terça-feira, 24 de dezembro de 2013

JESUS VIVE!


Por Leonardo Pereira*

Natal é recomeço e reestruturação e, sobretudo, renovação.

Nasce o Cristo de Deus, novamente, em cada coração. Lembrado por muitos, reverenciado por outros tantos, compreendido por poucos, Jesus prossegue, século a século, ampliando os horizontes da raça humana (principalmente dos cristãos), em relação ao seu nascimento, vida, morte e renascimento, mostrando que a continuidade de seus ensinamentos se sustenta na Verdade infinita do “amar a Deus, ao próximo e a si mesmo”.

Mais de vinte séculos, e ainda nos prendemos na necessidade de aparentar o nosso amor a Deus, mostrar aos outros que temos fé, que somos os filhos eleitos da divindade. Só que, a cada dia, nos distanciamos do Criador, vivenciando as querelas mundanas do deter, poder e consumir, demonstrando, com isso, a incompreensão do que recomendou o Nazareno: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. O nosso amor, sem sombra de duvidas, está mais ligado a coisas e pessoas. Deus, quase sempre, não aparece nas prioridades do nosso dia a dia.

Por outro aspecto, com o nosso orgulho, rotulamo-nos com diversas denominações religiosas, buscando atender aos apelos do ego. Muitas vezes, com nossas consciências culpadas, tentamos “barganhar” com o Criador a nossa redenção, dizendo-nos seus filhos, sussurrando pelos cantos da alma que o Pai é maior. Mas vivemos com medo do autoencontro com essa Consciência Divina, que habita em todos nós, demarcando, no interior da cada alma, os caminhos que verdadeiramente levam ao Criador Supremo.  Fingimos fidelidade e sofremos, por não termos a fé, a certeza de que Deus está conosco em todos os instantes, principalmente nos momentos de dor. Prendemo-nos na forma, não na essência, transformando o Filho no Pai, trazendo a todo custo o atavismo dos sacrifícios do passado, colocando Jesus na condição de cordeiro que verte o sangue para aplacar a “ira” de um “deus”, rogando que tal sacrifício leve e lave os nossos desenganos.

Jesus, o maior Espírito que pisou sobre a Terra, “Guia e Modelo da humanidade”, conforme ensinam os imortais de “O Livro dos Espíritos”, não veio lavar com sangue as máculas da alma, pois o sangue não limpa as chagas do espírito, a não ser que isso seja traduzido como renascimento na carne (sangue), quando o espírito, então, tem a possibilidade de refazer seus caminhos, através de novas experiências, novas escolhas, nos campos benditos da prova ou da expiação.

Em verdade, Jesus veio no momento em que a humanidade necessitava avançar nos campos do espírito. Sua mensagem, portanto, não é para o homem da época: dirige-se ao espírito imortal, que avança e, enfim, pode compreender o legado do Amor, legado esse que tem o poder, sim, de acabar com os dramas e tramas relacionados com a mágoa, a raiva, o ódio e o desamor, responsáveis diretos por nos deixar na retaguarda evolutiva moral.

Neste momento do Natalício de Jesus, muitas vezes esquecemos o que realmente representa o seu nascimento. Nos ocupamos em dar e receber presentes, em festas diversas, em lautos jantares, e homenagear figuras criadas pelos marqueteiros de plantão, que nos induzem a consumir em nome de quem sempre nos ensinou a compartilhar.

Eu presenteio a quem gosto e gosta de mim; eu me reúno com os meus próximos, principalmente se “estes” são meus afetos, concordam comigo, ou estão na mesma classe social.

Por mais que estejamos aprendendo a amar na convivência familiar, não conseguimos ainda lançar o nosso olhar para além da barreira do conforto, observando que também o próximo se representa na figura do mais necessitado, e que na maioria das vezes nossas necessidades não são ganhar “coisas”.

Dar e receber: eis aí o maior dos presentes, já que é em nome de Jesus ou em sua homenagem, doação essa que pode ser resumida em algumas palavras, como: afeto, carinho, atenção, cuidado, perdão, solidariedade, justiça, caridade.

Exercitando cada uma dessas ações, nos encontraremos, de fato, amando o próximo como recomenda o Divino Amigo.

Entretanto, se amar o próximo não é tarefa das mais fáceis, imagine a recomendação de amar o inimigo? Parece tão distante de nós, que acreditamos muitas vezes como impossível de se praticar. Mas, pasmem, é possível! Jesus veio e viveu esse ensinamento. Depois, muitos outros seguiram esse preceito divino, amando sem distinção.

Amar o inimigo é igualmente um verdadeiro presente de Natal em nossas vidas. Podemos começar por não desejar o mal, não manter a mágoa, não revidar as ofensas. E, com toda a certeza, a cada ano, mês, hora, minuto, segundo, aprenderemos a perdoar, exercitando o amor em suas múltiplas faces.

Mas um questionamento ecoa na minha alma neste momento. E eu o repasso a você, que lê estas breves linhas: como posso falar de amor a Deus, ao próximo, a meu inimigo, se ainda não me amo?

É, caro peregrino (a)! A nossa estrada precisa ser pavimentada pelos ensinos de Jesus. Só assim compreenderemos que, se esse amor não começar por nós mesmos, não conseguiremos amar de verdade. Primeiro, eu preciso me amar, me aceitar como estou, gostar do que sou, parar de me culpar por não ser perfeito e trabalhar em prol da minha renovação.

