segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS


Antonio R. Coutinho Júnior

Que, ao ensejo do Natal,
Ante a Estrela de Belém,
Da terra se vá o Mal,
Cedendo lugar ao Bem.

Busquemos na Manjedoura
Que o Cristo dignificou
A Santa Paz redentora
Com que Ele nos acenou.

E que toda a Humanidade
Se volte, por seu amor,
Tendo à frente a Caridade,
Qual no-la quer o Senhor.

E os “Homens de boa Vontade”
Possam buscar nas Alturas,
Cheios de sã humildade,
Muita Paz e mil venturas.

Que o Espírito de Natal
Possa reinar sobre a Terra
E, nela, afastado o Mal,
Haja só amor, não mais a guerra.

Sob as Bênçãos de Jesus,
Elevando os corações,
Que a Terra se faça Luz,
Para todas as nações.
*
(Do livro “Reflexões de Natal segundo o pensamento de 45 colaboradores espíritas”,
editado pelo Instituto Maria, Juiz de Fora-MG, 3ª Ed.1982,pág.57.)
Imagem: www.morguefile.com. Aceso em: 21/dezembro/2014.
*  *  *
Feliz Natal! Boas Festas!
É o que desejamos aos queridos leitores e leitoras do Blog.
* * *

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

SER FELIZ

Somos felizes...

a partir do momento em que fazemos de nossas condutas a real felicidade, aceitando cada etapa com certeza do bem realizado.
*
quando nos deparamos ante nós mesmos nas mudanças de nós para o bem-estar constantes em nós.
*
quando fazemos surgir o novo ante os obstáculos, verdade ante as dificuldades e incerteza.
*
quando temos a certeza que já nos encontramos ante este mundo de encontros e desencontros.
*
quando já atingimos o equilíbrio real que nos alimenta.
A.
🔵
___________________________________
Psicografia – Médium Alba Valéria Lopes – em 20/02/2012,
Comunidade Espírita Esperança - Vitória-ES.
Imagem: Paisagem da Suiça. www.google.com. Acesso em: 13/março/2012.
Formatação atualizada em: 13/janeiro/2017.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

RAMATIS E A DOUTRINA ESPÍRITA


Pelo Espírito Ramatis (*)

"[...] o Espiritismo, lembrando a doce imagem de Jesus, estende o seu manto fraterno e, qual ave benfeitora, acolhe todos os seus simpatizantes e detratores, as luzidias mentalidades e as débeis cerebrações, os moços entusiastas e os velhos alquebrados, as almas passivas e os espíritos dinâmicos![...]"

"A doutrina espírita, como ciência e filosofia que disciplina e coordena os impulsos religiosos da criatura, para "religá-la" ao Criador, já pode ser considerada a mediadora crística de todos os esforços e movimentos ascensionais do homem.

Ela possui o "toque mágico" capaz de avivar raciocínios para as pesquisas mais aprofundadas no campo iniciático ou corrigir o pensamento infantilizado dos religiosos presos aos lendários dogmas carcomidos pelo tempo.

Na sucessão dos vossos dias, já podeis verificar que todas as soluções racionais, inconfundíveis e penetrantes no futuro, estão manifestas nos postulados espiríticos, assim como a loja floral possui as sementes das flores mais belas e de perfumes mais raros.

Qualquer acontecimento supranormal que atualmente se registra nas instituições ou hierarquias religiosas, nos departamentos administrativos, nos lares ou nas relações sociais do mundo, que desafiam as explicações lógicas da ciência acadêmica, terminam sempre obtendo a sua explicação racional e sensata sob o raciocínio espirítico! Aumenta a porcentagem das coisas que confirmam a revelação espírita e diminuem as que a desmentem!

Allan Kardec, sublimemente inspirado - o que lhe valeu a denominação de "a encarnação do bom senso" ante o seu esforço heróico de trabalho e de abnegação por uma idéia mais compatível com a celebração do século XX - codificou doutrina de tal envergadura e profundidade espiritual, que a simples adesão do homem aos seus postulados já lhe vale um diploma de bom senso e um emblema de sadia inteligência!

Quando a maioria dos conjuntos religiosos e espiritualistas se debilita pelo anacronismo de suas bases dogmáticas; quando os próprios esforços iniciáticos definham em grupos isolados e no silêncio egocêntrico das "afinidades coletivas", o Espiritismo, lembrando a doce imagem de Jesus, estende o seu manto fraterno e, qual ave benfeitora, acolhe todos os seus simpatizantes e detratores, as luzidias mentalidades e as débeis cerebrações, os moços entusiastas e os velhos alquebrados, as almas passivas e os espíritos dinâmicos!

E, contradizendo a própria ética de que, à medida que a ciência acadêmica evolui, enfraquecem-se os postulados infantis das religiões conservadoras, o Espiritismo remoça, reverdece e se amplia na sua configuração sensata e lógica, porque os experimentos científicos, em lugar de desmenti-lo, ainda o comprovam nos seus postulados de quase cem anos!

