segunda-feira, 22 de novembro de 2010

LIBERIGU VIAN ANIMON

Diktita de la Spirito Andreo Ludoviko

     Ne kateniĝu al la beleco de l’ efemeraj formoj. Floro baldaŭ forvelkos.
*
           Ne amasigu multekostaĵojn, kiuj pezus en la pesilo de la mondo. Ĉenoj el oro ligas tiel forte, kiel mankatenoj el bronzo.
*
           Ne sklaviĝu al la opinioj de ventkapuloj aŭ malkleruloj. “Incitatus”, ĉevalo de Kaligulo, povis manĝi el sitelo ornamita per perloj, tamen malgraŭ tio ĝi ne ĉesis esti ĉevalo.
*
            Ne nutru la avidecon pri posedaĵoj. La domoj de numismatoj estas ĉiam plenplenaj de moneroj, kiuj servis al milionoj da homoj kaj kies posedantoj jam malaperis.
*
           Ne perdu vian konstruantan liberecon pro homaj vidpunktoj. Kaptilo, malliberiganta danĝeran beston, estas egala al tiu, surprizanta senzorgan kanarion.
*
           Ne kredu al laŭdo, kiu atribuas al vi imagitajn kvalitojn. Kruelaj vespoj kelkfoje sin kaŝas en la kaliko de lilio.
*
           Ne turmentiĝu per la sopirego ekhavi iajn tujajn superaĵojn dum la surtera elprovado. La muzeoj dormadas plenŝtopitaj per vestoj de reĝoj kaj de aliaj “kadavroj de mortintaj superaĵoj”.
***

Francisco Cândido Xavier (Mediumo). Kristana Agendo. Diktita de la Spirito ANDREO LUDOVIKO. 2a eldono.
De la 4a ĝis la 6a ekzempler-mil.El la portugala lingvo tradukis: A. K. AFONSO COSTA.
FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA (Brazila Spiritisma Federacio).

domingo, 7 de novembro de 2010

AMOR

Lagoa Juparanã - Linhares - Espírito Santo - Brazil

Pelo Espírito João de Brito

O Amor, sublime impulso de Deus,
é a energia que move os mundos:
Tudo cria, tudo transforma, tudo eleva.
Palpita em todas as criaturas.
Alimenta todas as ações.
O ódio é o Amor que se envenena.
A paixão é o Amor que se incendeia.
O egoísmo é o Amor que
se concentra em si mesmo.
O ciúme é o Amor que se dilacera.
A revolta é o Amor que se transvia.
O orgulho é o Amor que enlouquece.
A discórdia é o Amor que divide.
A vaidade é o Amor que se ilude.
A avareza é o Amor que se encarcera.
O vício é o Amor que se embrutece.
A crueldade é o Amor que tiraniza.
O fanatismo é o Amor que se petrifica.
A fraternidade é o Amor que se expande.
A bondade é o Amor que se desenvolve.
O carinho é o Amor que se enflora.
A dedicação é o Amor que se estende.
O trabalho digno é o Amor que aprimora.
A experiência é o Amor que amadurece.
A renúncia é o Amor que se ilumina.
O sacrifício é o Amor que se santifica.
O Amor é o clima do Universo.
É a religião da vida, a base do estímulo
e a força da Criação.
Ao seu influxo, as vidas se agrupam,
sublimando-se para a imortalidade.
Nesse ou naquele recanto isolado,
quando se lhe retire a influência,
reina sempre o caos.
Com ele, tudo se aclara.
Longe dele, a sombra se coagula e prevalece.
Em suma, o bem é o Amor que se desdobra,
em busca da Perfeição no Infinito,
segundo os Propósitos Divinos;
e o mal é, simplesmente, o Amor fora da Lei.

*  *  *
(XAVIER, Francisco Cândido. Falando à Terra, Diversos Espíritos.
5. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1991, p. 105-106.)
Imagem: http://www.google.com/ . Acesso em: 07/11/10.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O RENASCER DO TEMPO


Francisco de A.D. Pirola 

Ainda no Plano Espiritual, delineando o  roteiro para o nosso renascimento, aprendemos que o tempo é o nosso maior aliado. Ou o nosso pior inimigo.

Aliado para quem faz. Inimigo para quem demora fazer.

Mas não precisamos ficar à mercê desse jogo, porque o tempo renova-se:

Cada dia, em outro dia,
Cada mês, em outro mês,
e cada ano ... em outro ano!

O renascer de cada tempo reflete, sempre, a Esperança com a qual o Criador nos acena no chamamento eterno para a nossa evolução.