No entanto, o autoamor, mesmo sendo tarefa urgente, não pode ser apressado. Não se consegue em “10 lições”. Começa de dentro para fora, na conquista da autoestima, valorizando o nosso momento reencarnatório, nossas famílias, nossa comunidade, nossas casas espíritas, nossa vida, enfim. Quando eu me amar, amarei com certeza o outro, por compreender que estamos na mesma caminhada evolutiva. Amando a mim e ao próximo, amarei também o inimigo do passado, que se tornará amigo, e aí sim, estarei na condição de amar a Deus, agora sobre todas as coisas. Isso é Natal. Natal com Jesus!

Que o Cristo de Deus renasça mais uma vez em nossos corações, pois Ele, acima de qualquer uma de nossas experiências, vive e permanece conosco!

*  *  *
(*)Leonardo Pereira é orador espírita e presidente do Grupo Espírita
Lamartine Palhano Júnior, situado no Bairro Goiabeiras-Vitória-ES.
Imagem:www.google.com. Acesso em:23/dezembro/2013.

domingo, 15 de dezembro de 2013

PRECE DE CARITA



Jardin des Plantes, o jardim botânico de Paris, com o Museu de História Nacional ao fundo,1840 - Glaziou
Pelo Espírito Carita

Deus, nosso Pai, que sois todo poder e bondade, dai a força àqueles que passam pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai! Dai ao culpado o arrependimento, ao Espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.

Senhor! Que vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.

Piedade, meu Deus, para aqueles que Vos não conhecem, esperança para aqueles que sofrem.

Que a Vossa bondade permita, hoje, aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé.

Deus! Um raio, uma faísca do Vosso amor pode abrasar a terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.

Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós estendemos os braços em vossa direção, ô poder, ô Bondade, ô Beleza, ô Perfeição, e queremos em qualquer sorte merecer a vossa misericórdia.

Deus! Dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Imagem."
*  *  *
Nota
A Prece de Carita (conhecida no Brasil como “Prece de Cáritas”) veio a lume pelo Espírito Carita, no Natal de 1873, por intermédio de Madame W. Krell, que atuava no círculo espírita de Bordeaux, França. A publicação da prece deu-se, originalmente, na obra de Madame Krell, “Rayonnements de la Vie Spirituelle”, na própria Bordeaux, em maio de 1875.
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Leia mais sobre esta linda prece em:
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Acesso em: 18/setembro/2011.
Formatação atualizada em: 15/dezembro/2013.

domingo, 8 de dezembro de 2013

PRECE AOS BONS ESPÍRITOS


De "O Evangelho Segundo o Espiritismo",
de Allan Kardec, Cap. XXVIII, item 13.
Meu Deus,
permite que os bons Espíritos que me cercam venham em meu auxílio,
quando me achar em sofrimento, e que me sustentem se desfalecer.

Faze, Senhor,
que eles me incutam fé, esperança e caridade;
que sejam para mim um amparo,
uma inspiração e um testemunho da tua misericórdia.

Faze, enfim,
que neles encontre eu a força que me falta nas provas da vida e,
para resistir às inspirações do mal, a fé que salva e o amor que consola.
*  *  *
(Imagem: http://www.morguefile.com/). Formatação atualizada em 08/12/2013..
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Leia também:
Salmo 91
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sábado, 2 de novembro de 2013

KARDEC A BIOGRAFIA


A obra “Kardec A biografia”, com autoria de Marcel Souto Maior, chegou às livrarias no dia 21 de outubro. O mesmo autor de “As vidas de Chico Xavier” aborda Hippolyte Léon Denizard Rivail, foco do livro que conta ”como um cético notório se transformou em uma referência quando se trata de comunicação espiritual e vida após a morte”. Há previsão de que esta obra seja transformada em filme ao longo do ano de 2014, com produção de Wagner de Assis, mesmo produtor do filme Nosso Lar. Mais informações do livro, da Editora Record, podem ser obtidas pelo telefone 0800-140090.
* * *
(Texto e imagem - divulgação do site da FEB:
www.febnet.org.br . Acesso em: 02/novembro/2013.)

domingo, 13 de outubro de 2013

AMIGO DE LUZ

Sempre que puder,
Doe um abraço,
Demonstre o quanto ama,
E crie este laço.

Se há amor é porque há de amar...
Crendo que nada é por acaso,
Dúvida nenhuma restará.

O exemplo mais sublime
É a abnegação
Do nosso Amigo querido,
Nosso irmão de coração.

Há muito Ele espalhou
Por aqui uma lição:
Caridade não é só virtude
É também nossa missão.

Como filhos desse mestre
Que há muito nos conduz,
Exerçamos o trabalho no Bem
A exemplo de Jesus!
Isabela Cristina Pirola Lube
 *  *  *
em 04/10/2013, e aqui reproduzido com autorização da autora.)
Imagem: www.google.com . Acesso em: 13/outubro/2013.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

NO GRANDE MINUTO


Pelo Espírito Emmanuel

"[...] Se pedes roteiro para mirar, recorda o Cristo,
na derrota aparente. [...]"