E quando a Ciência comprovar à luz meridiana dos seus gélidos laboratórios que o espírito é imortal e sobrevive à dissolução do corpo físico, paradoxalmente, não será a Ciência quem fará jus à glória da descoberta mas, na realidade, a doutrina espírita, que há de merecer então o galardão, como precursora do raciocínio científico e lógico, doado claramente às massas humanas!

Em conseqüência, esse mediador crístico, aferidor de raciocínios geniais e precursor das mais avançadas experimentações científicas relativas à sobrevivência da alma, assim como revelador da Lei da Reencarnação, será o mais importante "diapasão" para a decisiva afinação instrumental da orquestra religiosa do terceiro milênio!"
*  *  *
(*)Do livro "Mensagens do Astral", obra mediúnica
ditada pelo espírito Ramatis ao
médium Hercílio Maes, pág. 296. Editado em outubro de 1956.
Formatação acima: pelo Editor do Blog.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 08/dezembro/2014.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

ADVERTÊNCIA

Paulo Bomfim (*)

Ai daqueles que brincam com a esperança de um povo!
Ai daqueles que se banqueteiam junto a fome de seus irmãos!
Ai daqueles que são fúteis numa hora grave, indiferentes num momento definitivo!
Ai daqueles que corrompem para tirar proveito da corrupção, que envenenam o mundo pela volúpia de caminhar impunemente entre ruínas!
Ai daqueles que fazem da mentira a verdade de suas vidas!
Ai daqueles que usam os simples como degraus de sua vaidade e instrumentos de sua ambição!
Ai daqueles que fabricam com a violência a trama do medo!
Ai daqueles que roubam ao próximo à alegria de existir!
Ai daqueles que usam dinheiro e o poder para prostituir, humilhar e deformar!
Ai daqueles que se atordoam para fugir das próprias responsabilidades!
Ai daqueles que traficam a terra de seus mortos, enxovalham tradições e traem compromissos com o presente e com o futuro!
Ai daqueles que se fazem de fracos no instante da tempestade!
Ai daqueles que se acomodam a tudo, que se resignam a tudo, que se entregam sem lutar!
Ai daqueles que loteiam seus corações, alugam suas consciências, transacionam com a honra, especulam com o bem, açambarcam a felicidade alheia e erguem virtudes falsas sobre pântanos!
Ai daqueles que concordam em morrer vivos!
*  *  *

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(*) - O poeta Paulo Bomfim nasceu em São Paulo no dia 30 de setembro de 1926, descendendo de bandeirantes e de fundadores de cidades. As origens da temática de “Armorial” circulam em suas veias. Jornalista profissional, iniciou suas atividades jornalísticas em 1945, no Correio Paulistano, indo a seguir para o Diário de São Paulo a convite de Assis Chateaubriand.Seu livro de estréia foi “Antônio Triste”, publicado em 1947, com prefácio de Guilherme de Almeida e ilustrações de Tarsila do Amaral.
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Texto, perfil: http://www.paulobomfim.com/ .Acesso em: 08/dezembro/2014..
Imagem: www,google.com. Acesso em:08/dezembro/2014.

A CARIDADE

Pelo Espírito Cárita,
martirizada em Roma.
(Lião, 1861.)
"Chamo-me Caridade; sigo o caminho principal que conduz a Deus. Acompanhai-me, pois conheço a meta a que deveis todos visar.

Dei esta manhã o meu giro habitual e, com o coração amargurado, venho dizer-vos: Oh! meus amigos, que de misérias, que de lágrimas, quanto tendes de fazer para secá-las todas!

Em vão, procurei consolar algumas pobres mães, dizendo-lhes ao ouvido: Coragem! há corações bons que velam por vós; não sereis abandonadas; paciência! Deus lá está; sois dele amadas, sois suas eleitas.

Elas pareciam ouvir-me e volviam para o meu lado os olhos arregalados de espanto; eu lhes lia no semblante que seus corpos, tiranos do Espírito, tinham fome e que, se é certo que minhas palavras lhes serenavam um pouco os corações, não lhes reconfortavam os estômagos. Repetia-lhes: Coragem! Coragem!

Então, uma pobre mãe, ainda muito moça, que amamentava uma criancinha, tomou-a nos braços e a estendeu no espaço vazio, como a pedir-me que protegesse aquele entezinho que só encontrava, num seio estéril, insuficiente alimentação.

Alhures vi, meus amigos, pobres velhos sem trabalho e, em conseqüência, sem abrigo, presas de todos os sofrimentos da penúria e, envergonhados de sua miséria, sem ousarem, eles que nunca mendigaram, implorar a piedade dos transeuntes. Com o coração túmido de compaixão, eu, que nada tenho, me fiz mendiga para eles e vou, por toda a parte, estimular a beneficência, inspirar bons pensamentos aos corações generosos e compassivos.