“Ninguém poderá ver o Reino de Deus,
se não nascer de novo.” (João, 3: 1-12)
***

Imagem:Disponível em:<www.google.com>. Acesso em: 21/outubro/2010.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

"PARA UM MUNDO MELHOR"


Uma Redação Sobre Nosso Lar - O Filme
Por Natty Oliveira - 10 anos - São Paulo - SP
Sou uma criança que adora brincar, me divertir, passear, viajar ir ao cinema. E sei que cinema é cultura, e adoro aprender mas acho que nem todos filmes são cultura e bom para todo mundo, porque senão não teria censura de idade. E tem uns que ensinam o bem, outros ensinam o mal. Aqui nessas linhas contarei de um que assisti e adorei, e eu aprendi com ele a ser legal com todos e amar os que me cercam. Chama-se: Nosso Lar!

Fui numa sexta-feira dia 3 de setembro, ver a primeira vez esse filme com a minha mãe, irmã, primas e minha tia. No dia que fui sentei na escada com a minha irmã e minhas primas. Na escada porque não tinha mais lugar legal na sala. A sala estava lotada mas foi muito divertido e diferente. Já no comecinho gostei da música e aquele pássaro grande e branco voando em direção de Nosso Lar. Quando começou o filme tive medo, e depois fui gostando mais. Só assustei em ver aquelas pessoas do meu lado chorando de ver as cenas bonitas, estavam emocionadas. Gostei tanto que fui muitas vezes com a minha mãe e sem medo.

Existe o livro dele e li antes de ver o filme, fiz questão, assim fui assistir sabendo e entendendo um pouco mais. O livro foi um pouco complicado, quando não pedia ajuda para mamãe, pedia ajuda ao dicionário. Eu aprendi mais vendo o filme. O que aprendi? Aprendi que se quisermos ir para perto de Deus não podemos fazer o mal nem para nós mesmo e perdoar as pessoas, amá-las porque somos todos irmãos e iguais.

Nunca assisti no cinema um filme que não fosse infantil, mas minha mãe disse que esse filme seria especial e que eu poderia ver também. Então pensei: claro que podia, era um filme que tinha tudo que aprendi na escolinha de evangelização. E agora vendo as imagens que imaginei lendo o livro. Fiquei encantada com esse filme que não esqueço nenhuma cena, nenhuma fala dos personagens.

Estou fazendo essa redação porque queria dizer que ele passa uma coisa boa que eu não sei ainda explicar e falar, mas que fiquei contente que muita gente que conheço foi vê-lo e até a professora foi também! Ah! E acabei fazendo as pazes com a Raphaela no mesmo dia que em fui na primeira vez. E pensei de novo: ainda bem que eu vi o filme. Acho que assim vamos ter o que tanto a televisão, jornais e religiões falam: um mundo cheinho de paz e união pelo entendimento ao próximo.

E por essas razões escolhi esse tema, porque Nosso Lar é o meu filme favorito deste ano de 2010, um filme com muitas mensagens para um mundo melhor!
*  *  *
Texto e foto disponíveis em http://nossolar-ofilme.blogspot.com/ .
Acesso em: 24/outubro/2010.
Formatação atualizada em 21.09.12

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

RESIGNAÇÃO E RESILIÊNCIA



Por Leonardo Pereira


"O homem que sofre é semelhante a um devedor de grande soma, a quem o credor dissesse: “Se me pagares hoje mesmo a centésima parte, darei quitação do resto e ficarás livre; se não, vou perseguir-te até que pagues o último centavo”. O devedor não ficaria feliz de submeter-se a todas as privações, para se livrar da dívida, pagando somente a centésima parte da mesma? Em vez de queixar-se do credor, não lhe agradeceria? (Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. V - item 12)".

A palavra resignação aparece com bastante frequência em palestras e livros espíritas. Também está presente nas obras básicas de Allan Kardec, especialmente no Evangelho Segundo o Espiritismo ─ Cap. V - “Bem aventurados os Aflitos”.

Esse capítulo aborda, inicialmente, a temática do sofrimento e das provas e expiações e suas origens nesta e noutras existências, causas de muitos de nossos problemas atuais, em vista de nossas escolhas e pela semeadura que fazemos ao longo da nossa esteira reencarnatória. No final, o capítulo aborda o suicídio. Contudo, destacaremos, aqui, o seu item 12 ─ “Motivos de Resignação”.

Resignação

Quando adentramos a Doutrina Espírita, muitas questões perpassam por nossas mentes. Logo nos deparamos com algum expositor nos orientando para sermos resignados. O que seria, então, resignação? Como compreender os dramas que a vida nos propõe, frutos ou não de nossas escolhas? Como proceder para ser considerado um indivíduo resignado?

Muitas vezes, entendemos resignação como aceitação do problema ou da dor, sem buscarmos alívio, respostas ou o entendimento para o que ocorre conosco. E também, principalmente, porque devemos ser resignados, questionando aonde isso vai nos levar.