No grande minuto da experiência, disseste, desapontado:

– Só vejo o mal pelo bem.
– Não posso mais.
– Fracassei.
– Agora é parar com tudo.
– Fiz o possível.
– Não me fales mais nisso.
– Estou farto.
– Muito difícil.
– Em tudo é desilusão.
– Sofri que chega.
– Continue quem quiser.
– Ninguém me ajuda.
– Deixa-me em paz.
– Estou vencido.
– Não quero complicações.
– É problema dos outros.
– Não sou santo.
– Desisti.
– Basta de lutas.

Entretanto, sombra vencida é porta de luz maior.

Se os amigos fugiram, continua fiel ao bem.

Se tudo é aflição em torno, não desanimes.

Se alguém te calunia, responde sempre fazendo o melhor que possas.

Se caíste, levanta-te renovado e corrige a ti mesmo.

Não existe merecimento naquilo que nada custa. Todos nós aprendemos e trabalhamos, dias e dias, e, às vezes, por muitos anos, para vencer nesse ou naquele grande momento chamado “crise”.
É a vitória na crise que nos confere mais ampla capacidade.

Se pedes roteiro para mirar, recorda o Cristo, na derrota aparente.
Humilhado e batido, supliciado e crucificado, torna ao mundo, em Espírito, sem que ninguém lhe requeira a volta.

E, materializando-se, divino, entre os mesmos companheiros que o haviam abandonado, longe de referir-se aos remoques e tormentos da véspera, recomeça o trabalho, dizendo simplesmente:
– “A paz seja convosco.”
*  *  *
(Do livro "Religião dos Espíritos", de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. 
FEB. 4ª ed. 1960. Reunião pública de 30/11/59 - Questão nº 646).
Imagem: www.google.com. Acesso em: 11/março/2012.

sábado, 5 de outubro de 2013

O AUTOENCONTRO

Paisagem da Cilícia
Por Leonardo Pereira*
"[...] Buscando o exemplo do Apóstolo dos Gentios, devemos nos inquirir se já não está na hora de também invadir os nossos desertos e perscrutar o que desconhecemos em nós mesmos [...]"
Saulo!.. Saulo!.. por que me persegues?” ─ a frase emblemática se refere ao encontro do doutor da Lei judaica, Saulo de Tarso, com Jesus de Nazaré, na estrada de Damasco, a “cidade de jasmim”, capital da Síria.

Considerada a cidade mais antiga a ser habitada continuamente no mundo, Damasco foi palco da conversão de Saulo, perseguidor do Cristianismo, que, após o seu autoencontro, tornou-se, no seu tempo, o maior divulgador da mensagem de Jesus.

O então futuro Apóstolo dos Gentios nasceu por volta do ano 5, da nossa era, na cidade de Tarso, na Cilícia, Ásia Menor, pertencente hoje à Turquia, à época território anexado ao Império Romano (talvez aqui a programação Divina propiciando a um futuro divulgador do Cristianismo o salvo-conduto, o passaporte romano).

Apesar da cidadania romana, Saulo era um judeu da Diáspora (Dispersão) e pertencia a uma importante e rica família. Aos 14 anos, começou a receber a formação rabínica, sendo criado de forma rígida, com a exigência do cumprimento das rigorosas normas dos Fariseus, classe religiosa dominante daquela época, na qual predominava o orgulho racial tão peculiar aos judeus da antiguidade.

Depois de ser preparado para se tornar um doutor da Lei, mudou-se para Jerusalém, despontando como um dos principais sacerdotes do Templo de Salomão. Nesse período, deparou-se com uma seita iniciante, nascida dentro do judaísmo, contrária, porém, na visão dos doutores da lei judaica, aos principais ensinos farisaicos ─ o Cristianismo.

Contratado para perseguir e exterminar os seguidores dessa seita ─ seguidores do carpinteiro de Nazaré ─ apelido dado aos discípulos de Jesus, Saulo não mediu esforços para acabar com o que acreditava ser uma ameaça ao seu povo, sua religião. Mas, apesar de tudo que fazia para minar o crescimento dos adeptos da nova seita, ela continuava crescendo com força, principalmente após a morte e ressurreição de seu líder ─ Jesus. A cada dia novos seguidores surgiam, engrossando a massa dos que acreditavam que Ele era “o filho de Deus”, “o messias”, “o ungido”, “aquele que veio para libertar o povo”.

No ano de 35 d.C., dois anos após a crucificação de Jesus, logo depois de ter mandado executar Estevão (um dos primeiros mártires do Cristianismo), Saulo, impulsionado pela obsessão de acabar com os principais líderes cristãos, seguiu para Damasco. Ia ao encalço de um deles principalmente ─ Ananias ─ “a fim de castigá-lo devidamente.

Antes de chegar a Damasco teve uma visão fulgurante de Jesus que, em espírito, lhe perguntava: "Saulo!... Saulo!... por que me persegues?". Sobrevindo-lhe imediata cegueira, foi conduzido à cidade, onde foi curado pelo mesmo Ananias, convertendo-se, então, ao Cristianismo, passando a chamar-se Paulo. A partir daí, surge, então, o "Apóstolo dos Gentios", ou seja, o enviado, para disseminar o Evangelho para o povo não judeu.

O Espírito Emmanuel, na belíssima obra “Paulo e Estevão”, um clássico da literatura espírita, de leitura indispensável, editado pela Federação Espírita Brasileira, narra, com profundidade, pela psicografia do médium mineiro Chico Xavier, a comovente história de Saulo x Paulo.