Por isso é que aqui venho, meus amigos, e vos digo: Há por aí desgraçados, em cujas choupanas falta o pão, os fogões se acham sem lume e os leitos sem cobertas. Não vos digo o que deveis fazer; deixo aos vossos bons corações a iniciativa. Se eu vos ditasse o proceder, nenhum mérito vos traria a vossa boa ação. Digo-vos apenas: Sou a caridade e vos estendo as mãos pelos vossos irmãos que sofrem.

Mas, se peço, também dou e dou muito. Convido-vos para um grande banquete e forneço a árvore onde todos vos saciareis! Vede quanto é bela, como está carregada de flores e de frutos!

Ide, ide, colhei, apanhai todos os frutos dessa magnificente árvore que se chama a beneficência. No lugar dos ramos que lhe tirardes, atarei todas as boas ações que praticardes e levarei a árvore a Deus, que a carregará de novo, porquanto a beneficência é inexaurível.

Acompanhai-me, pois, meus amigos, a fim de que eu vos conte entre os que se arrolam sob a minha bandeira.

Nada temais; eu vos conduzirei pelo caminho da salvação, porque sou – a Caridade."
*  *  *
Mensagem integrante do Cap. XIII, item 13, de "O Evangelho Segundo
o Espiritismo", de Allan Kardec. (106ª ed. FEB.1992.)
Destaques pelo editor do Blog. Formatação atualizada em: 27/novembro/2014.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 14/outubro/2011.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

ORAÇÃO AOS ESPÍRITOS MENSAGEIROS DE DEUS

Espíritos esclarecidos e benevolentes, mensageiros de Deus,

Que tendes por missão assistir os homens e conduzi-los pelo bom caminho, sustentai-me nas provas desta vida;

Dai-me a força de suportá-la sem queixumes;

Livrai-me dos maus pensamentos e fazei que eu não dê entrada a nenhum mau Espírito que queira induzir-me ao mal.

Esclarecei a minha consciência com relação aos meus defeitos e tirai-me de sobre os olhos o véu do orgulho, capaz de impedir que eu os perceba e os confesse a mim mesmo.

A ti sobretudo, meu Anjo Guardião, que mais particularmente velas por mim, e a todos vós, Espíritos Protetores, que por mim vos interessais, peço fazerdes que me torne digno da vossa proteção.

Conheceis as minhas necessidades; sejam elas atendidas, segundo a vontade de Deus.
*  *  *
("ORANDO AOS ESPÍRITOS MENSAGEIROS DE DEUS
De 'O Evangelho Segundo o Espiritismo' - Cap. XXVII - item 12)

DONA MORTE




"Dona Morte"
composição de André Pirola,
do CD '1857'

domingo, 30 de novembro de 2014

SINAIS DO TEMPO


'Sinais do tempo' 
Música espírita composta por André Pirola e apresentada durante a prévia para o EMEES (Encontro de Mocidades Espíritas do Espírito Santo) em Colatina - ES.

sábado, 15 de novembro de 2014

PÁGINAS


Pelo Espírito Emmanuel"

[...]Ainda que se origine da ação dos Espíritos desencarnados, supostamente superiores, a folha que não faça benefício em harmonia e construção fraternal é, apenas, reflexo de condições inferiores.[...]"
Toda página escrita tem alma e o crente necessita auscultar-lhe a natureza. O exame sincero esclarecerá imediatamente a que esfera pertence, no círculo de atividade destruidora no mundo ou no centro dos esforços de edificação para a vida espiritual.

Primeiramente, o leitor amigo da verdade e do bem analisar-lhe-á as linhas, para ajuizar da pureza do seu conteúdo, compreendendo que, se as suas expressões foram nascidas de fontes superiores, aí encontrará os sinais inequívocos da paz, da moderação, da afabilidade fraternal, da compreensão amorosa e dos bons frutos, enfim.

Mas, se a página reflete os venenos sutis da parcialidade humana, semelhante mensagem do pensamento não procede das esferas mais nobres da vida. Ainda que se origine da ação dos Espíritos desencarnados, supostamente superiores, a folha que não faça benefício em harmonia e construção fraternal é, apenas, reflexo de condições inferiores.

Examina, pois, as páginas de teu contacto com o pensamento alheio, diariamente, e faze companhia àquelas que te desejam elevação. Não precisas das que se te figurem mais brilhantes, mas daquelas que te façam melhor.
*  *
"Mas a sabedoria que vem do alto é primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.” – (Tiago, 3:17.)
*  *  *
(Do livro "Pão Nosso", de Emmanuel,
psicografado por Chico Xavier. Lição nº 14. 16ª Ed. FEB. 1994.)
Formatação atualizada em: 01/novembro/2014.
Destaques pelo editor do Blog..
 Imagem: www.google.com. Acesso em:15/novembro/2014..