“A resignação, ou ainda aceitação, na espiritualidade, na conscientização e na psicologia humana, geralmente se refere à experienciar uma situação sem a intenção de mudá-la. A aceitação não exige que a mudança seja possível ou mesmo concebível, nem necessita que a situação seja desejada ou aprovada por aqueles que a aceitam. De fato, a resignação é freqüentemente aconselhada quando uma situação é tanto ruim quanto imutável, ou, quando a mudança só é possível a um grande preço ou risco. [...] Noções de aceitação são proeminentes em muitas fés e práticas de meditação”. Por exemplo, a primeira nobre verdade do Budismo, "a vida é sofrimento", convida as pessoas a aceitarem que o sofrimento é uma parte natural da vida.” ( Wikipédia, a enciclopédia livre).

É justamente esse significado que complica o ensinamento. Se resignação é somente aceitação, sem expectativas de mudanças, ou, mesmo, aceitação pura e simples, fica muito fácil a derrapagem na acomodação, na inércia. É só dizer que “Deus quer assim”, e que nada pode mudar.

Se muitos dos nossos problemas não podem ser mudados nesta existência, podemos, entretanto, pela sua compreensão, mudar a forma de enfrentá-los. Ou aliviamos o tal “sofrer”, passando pela dor, sem lamentação ou reclamação constante (atitude essa, muitas vezes, responsável por mais dor), ou fazemos o problema ou a dor parecerem maior do que realmente são.

No que diz respeito à citação budista ─ “a vida é sofrimento” ─, é válido ressaltar que esse sofrer significa “passar por”, sofrer uma situação de dor. Não recebe, portanto, a conotação de lamentação, desesperação.

A Terra, por ser um mundo de provas e expiações, obviamente não é um paraíso de delicias. Estamos aqui para evoluir. A dor, nesse caso, quase sempre, transforma-se no impulso evolutivo necessário à nossa caminhada. Atrelada à Lei de Ação e Reação, ela nos convida, não raras vezes, ao reajuste, ao resgate de nossos débitos anteriores ou atuais.

Quando temos um problema, a dor que dele resulta é um fato - algo que acontece ou aconteceu. O sofrimento é a nossa resposta a esse fato, a nossa reação diante da dor, do fato, do problema.

É bom lembrar, quanto a isso, que a dor pode vir atrelada ao campo das causas e efeitos, mas o sofrimento é opcional, ou seja, não sofrer no sentido de não se lamentar, não se desesperar, equivalendo dizer, não perder a esperança. Em verdade, isso não nos retira o cadinho da dor, mas sublima os nossos sentimentos em relação ao fato.

“O homem pode abrandar ou aumentar o amargor das suas provas, pela maneira de encarar a vida terrena. Maior é o eu sofrimento, quando o considera mais longo. Ora, aquele que se coloca no ponto de vista da vida espiritual, abrange na sua visão a vida corpórea, como um ponto no infinito, compreendendo a sua brevidade, sabendo que esse momento penoso passa bem depressa [...]”. (ESE - Cap. V, item 13).

Diante desses apontamentos, podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que resignação é dor sem sofrimento, momento em que o individuo, ante a imortalidade da alma, compreende o processo. Não pela subserviência, submissão ou inércia diante dos fatos, mas por uma oportunidade de crescimento que nos impulsiona à busca do melhor para nós e para o momento.

Resiliência

O caro leitor, nessa altura do texto, há de perguntar: - E a tal resiliência?

A resiliência começa justamente quando a dor nos encontra.

“Resiliência (psicologia) - A psicologia tomou essa imagem emprestada da física, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, etc. - sem entrar em surto psicológico. Tais conquistas, face essas decisões, propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano, condições para enfrentar e superar problemas e adversidades [...]”. (Wikipédia, a enciclopédia livre).

Quando o texto acima afirma que a Psicologia tomou emprestado o termo da Física, é porque resiliência é a “[...] Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.” (Dic. online Priberam). Já na Medicina o termo se aplica quando um osso fraturado consegue retomar sua forma original. Podemos dizer, assim, que a resiliência se configura quando, diante de problemas, pressões e traumas, conseguimos superar os obstáculos “dando a volta por cima”, como diz popularmente. É a capacidade de organizar, avaliar e retomar o nosso caminho, com a percepção, porém,  de “dor” como fonte de crescimento, e não de sofrimento.

O que, então, nos faz resignados ou resilientes?

Podem ser considerados resignados e resilientes indivíduos que suportam grandes dramas na vida, ou passam por situações problemáticas constantemente e, mesmo assim, mantêm um olhar de paz e tranquilidade (considerando-se que os olhos são os espelhos da alma), superando os obstáculos que a vida coloca à sua frente, e dessa forma, superando a si mesmos.

