segunda-feira, 16 de outubro de 2017

VIVÊNCIA COM ESPIRITUALIDADE

Por Francisco de Assis D. Pirola

“Quem quer que acredite haver em si alguma coisa mais do que a matéria, é espiritualista.”

O conceito de espiritualidade pode ser encontrado ainda no século VI a.C., época em que “[...] a ciência, a filosofia e a religião não se encontravam separadas” [...]”, e o objetivo maior era a busca da “natureza essencial ou da constituição real das coisas”, denominadas como ‘physis’, derivando daí o termo “física”, ou seja, “a tentativa de ver a natureza essencial de todas as coisas”. De fato, os sábios da época “[...] não possuíam sequer uma palavra para designar a matéria, na medida em que consideravam todas as formas de existência como manifestações da ‘physis’, dotadas de vida e espiritualidade[...]”. Segundo Tales de Mileto, “todas as coisas estavam cheias de deuses e Anaximandro encarava o universo como uma espécie de organismo mantido pelo ‘pneuma’, a respiração cósmica, à semelhança do corpo humano mantido pelo ar”. (CAPRA, FRITJOF. “O Tao da Física”, 2ª Ed., 1983, CULTRIX, SP.) (destacamos)­­
Todos almejamos viver a vida em sua plenitude. Para isso, estudamos, trabalhamos e nos capacitamos, provendo os recursos necessários aos nossos projetos de vida. E não medimos esforços para que isso aconteça. São atitudes naturais num meio em que a luta pela sobrevivência, principalmente num mundo globalizado, exige cada vez mais que nos transformemos, a cada amanhecer, em instrumentos viáveis de elevada e contínua produtividade. A tal ponto de não nos reconhecermos, se alijados dessa complexa engrenagem.
No entanto, precisando nos moldar a esse conceito de vida, vestimos, no cotidiano, uma espécie de redoma, através da qual enxergamos o outro e com ele nos relacionamos. Porém, na maioria das vezes esse anteparo tem o poder de isolar sentimentos, que não deixamos que se irradiem de nós ou não permitimos que cheguem até nós, tal a corrida vertiginosa que precisa ser vencida a cada instante.
Por esse caminho, chega-se ao que se pode chamar de quantificação da vivência, uma espécie desíndrome” do “vale à pena?”. Ou seja, antes de qualquer atitude que fuja ao roteiro estabelecido pela engrenagem massacrante que nos envolve no dia a dia, interroga-se: “vale à pena?”, ou, “valerá à pena?”.
Tal conjuntura inibe o senso de avaliação do que está em nosso entorno, limitando-nos a capacidade de pensar além dos paradigmas hoje estabelecidos, que não permitem vislumbrar nada além de uma massa crítica à qual nos submetemos e que nos serve de guia, e nos impede simplesmente de permear novos caminhos, principalmente quando estes nos conduzem a uma vivência mais alinhada com os conceitos de espiritualidade.
Como romper, então, essa cortina espessa, que obstrui, por assim dizer, a nossa visão de profundidade? Como adquirir o necessário e qualificado discernimento para transpor esse velame, liberando, de vez, as torrentes de um inexplorado manancial originalmente represado na alma?
Pietro Ubaldi, em a Grande Síntese, alerta:
[...] Está na hora de descer mais fundo no campo das causas. Mais do que da paciência do coletor de observações, a ciência precisa agora da síntese da intuição: além de gabinetes, de microscópios e telescópios, precisa acima de tudo de grandes almas, que saibam olhar desde seu próprio âmago, até o âmago dos fenômenos; saibam sentir, através das formas, a misteriosa substância que neles se oculta [...] De agora em diante a ciência deve dirigir-se para esse centro, sem o qual a máquina da vida não se movimenta, não existe meta, e num instante se arruína, caindo à mercê de princípios menos elevados.” (UBALDI, PIETRO. “A Grande Síntese”, págs. 245/246, 14ª Ed., 1985, FUNDÁPU, Campos/RJ.)
Mas o ser pensante só vai além se impulsionado por energias poderosas, que podem ter como representações o amor ou a dor, dois vórtices de forças transcendentes que, colocados em ação, levam a um transformismo incessante, suscitando força vivificante para novas realizações em planos mais elevados do raciocínio.
Como ensina a Doutrina dos Espíritos, codificada por Allan Kardec, a Terra, hoje mundo de expiação e prova, ascenderá, na escala espiritual, a mundo de regeneração. O momento que vivenciamos reflete os grandes ajustes próprios desse processo de profundas mudanças, possibilitando ao ser humano vôos maiores no plano do Espírito, o que requer urgente reorganização do roteiro que hoje seguimos.
Precisamos ter sede de espiritualidade, pois a Vida se realiza em dois planos: matéria e espírito (v. Elementos gerais do Universo: Livro dos Espíritos, Parte primeira, Cap. II, questão nº 27). Enquanto Espíritos encarnados, somos apenas passageiros em trânsito para o Plano Espiritual, dimensão onde vamos estagiar por algum tempo, angariar forças, novos conhecimentos e mérito para outra romagem terrena (nova encarnação), que poderá acontecer aqui mesmo, na Terra. Temos, assim, estar aptos ao grau de evolução do planeta (v. A Gênese, de Allan Kardec, cap. XVIII, item 27.), sendo, portanto, fundamental o devido equilíbrio entre matéria e espírito.
Nesse contexto, vivência com espiritualidade aparece como ferramenta preciosa para aqueles que desejam, realmente, usufruir os novos tempos da Era da Regeneração.
Esse ideal, porém, demanda esforço responsável, uma vez que as facilidades às quais estamos sujeitos diariamente nos aprisionam às correntes do materialismo exacerbado e do individualismo.
É preciso também romper a capa egocêntrica (a redoma) que nos impomos, superando nossas desavenças para com o mundo e conosco mesmo e avançar para além do círculo estreito das ninharias puramente humanas, sintonizando-nos, assim, com esse novo patamar de evolução espiritual, onde o Bem sobrepujará o mal.
É possível que se interrogue em que tratado está contida a “receita” para que isso se torne realidade: encontra-se no Evangelho do Cristo, manancial inesgotável de luz e sabedoria no qual podemos sustentar a nossa caminhada evolutiva em direção ao mundo regenerado.🔹
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1-(KARDEC, ALLAN. Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita.