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

AMPLIDÃO




Composição de André Pirola

Hoje entendo que errei
Quantos planos eu fiz
Hoje estendo minha mão ao algoz que feri
Mas aprendo
Que a estrada é triste, a seguir
Sei das coisas
No entanto errei ao servir
Não penso mais em vingança
Em ódio ao viver
Pois sei que há na amplidão
O meu Deus pra querer
Eu quero é mais criar asas
O céu percorrer
Não morro mais nessa Terra
Feita pra aprender
Vou viver!
*  * 
Música (versão compacta) do CD solo "1857"
Ficha técnica do CD: Téc. de Gravação: Paulinho // Arranjos: Armando Sinkovitz // Violão, baixo, bateria, percussão: Armando Sinkovitz // Guitarra: Leo Carvalho // Teclado: Pedro Alcântara // Backing vocals: Marquinhos e Jaqueline // Produção: Armando Sinkovitz // Gravado e Mixado no Scalla Studio - Vitória-ES.
*  *  *

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO


'... porquanto uma virtude negativa não basta:é necessária uma virtude ativa...'
Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no céu; na Terra, porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz; no céu, porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor.

Essa divisa é o facho celeste, a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida, encaminhando-o para a Terra da Promissão. Ela brilha no céu, como auréola santa, na fronte dos eleitos, e, na Terra, se acha gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: Passai à direita, benditos de meu Pai. Reconhecê-los-eis pelo perfume de caridade que espalham em torno de si. Nada exprime com mais exatidão o pensamento de Jesus, nada resume tão bem os deveres do homem, como essa máxima de ordem divina.

Não poderia o Espiritismo provar melhor a sua origem, do que apresentando-a como regra, por isso que é um reflexo do mais puro Cristianismo. Levando-a por guia, nunca o homem se transviará. Dedicai-vos, assim, meus amigos, a perscrutar-lhe o sentido profundo e as conseqüências, a descobrir-lhe, por vós mesmos, todas as aplicações.

Submetei todas as vossas ações ao governo da caridade e a consciência vos responderá. Não só ela evitará que pratiqueis o mal, como também fará que pratiqueis o bem, porquanto uma virtude negativa não basta: é necessária uma virtude ativa. Para fazer-se o bem, mister sempre se torna a ação da vontade; para se não praticar o mal, basta as mais das vezes a inércia e a despreocupação.

Meus amigos, agradecei a Deus o haver permitido que pudésseis gozar a luz do Espiritismo. Não é que somente os que a possuem hajam de ser salvos; é que, ajudando-vos a compreender os ensinos do Cristo, ela vos faz melhores cristãos.

Esforçai-vos, pois, para que os vossos irmãos, observando-vos, sejam induzidos a reconhecer que verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, dado que todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertençam. - Paulo, o Apóstolo (Paris,1860)🔵
_______________________________________
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo O Espiritismo. 112ª ed. Rio [de Janeiro]: 
FEB, 1992. Cap. XV. Instruções dos Espíritos. Item 10. Págs. 251/252.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 02/06/2012.
Formatação atualizada em: 11/maio/2017.
Destaques do Blog.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O SUICÍDIO E SUAS CONSEQUÊNCIAS

 
"[...] A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. [...]ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. [...]"
Allan Kardec, em "O Livro dos Espíritos" (download gratuito no Portal FEB), dedica ao preocupante problema do suicídio e suas consequencias quinze importantes questões (Parte Quarta, Cap. I, questões 943 a 957), as quais os Espíritos Codificadores respondem com muita clareza.  

Nesta oportunidade, para sermos mais objetivos, abordaremos apenas a questão 957, deixando ao nosso leitor/leitora a sugestão para um estudo mais completo do capítulo acima mencionado.

O suicídio é, de fato,  um problema dos mais penosos, verdadeira tragédia de nosso tempo, um mal que traz muitas dores e sofrimentos aos que são por ela atingidos, motivo pelo qual precisa ser bastante esclarecido nos seus desdobramentos espirituais, como uma espécie de "antídoto" a tanta provação.
Francisco.
*
* *

Q. 957 - "Quais, em geral, com relação ao estado do Espírito, as conseqüências do suicídio?"

R.: “Muito diversas são as conseqüências do suicídio. Não há penas determinadas e, em todos os casos, correspondem sempre às causas que o produziram. Há, porém, uma conseqüência a que o suicida não pode escapar; é o desapontamento. Mas, a sorte não é a mesma para todos; depende das circunstâncias. Alguns expiam a falta imediatamente,outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam.”