O grande segredo, se é que podemos falar assim, encontra guarita na fé. A fé humana em si mesmo -autoconfiança. A fé divina no Criador, certeza absoluta de que não estamos sós, de que tudo passa e que nossas dores chegarão logo ao fim. Fé é a certeza de que o futuro nos reserva algo muito melhor. É a visão na vida futura, que glorifica os dias na Terra, de tantas provas e expiações. É visão mais além, que modifica o nosso comportamento diante das dores e aflições, e que, nos modificando, transforma tudo o que está à nossa volta.

Somos, portanto, artífices da nossa evolução espiritual, escultores de nós mesmos, tendo o cinzel da vontade como ferramenta para talhar as pedras que nos cobrem e dificultam a nossa existência, removendo, assim, os entulhos do passado para, então, lapidados e polidos, apresentarmos face nova diante do Criador e, afinal, podermos dizer, parafraseando o Apóstolo Paulo: “Já não sei se vivo no Cristo ou é o Cristo que vive em mim”.
(Leonardo Pereira é designer gráfico,
orador espírita e um dos trabalhadores do
Grupo Espírita Lamartine Palhano Junior - Vitória – ES.)
Imagem: www.google.com . Acesso em: 08/OUT/2010.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O ESPERANTO HOJE

Henri Masson
FRANÇA

Finalidade:

Permitir o acesso a uma comunicação de qualidade entre pessoas que não possuem uma língua em comum, no menor prazo e ao menor custo. Pela própria exigência de qualidade, seu tempo de aprendizado é de 8 a 10 vezes menor que se necessita para qualquer outra língua. O esperanto dá uma dimensão adicional à comunicação lingüística, mesmo para pessoas que dominem o inglês e muitas línguas. O objetivo primeiro do Dr. Zamenhof, criador do Esperanto, já foi por esse motivo plenamente alcançado.

Implantação:

Em mais de cem países. Sua difusão é mais forte na Europa Oriental, no Extremo Oriente (Japão, China, Coréia) e na América Latina. O atual presidente da Associação Universal de Esperanto, que sucedeu um professor universitário coreano especialista em comércio e economia, é o ex-procurador geral e ex-ministro da Justiça da Austrália, Kep Enderby.

A imprensa em esperanto consiste em mais de uma centena de títulos. O órgão da UEA, a revista "Esperanto", é lido em mais de 115 países; o jornal "Heroldo de Esperanto" tem assinantes em mais de 70. Lançada em 1980 pelo redator executivo de política do jornal alemão Augsburger Allgemeine e atual presidente da Associação Mundial de Jornalistas Esperantistas, a revista mensal internacional Monato é lida em mais de 65 países. Ela conta com uma rede de 150 correspondentes e colaboradores em 45 países. É importante considerar que os habitantes de inúmeros países não dispõem dos recursos de pagar uma anuidade ou uma assinatura.O número de falantes de esperanto é geralmente estimado em cerca de três milhões de pessoas (seis, de acordo com o Guiness Book 1997). Mais que o número de falantes, é a disseminação e a qualidade da comunicação que contam para uma língua internacional.

A questão das línguas constitui um problema particularmente importante nas instituições internacionais (ONU, União Européia...). Até 10 de janeiro de 1999, 132 deputados europeus (21,08%) de todos os matizes partidários, se declaravam favoráveis ao esperanto como solução possível.

Aplicações Principais:

Educação: É a única língua capaz de permitir a todos os alunos de se beneficiarem de um ensino bilíngüe real na escola. Ela oferece ainda uma propedêutica adequada ao aprendizado de outras línguas. Dada sua maior facilidade, permite ao aluno de passar do mais fácil ao mais difícil gradativamente, em muito menor tempo que qualquer outra língua, tendo acesso aos intercâmbios internacionais. O número de estabelecimentos de ensino superior onde há cursos atingia 151 em 1987, em muitos países, dentre eles a China (progressão multiplicada por cinco entre 1972 e 1992). O número de propostas de lei visando sua admissão no ensino na França passou de 2 (entre 1907 e 1974) para 7 (no período de 1975-1997).

Comunicação Científica: É a principal língua de trabalho da Academia Internacional de San Marino, que, desde seus onze anos de existência, já abriga um laureado pelo Prêmio Nobel (de Economia). A seção de esperanto da Academia de Ciências da China edita uma revista técnico-científica bilíngüe esperanto-chinês e organiza congressos científicos internacionais com o esperanto e o chinês entre as línguas de trabalho.

Economia, comércio, turismo, transportes: com a constituição relativamente recente de organizações internacionais visando a promoção do esperanto para fins econômicos e comerciais, como o IKEF (Grupo Especializado para o Esperanto no Comércio) e a TAKE-Esperanto (Associação Mundial de Construtores e Obras Públicas) take.ladomo@wanadoo.fr. Um dicionário de economia e comércio em onze línguas foi redigido a partir do esperanto. Exemplos de utilisação efetiva: Câmara de Comércio e Indústria de Colmar e Alsácia Central com quatro línguas, Comitê Régional do Turismo da Normandia com seis outras línguas, escritórios de turismo (prospectos e publicidade), redes ferroviárias de 9 países (publicidade e tabelas de horários).