In:“O Livro dos Espíritos”. 70ª Ed., 1989, FEB, Rio de Janeiro/RJ.)
Imagem: Vista do Parque Ibirapuera - São Paulo-SP-Brasil
(www.google.com). Acesso em: 31/dezembro/2013.
Formatação atualizada em: 10/outubro/2017.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

VOCÊ E OS OUTROS

Pelo Espírito André Luiz
'...Quem se encastela no próprio espírito é assim como o poço de água parada que envenena a si mesmo...'
Amigo, atendamos ao apelo da fraternidade.
Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre das falsas situações perante o mundo.
A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos semelhantes.
Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, tendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.
Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.
Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem-posta.
Não crie exceções na gentileza para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.
Não deixe correr meses sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, ignorando a dor que acaso exista.
Não condicione as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes que possam mostrar.
Não se escravize ao título convencional e nem exagere as exigências da sua posição em sociedade.
Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.
Trave conhecimento com os vizinhos, sem qualquer solenidade.
Faça amizade desinteressadamente.
Aceite o favor espontâneo e preste serviço também sem pensar em remuneração.
Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.
Saiba, pois, viver com todos para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.
Quem se encastela no próprio espírito é assim como o poço de água parada que envenena a si mesmo.
Seja comunicativo.
Sorria à criança.
Cumprimente o velhinho.
Converse com o doente.
Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas, e a felicidade que você fizer para os outros será luz da felicidade sempre maior brilhando em você.🔵
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Do livro ‘O Espírito da Verdade’, ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz,
psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira. 1ª ed. FEB. 1962.
Lição 100 [E.S.E - Cap. XIII – Item 09]. págs. 222/223.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 29/janeiro/2014.
Formatação atualizada em: 12/outubro/2017.

NOS MOMENTOS GRAVES

Pelo Espírito André Luiz 

'...Se você errou desastradamente, não se precipite no desespero. O reerguimento é a melhor medida para aquele que cai...'

Use calma. A vida pode ser um bom estado de luta, mas o estado de guerra nunca uma vida boa.
Não delibere apressadamente. As circunstâncias, filhas dos Desígnios Superiores, modificam-nos a experiência, de minuto a minuto.
Evite lágrimas inoportunas. O pranto pode complicar os enigmas ao invés de resolvê-los.
Se você errou desastradamente, não se precipite no desespero. O reerguimento é a melhor medida para aquele que cai.
Tenha paciência. Se você não chega a dominar-se, debalde buscará o entendimento de quem não o compreende ainda.
Se a questão é excessivamente complexa, espere mais um dia ou mais uma semana, a fim de solucioná-la. O tempo não passa em vão.
A pretexto de defender alguém, não penetre o círculo barulhento. Há pessoas que fazem muito ruído por simples questão de gosto.
Seja comedido nas resoluções e atitudes. Nos instantes graves, nossa realidade espiritual é mais visível.
Em qualquer apreciação, alusiva a segundas e terceiras pessoas, tenha cuidado. Em outras ocasiões, outras pessoas serão chamadas a fim de se referirem a você.
Em hora alguma proclame seus méritos individuais, porque qualquer qualidade excelente é muito problemática no quadro de nossas aquisições. Lembre-se de que a virtude não é uma voz que fala e, sim, um poder que irradia.🔵
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(Do livro "Agenda Cristã", pelo Espírito André Luiz, 
psicografado por Francisco Cândido Xavier. 26ª ed. FEB. 1987.)
Imagem: www.google.com.Acesso  em: 12/outubro/2017.
Destaques:pelo editor do Blog.
Formatação atualizada em:12/outubro/2017. 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