 - Comentário de Kardec:

"A observação, realmente, mostra que os efeitos do suicídio não são idênticos. Alguns há, porém, comuns a todos os casos de morte violenta e que são a conseqüência da interrupção brusca da vida. Há, primeiro, a persistência mais prolongada e tenaz do laço que une o Espírito ao corpo, por estar quase sempre esse laço na plenitude da sua força no momento em que é partido, ao passo que, no caso de morte natural, ele se enfraquece gradualmente e muitas vezes se desfaz antes que a vida se haja extinguido completamente. As conseqüências deste estado de coisas são o prolongamento da perturbação espiritual, seguindo-se à ilusão em que, durante mais ou menos tempo, o Espírito se conserva de que ainda pertence ao número dos vivos. (Q. l55 e 165)

A afinidade que permanece entre o Espírito e o corpo produz, nalguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo no Espírito, que, assim, a seu mau grado, sente os efeitos da decomposição, donde lhe resulta uma sensação cheia de angústias e de horror, estado esse que também pode durar pelo tempo que devia durar a vida que sofreu interrupção. Não é geral este efeito; mas, em caso algum, o suicida fica isento das consequências da sua falta de coragem e, cedo ou tarde, expia, de um modo ou de outro, a culpa em que incorreu. Assim é que certos Espíritos, que foram muito desgraçados na Terra, disseram ter-se suicidado na existência precedente e submetido voluntariamente a novas provas, para tentarem suportá-las com mais resignação. Em alguns, verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, se lhes conserva interdito. A maior parte deles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram.

A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. Entretanto, por que não se tem esse direito? Por que não é livre o homem de pôr termo aos seus sofrimentos? Ao Espiritismo estava reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta, somente por constituir infração de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos indivíduos, mas também um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica, antes o contrário é o que se dá, como no-lo ensinam, não a  teoria, porém os fatos que ele nos põe sob as vistas."
*  *  *
De "O Livro dos Espíritos". Parte Quarta - Das Esperanças e Consolações. Cap. I -
Das penas e dos gozos terrestres. Desgosto da Vida. Suicídio. Questão 957.
Imagem: www.google.com . Acesso em: 17/fevereiro/2013. 
Formatação atualizada em: 05/outubro/2014.. Destaques: pelo Blog.
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 Leia ainda:
Eutanásia
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sábado, 25 de outubro de 2014

A MISSÃO DO BRASIL NO CONCERTO DAS NAÇÕES


Por Francisco de A.D. Pirola

"[...]Não nos compete estacionar, em nenhuma circunstância, e sim marchar, sempre, com a educação e com a fé realizadora, ao encontro do Brasil, na sua admirável espiritualidade e na sua grandeza imperecível![...]" 

Há momentos em nossas vidas em que o livro, mais que companheiro, é fonte superior de inspiração. "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho"(1) compõe esse luminoso acervo, motivo pelo qual, nesta hora de alto significado para a Nação brasileira, recorremos ao seu elevado conteúdo, para que se fortaleça a nossa Esperança, e também, buscar reconforto nas referências históricas, de grande espiritualidade, à missão do Brasil no concerto das Nações.

Brasil: Celeiro do Mundo

“[...] Humboldt, visitando o vale extenso do Amazonas, exclamou, extasiado, que ali se encontrava o celeiro do mundo. O grande cientista asseverou uma grande verdade: precisamos, porém, desdobrá-la, estendendo-a do seu sentido econômico à sua significação espiritual. O Brasil não está somente destinado a suprir as necessidades materiais dos povos mais pobres do planeta, mas, também, a facultar ao mundo inteiro uma expressão consoladora de crença e de fé raciocinada e a ser o maior celeiro de claridades espirituais do orbe inteiro. [...] se a Grécia e a Roma da antigüidade tiveram a sua hora, como elementos primordiais das origens de toda a civilização do Ocidente; se o império português e o espanhol se alastraram quase por todo o planeta; se a França, se a Inglaterra têm tido a sua hora proeminente nos tempos que assinalam as etapas evolutivas do mundo, o Brasil terá também o seu grande momento, no relógio que marca os dias da evolução da humanidade.

Se outros povos atestaram o progresso, pelas expressões materializadas e transitórias, o Brasil terá a sua expressão imortal na vida do espírito, representando a fonte de um pensamento novo, sem as ideologias de separatividade, e inundando todos os campos das atividades humanas com uma nova luz. Eis, em síntese, o porquê da nossa atuação, nesse sentido. [...] Peçamos a Deus que inspire os homens públicos, atualmente no leme da Pátria do Cruzeiro, e que, nesta hora amarga em que se verifica a inversão de quase todos os valores morais, no seio das oficinas humanas, saibam eles colocar muito alto a magnitude dos seus precípuos deveres. E a vós, meus filhos, que Deus vos fortaleça e abençoe, sustentando-vos nas lutas depuradoras da vida material.” (2) 

A Pátria do Evangelho

Também para nosso lenitivo, a obra(3) registra a atuação direta e magnânima do Cristo na construção dos alicerces espirituais do Brasil:

"Jesus, [...] confiante [...] na proteção de seu Pai, não hesita em dizer com a certeza e a alegria que traz em si: 

- Helil, [...] a região do Cruzeiro, onde se realizará a epopéia do meu Evangelho, estará, antes de tudo, ligada eternamente ao meu coração. As injunções políticas terão nela atividades secundárias, porque, acima de todas as coisas, em seu solo santificado e exuberante estará o sinal da fraternidade universal, unindo todos os espíritos. Sobre a sua volumosa extensão pairará constantemente o signo da minha assistência compassiva e a mão prestigiosa e potentíssima de Deus pousará sobre a terra de minha cruz, com infinita misericórdia. As potências imperialistas da Terra esbarrarão sempre nas suas claridades divinas e nas suas ciclópicas realizações. Antes de o estar ao dos homens, é ao meu coração que ela se encontra ligada para sempre."

Grandeza Imperecível

Por fim, deixamos à meditação de quantos compartilhem estas linhas, a exortação(4) do Espírito Humberto de Campos:

“[...] — Brasileiros, [...] consideremos o valor espiritual do nosso grande destino! Engrandeçamos a pátria no cumprimento do dever pela ordem, e traduzamos a nossa dedicação mediante o trabalho honesto pela sua grandeza! Consideremos, acima de tudo, que todas as suas realizações hão de merecer a luminosa sanção de Jesus, antes de se fixarem nos bastidores do poder transitório e precário dos homens! Nos dias de provação, como nas horas de venturas, estejamos irmanados numa doce aliança de fraternidade e paz indestrutível, dentro da qual deveremos esperar as claridades do futuro. Não nos compete estacionar, em nenhuma circunstância, e sim marchar, sempre, com a educação e com a fé realizadora, ao encontro do Brasil, na sua admirável espiritualidade e na sua grandeza imperecível! " 

Confiemos, assim, na Proteção Maior do nosso Mestre Jesus, cujo Coração Compassivo ampara, das elevadas regiões da Espiritualidade, o nosso querido Brasil!
*  *  *
(1) - Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Humberto de Campos,
cuja 1ª edição data de 1938. Para este artigo, utilizamos a 22ª ed.1996. FEB. Rio..
(2) - "Prefácio", assinado pelo Espírito Emmanuel.
(3) - Capítulo II  - "A Pátria do Evangelho" -  pág. 32..
(4) - “Esclarecendo”- pág. 113.
Imagem: www.google.com . Acesso em: 22/set/2010.
Atualização: 25/outubro/2014.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

EUTANÁSIA

Será lícito abreviar a vida de um doente que sofra sem esperança de cura?

Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim?

Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar idéias diversas das que tinha? Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões?

Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.

O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro. - S. Luís. (Paris, 1860.)
*  *  *
(De "O Evangelho Segundo o Espiritismo" – Cap.V, item 28.)
Imagem: www.google.com . Acesso em: 16/fevereiro/2012.
Formatação atualizada em: 20/outubro/2014.
Destaques pelo editor do Blog.

sábado, 18 de outubro de 2014

BÚSSULA DA ALMA


Pelo Espírito Bezerra de Menezes
(Londres, Inglaterra, 10, Agosto, 1965)
"[...] Ora sempre e o barco dos teus dias nunca se transviará sob as nuvens das trevas."
Surge a prece na existência terrestre como chave de luz inspirativa descerrando as trilhas que parecem impedidas aos nossos olhos.

Ensina sempre no silêncio da alma e, quando não resolve os problemas ou não afasta o sofrimento, ilumina a mente e fortalece a resignação.

Contacto com o Infinito, toda oração sincera significa mensagem com endereço exato, e se, por vezes, flutua entre riso e pranto, termina sempre por elevar-se aos páramos superiores onde já não existem temporariamente nem alegria nem dor, apenas paz de alma.

Oração é diálogo. Quem ora jamais monologa. Até a petição menos feliz tem a resposta que lhe cabe, procedente das sombras.
*
Atende aos compromissos na hora certa. A pontualidade é o fiel moral na balança do tempo.
Dá e receberás.
Auxilia e alguém te auxiliará.
Existe a caridade como receita ideal para todos os males.
A imparcialidade de julgamento há de começar em nós, com a benevolência para com os outros e severidade para nós mesmos.
Quais são os pontos de contacto de sua vida com a verdade? Que relação existe entre você e o mundo espiritual?
Expressa a exemplificação o conjunto dos reflexos de nossos atos. Toda opinião retrata o opinador.
*
Constitui a vida uma longa viagem em demanda aos portos da felicidade perfeita.

A prece é a bússola que nos coloca sob a direção do Senhor, cujas mãos devem pousar no leme da embarcação do destino.

Ora sempre e o barco dos teus dias nunca se transviará sob as nuvens das trevas.