Organizações internacionais, associações, bibliotecas: Escola Moderna, Amigos da Natureza, Cidadãos do Mundo, Fundo Mundial de Solidariedade contra a Fome, sem contar dezenas de associações especializadas de esperanto (profissionais, políticas, religiosas, de lazer etc.) e até na Biblioteca Nacional da Áustria. É o aspecto sócio-cultural que prima no sítio da Associação Mundial Sem-Nacionalidade (SAT).

Internet: Uma expansão muito intensa, podendo ser explicada pelas várias situações nas quais o conhecimento apenas do inglês ou até de mais línguas, não é suficiente para uma comunicação de qualidade. O aprendizado do esperanto é possível na rede, a partir de diversas línguas. A palavra chave "esperanto" fornece a lista dos inúmeros sítios Web relacionados ao esperanto, que além disso é uma das quarenta línguas utilisadas no mecanismo de busca europeu Euroseek (http://euroseek.net). Ela é usada também pelo Savvysearch. O AltaVista dá no entanto uma lista mais completa de sítios relacionados. Mesmo se são poliglotas, os usuários da Internet podem encontrar um modo de acesso mais fácil e rápido, em um nível de comunicação que surpreende quem faz a experiência. Mesmos os falantes de inglês têm a ganhar, porque essa opção evita o trabalho de se comunicar com pessoas que dominam muito mal sua língua. O centro de informação multilíngüe www.esperanto.net, em 33 línguas, contém uma enorme lista de ligações que permitem obter informações e endereços em vários países. Situados respectivamente na Hungria e na Suécia, os sítios www.esperanto.hu e www.esperanto.se/nun são uma espécie de agências de notícia do mundo falante de esperanto.

Radiofonia - Televisão: emissões em esperanto difundidas por rádios de porte internacional, especialmente Varsóvia, Vaticano, Roma e Viena (com retransmissão por satélites) e também Pequim, Havana, Vilnius, Tallin, Rio de Janeiro, sem contar as emissões em FM. Às emissões em esperanto da rádio polonesa, difundidas quatro vezes de meia hora por dia em ondas curtas e satélite, se junta um programa que pode ser escutado a qualquer momento no mundo inteiro em Real Audio. Os horários de emissão de rádio em esperanto pelo mundo inteiro podem ser encontrados em http://osiek.org/aera.

Cursos em vídeo: Polônia, China, Albânia, Espanha entre outros (um outro está sendo gravado nos Estados Unidos).

Intercâmbio de todas as espécies: Mais de 250 congressos e encontros a cada ano no mundo inteiro. Existem redes que permitem viajar e encontros pontos de hospedagem ou de informações em dezenas de países. As principais organizações mundiais de esperanto têm um anuário que facilita os contatos, e a imprensa em esperanto publica anúncios que permitem encontrar correspondentes.

Descobertas e viagens: O esperanto se mostra um acessório bastante útil na bagagem lingüística de quem viaja de um país ao outro, e não pode aprender todas as línguas. Autor de inúmeras obras, (entre elas Tempestade no Aconcágua) algumas escritas diretamente em esperanto, o explorador iugoslavo Tibor Sekelj o comprovou. Uma viagem de oito anos ao redor do mundo permitiu a um jovem casal francês, Bruno e Maryvonne Robineau, apreciar a utilidade do esperanto para manter um contato direto com pessoas que eles nem conheciam anteriormente e que não falavam nem inglês, nem francês, nem espanhol. Um outro jovem casal partiu em 5 de maio de 1997 de Poiroux, na França, e acrescentou o esperanto ao seu conhecimento do françês, do inglês e do espanhol para um giro pela Europa em quatro anos. Em um carroça, com sua filha Lola, com seis meses na data de partida, Gudule Le Pichon et Laurent Cuenot são recebidos por pessoas que aprenderam esperanto com uma consideração prioritária pelo aspecto humano da comunicação. Eles podem ser observados pela rede neste endereço: http://www.creaweb.fr/a.reto/gudfronto.html.

Cooperação internacional: Redes de solidariedade são organizadas com o esperanto como língua de trabalho e de intercâmbio e as campanhas de solidariedade são freqüentes no mundo do esperanto (em favor do Terceiro Mundo, da Bósnia, Kosovo).

Cultura: Mais de 110 anos de existência estabeleceram para o esperanto uma cultura, com suas tradições e usos que não param de se enriquecer: criação literária, poesia, teatro, música...