Essa obra nos desperta para uma importante reflexão: “Saulos” de hoje, a caminho da transformação, não raras vezes encontramos o chamamento “às portas de Damasco”, sendo convocados ao Bem universal e instados, pelo livre-arbítrio, a decidir utopicamente entre matar em nós o amor ou, corretamente, aprender a amar! Mas somente a segunda escolha é capaz de nos conduzir a uma importante perspectiva: a de como nos vemos e como vemos a vida, o que nos permite sair da cegueira material para a claridade espiritual.

Na verdade, Saulo, às portas de Damasco, entendeu que até então vivia na escuridão do orgulho, do egoísmo, da vaidade e do poder prepotente, e o seu autoencontro, nesse caso, propiciado pela cegueira temporária, lhe facultou conhecer-se e conhecer o seu caminho, a sua estrada.

De acordo com Emmanuel (op. cit.), Saulo passa mais de um ano no deserto, tempo necessário para consolidar a sua transformação em Paulo. Ao retomar a antiga profissão (tecelão), começa a tecer um novo caminho na manta da vida. Afasta-se de tudo em que acreditava e mergulha em si mesmo. E, através da introspecção e da reflexão, entende que o homem velho devia dar lugar ao homem novo. E coloca isso em prática. Podemos dizer, então: a luz se fez em Paulo e Paulo fez luz por onde foi.

Buscando o exemplo do Apóstolo dos Gentios, devemos nos inquirir se já não está na hora de também invadir os nossos desertos e perscrutar o que desconhecemos em nós mesmos; se já não chegou o momento de utilizarmos o autoconhecimento para iluminar os escaninhos escuros da nossa mente, onde habitam os homens velhos que teimam em retornar vez ou outra exigindo o direito adquirido pelo tempo, gritando: “Eu sou assim e não vou mudar... eu mando, eu posso”; de promover, na nossa rota de Damasco, o autoencontro, questionando o Saulo que reside em nós  ─ “por que me persegues?” ─ para que, na cegueira da matéria, não predomine o homem velho. E, como Paulo, perguntar: “Senhor, que quereis que eu faça?”.

Deixemos, portanto, que a Claridade Divina transforme a nossa vida, para que, com a visão restaurada e o coração firme na fé, possamos dizer, a exemplo do Apóstolo dos Gentios: “Não sei mais se sou eu que vivo no Cristo ou o Cristo que vive em mim.”
*  *  *
(*) Leonardo Pereira  é orador espírita e atual
presidente do Gelp – Bairro Goiabeiras – Vitória-ES.
Imagem:http://www.lycianturkey.com/lycia-piracy.htm. Acesso em: 13/junho/2012
Formatação atualizada em:05.10.2013.

ESPIRITISMO PASSO A PASSO COM KARDEC


"Os estudiosos da Doutrina Espírita encontrarão neste livro de Christiano Torchi valioso material sobre o Espiritismo. Material esse calcado na obra kardequiana, e contextualizado de tal modo que o leitor moderno tem a impressão de que a Codificação Espírita é da época atual.

Fiel aos princípios do Pentateuco Kardequiano refere-se também às obras complementares, mediúnicas ou não, enriquecendo o pensamento religioso, principalmente quando recorre a André Luiz e Emmanuel, entre outros Espíritos de escol, e a pensadores encarnados, brasileiros e estrangeiros, no afã de informar com responsabilidade e clareza."(*)
*
Esta obra pode ser adquirida na Livraria da Feees - Federação Espírita do Estado do Espírito Santo
telefone: (27) 3222-6509.
*  *  *
(*) - Sinopse e imagem: Livraria Virtual da FEB - www.febnet.org.br. Acesso em: 03/outubro/2013.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O BOM SENSO

Allan Kardec nasceu em Lyon, França, em 3 de outubro de 1804

"Outubro assinala a data natalícia de Hyppolyte Léon Denizard Rivail, o inolvidável Allan Kardec. Ao ensejo do mês em que o Movimento Espírita promove inúmeros eventos evocativos da vida e obra do Codificador, torna-se oportuna a reflexão sobre a relação entre estudo, prática e difusão, adotada na Seara Espírita.

A legitimação e a validação das ações para fazer jus à adjetivação espírita indubitavelmente se fundamentam nas Obras Básicas e há importante conceito lembrado por Emmanuel: “‘Espírita’ deve ser o nome de teu nome [...]”.1

Na homenagem feita por Camille Flammarion a Kardec, durante o sepultamento do seu corpo, ele o denominou “o bom senso encarnado”.2

A referência é extremamente sugestiva para a atualidade do Movimento Espírita, pois aponta para o esforço coletivo no sentido de se consolidar as ações em geral de maneira coerente com as Obras Básicas do Codificador.

Seja a efeméride evocativa do nascimento de Rivail um estímulo e motivação para que a Doutrina Espírita encontre eco em todos nós – dirigentes e colaboradores dos vários níveis de ação do Movimento Espírita –, balizando a coerência das práticas e da difusão com os princípios espíritas. Aí reside “o bom senso” dos espíritas!
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1XAVIER, Francisco C. Religião dos espíritos. Pelo Espírito Emmanuel. 22. ed. 3. imp. Brasília: FEB, 2013.cap. Doutrina espírita.
2KARDEC, Allan. Obras póstumas. Trad. Evandro Noleto Bezerra.  Rio de Janeiro: FEB, 2009.cap. Discurso pronunciado junto ao túmulo de Kardec por Camille Flammarion, p. 38."