*  *  *
(Do livro “Entre irmãos de outras terras". Autores Diversos. Psicografias de
Francisco Cândido Xavier e  Waldo Vieira. 1ª Ed. FEB. 1966.
Lição nº 9 [psicografia de Waldo Vieira].I PARTE.p.37/38.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 14/novembro/2012.
Formatação atualizada em: 16/outubro/2014. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

JESUS


Nestor João Masotti (*)
"[...] Dando prova, finalmente, da imortalidade, com a sua ressurreição, abriu para a Humanidade uma nova visão de vida que ultrapassa os limites da morte física.[...]"

Na questão 625 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta: Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de guia e modelo? E recebe uma resposta simples e direta: “Jesus”.1

Comentando o assunto, o Codificador observa: “Para o homem, Jesus representa o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo, e a doutrina que ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque, sendo Jesus o ser mais puro que já apareceu na Terra, o Espírito Divino o animava”.

Essa questão, inúmeras vezes lembrada, merece uma análise. Apesar das deturpações realizadas pelos homens por meio das instituições por eles criadas, uma observação feita, com total isenção, sobre a presença de Jesus na Terra, mostra que Ele deixou uma Doutrina que ampliou e aprofundou, no sentido da valorização do amor e do conhecimento, os mandamentos recebidos por Moisés. Observa-se isso nos ensinos do Sermão da Montanha, nas parábolas, para a compreensão do Reino de Deus, e nas inúmeras oportunidades de conversação que teve, não só com os seus discípulos, mas também com as demais pessoas com quem conviveu.

Além disso, deixou os exemplos de profundo amor para com tudo que a Natureza apresenta, em especial para com os seres humanos: curou os enfermos, deu de comer aos famintos, acolheu e orientou os aflitos e perturbados de toda ordem, e deu testemunho de coragem, paciência, tolerância e perdão, especialmente no episódio da crucificação.

Dando prova, finalmente, da imortalidade, com a sua ressurreição, abriu para a Humanidade uma nova visão de vida que ultrapassa os limites da morte física. Com seus ensinos e exemplos espalhou a verdade, que agora se destaca ainda mais com o advento do Consolador Prometido.

Aqueles que estão convictos dessa realidade assumem, naturalmente, o dever, consigo mesmos, de trabalhar, nesta e nas próximas reencarnações, no propósito de substituir os seus velhos e viciados hábitos por novos, decorrentes da vivência do Evangelho e formados à luz da Doutrina de Jesus, que é a expressão das Leis de Deus.

“Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.” 2 – JESUS
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(*) - Transcrição do Editorial da revista Reformador de dezembro de 2009.
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1. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Ed. Comemorativa do Sesquicentenário.
Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2007.
2. João, 13:17.
* * *
(Fonte: Portal FEB. Acesso em: 08/dezembro/2012.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 08/dezembro/2012.
Formatação atualizada em: 16/outubro/2014.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

PRÓ OU CONTRA


Pelo Espírito Emmanuel
"[...] A necessidade mais imperiosa de nossas almas é sempre aquela do culto incessante à caridade pura [...]"
Entre o bem e o mal não existe neutralidade.

De igual modo, não há miscibilidade ou transição entre a verdade e a mentira.

Escondemo-nos na sombra ou revelamo-nos na luz.

Quem não edifica o bem, só por essa omissão já está forjando o mal, em forma de negligência.

Quem foge à realidade cairá inevitavelmente no engano de consequências imprevisíveis.

Importa considerar, entretanto, a relatividade das posições individuais, nos quadros da vida coletiva, para não encarcerarmos a própria conduta em opiniões inamovíveis.

Desse modo, busquemos sempre, acima de tudo, a verdade fundamental que dimana do Criador, e o bem maior, relativo ao interesse espiritual de todas as criaturas.

Partindo desse princípio basilar, sentiremos a realidade do esclarecimento justo do Senhor:

– ”Quem não é comigo é contra mim.”

A necessidade mais imperiosa de nossas almas é sempre aquela do culto incessante à caridade pura, sem condições de qualquer natureza. Quem estiver fora dessa orientação, respira a distância do apostolado com Jesus.

Para assegurar-nos a firme atitude na senda reta, trazemos dentro de nós a consciência, à feição de porta-voz do roteiro exato.

Nos mínimos sucessos de cada dia, define-te, pois, com clareza, para que te não abandones à neblina dos vales de indecisão.

Estacionamento no mal, ou ascensão para o bem.

Com Jesus ou distante dele.