O VEGETARIANO

Por Francisco de Assis D. Pirola

Carlão dizia-se “avesso” a “essas coisas de espiritismo”. Junto a amigos espíritas, “preferia as suas convicções”, afirmava sempre.
Certa ocasião, dessas em que todos opinam ao mesmo tempo, discutia-se a alimentação dos espíritos. ─ Alimentam-se pela respiração, assimilando princípios vitais da atmosfera ─ dizia um apressado. Outro, ressaltava a “natureza fluídica” dos alimentos. E a conversa ia longe.
Chegado num bom churrasco, Carlão, inconformado, ironizava:
 Quer dizer que “lá em cima” não se come uma boa picanha?
Não, Carlão, espírito não come carne! ouvia da turma, quase em coro.
E o bom glutão, decepcionado, lamuriava-se:
Além de morto, vou “viver” de brisa! Se houver essa “tal vida” de que vocês tanto falam, vai ser difícil!
Não tem jeito, Carlão retrucava um dos amigos uma boa picanha, com gordura e tudo, mal passada, como você gosta... só encarnado. “Lá em cima”, como diz você, nada feito!
Por isso, espírita só faz churrasco com carne magra, regada a suco e refrigerante, ao som de música clássica dizia um brincalhão.
E a roda se desfez. Não o vimos mais, e acabamos por concluir que Carlão se afastara levado por “suas” convicções.
Tempos depois, numa reunião mediúnica, no Centro que o grupo frequentava, um dos amigos, identificou o espírito de Carlão, que ninguém sabia que havia desencarnado. Com naturalidade, iniciou o diálogo, como nos velhos tempos.
E aí, Carlão, como vai você?
O amigo desencarnado informou, então, que ali chegara “pra matar saudades”, e que estava pensando em reencarnar. Mas estava “preocupado”: “só havia conseguido vaga numa família de vegetarianos desabafou,  quase em tom de confidência.
Que bom, Carlão, disse-lhe o amigo dialogador em tom de incentivo e, recordando a conversa sobre o churrasco, ponderou assim você volta longe dos prazeres da carne. E disparou:
Vai topar?
  Claro! respondeu Carlão bem humorado vai que surge uma brecha...
E desapareceu, sem dar chance a qualquer outra insinuação.🔵
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Imagem: www.google.com. Acesso: 30/setembro/2012.
Formatação atualizada em: 05/outubro/2017.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