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Texto: Editorial de 'Reformador on line' - Ano 131- nº 2215- outubro 2013-
(http://www.febnet.org.br/). Acesso em 03/outubro/2013.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 03.10.2013.
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Leia mais sobre Kardec em:
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domingo, 15 de setembro de 2013

REFLEXÕES SOBRE O SUICÍDIO


O tema é constrangedor e nos remete a lembranças ou ocorrências muito adversas. Não é fácil de assimilar. Mas, infelizmente, os fatos estão aí, presentes, visíveis, chocantes. Pessoas desistem da Vida. Algumas, muito conhecidas, são notícia. De outras tantas, anônimas, nada ficamos sabendo. Nem dos seus dramas, nem dos dramas que envolviam - e vão continuar - envolvendo amigos, familiares, enfim, todos aqueles que partilhavam o convívio dessas vítimas desse ato supremo.

A Folha de São Paulo, em editorial de 12.09.2013, sob o título "O tabu do suicídio" (*) fala de um "pacto tácito de silêncio", a obscurecer, devido à "baixa difusão de uma informação relevante", "um problema significativo de saúde pública". Citando a Organização Mundial de Saúde, o jornal informa que, no ano de 2000, "815.000 pessoas tiraram a própria vida". E ainda, que, em 2011, "9.852 brasileiros se mataram [...]", representando isso "[...] mais do que o total de assassinatos (520 mil) ou de mortos em guerras (310 mil) no mesmo ano.[...]"

E, nessa abordagem - problema de saúde pública -, ressalta:
 "O que torna os suicídios tema de especial interesse para a saúde pública é o fato de serem em princípio evitáveis. Com efeito, a maioria dos casos --cerca de 90% deles, segundo vários estudos-- está associada a transtornos mentais tratáveis, sobretudo estados depressivos e dependências químicas".
 E aponta, ainda,  a necessidade de
 "Um sistema de saúde bem preparado, que identifique rapidamente os pacientes com potencial suicida e os encaminhe para tratamento psiquiátrico, conseguiria evitar muitas dessas mortes.".
Não há como discordar de argumentos lúcidos e bem embasados como esses que acabamos de citar, resumidamente.

Entretanto, consideramos que esse problema cruel possui duas faces: a visível, que reclama um encaminhamento científico; e a invisível, que suscita uma abordagem filosófico-religiosa, aspectos que, embora diferentes, podem ser vistos como complementares.

Não queremos, neste breve comentário, aprofundar o tema, e sim, diante do seu vulto, ressaltar a preocupação do Blog, encaminhando o leitor/leitora para matérias já publicadas (e também as futuras) que reunimos no link Reflexões-suicídio.

Acreditamos, assim, facilitar o acesso daqueles que queiram se inteirar mais detidamente sobre o suicídio, suas causas - mas também suas consequências - à luz da Doutrina dos Espíritos.
Francisco.
*  *  *
(*) -  O texto completo deste editorial pode ser acessado em:

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O PIRILAMPO

Espírito Emmanuel

Nunca te afirme imprestável.

Num aldeamento de colonização, surgiu um químico dedicado à fabricação de remédios pesquisando as qualidades de certo arbusto que existia unicamente em cavernas.

Detendo informe de antigos habitantes da região, muniu-se de lâmpada elétrica, vela e fósforos para descer aos escaninhos de grande furna.

O homem começou a distanciar-se da luz do sol e porque a sombra se condenasse, acendeu a lâmpada desdobrando uma corda que, na corda, lhe orientasse o caminho.

A breves instantes, porém, as pilhas se esgotaram. Recorreu aos fósforos e inflamou a vela, entretanto, a vela se derreteu e os fósforos foram gastos inteiramente, sem que ele atingisse o que desejava.

Dispunha-se ao regresso, quando viu em pequeno recôncavo do espaço estreito e escuro o brilho intermitente de um pirilampo.

Aproximou-se curioso e, à frente dessa luz, achou a planta que buscava, com enorme proveito na tarefa a que se propunha.

Anotemos a conclusão.

Quem não pode ser a luz solar, terá possivelmente o clarão da lâmpada.

Quem não consegue ser a lâmpada terá consigo o valor da uma vela acesa ou de um fósforo chamejante.

E quem não disponha de meios a fim de substituir a vela e o fósforo, trará sem dúvida, o brilho de um pirilampo.
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Da obra “Recados Do Além” – Espírito: Emmanuel – Psicográfia: Francisco Cândido Xavier.
Disponível em: http://www.universoespirita.org.br/. Acesso em: 31.05.2011,
Imagem: http://www.google.com/. Acesso em:23/agosto/2013.
Destaques: pelo Editor do Blog.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

PEQUENA NOTA SOBRE O DIREITO A VIVER

Eros Roberto Grau


O jurista Eros Roberto Grau, que recentemente aposentou-se do Supremo Tribunal Federal, escreveu o artigo “Pequena nota sobre o direito a viver”, especialmente para a revista Reformador, publicado na edição de setembro (p. 14 e 15). O autor se posiciona contra o aborto de anencéfalos, afirmando que “o nascituro é protegido pela ordem jurídica, e que sua dignidade humana preexiste ao fato do nascimento”

Inventei uma história para celebrar a Vida. Ana, filha de família muito rica, apaixona-se por um homem sem bens materiais, Antonio. Casa-se com separação de bens. Ana engravida de um anencéfalo e o casal decide tê-lo. Ana morre de parto, o filho sobrevive alguns minutos, herda a fortuna de Ana. Antonio herda todos os bens do filho que sobreviveu alguns minutos além do tempo de vida de Ana. Nenhuma palavra será suficiente para negar a existência jurídica do filho que só foi por alguns instantes além de Ana.