Literatura: A literatura original constitui de 60 à 75% dos mais de 30 mil títulos já publicados em esperanto. Vários novos livros surgem a cada semana. O catálogo do serviço de livraria mais importante do esperanto, em Rotterdam, oferece mais de 400 páginas de títulos sobre todos os assuntos e gêneros. O PEN Club do Esperanto foi admitido em 1993 junto ao PEN-Club Internacional, após uma rigorosa pesquisa. O valor do Esperanto nas trocas culturais foi reconhecido por duas recomendações da UNESCO (1954 et 1985).

Museus: Viena (Áustria), Gray (França), San Pau d'Ordal (Espanha).

Centros: La Chaux-de-Fonds (Suíça), Baugé (França), Bouresse (França), Stoke-on-Trent (Inglaterra), Arhus (Dinamarca), Poprad (Eslováquia), Lesjöfors (Suécia), Yatugatake (Japão)

Cursos Universitários de Verão:Bydgoszcz (Polônia), Kungälv (Suécia), San Francisco State University (EUA), Hartford University (EUA).

Alguns esperantistas da atualidade:

Reinhard Selten. alemão, Prêmio Nobel de Economia (1994), membro da Academia Internacional de Ciências de San Marino (aprendeu o esperanto ainda na juventude, na escola).

Miloslav Vlk, arcebispo de Praga, presidente do Conselho das Conferências Episcopais Européias, nomeado cardeal por João Paulo II, que usa ele próprio o esperanto em diversas ocasiões (entre outras por ocasião de uma convenção de jovens na Polônia, em suas bênçãos de Páscoa e Natal, e no encontro com esperantistas católicos em um congresso em Roma, 1997).

Ingemund Bengtsson, ex-presidente do Parlemento da Suécia.

Bakin (Pa kin), um dos maiores escritores chineses vivos.

Harry Harrisson, irlandês, autor de ficção científica.

Olav Reiersol, membro da Academia de Ciências da Noruega.

Daniel Tarschys, sueco, secretário geral do Conselho da Europa desde 1994.

Bertalan Farkas, primeiro cosmonauta húngaro.

Istvan Nemere, escritor húngaro, autor de numerosos romances em húngaro e esperanto.

Ralph Harry, ex-embaixador da Austrália junto à ONU e diversos países. A sonda espacial Voyager II, lançada no espaço em 1977, leva o registro de uma mensagem que ele pronunciou em inglês e em esperanto.

Maxime Rodinson, antropólogo, analista erudito do mundo árabe, autor de obras sobre o Islã. Aprendeu o esperanto ainda bastante jovem, e depois cerca de trinta línguas.

Kep Enderby, antigo procurador geral e ministro da justiça da Austrália, presidente da Associação Universal de Esperanto desde 1998.

***

* Co-autor de "L'homme qui a défié Babel" (Ed. Ramsay, Paris).
Leia outro texto escrito por ele em "Esperanto, expressão e sentimento".
Tradução do KCE com a gentil permissão do autor.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

HAZ ESO Y V I V I RAS


"Y le dice: Respondiste bien; haz eso, y vivirás" - (Lucas, 10:28.)
El caso de aquel doctor de la Ley que interpelo al Maestro al respecto de lo que le competía hacer para heredar la vida eterna, se reviste de gran interés para cuantos procuran la bendición de Cristo.

La palabra de Lucas es altamente elucidaría.

No se sorprende Jesús con la pregunta, y, conociendo la elevada condición intelectual del consultante, indaga acerca de su concepción de la Ley y le hace sentir que la respuesta a la interrogación ya se hallaba en el mismo, esculpida en la tabla mental de sus conocimientos.

Respondiste bien, dice el Maestro. Y añade: Haz eso, y vivirás.

Semejante afirmación se destaca singularmente, porque Cristo se dirigía a un hombre en plena fuerza de acción vital, declarando entretanto: Haz eso, y vivirás.

Es que el vivir no se circunscribe al movimiento del cuerpo, ni a la exhibición de ciertos títulos convencionales. Se extiende la vida a esferas más altas, a otros campos de realización superior con la espiritualidad sublime.

La misma escena evangélica diariamente se repite en muchos sectores. Gran numero de aprendices, plenamente integrados en el conocimiento del deber que les compete, tocan pidiendo orientación de los Mensajeros Divinos, en cuanto a la mejor manera de actuar en la Tierra. . . la respuesta, entretanto, está en ellos mismos, en sus corazones que temen la responsabilidad, la decisión y el servicio áspero.

