
Em busca do amor do Pai.
*  *
(Poesia do livro "Cartilha da Natureza", do
Espírito Casimiro Cunhapsicografado por Chico Xavier.Edição FEB.)
Disponível no site www.oconsolador.com.br . Acesso em: 05/dezembro/2015).
Imagem: www,google.com. Acesso em 05/dezembro/2015.
*  *  *
= Singela homenagem ao Rio Doce =

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

SOFRIMENTO E EUTANÁSIA

Pelo Espírito Emmanuel

"...Não te creias autorizado a desferir o golpe supremo naqueles que a agonia emudece..."

Quando te encontres diante de alguém que a morte parece nimbar de sombra, recorda que a vida prossegue, além da grande renovação...

Não te creias autorizado a desferir o golpe supremo naqueles que a agonia emudece, a pretexto de consolação e de amor, porque, muita vez, por trás dos olhos baços e das mãos desfalecentes que parecem deitar o último adeus, apenas repontam avisos e advertências para que o erro seja sustado ou para que a senda se reajuste amanhã.

Ante o catre da enfermidade mais insidiosa e mais dura, brilha o socorro da Infinita Bondade facilitando, a quem deve, a conquista da quitação. Por isso mesmo, nas próprias moléstias reconhecidamente obscuras para a diagnose terrestre, fulgem lições cujo termo é preciso esperar, a fim de que o homem lhes não perca a essência divina.

E tal acontece, porque o corpo carnal, ainda mesmo o mais mutilado e disforme, em todas as circunstâncias, é o sublime instrumento em que a alma é chamada a acender a flama de evolução.

É por esse motivo que no mundo encontramos, a cada passo, trajes físicos em figurino moral diverso.

Corpos – santuários...
Corpos – oficinas...
Corpos – bênçãos...
Corpos – esconderijos...
Corpos – flagelos...
Corpos – ambulâncias...
Corpos – cárceres...
Corpos – expiações...

Em todos eles, contudo, palpita a concessão do Senhor, induzindo-nos ao pagamento de velhas dívidas que a Eterna Justiça ainda não apagou.

Não desrespeites, assim, quem se imobiliza na cruz horizontal da doença prolongada e difícil, administrando-lhe o veneno da morte suave, porquanto, provavelmente, conhecerás também mais tarde o proveitoso decúbito indispensável à grande meditação.

E usando bondade para os que atravessam semelhantes experiências, para que te não falte a bondade alheia no dia de tua experiência maior, lembra-te de que, valorizando a existência na Terra, o próprio Cristo arrancou Lázaro às trevas do sepulcro, para que o amigo dileto conseguisse dispor de mais tempo para completar o tempo necessário à própria sublimação.
*  *  *
(Do livro “Religião dos espíritos”, de Emmanuel,
psicografado por Chico Xavier, 4ª  Ed. FEB,1978.
Reunião pública de 03.04.59, questão nº 944. pág. 59.).
Imagem: www.google.com. Acesso em:27/novembro/2015.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

ANTE O NATAL


Pelo Espírito Maria Dolores

Lembrando-te, Senhor,
A glória ao desabrigo,
Aspiramos a ser
Migalha do Natal permanente contigo!...

Faze-nos esquecer
As fraquezas e os erros que trazemos
E acolhe-nos na luz,
Na luz eterna dos teus dons supremos. . .

Deixa que nós sejamos,
Na exaltação do bem que a tua vida encerra,
Inda que seja um traço pequenino
Do amor com que iluminas toda a Terra!...

Concede-nos a bênção de espalhar,
Junto daqueles que a penúria alcança,
O pão que supre a mesa
E o verbo da esperança!

Onde a tristeza surja e a revolta se expanda
Em tormenta sombria,
Queremos ser contigo
A semente da paz e o toque de alegria

Onde o infortúnio chore
Um sonho semimorto
Anelamos doar, na força de teu nome
A palavra de vida e reconforto!

Ante o natal de volta às províncias do Mundo
Na doce comoção que nos invade
Transforma-nos por fim, em parcela bendita
Da Celeste Bondade!