A história que inventei é válida no contexto do meu discurso jurídico. Não sou pároco, não tenho afirmação de espiritualidade a nestas linhas postular. Aqui anoto apenas o que me cabe como artesão da compreensão das leis. Palavras bem arranjadas não bastam para ocultar, em quantos fazem praça do aborto de anencéfalos, inexorável desprezo pela vida de quem poderia escapar com resquícios de existência e produzindo consequências jurídicas marcantes do ventre que o abrigou.

Matar ou deixar morrer o pequeno ser que foi parido não é diferente da interrupção da sua gestação.Mata-se durante a gestação, atualmente, com recursos tecnológicos aprimorados, bisturis eletrônicos dos quais os fetos procuram desesperadamente escapar no interior de úteros que os recusam.Mais “digna” seria a crueldade da sua execução imediatamente após o parto,mesmo porque deixaria de existir risco para as mães. Um breve homicídio e tudo acabado.

Vou contudo diretamente ao direito, nosso direito positivo. No Brasil o nascituro não apenas é protegido pela ordem jurídica, sua dignidade humana preexistindo ao fato do nascimento, mas é também titular de direitos adquiridos. Transcrevo a lei, artigo 2o do Código Civil:

A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

No intervalo entre a concepção e o nascimento dizia Pontes de Miranda “os direitos, que se constituíram, têm sujeito, apenas não se sabe qual seja”. Não há, pois, espaço para distinções, como assinalou o ministro aposentado do STF, José Néri da Silveira, em parecer sobre o tema:

Em nosso ordenamento jurídico, não se concebe distinção também entre seres humanos em desenvolvimento na fase intrauterina, ainda que se comprovem anomalias ou malformações do feto; todos enquanto se desenvolvem no útero materno são protegidos, em sua vida e dignidade humana, pela Constituição e leis.

Trata-se de seres humanos que podem receber doações [art. 542 do Código Civil], figurar em disposições testamentárias [art.1.799 do Código Civil] e mesmo ser adotados [art. 1.621 do Código Civil]. É inconcebível, como afirmou Teixeira de Freitas ainda no século XIX, um de nossos mais renomados civilistas, que haja ente com suscetibilidade de adquirir direitos sem que haja pessoa. E, digo eu mesmo agora, nele inspirado, que se a doação feita ao nascituro valerá desde que aceita pelo seu representante legal tal como afirma o artigo 542 do Código Civil – é forçoso concluir que os nascituros já existem e são pessoas, pois “o nada não se representa”.

Queiram ou não os que fazem praça do aborto de anencéfalos, o fato é que a frustração da sua existência fora do útero materno, por ato do homem, é inadmissível [mais do que inadmissível, criminosa] no quadro do direito positivo brasileiro. É certo que, salvo os casos em que há, comprovadamente, morte intrauterina, o feto é um ser vivo.

Tanto é assim que nenhum, entre a hierarquia dos juízes de nossa terra, nenhum deles em tese negaria aplicação do disposto no artigo 123 do Código Penal, (1) que tipifica o crime de infanticídio, à mulher que matasse, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho anencéfalo, durante o parto ou logo após, sujeitando a a pena de detenção, de dois a seis anos. Note-se bem que ao texto do tipo penal acrescentei unicamente o vocábulo anencéfalo!

Ora, se o filho anencéfalo morto pela mãe sob a influência do estado puerperal é ser vivo, por que não o seria o feto anencéfalo que repito pode receber doações, figurar em disposições testamentárias e mesmo ser adotado?

Que lógica é esta que toma como ser, que considera ser alguém – e não res – o anencéfalo vítima de infanticídio, mas atribuiao feto que lhe corresponde o caráter de coisa ou algo assim?

De mais a mais, a certeza do diagnóstico médico da anencefalia não é absoluta, de modo que a prevenção do erro, mesmo culposo, não será sempre possível. O que dizer, então, do erro doloso?

A quantas não chegaria, então, em seu dinamismo – se admitido o aborto – o “moinho satânico” de que falava Karl Polanyi? (2) A mim causa espanto a ideia de que se esteja a postular abortos, e com tanto de ênfase, sem interesse econômico determinado. O que me permite cogitar da eventualidade de, embora se aludindo à defesa de apregoados direitos da mulher, estar-se a pretender a migração, da prática do aborto, do universo da ilicitude penal, para o campo da exploração da atividade econômica. Em termos diretos e incisivos, para o mercado. Escrevi esta pequena nota para gritar, tão alto quanto possa, o direito de viver.
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(1 ) “Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena – detenção de dois a seis anos.”
(2) A grande transformação: as origens da nossa época. Tradução portuguesa de Fanny Wrobel. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
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(Revista “Reformador” – Ano 129 • Nº 2190 • Setembro 2011-
 editada pela Federação Espírita Brasileira.). Acesso: 06/setembro/2011.
Formatação atualizada em: 15/agosto/2013.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