Si ya fuiste bañado por la claridad de la fe viva, si fuiste beneficiado por los principios de la salvación, ejecuta lo que aprendiste de nuestro Divino Maestro: Haz eso, y vivirás.
*  *  *
‘Camino, Verdad Y Vida’, de Francisco Cândido Xavier,
por el Espíritu Emmanuel. Ed. FEB.
Disponível em: http://www.espiritismo.cc . Acesso em: 18/SET/2010.
Imagem:http://www.google.com. Acesso em: 18/SET/2010.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

MATÉRIA NÃO EXISTE, TUDO É ENERGIA


 Por Leonardo Boff*

O título deste artigo diz uma obviedade para quem entendeu minimamente a teoria da relatividade de Einstein pela qual se afirma ser matéria e energia equivalentes. Matéria é energia altamente condensada que pode ser liberada como o mostrou, lamentavelmente, a bomba atômica.

O caminho da ciência percorreu, mais ou menos, o seguinte percurso: da matéria chegou ao átomo, do átomo, às partículas subatômicas, das partículas subatômicas, aos “pacotes de onda” energética, dos pacotes de onda, às supercordas vibratórias, em 11 dimensões ou mais, representadas como música e cor.

Assim um elétron vibra mais ou menos quinhentos trilhões de vezes por segundo. Vibração produz som e cor. O universo seria, pois, uma sinfonia de sons e cores. Das supercordas chegou-se, por fim, à energia de fundo, ao vácuo quântico.

Neste contexto, sempre lembro de uma frase dita por W.Heisenberg, um dos pais da mecânica quântica, num semestre que deu na Universidade de Munique em 1968, que me foi dado seguir e que ainda me soa aos ouvidos : “O universo não é feito por coisas mas por redes de energia vibracional, emergindo de algo ainda mais profundo e sutil”. Portanto, a matéria perdeu seu foco central em favor da energia que se organiza em campos e redes.

Que é esse ”algo mais profundo e sutil” de onde tudo emerge?

Os físicos quânticos e astrofísicos chamaram de “energia de fundo” ou “vácuo quântico”, expressão inadequada porque diz o contrário do que a palavra “vazio” significa.

O vácuo representa a plenitude de todas as possíveis energias e suas eventuais densificações nos seres. Dai se preferir hoje a expressão pregnant void “o vácuo prenhe” ou a“fonte originária de todo o ser”

Não é algo que possa ser representado nas categorias convencionais de espaço-tempo, pois é algo anterior a tudo o que existe, anterior ao espaço-tempo e às quatro energias fundamentais, a gravitacional, a eletromagnética, a nuclear fraca e forte.

Astrofísicos imaginam-no como uma espécie de vasto oceano, sem margens, ilimitado, inefável, indescritível e misterioso no qual, como num útero infinito, estão hospedadas todas as possibilidades e virtualidades de ser.

De lá emergiu, sem que possamos saber porquê e como, aquele pontozinho extremamente prenhe de energia, inimaginavelmente quente que depois explodiu (big bang) dando origem ao nosso universo.

Nada impede que daquela energia de fundo tenham surgido outros pontos, gestando também outras singularidades e outros universos paralelos ou em outra dimensão.

Com o surgimento do universo, irrompeu simultaneamente o espaço-tempo.

O tempo é o movimento da flutuação das energias e da expansão da matéria. O espaço não é o vazio estático dentro do qual tudo acontece mas aquele processo continuamente aberto que permite as redes de energia e os seres se manifestarem.

A estabilidade da matéria pressupõe a presença de uma poderosíssima energia subjacente que a mantém neste estado.

Na verdade, nós percebemos a matéria como algo sólido porque as vibrações da energia são tão rápidas que não alcançamos percebê-las com os sentidos corporais. Mas para isso nos ajuda a física quântica, exatamente porque se ocupa das partículas e das redes de energia, que nos rasgam esta visão diferente da realidade.

A energia é e está em tudo. Sem energia nada poderia subsistir. Como seres conscientes e espirituais, somos uma realização complexíssima, sutil e extremamente interativa de energia.

Que é essa energia de fundo que se manifesta sob tantas formas?

Não há nenhuma teoria científica que a defina. De mais a mais, precisamos da energia para definir a energia. Não há como escapar desta redundância, notada já por Max Planck.

Esta Energia talvez constitua a melhor metáfora daquilo que significa Deus, cujos nomes variam, mas que sinalizam sempre a mesma Energia subjacente.

Já o Tao Te Ching (§ 4) dizia o mesmo do Tao: ”o Tao é um vazio em turbilhão, sempre em ação e inexaurível. É um abismo insondável, origem de todas as coisas e unifica o mundo”.

A singularidade do ser humano é poder entrar em contacto consciente com esta Energia. Ele pode invocá-la, acolhê-la e percebê-la na forma de vida, de irradiação e de entusiasmo.
*  *  *
*(Leonado Boff com Mark Hathaway é autor
de The Tao of Liberation. N.York(2010).
Nota: Artigo publicado originalmente no
'Blog do Ricardo Noblat',  em 27.9.2010.)

sábado, 18 de setembro de 2010

SOME DEFINITIONS


Dictated by the spirit André Luiz

A benefactor is one who helps and goes on his way.