Isto significa que estarás ao lado do Cristo, desprezando agora as supostas facilidades que gerarão depois as dificuldades reais, ou abraçando, hoje, a cruz do caminho que, amanhã, conferir-te-á o galardão do imarcescível triunfo.
*
“Quem não é comigo é contra mim.” – Jesus - (Lucas, 11: 23)
*  *  *
Do livro ‘O Espírito da Verdade’, ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz,
psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira. 1ª ed. FEB. 1962.
Lição 84[E.S.E - Cap. XXVII – Item 04]. págs. 190/191.
Imagem: www.google.com. Acesso em:11/outubro/2014.
Formatação atualizada  em:11/outubro//2014.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A VINGANÇA


"[...] a vingança constitui indício certo do estado de atraso dos homens que a ela se dão e dos Espíritos que ainda as inspirem."
A vingança é um dos últimos remanescentes dos costumes bárbaros que tendem a desaparecer dentre os homens. É, como o duelo, um dos derradeiros vestígios dos hábitos selvagens sob cujos guantes se debatia a Humanidade, no começo da era cristã, razão por que a vingança constitui indício certo do estado de atraso dos homens que a ela se dão e dos Espíritos que ainda as inspirem.

Portanto, meus amigos, nunca esse sentimento deve fazer vibrar o coração de quem quer que se diga e proclame espírita. Vingar-se é, bem o sabeis, tão contrário àquela prescrição do Cristo: “Perdoai aos vossos inimigos”, que aquele que se nega a perdoar não somente não é espírita como também não é cristão.

A vingança é uma inspiração tanto mais funesta, quanto tem por companheiras assíduas a falsidade e a baixeza. Com efeito, aquele que se entrega a essa fatal e cega paixão quase nunca se vinga a céu aberto. Quando é ele o mais forte, cai qual fera sobre o outro a quem chama seu inimigo, desde que a presença deste último lhe inflame a paixão, a cólera, o ódio.
 Júlio Olivier (Paris, 1862.)

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(Do Evangelho Segundo o Espiritismo - cap. XII, item 9.)
Imagem: www.google.com . Acesso em: 14.10.2014.
Formatação atualizada em: 14.10.2014. Destaques:pelo editor do Blog.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A SALVAÇÃO INESPERADA

Pelo Espírito Meimei

Num país europeu, certa tarde, muito chuvosa, um maquinista, cheio de fé em Deus, começando a acionar a locomotiva com o trem repleto de passageiros para a longa viagem, fixou o céu escuro e repetiu, com muito sentimento, a oração dominical.

O comboio percorrei léguas e léguas, dentro das trevas densas, quando, alta noite, ele viu, à luz do farol aceso, alguns sinais que lhe pareceram feitos pela sombra de dois braços angustiados a lhe pedirem atenção e socorro.

Emocionado, fez o trem parar, de repente, e, seguido de muitos viajantes, correu pelos trilhos de ferro, procurando verificar se estavam ameaçados de algum perigo.

Depois de alguns passos, foram surpreendidos por gigantesca inundação que, invadindo a terra com violência, destruíra a ponte que o comboio deveria atravessar.

 O trem fora salvo, milagrosamente.

Tomados de infinita alegria, o maquinista e os viajores procuraram a pessoa que lhes fornecera o aviso salvador, mas ninguém aparecia. Intrigados, continuaram na busca, quando encontraram no chão um grande morcego agonizante. O enorme voador batera as asas, à frente do farol, em forma de dois braços agitados e caíra sob as engrenagens. O maquinista retirou-o com cuidado e carinho, mostrou-o aos passageiros assombrados e contou como orara, ardentemente, invocando a proteção de Deus, antes de partir. E, ali mesmo, ajoelhou-se, ante o morcego que acabava de morrer, exclamando em alta voz:

- Pai Nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje perdoa as nossa dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores, não nos deixes cair em tentação e livra-nos do mal, porque teu é o reino, o poder e glória para sempre. Assim seja.

 Quando acabou de orar, grande quietude reinava na paisagem.

Todos os passageiros, crentes e descrentes, estavam também ajoelhados, repetindo a prece com amoroso respeito. Alguns choravam de emoção e reconhecimento, agradecendo ao Pai Celestial, que lhes salvara a vida, por intermédio de um animal que infunde tanto pavor às criaturas humanas. E até a chuva parara de cair, como se o céu silencioso estivesse igualmente acompanhando a sublime oração.
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Nunca te percas da fé,
Mesmo largado sozinho.
Quem se desvia de Deus
Não acha o próprio caminho.
                                   Artur Candal
                                                                                                           
Deus tinge de verde a erva,
Mostrando um toda a extensão
Que nunca falta esperança
Para os caídos no chão!...
                                       Alfredo Souza

A oração é a nossa escada de intercâmbio com o céu.
                                                                                        João Bosco
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(Do livro “Idéias e Ilustrações”. Autores diversos.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Lição nº 06 - Da Fé. Meimei. FEB.1978.
Disponível também em: http://www.autoresespiritasclassicos.com/ .
Imagem:http://www.google.com/ Acesso em:10/outubro/2014.
Formatação atualizada em : 10.10.2014.