NOS PASSOS DA BOA NOVA

Lago de Genesaré
Maria Ruth Junqueira
(Psicografia de Raul Teixeira*)
'... A Boa Nova do Senhor corresponde a um mapa bem-aventurado, com as localizações exatas dos tesouros espirituais que todos desejamos ardentemente encontrar...'
Todos aqueles que se agitam nas experiências terrestres, na busca de harmonia para si mesmos ou lucidez para os próprios raciocínios, encontrarão expressiva ajuda por meio das instruções da Boa Nova.
Todas as pessoas que estejam à procura de caminhos novos para encontrar equilíbrio em seus relacionamentos com afetos íntimos ou na vivência com a sociedade, a fim de obter vitória sobre o temperamento complexo, encontrarão sugestões felizes no seio da Boa Nova.
Quem almeje conquistar robusta fé, enquanto enfrenta os cravos de duras provações, em si ou em redor de si, terá na Boa Nova valioso escrínio de preciosas gemas de paciência e de perseverança, envolvidas no veludo da oração.
Sempre que as refregas terrenas exigirem coragem e decisão superior aos filhos de Deus espalhados pelo mundo, os mais expressivos posicionamentos de resignação diante do irrecorrível, as firmes atitudes perante os próprios deveres, e tudo o mais que enobreça e impulsione para o bem, todos obterão substancial apoio nos exemplos venturosos da Boa Nova.
É por meio da Boa Nova que podemos travar contato com os benditos fatos da vida de Jesus Cristo junto aos Seus amigos mais próximos e com as demais criaturas. Nela é que aprendemos a amar sem pieguismo, a ajudar sem gerar dependência, a socorrer e passar sem quaisquer cobranças, a sermos fiéis ao bem e verdadeiros, a sofrer sem revolta, mantendo sempre a fibra de quem não perde a confiança nem duvida da prevalente ação da Divindade.
Nas páginas da Boa Nova é que deparamos o Rei Solar em ação de humildade como bom professor, como médico de almas ou, ainda como Bom Pastor, sem qualquer exibicionismo ou presunção, à frente daqueles para os quais viera, luminescente.
Nos passos bem dispostos da Boa Nova de Jesus, cada companheiro da lida evolutiva, se não acolher os sentimentos de desalento ou as propostas de desistência do roteiro feliz, conseguirá iluminar-se e elevar-se, de modo a compartilhar os projetos de progresso do mundo que foram traçados pelo Divino Amigo, o Guia Celestial, que é Jesus.
Tratemos, assim, de nos manter atenciosos e vigilantes pelas vias do mundo terreno, sem perdermos o rumo ansiosamente anelado, para construirmos, em definitivo, a ventura pessoal e a paz interior, cooperando com o progresso da Terra. O campo de trabalhos se apresenta em toda parte; cabe-nos desenvolver os olhos de ver, a boa vontade e a disposição para lavrá-lo com entusiasmo.
A Boa Nova do Senhor corresponde a um mapa bem-aventurado, com as localizações exatas dos tesouros espirituais que todos desejamos ardentemente encontrar.🔹

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(*)Mensagem psicografada por Raul Teixeira, em 12.01.2011,
na Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói-RJ.
Texto: http://www.raulteixeira.com. Acesso em:18/novembro/2011.
Imagem: www.google.com. Acesso em:18/novembro/2011.
 Destaques: pelo editor do blog.

Formatação atualizada em: 09/outubro/2017.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

RELIGIÃO E RELIGIOSIDADE


Por Andressa Bis Pirola Trancoso*
'...A religiosidade propicia a ação da piedade, o exercício da verdadeira caridade, o amor incondicional...'
Atualmente, as pessoas têm recorrido à religião na busca de soluções para os problemas cotidianos. Oram por saúde, paz, felicidade, por um amor, entre muitos outros pedidos. Há também as orações em torno da questão financeira (ganhar na loteria, um carro novo, etc.), sem contar os apelos para alcançar a “salvação”.

Muitos são os templos, de várias correntes religiosas, um lugares onde, de acordo com as afinidades, as pessoas podem exercer livremente as suas convicções religiosas. Verdadeira profusão de igrejas, que utilizam maciçamente a Mídia, especialmente a televisiva, sempre atentas ao acolhimento imediato dos que as procuram. É a festa dos templos, com cada um difundindo suas doutrinas, marcando o seu espaço, conclamando os seus fiéis à prática da religião.

Mas, interessa-nos, agora, destacar, nesse contexto, o aspecto religiosidade    sentimento valioso, que nos permite ultrapassar o mero estágio de “freqüentadores de templos”, porque independe de uma crença religiosa, de ações mecanizadas, de hierarquias. Sentimento que nos torna verdadeiros trabalhadores da seara do Bem, onde o que buscamos se revela dentro de nós mesmos − nas tarefas do dia-a-dia, nas pequenas ações, numa palavra amiga, num abraço afetuoso, na fraternidade, no desprendimento das coisas materiais, na compreensão do sofrimento do outro, enfim, na construção de um mundo pautado no Amor e na Caridade, conforme ensinado por Jesus - Cristo.

A religiosidade propicia a ação da piedade, o exercício da verdadeira caridade, o amor incondicional.

Muitos dos que se dizem “religiosos”  − “frequentadores de templos” − não trazem consigo a chama da religiosidade. Outros, não tão fiéis a cultos,  mostram-se verdadeiros trabalhadores do Cristo, disponíveis a todo o tempo e a toda hora, aptos a fazer o bem e a ajudar o próximo.

Assim, nessa busca incessante através da oração devemos almejar o que é bom e útil, para nós e para os que nos cercam. Às vezes, o nosso erro  é estar sempre à procura do supérfluo, deixando para trás ações importantes, a serem realizadas em prol da nossa evolução espiritual.