Ampara-nos, Senhor, até que um dia,
Além de nossas trilhas inseguras
Possamos nós também cantar, na harmonia dos Anjos:
-Glória a Deus nas Alturas!. . .
*  *  *
(Do livro “Antologia da Espiritualidade”, ditado pelo Espírito
Maria Dolores, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Acesso em: 01/novembro/2015).
Imagem: www.morguefile.com. Acesso em: 24/novembro/2015.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

AÇÃO PODEROSA


"... Diga para si mesmo:'Sou capaz.Tenho a força de Deus comigo.Vou vencer.'..."
O seu agir muda as coisas. Transforma as situações. Impõe novo ritmo à vida. Desperta. Constrói. Leva para frente o que está parado.
Depois de estar certo do que precisa fazer, ponha mãos à obra. Levante. Edifique. Aja. 
Ponha amor no que fizer. Sairá melhor. Não hesite na ação. Você pode modificar o que Está errado. Siga em frente. Não pare.
Diga para si mesmo: 
“Sou capaz. Tenho a força de Deus comigo. Vou vencer.
O Senhor abençoa as mãos que não repousam sem necessidade.
*  *  *
(Do livro 'Gotas de Esperança', de Lourival Lopes, pág. 135.
Divulgação da Editora Otimismo – abril/2002,
http://www.editoraotimismo.com.br/page3.aspx)
Imagem: http://www.google.com . Acesso em: 31.01.2014.
Formatação atualizada em : 20/novembro/2015..

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE


Allan Kardec

"...A liberdade pressupõe confiança mútua. Ora, não pode haver confiança entre pessoas dominadas pelo sentimento exclusivista da personalidade..."

Liberdade, igualdade, fraternidade. Estas três palavras constituem, por si sós, o programa de toda uma ordem social que realizaria o mais absoluto progresso da Humanidade, se os princípios que elas exprimem pudessem receber integral aplicação. Vejamos quais os obstáculos que, no estado atual da sociedade, se lhes opõem e, ao lado do mal, procuremos o remédio.

 A fraternidade, na rigorosa acepção do termo, resume todos os deveres dos homens, uns para com os outros. Significa: devotamento, abnegação, tolerância, benevolência, indulgência. É, por excelência, a caridade evangélica e a aplicação da máxima: “Proceder para com os outros, como quereríamos que os outros procedessem para conosco.” O oposto do egoísmo. A fraternidade diz: “Um por todos e todos por um.” O egoísmo diz: “Cada um por si.” Sendo estas duas qualidades a negação uma da outra, tão impossível é que um egoísta proceda fraternalmente para com os seus semelhantes, quanto a um avarento ser generoso, quanto a um indivíduo de pequena estatura atingir a de um outro alto. Ora, sendo o egoísmo a chaga dominante da sociedade, enquanto ele reinar soberanamente, impossível será o reinado da fraternidade verdadeira. Cada um a quererá em seu proveito; não quererá, porém, praticá-la em proveito dos outros, ou, se o fizer, será depois de se certificar de que não perderá coisa alguma. (continua...)
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Leia o texto completo em:
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domingo, 15 de novembro de 2015

AMOR, IMBATÍVEL AMOR

 Pelo Espírito Joanna de Ângelis
"...O prazer legítimo decorre do amor pleno, gerador da felicidade, enquanto o comum é devorador de ener­gias e de formação angustiante..."
O amor é substância criadora e mantenedora do Universo, constituído por essência divina. 

É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece à medida que se reparte. 

Mais se agiganta, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, quanto mais se irradia.

Nunca perece, porque não se entibia nem se enfra­quece, desde que sua força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida.

Assim como o ar é indispensável para a existência orgânica, o amor é o oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de viver.

É imbatível, porque sempre triunfa sobre todas as vicissitudes e ciladas.

Quando aparente — de caráter sensualista, que bus­ca apenas o prazer imediato — se debilita e se envene­na, ou se entorpece, dando lugar à frustração.