11º CONGRESSO ESPÍRITA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO


Tema:
Evangelho: hoje e sempre a luz do mundo

30 e 31 de agosto e 1º de setembro de 2013
Centro de Convenções - Vitória-ES

Realização:
FEEES - Federação Espírita do Estado do Espírito Santo

Palestrantes Convidados:
André Luiz de Oliveira
Antônio Cesar Perri de Carvalho
Dalva Silva Souza
Francisco Ferraz
Maria Elisabeth da Silva Barbieri
Paulo Batistuta Novaes
Sandra Borba e Sandra Della Pola

Temário:
 - Os desafios da vivência familiar
- O espírito, a família e o tempo
- Espiritismo e educação
- Proposta pedagógica de Jesus
- Acolher, consolar, esclarecer e orientar
- Qualificar, humanizar e espiritizar
- Assistencialismo, filantropia e caridade
- A caridade maior: iluminar consciências
- Médiuns e mediunidade na Bíblia
- Médiuns: evangelizar-se para evangelizar
- Evangelho: hoje e sempre a luz do mundo
- Trabalho, solidariedade e tolerância
- O Sermão da montanha nos dias de hoje
- O Evangelho e o Espiritismo na atualidade
- Mediunidade, Física moderna e Evangelho
- Apocalipse – mitos e verdades
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Informações:
secretaria@feees.org.br
Telefone:  (27) 3222-7551
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Fonte: Secretaria da FEEES.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

JUVENTUDE, SEXUALIDADE E ESPIRITISMO


Lançamento do livro
Juventude, Sexualidade Espiritismo

Junte algumas centenas de jovens, de variadas faixas etárias, interessados em debater a sexualidade à luz da imortalidade da alma à uma equipe entusiasmada de pais e educadores espíritas, e terá uma ideia da natureza vibrante do encontro de carnaval que deu origem a este livro. Nele falamos de jovem para jovem, de pai para pai e de educador para educador, como compreender a energia sexual e as múltiplas questões apresentadas pela juventude dos dias atuais.

Você poderá adquirir esta obra na Livraria da Feees - Federação Espírita do Estado do Espírito Santo - telefone: (27) 3222-6509.
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(Fonte: http://www.feees.org.br/. Acesso em: 11.08.2013.)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

NOS PASSOS DA BOA NOVA

Vista do Lago de Genesaré
Maria Ruth Junqueira
(Psicografia de Raul Teixeira*)

"[...] A Boa Nova do Senhor corresponde a um mapa bem-aventurado, com as localizações exatas dos tesouros espirituais que todos desejamos ardentemente encontrar."
 
Todos aqueles que se agitam nas experiências terrestres, na busca de harmonia para si mesmos ou lucidez para os próprios raciocínios, encontrarão expressiva ajuda por meio das instruções da Boa Nova.
Todas as pessoas que estejam à procura de caminhos novos para encontrar equilíbrio em seus relacionamentos com afetos íntimos ou na vivência com a sociedade, a fim de obter vitória sobre o temperamento complexo, encontrarão sugestões felizes no seio da Boa Nova.
Quem almeje conquistar robusta fé, enquanto enfrenta os cravos de duras provações, em si ou em redor de si, terá na Boa Nova valioso escrínio de preciosas gemas de paciência e de perseverança, envolvidas no veludo da oração.
Sempre que as refregas terrenas exigirem coragem e decisão superior aos filhos de Deus espalhados pelo mundo, os mais expressivos posicionamentos de resignação diante do irrecorrível, as firmes atitudes perante os próprios deveres, e tudo o mais que enobreça e impulsione para o bem, todos obterão substancial apoio nos exemplos venturosos da Boa Nova.
É por meio da Boa Nova que podemos travar contato com os benditos fatos da vida de Jesus Cristo junto aos Seus amigos mais próximos e com as demais criaturas. Nela é que aprendemos a amar sem pieguismo, a ajudar sem gerar dependência, a socorrer e passar sem quaisquer cobranças, a sermos fiéis ao bem e verdadeiros, a sofrer sem revolta, mantendo sempre a fibra de quem não perde a confiança nem duvida da prevalente ação da Divindade.
Nas páginas da Boa Nova é que deparamos o Rei Solar em ação de humildade como bom professor, como médico de almas ou, ainda como Bom Pastor, sem qualquer exibicionismo ou presunção, à frente daqueles para os quais viera, luminescente.
Nos passos bem dispostos da Boa Nova de Jesus, cada companheiro da lida evolutiva, se não acolher os sentimentos de desalento ou as propostas de desistência do roteiro feliz, conseguirá iluminar-se e elevar-se, de modo a compartilhar os projetos de progresso do mundo que foram traçados pelo Divino Amigo, o Guia Celestial, que é Jesus.
Tratemos, assim, de nos manter atenciosos e vigilantes pelas vias do mundo terreno, sem perdermos o rumo ansiosamente anelado, para construirmos, em definitivo, a ventura pessoal e a paz interior, cooperando com o progresso da Terra. O campo de trabalhos se apresenta em toda parte; cabe-nos desenvolver os olhos de ver, a boa vontade e a disposição para lavrá-lo com entusiasmo.
A Boa Nova do Senhor corresponde a um mapa bem-aventurado, com as localizações exatas dos tesouros espirituais que todos desejamos ardentemente encontrar.
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(*)Mensagem psicografada por Raul Teixeira, em 12.01.2011,
na Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói-RJ.
Texto: http://www.raulteixeira.com. Acesso eem: 18/novembro/2011.
Imagem: www.google.com. Acesso em; 18/novembro/2011.
Formatação atualizada em: 02/agosto/2013. Destaques: pelo editor do blog.  
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sexta-feira, 19 de julho de 2013