Os espaços religiosos são importantíssimos. São lugares onde podemos nos acomodar, devidamente, para o ato de contrição, para refletirmos sobre o lado espiritual de nossas vidas, no Ideal Maior de encontrarmos Deus. Mas, tal propósito deve-se fundamentar no sentimento de religiosidade, que podemos sintetizar, aqui, no exercício da Fé, do Amor e da Caridade.🔹
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(*Andressa Bis Pirola Trancoso é formada em Serviço Social,
com pós-graduação em Gerontologia Social
pela UFES - Universidade Federal do Espírito Santo.)
Formatação atualizada em: 09/outubro/2017.

sábado, 7 de outubro de 2017

O PODER DA PRECE

Pelo Espírito Anderson
(Silver Spring, Maryland, E.U.A., 9, junho, 1965.)

'...Confiamos em Jesus. Por conseguinte, porque não buscá-lo sempre para aquilo de que necessitamos?...'
Podemos ser tentados a encolher os ombros antes os poderes do mal. Como vencer a tentação? Que a fé se manifeste em nós.
Precisamos ver as lições do Cristo em todas as circunstâncias. Crescemos no amor de Jesus, vivendo pela fé, cada dia que passa. O discípulo propõe e o Mestre dispõe.
Muitas pessoas consomem suas vidas sempre aflitas e enraivecidas diante de qualquer ninharia. Dão a impressão de viver no egoísmo e na crueldade, em constante insatisfação.
Como podemos evitar essa falha? Primeiro, é preciso mudar a atitude de autolamentação para a de coragem e luta. Além disso, temos de nos vacinar contra o medo.
O poder da prece é a nossa força. Alguns dos seus frutos são a paz, a esperança, a alegria, o amor e a coragem.
Confiamos em Jesus. Por conseguinte, porque não buscá-lo sempre para aquilo de que necessitamos?
Ele disse: “O reino de Deus está em vós.” Nunca nos deveríamos esquecer dos propósitos divinos e da orientação divina.
Cada alma tem seu próprio crédito. A fé se revela nos atos. Quando o homem ajuda a alguém em nome do Cristo, o Cristo responde a esse homem, ajudando-o por meio de alguém.
No entanto, temos de orar sempre. Não devemos subestimar o valor da nossa comunicação com Deus.
Teremos de atravessar épocas difíceis? Estamos deprimidos? Continuemos a orar.
A prece é luz e orientação em nossos próprios pensamentos.🔵

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“Vinde, retirai-vos para algum lugar deserto e descansai um pouco.
Porque eram muitos os que entravam e saiam e não tinham tempo para comer.”-Jesus (Marcos, 6:31).
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(Do livro “Entre irmãos de outras terras". Autores Diversos.
Psicografias de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
1ª Ed. FEB. 1966. Lição nº 39 [psicografia de Waldo Vieira]. II parte. p.129/130.)
Imagem: www.morguefile.com Acesso em:14/novembro/2012.
Formatação atualizada em:05/outubro/2017.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

CEFA - CENTRO ESPÍRITA FRANCISCO DE ASSIS - PALESTRAS

OUTUBRO/2017

08/10 - DOMINGO - 19h
Tema: Finança com Jesus 3:“O trabalho”
Palestrante: Antônio Carlos (FESLAR)
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10/10 – TERÇA-FEIRA – 20h
Tema: A parábola dos dois filhos
Palestrante: Baeta (CELE)
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15/10 - DOMINGO - 19h
Tema: A legenda sublime
Palestrante: Wellington (CELE)
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17/10 - TERÇA-FEIRA - 20h
Tema: A beneficência
Palestrante: Edmilson (FESLAR)
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22/10 - DOMINGO - 19h
Tema: Influência espírita
Palestrante: Lívia (UEJ)
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24/10 -TERÇA-FEIRA - 20h
Tema: A piedade
Palestrante: Claírton (CELE)
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28/10 - DOMINGO - 19h
Tema:Casamento e sexo
Palestrante:Tiago Freitas (SEEG)
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31/10 -TERÇA-FEIRA - 20h
Tema: Infortúnios ocultos
Palestrante:João Aniceto (FESLAR)
 🔹
ALGUMAS DEFINIÇÕES
Benfeitor — é o que ajuda e passa; Amigo — é o que ampara em silêncio; Companheiro — é o que colabora sem constranger; Renovador — é o que se renova para o bem; Forte — é o que sabe esperar no trabalho pacífico; Esclarecido — é o que se conhece; Corajoso — é o que nada teme de si mesmo; Defensor — é o que coopera sem perturbar;Eficiente — é o que age em benefício de todos; Vencedor — é o que vence a si mesmo.
("Agenda Cristã", pelo Espírito André Luizpsicografia de Francisco Cândido Xavier, editado pela FEB-Federação Espírita Brasileira. Lição 16.).
🔹
O CEFA-CENTRO ESPÍRITA FRANCISCO DE ASSIS,
fundado em 22 de maio de 1999, tem sua sede à Rua São Pedro, 333 - Bairro das Laranjeiras - Jacaraípe - Serra - ES. No âmbito institucional, é alinhado às orientações emanadas da FEB - Federação Espírita Brasileira - Casa-Mater do Espiritismo no Brasil. No nível estadual, é adesa à FEEES - Federação Espírita do Estado do Espírito Santo.
🔹