Quando real, estruturado e maduro — que espera, estimula, renova — não se satura, é sempre novo e ideal, harmônico, sem altibaixos emocionais. Une as pes­soas, porque reúne as almas, identifica-as no prazer geral da fraternidade, alimenta o corpo e dulcifica o eu profundo.

O prazer legítimo decorre do amor pleno, gerador da felicidade, enquanto o comum é devorador de ener­gias e de formação angustiante.

O amor atravessa diferentes fases: o infantil, que tem caráter possessivo, o juvenil, que se expressa pela insegurança, o maduro, pacificador, que se entrega sem reservas e faz-se plenificador.

Há um período em que se expressa como compen­sação, na fase intermediária entre a insegurança e a ple­nificação, quando dá e recebe, procurando liberar-se da consciência de culpa.

O estado de prazer difere daquele de plenitude, em razão de o primeiro ser fugaz, enquanto o segundo é permanente, mesmo que sob a injunção de relativas aflições e problemas-desafios que podem e devem ser vencidos.

Somente o amor real consegue distingui-los e os pode unir quando se apresentem esporádicos.

A ambição, a posse, a inquietação geradora de in­segurança — ciúme, incerteza, ansiedade afetiva, cobran­ça de carinhos e atenções —, a necessidade de ser ama­do caracterizam o estágio do amor infantil, obsessivo, dominador, que pensa exclusivamente em si antes que no ser amado.

A confiança, suave-doce e tranqüila, a alegria na­tural e sem alarde, a exteriorização do bem que se pode e se deve executar, a compaixão dinâmica, a não-posse, não-dependência, não-exigência, são benesses do amor pleno, pacificador, imorredouro.

Mesmo que se modifiquem os quadros existenci­ais, que se alterem as manifestações da afetividade do ser amado, o amor permanece libertador, confiante, in­destrutível.

Nunca se impõe, porque é espontâneo como a pró­pria vida e irradia-se mimetizando, contagiando de jú­bilos e de paz.

Expande-se como um perfume que impregna, agradável, suavemente, porque não é agressivo nem embriagador ou apaixonado...

O amor não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre, porque vive no íntimo do ser e não das gratifi­cações que o amado oferece.

O amor deve ser sempre o ponto de partida de to­das as aspirações e a etapa final de todos os anelos hu­manos.

O clímax do amor se encontra naquele sentimento que Jesus ofereceu à Humanidade e prossegue doando, na Sua condição de Amante não amado.
*  *  *
Divaldo Franco - Joanna de Angelis - 
Livro - Amor Imbatível Amor - Editora Leal.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 28/janeiro/2012.
Formatação atualizada em: 15/novembro/2015.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

MEDIUNIDADE GRATUITA

E.S.E-Cap. XXVI, itens 7 a 10. 
"...Explorar alguém a mediunidade é, conseguintemente, dispor de uma coisa da qual não é realmente dono..."
"7Os médiuns atuais — pois que também os apóstolos tinham mediunidade — igualmente receberam de Deus um dom gratuito: o de serem intérpretes dos Espíritos, para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé, não para lhes vender palavras que não lhes pertencem, a eles médiuns, visto que não são fruto de suas concepções, nem de suas pesquisas, nem de seus trabalhos pessoais. Deus quer que a luz chegue a todos; não quer que o mais pobre fique dela privado e possa dizer: não tenho fé, porque não a pude pagar; não tive o consolo de receber os encorajamentos e os testemunhos de afeição dos que pranteio, porque sou pobre. Tal a razão por que a mediunidade não constitui privilégio e se encontra por toda parte. Fazê-la paga seria, pois, desviá-la do seu providencial objetivo.