AS PROVAS E EXPIAÇÕES COMO MECANISMOS EVOLUTIVOS


Marta Antunes Moura
(Coordenadora das Comissões Regionais na área da
Mediunidade da Federação Espírita Brasileira (FEB), Vice-presidente da FEB)


Um dos princípios da Doutrina Espírita é a reencarnação, entendida pelos orientadores espirituais como necessária à evolução humana, pois “uma só existência corpórea é claramente insuficiente para que o Espírito possa adquirir todo o bem que lhe falta e de desfazer de todo o mal que traz em si.”[1]

Para nos auxiliar no processo ascensional, Deus nos concede o livre arbítrio, uma vez que,  se o homem  “(…) tem liberdade de pensar, tem também a de agir. (…).”[2] Podemos, então, afirmar que o ser humano é o árbitro do seu destino e que cada escolha, independentemente das suas motivações ou justificativas, acionam a lei de causa e efeito em qualquer plano de vida que se situe: o físico ou o espiritual.

O uso do livre arbítrio são ações que provocam reações, no tempo e no espaço. As boas escolhas produzem progresso evolutivo, enquanto as escolhas infelizes geram provações  ou  expiações que se configuram como mecanismos evolutivos, moduladores da lei de causa e efeito,  claramente consubstanciada no planejamento reencarnatório de cada indivíduo. Daí Emmanuel afirmar: “A lei das provas é uma das maiores instituições universais para a distribuição dos benefícios divinos.”[3]

Para melhor compreensão do assunto, Emmanuel especifica também a diferença que há entre prova (ou provação)  e  expiação: “A provação é a luta que ensina ao discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da edificação espiritual. A expiação é pena imposta ao malfeitor que comete um crime.”[4]

Percebe-se, portanto, que a prova assemelha-se a uma corrida de obstáculos que tem o poder de impulsionar o progresso humano. As provas sempre existirão, mesmo para Espíritos superiores,  por se tratarem de desafios evolutivos. A expiação, contudo, representa uma contenção temporária da liberdade individual, necessária à reeducação do Espírito que, melhor utilizando o livre arbítrio, reajusta-se  às determinações das leis divinas.

As provações podem ser difíceis, não resta dúvida,  mas,  por seu intermédio, o Espírito é colocado em situações que o afasta do estado de inércia em que ora permanece ou se compraz, proporcionando-lhe, ao mesmo tempo,  oportunidades para  que ele possa trabalhar a melhoria das suas atuais condições de vida.

Nas expiações, o Espírito vê-se colocado  prisioneiro das más ações cometidas, pelo uso indevido do livre arbítrio.  Para que não se prejudique mais, renasce sob processos de contenção que, obviamente, produzem sofrimentos, sobretudo se o ser espiritual ainda não consegue apreender o valor da dor como instrumento de educação e  cura espirituais.

Em O Céu e o Inferno, Allan Kardec lança outras luzes a respeito do tema, quando explica que o arrependimento das faltas cometidas é o elemento chave para liberar o Espírito das provações dolorosas e das expiações. O Codificador, assim se expressa: 

Arrependimento, expiação e reparação são as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências. O arrependimento suaviza as dores da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa.(Grifos no original)[1]

Nesses termos, a libertação do Espírito, ou reparação, indica ser a etapa final da expiação porque, perante os códigos divinos, não nos é suficiente expiar uma falta, é preciso anulá-la, definitivamente, da vida do Espírito imortal, pela prática do bem:

A reparação consiste em fazer o bem a quem se havia feito o mal. Quem não repara os seus erros nesta vida por fraqueza ou má vontade, achar-se-á  numa existência posterior em contato com as mesmas pessoas a quem prejudicou, e em condições voluntariamente escolhidas, de modo a demonstrar-lhes o seu devotamento, e fazer-lhes tanto bem quanto mal lhes tenha feito.[2]
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Referências
KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. Trad. de Evandro Noleto Bezerra. 1ª ed. Rio de Janeiro: FEB Editora, 2009.
__________. O Livro dos Espíritos. Trad. de Evandro Noleto Bezerra. 2ª ed. 1ª reimp. Rio de Janeiro: FEB Editora, 2011.
XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 28ª ed. Rio de Janeiro: FEB Editora, 2008
[1] Allan Kardec. O Céu e o Inferno. Pt. 1, cap. III, it. 9, pág. 49.
[2] Idem. O Livro dos Espíritos. Q. 843, pág. 507.
[3] Francisco Cândido Xavier. O Consolador. Q. 245, pág. 201.
[4] Ibid., q. 24, pág. 201.
[5] Allan Kardec. O Céu e o Inferno. Pt. 1, cap. VII – Código penal da vida futura -, q.16ª, pág. 126.
[6] Ibid., q. 17ª, p. 12.
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(Texto disponível no Portal FEB - www.febnet.org.br .
Acesso em: 19/julho/2013.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 19/julho/2013.