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

CRISTO E O LAR

Por Francisco de Assis Daher Pirola
'... É no instituto doméstico que as almas se encontram para as benesses das uniões venturosas, em tarefas de repercussão maior, atribuídas pela Bondade Divina...'
O ninho doméstico representa fecunda e promissora bênção de infinitas realizações, destacando-se como laboriosa escola de almas a espargir, nas luzes do renascimento, sucessivas oportunidades de redenção.

Enquanto o Lar com Cristo aponta sagrados deveres no campo da disciplina e da caridade, fundamentando o entendimento como ampla faculdade de progresso espiritual, a Sagrada Família traduz, soberanamente, o padrão pelo qual se deve pautar o exercício da vida familiar: 

José - a proteção e o sustento, firmados no trabalho incansável;

Maria - o desvelo, o carinho e a vigilância nos valores morais indestrutíveis;

Jesus - O Fruto Místico da obra familiar fecundado no Amor Maior.

É no instituto doméstico que as almas se encontram para as benesses das uniões venturosas, em tarefas de repercussão maior, atribuídas pela Bondade Divina.

O Lar funciona, também, como instituição reeducativa a favorecer, na justeza da Lei de Causa e Efeito, a reunião, em aprimoramento mútuo, daqueles que provocaram sofrimento ou não souberam amar.

A vida no Lar, por isso, será sempre um momento novo, para precioso resgate ou merecida sublimação, e a experiência conjugal, valiosíssimo laboratório na evolução do Espírito, onde, Amar e Honrar constituem preceitos da maior transcendência,  conjugação essa cujo fiel cumprimento somente é que poderá permitir, na aliança das almas, o voo infinito da perfeição.

Nos deveres do Lar, portanto...
“Amai-vos uns aos outros”...
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Imagem: www.morguefile.com. Acesso em: 31/julho/2016.
Formatação atualizada em:05/outubro/2017.

CRISES SOCIAIS

 

'...Ao homem, pois, não é lícito pretender manter-se indefinidamente estacionado em um determinado degrau da evolução, sem qualquer esforço voltado ao seu aprimoramento...'
"Em diálogo com os Espíritos Superiores, tratando de assunto relacionado com o progresso do homem e da Humanidade, Allan Kardec questiona: 
Que se deve pensar dos que tentam deter a marcha do progresso e fazer que a Humanidade retrograde? 
E estes respondem: 
[...] Serão levados de roldão pela torrente que procuram deter. (O Livro dos Espíritos, questão 781a.) 
Ainda na análise deste assunto, volta a consultar: Segue sempre marcha progressiva e lenta o aperfeiçoamento da Humanidade? Ao que os Espíritos respondem: Há o progresso regular e lento, que resulta da força das coisas. Quando, porém, um povo não progride tão depressa quanto devera, Deus o sujeita, de tempos a tempos, a um abalo físico ou moral que o transforma. (O Livro dos Espíritos, questão 783.) 
Com base nesta nova visão que os ensinos dos Espíritos Superiores nos oferecem, e que nos permite melhor compreender os mecanismos utilizados pela Justiça Divina para a prática das Leis do Criador, passamos a entender, também, as questões relacionadas com as crises sociais que comumente assolam a Humanidade. 
Criado simples e ignorante, ao Espírito cabe, por força da Lei do Progresso, trabalhar constantemente em favor de sua própria evolução intelectual e moral. Esta evolução se desenvolve através de inúmeras reencarnações, especialmente estimulada pelo relacionamento da vida social, no atendimento às suas carências de natureza material e espiritual. 
Ao homem, pois, não é lícito pretender manter-se indefinidamente estacionado em um determinado degrau da evolução, sem qualquer esforço voltado ao seu aprimoramento. Quando isto tende a acontecer, surgem as crises de crescimento, que o forçam a buscar a sua superação, acabando por lhe proporcionar a melhoria de que necessita. 
É, pois, em razão da Lei de Amor, que impulsiona o homem ao progresso constante, que a História sempre registrou em todas as épocas, após superadas as grandes crises sociais, uma era de paz e de progresso para a Humanidade.🔵
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(Editorial publicado originalmente na revista Reformador,
de julho/2006, editada pela Federação Espírita Brasileira.
Disponível no Portal FEB. Acesso em: 19/janeiro/2012.).
Imagem: www.google.com. Acesso em: 22/novembro/2015. 
Destaques: pelo Editor do Blog.
Formatação atualizada em: 05/outubro/2017.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