8. Quem conhece as condições em que os bons Espíritos se comunicam, a repulsão que sentem por tudo o que é de interesse egoístico, e sabe quão pouca coisa se faz mister para que eles se afastem, jamais poderá admitir que os Espíritos superiores estejam à disposição do primeiro que apareça e os convoque a tanto por sessão. O simples bom senso repele semelhante ideia. Não seria também uma profanação evocarmos, por dinheiro, os seres que respeitamos, ou que nos são caros? É fora de dúvida que se podem assim obter manifestações; mas quem lhes poderia garantir a sinceridade? Os Espíritos levianos, mentirosos, brincalhões e toda a caterva dos Espíritos inferiores, nada escrupulosos, sempre acorrem, prontos a responder ao que se lhes pergunte, sem se preocuparem com a verdade. Quem, pois, deseje comunicações sérias deve, antes de tudo, pedi-las seriamente e, em seguida, inteirar-se da natureza das simpatias do médium com os seres do mundo espiritual. Ora, a primeira condição para se granjear a benevolência dos bons Espíritos é a humildade, o devotamento, a abnegação, o mais absoluto desinteresse moral e material.

"...A mediunidade séria não pode ser e não
o será nunca uma profissão..."

9. A par da questão moral, apresenta-se uma consideração efetiva não menos importante, que entende com a natureza mesma da faculdade. A mediunidade séria não pode ser e não o será nunca uma profissão, não só porque se desacreditaria moralmente, identificada para logo com a dos ledores da boa sorte, como também porque um obstáculo a isso se opõe. É que se trata de uma faculdade essencialmente móvel, fugidia e mutável, com cuja perenidade, pois, ninguém pode contar. Constituiria, portanto, para o explorador, uma fonte absolutamente incerta de receitas, de natureza a poder faltar-lhe no momento exato em que mais necessária lhe fosse. Coisa diversa é o talento adquirido pelo estudo, pelo trabalho e que, por essa razão mesma, representa uma propriedade da qual naturalmente lícito é, ao seu possuidor, tirar partido. A mediunidade, porém, não é uma arte, nem um talento, pelo que não pode tornar-se uma profissão. Ela não existe sem o concurso dos Espíritos; faltando estes, já não há mediunidade. Pode subsistir a aptidão, mas o seu exercício se anula. Daí vem não haver no mundo um único médium capaz de garantir a obtenção de qualquer fenômeno espírita em dado instante. Explorar alguém a mediunidade é, conseguintemente, dispor de uma coisa da qual não é realmente dono. Afirmar o contrário é enganar a quem paga. Há mais: não é de si próprio que o explorador dispõe; é do concurso dos Espíritos, das almas dos mortos, que ele põe a preço de moeda. Essa ideia causa instintiva repugnância. Foi esse tráfico, degenerado em abuso, explorado pelo charlatanismo, pela ignorância, pela credulidade e pela superstição que motivou a proibição de  Moisés. O moderno Espiritismo, compreendendo o lado sério da questão, pelo descrédito a que lançou essa exploração, elevou a mediunidade à categoria de missão. (Veja-se: O livro dos médiuns, 2a Parte, cap. XXVIII. O céu e o inferno, 1a Parte, cap. XI.)
"...A mediunidade é coisa santa, que deve
ser praticada santamente, religiosamente..."
10A mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente. Se há um gênero de mediunidade que requeira essa condição de modo ainda mais absoluto é a mediunidade curadora. O médico dá o fruto de seus estudos, feitos, muita vez, à custa de sacrifícios penosos. O magnetizador dá o seu próprio fluido, por vezes até a sua saúde. Podem pôr-lhes preço. O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos; não tem o direito de vendê-lo. Jesus e os apóstolos, ainda que pobres, nada cobravam pelas curas que operavam. Procure, pois, aquele que carece do que viver, recursos em qualquer parte, menos na mediunidade; não lhe consagre, se assim for preciso, senão o tempo de que materialmente possa dispor. Os Espíritos lhe levarão em conta o devotamento e os sacrifícios, ao passo que se afastam dos que esperam fazer deles uma escada por onde subam."
*  *  *
 De "O Evangelho segundo o Espiritismo", Cap. XXVI, itens 7 a 10.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 23/março/2015.
Destaques e formatação: pelo Editor do Blog.

sábado, 7 de novembro de 2015

MARIANA-MG: ORAÇÃO E SOLIDARIEDADE

Mariana-MG

Prezados(as) Leitoras e Leitores, 
Diante da catástrofe ocorrida no Município de Mariana-MG, vibremos com as melhores forças do nosso coração, elevando uma prece ao Criador, suplicando-Lhe que fortaleça e conforte os nossos irmãos em Cristo daquela região. Oremos, ainda, para que o seu povo possa ter os seus sofrimentos minorados, e muita Fé para a necessária reconstrução de suas vidas.
Francisco.
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Casa Espírita em Mariana-MG:

Casa Espírita Irmão Horta
Rua Antônio Luiz Bastos (conhecida como "rua beira linha") 218,
Mariana - MG. CEP 35420-000
http://www.irmaohorta.org/
irmaohorta@gmail.com
Tel: (31)3557-2742
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Pesquisa Google. Acesso em: 06/novembro/2015.
Imagem: www.google.com. Acesso em:06/novembro/2015.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O DEVER


"...O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo. É a um tempo juiz e escravo em causa própria..."
O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros. O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados. Quero aqui falar apenas do dever moral e não do dever que as profissões impõem.

Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as atrações do interesse e do coração. Não têm testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas. O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre-arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes, mostra-se impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; como determiná-lo, porém, com exatidão? Onde começa ele? onde termina? O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.

Deus criou todos os homens iguais para a dor. Pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelas mesmas causas, a fim de que cada um julgue em sã consciência o mal que pode fazer. Com relação ao bem, infinitamente vário nas suas expressões, não é o mesmo o critério. A igualdade em face da dor é uma sublime providência de Deus, que quer que todos os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não pratiquem o mal, alegando ignorância de seus efeitos.

O dever é o resumo prático de todas as especulações morais; é uma bravura da alma que enfrenta as angústias da luta; é austero e brando; pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, conserva-se inflexível diante das suas tentações. O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo. É a um tempo juiz e escravo em causa própria.

O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho. O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a Humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.

O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra resplandeça a seus próprios olhos. - Lázaro. (Paris, 1863.)
*  *  *
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo O Espiritismo.
112ª ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1992.Cap. XVII.
Instruções dos Espíritos. Item 7.
Imagem: http://www.google.com.br/. Acesso em: 29.10.2015..
Formatação atualizada em: 29/outubro/2015. Destaques do Blog.

sábado, 17 de outubro de 2015

REENCARNAÇÃO


Composição de André Pirola 

Já parou pra refletir
O que você faz aqui
De onde veio pra onde vai

E se estamos aqui
Vamos todos nos unir
Pro mundo melhorar mais

Muitos mundos, muitas vidas
Muitas voltas, muitas idas
É o caminho que se faz

E se nessa não deu certo
Você pode estar certo
Deus te deu uma chance a mais

Reencarnação
Questão de justiça

Se você errou aqui
Volta pra reconstruir
Tudo que ficou pra trás
*  *  *

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

MOVER MONTANHAS

"Mover Montanhas" - composição de André Pirola.
Interpreta: Grupo Bem - Vitória-ES.

André,
esta data é muito
significativa para todos nós.
Parabéns pelo seu Aniversário!
*  *  *

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O CRISTO

Monte Tabor
"[...] O papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista, tendo por exclusiva autoridade a sua palavra. Cabia-lhe dar cumprimento às profecias que lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina [...]"
3. Jesus não veio destruir a lei, isto é, a Lei de Deus; veio cumpri-la, isto é, desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens. Por isso é que se nos depara, nessa lei, o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, base da sua doutrina. Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas, Ele, ao contrário, as modificou profundamente, quer na substância, quer na forma. Combatendo constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, por mais radical reforma não podia fazê-las passar, do que as reduzindo a esta única prescrição: “Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo”, e acrescentando: aí estão a lei toda e os profetas.