NO CAMINHO DO AMOR

Por Francisco de A. D. Pirola
'...o Amor verdadeiro, indestrutível, que realiza de fato,deve ser uma edificação do Espírito...'
Numa apologia à liberalidade costuma-se dizer que "o importante é ser feliz". Esta é a senha para a banalização da sexualidade, reduzida a simples objeto na sedutora vitrine do culto ao prazer.
Nesse caudal vertiginoso debate-se parte de uma geração que vivendo sob novo paradigma de liberdade tudo considera normal, navegando na inversão de valores com a mesma tranquilidade com que atravessa o deserto das contradições, na ilusão de que tudo é possível, só despertando, muitas vezes, no limiar  do abismo.
Em Forças do Ser, música tema do 32° EMEES/DIJ/FEEES, o compositor André Pirola interroga:
“E o que você fará, amor, / do Amor que Deus deu pra você? / Pra quem você abrirá, amor, a porta do seu ser? / E o que você fará, amor, / do Amor que Deus deu pra você? / Pra quem você abrirá, amor, a porta? / Importa pra você.
E aí, como é que "fica"?
Buscando um parâmetro para o entendimento dessa complexa questão do comportamento humano, procuramos inspiração no Exemplo do Jovem Nazareno, Guia e Modelo da Humanidade, indagando:
- Como procederia Ele diante de um desses apelos sensuais tão “naturais” em nossos dias
e encontramos  um belíssimo texto do Espírito Irmão X, ditado ao médium Chico Xavier, constante do livro “Contos e Apólogos” (3ª Ed. Rio de Janeiro. FEB. 1974. Lição nº 18. p. 81 a 83).
Na lição, que reproduzimos a seguir, o autor nos conduz a profunda reflexão, mostrando, ao mesmo tempo, a rapidez com que se esvaem, e como são passageiras, as ilusões a que nos aferramos em meio à transitoriedade da vida física, sem nos darmos conta de que o Amor verdadeiro, indestrutível, que realiza de fato, deve ser uma edificação  do Espírito.
Vamos, então, ao texto:

NO CAMINHO DO AMOR

Em Jerusalém, nos arredores do Templo, adornada mulher encontrou um nazareno, de olhos fascinantes e lúcidos, de cabelos delicados e melancólico sorriso, e fixou-o estranhamente.
Arrebatada na onda de simpatia a irradiar-se dele, corrigiu as dobras da túnica muito alva, colocou no olhar indizível expressão de doçura e, deixando perceber, nos meneios do corpo frágil, a visível paixão que a possuíra de súbito, abeirou-se do desconhecido e falou, ciciante:
− Jovem, as flores de Séforis encheram-me a ânfora do coração com deliciosos perfumes. Tenho felicidade ao teu dispor, em minha loja de essências finas...
Indicou extensa vila, cercada de rosas, à sombra de arvoredo acolhedor, e ajuntou:
− Inúmeros peregrinos cansados me buscam à procura do repouso que reconforta. Em minha primavera juvenil, encontram o prazer que representa a coroa da vida. E' que o lírio do vale não tem a carícia dos meus braços e a romã saborosa não possui o mel de meus lábios. Vem e vê! Dar-te-ei leito macio, tapetes dourados e vinho capitoso... Acariciar-te-ei a fronte abatida e curar-te-ei o cansaço da viagem longa! Descansarás teus pés em água de nardo e ouvirás, feliz, as harpas e os alaúdes de meu jardim. Tenho a meu serviço músicos e dançarinas, exercitados em palácios ilustres!...
Ante a incompreensível mudez do viajor, tornou, súplice, depois de leve pausa:
− Jovem, por que não respondes? Descobri em teus olhos diferentes chama e assim procedo por amar-te. Tenho sede de afeição que me complete a vida. Atende! Atende!...
Ele parecia não perceber a vibração febril com que semelhantes palavras eram pronunciadas e, notando-lhe a expressão fisionômica indefinível, a vendedora de essências acrescentou um tanto agastada:
− Não virás?
Constrangido por aquele olhar esfogueado, o forasteiro apenas murmurou:
− Agora, não. Depois, no entanto, quem sabe?!...
A mulher, ajaezada de enfeites, sentindo-se desprezada, prorrompeu em sarcasmos e partiu.
🔸