Por estas palavras: “O céu e a Terra não passarão sem que tudo esteja cumprido até o último iota”, quis dizer Jesus ser necessário que a Lei de Deus tivesse cumprimento integral, isto é, fosse praticada na Terra inteira, em toda a sua pureza, com todas as suas ampliações e consequências. Efetivamente, de que serviria haver sido promulgada aquela lei, se ela devesse constituir privilégio de alguns homens, ou, ao menos, de um único povo? Sendo filhos de Deus todos os homens, todos, sem distinção nenhuma, são objeto da mesma solicitude.

4. O papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista, tendo por exclusiva autoridade a sua palavra. Cabia-lhe dar cumprimento às profecias que lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina. Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre na Terra, e sim a que é vivida no Reino dos Céus; viera ensinar-lhes o caminho que a esse reino conduz, os meios de eles se reconciliarem com Deus e de pressentirem esses meios na marcha das coisas por vir, para a realização dos destinos humanos. Entretanto, não disse tudo, limitando-se, respeito a muitos pontos, a lançar o gérmen de verdades que, segundo Ele próprio o declarou, ainda não podiam ser compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos implícitos. Para ser apreendido o sentido oculto de algumas palavras suas, mister se fazia que novas ideias e novos conhecimentos lhes trouxessem a chave indispensável, ideias que, porém, não podiam surgir antes que o espírito humano houvesse alcançado um certo grau de madureza. A Ciência tinha de contribuir poderosamente para a eclosão e o desenvolvimento de tais ideias. Importava, pois, dar à Ciência tempo para progredir.
*  *  *
("O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap. I, itens 3 e 4. 131ª ed.
1ª impressão.Edição Histórica.FEB.2013.)
Imagem: www.google.com. Acesso:26/setembro/2015.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

ESPIRITISMO E GENÉTICA

"[...] Evoluir é lei — Lei divina! O ser humano é um importante elemento no contexto da evolução universal, pois, evoluindo, caminha para seu alcandorado destino: a angelitude![...]”
“[...] Nossos dias vivem um momento sublime, muito evidenciador de que fazemos parte da humanidade encarnada em cujo tempo a regeneração planetária bate à porta. Sim: estamos vivenciando a transformação da Terra, sendo a Genética um dos mais evidentes vetores desse empuxo.

Muitos Espíritos, hoje com a roupagem terrena, consolidam de vez sua permanência neste que em breve será o novo mundo. Outros, em infeliz escolha, tiram no guichê da própria consciência o passaporte de inexorável transferência para mundos menos felizes, onde estagiarão tempos de dor. Até que, regenerados também, voltem a merecer a bênção da paz.

Posso ser um deles...Em um ou outro caso.

Mundo novo!

Não o descoberto por Colombo.

Também não naquele Admirável mundo novo, de Aldous Huxley (1894–1963), escritor inglês, que o publicou em 1932, expondo uma visão sombria do futuro da humanidade, à luz dos últimos progressos da Ciência. Preconizava, no romance, a criação em laboratório de tipos específicos de pessoas, para funções predeterminadas. Antevisão da clonagem de seres?!

Menos ainda, o descrito pelo ensaísta e também escritor inglês George Orwell (1903–1950), no romance 1984, publicado em 1949, descrevendo uma sociedade totalitária, onde as mínimas ações e até a expressão facial dos indivíduos são vigiadas.

O novo mundo a que me refiro é aquele preconizado por Santo  Agostinho — a Terra regenerada —, em mensagem mediúnica em Paris, 1862, constante do cap. III, nº 19, de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec (1804–1869), codificador do Espiritismo.

Com fervor na alma, sonhos no coração e cautela na razão, procuro expor singelos comentários, neste primeiro passo, sobre a longa jornada que o futuro nos oferta, rumo às sublimes benesses da Engenharia Genética.

Evoluir é lei — Lei divina! O ser humano é um importante elemento no contexto da evolução universal, pois, evoluindo, caminha para seu alcandorado destino: a angelitude![...]”
*  *  *
(Excerto do livro ‘Espiritismo e Genética’, de Eurípedes Kühl, 
Introdução, págs. 11/12, 4ª edição,
lançado pela FEB-Federação Espírita Brasileira).
Acesso em: 25/setembro/2015.