Transcorridos dois anos, quando Jesus levantava paralíticos, ao pé do Tanque de Betesda, venerável anciã pediu-lhe socorro para infeliz criatura, atenazada de sofrimento.
O Mestre seguiu-a, sem hesitar.
Num pardieiro denegrido, um corpo chagado exalava gemidos angustiosos.
A disputada marcadora de aromas ali se encontrava carcomida de úlceras, de pele enegrecida e rosto disforme. Feridas sanguinolentas pontilhavam-lhe a carne, agora semelhante ao esterco da terra. Exceção dos olhos profundos e indagadores, nada mais lhe restava da feminilidade antiga. Era uma sombra leprosa, de que ninguém ousava aproximar.
Fitou o Mestre e reconheceu-o.
Era o mesmo mancebo nazareno, de porte sublime e atraente expressão.
O Cristo estendeu-lhe os braços, tocado de intraduzível ternura e convidou:
− Vem a mim, tu que sofres! Na Casa de Meu Pai, nunca se extingue a esperança.
A interpelada quis recuar, conturbada de assombro, mas não conseguiu mover os próprios dedos, vencida de dor.
O Mestre, porém, transbordando compaixão, prosternou-se fraternal, e conchegou-a, de manso...
A infeliz reuniu todas as forças que lhe sobravam e perguntou, em voz reticenciosa e dorida:
-Tu?... O Messias nazareno?... O Profeta que cura, reanima e alivia?!... Que vieste fazer, junto de mulher tão miserável quanto eu?
Ele, contudo, sorriu benevolente, retrucando apenas:
− Agora, venho satisfazer-te os apelos.
E, recordando-lhe a palavra do primeiro encontro, acentuou, compassivo:
− Descubro em teus olhos diferente chama e assim procedo por amar-te.🔵
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Imagem: www.google.com. Acesso em 24/fevereiro/2012.
Formatação e revisão atualizados em: 03/outubro/2017.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

VIVER É MAIS FÁCIL PARA QUEM TEM FÉ

Pelo Espírito Maria Rosa
'...O caminho do dar é o mesmo do receber. Abra teus braços para receber o abraço e também estarás envolvendo teu irmão em afeto, acolhimento, no compartilhar de nobres sentimentos...'
Jamais será repetitivo falar em FÉ. Como deixar de abordar aquilo que é o principal norte de todos os seres humanos? Andar sem fé é como viajar sem  bússola, sem conhecer a direção que devemos trilhar para chegar ao destino. Viver sem fé é respirar e não encontrar o oxigênio para prosseguir. Acordar sem fé é querer dormir de novo, como se o sono pudesse nos livrar das dificuldades, da dúvida, do medo, do rancor, das mágoas.

O sono é apenas um hiato para que o corpo se recupere e a mente se recicle, injetando combustível necessário para a máquina humana funcionar.

Oh, amigos, a fé é o componente principal do existir. Aquele que não crê em si e nas forças poderosas do Universo sente-se só, abandonado, enfraquecido, perdido. É assim que te sentes? Então trata de cultivar ou até mesmo resgatar a crença, a certeza de que podes superar a si mesmo e aos embates do existir.

Como ser promovido sem passar por testes? Muitas vezes as provas são contundentes e deixam marcas profundas. No entanto, o Pai Maior sempre nos concede recursos internos e externos para nos recuperarmos das perdas, das dores, das decepções, das humilhações.

Vença o orgulho e serás mais feliz! Desta forma, o insulto, as más palavras, as calúnias, os maus pensamentos alheios não te atingirão.  O orgulho é a porta que abres para que estas energias densas se aproximem de ti, minando tuas forças.

Seja humilde, não bobo. Na humildade, estarás com as portas e as janelas totalmente abertas para o aprendizado trazido pela dor ou pela injustiça. Aceita as provas com dignidade e faça todo o Bem que puderes aos teus irmãos que passam por privações.

O caminho do dar é o mesmo do receber. Abra teus braços para receber o abraço e também estarás envolvendo teu irmão em afeto, acolhimento, no compartilhar de nobres sentimentos.

Viver feliz é bem mais fácil para os que têm fé. Seja um deles! Só depende de ti. Cultiva a fé dia a dia até que ela seja tão grande que tomará conta de ti como mãe que envolve os filhos em seus braços de Amor!
Luz e Paz!
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Psicografado por Cristina Barude em 29.11.12.
Fonte: http://www.bahiaespirita.com.br/. Acesso em: 07/dezembro/2012.
Imagem: www.morguefile.com. Acesso em: 22/abril/2013.
Formatação atualizada em:02/ outubro/2017.