A friend is one who aids in silence.

A companion is one who cooperates without making us feel uneasy.

A reformer is one who restores himself to the ways of goodness.

A strong person is one who knows how to wait within the task of

peaceful work.

An enlightened person is one who knows himself.

Brave person is —one who fears nothing in himself.

A defender is one who cooperates without causing confusion.

An efficient person is one who acts for the benefit of all.

A winner is one who conquers himself.


("CHRISTIAN AGENDA. Dictated by the spirit André Luiz to Fransisco Cândido Xavier Published by: ALLAN KARDEC PUBLISHING LTD - 71 The Grove, Ealing Broadway - LONDON – W51 5 LL - Great Britain. Original Portuguese Copyright held by the: FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA Rio de Janeiro, Brasil 1at Publication 1948English translation copyrights held by1st Edition - ©Copyright 1970, by Christian Spirit Center, USA. 2nd Edition (Revised) - ©Copyright 1988, by Christian Spirit Center, USA. 3rd Edition (Complete Revision) - ©Copyright 1998, by ALLAN KARDEC PUBLISHING LTD, UK ISBN 1 898675 01 5All rights reserved Printed by: Clifford Frost Limited Lyon Road, Windsor Avenue, Wimbledon, London – SW19 2 SE, Great Britain.).

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

LA MISIO DE ESPERANTO


Lázaro Luiz Zamenhof - criador do Esperanto


EMMANUEL (Spirito)*

Dum la multnombraj aliformiĝoj de la mondo, ne malmultaj estas la centroj, kiuj sin instalas nun sur la Tero, celante starigi la estontecon de la homaro. Se ĉie ni konstatas la disfalon de la homaj konstruaĵoj, renovigantan la vojon de l’ civilizacio, ni rigardas ankaŭ tiujn armeojn da laboristoj por la konstruaĵoj de l’ estonteco, kvazaŭ konstruantoj de nova mondo, dissemitaj sur la teraj vojoj, sed klopodantaj por rektigi iliajn direktojn.

Estas tiuj ja la laboristoj de la Dia progreso, firme tenantaj en la manoj la potencan pioĉon de la fido super ĉio al Tiu, Kiu estas la lumo de niaj destinoj. En la amaso de tiu preparado de renovigaj energioj celantaj la venontan jarmilon, mi deziras mencii Esperanton, fratece ĉirkaŭprenante nian fraton, kiu fariĝis sincera proklamanto de ĝia afero, en obeo al la Dia determinismo de l’ taskoj ricevitaj en la lumo de l’ spirita mondo.

Jesuo deklaris, ke Li ne venis sur nian planedon por detrui la Leĝon, same kiel Spiritismo en sia formo de Konsolanto ne starigis sin por elpeli la ekzistantajn religiojn. La Majstro venis por plenumi la principojn de la Leĝo tiel same kiel la konsolanta Doktrino venas por restarigi la Veron kaj reenkonduki la esperon en la korojn en tiu ĉi terura tempo por la mondo, kiam ĉiuj ties moralaj valoroj estas ĝisfundamente en danĝero antaŭ la doktrinoj de l’ perforto, kiuj ebriigis la cerbon de l’ nuntempa civilizacio, kiel maldolĉa veneno pereiganta la energion de maljuniĝinta korpo.

Esperanto ankaŭ ne venis, amikoj, por detrui la lingvojn uzatajn en la mondo en la interŝanĝado de la pensoj. Ĝia Misio estas la alta tasko de unuigo kaj kunfratigo, celante la universalan unuecon. Ĝia principo estas konkordo kaj ĝiaj apostoloj estas egale laborkunuloj de ĉiuj, kiuj sinoferadis por la dia idealo de l’ homa solidareco, ĉu en ĉi tiuj, ĉu en aliaj cirkonstancoj.

La Helpa Lingvo estas unu el la plej fortaj vokoj al frateco ankoraŭ aŭdataj sur nia planedo malriĉiĝinta je spiritaj valoroj, en la nuna momento de apartigemo, de aŭtarkio, de kolektiva egoismo, de falsita naciismo.

La ekzemplo de l’ moderna Eŭropo donas al ni ideon pri tiu dolora situacio: Ĉiuj popoloj havas entuziasmajn advokatojn, kiuj per varmegaj paroladoj pravigas tiun aŭ alian decidon de siaj registaroj. La nacioj estas grandaj tribunoj, kie ĉiu parolas pri si mem kaj humiligas la laborojn de sia frato. Oni protektas ĉiun politikan krimon, se ĝi nur estas farita interne de la landlimoj. Tamen la granda Eŭropo, tiu patrina noblega estaĵo, kiu kunlaboris por la homa perfektigo, kiu instruis kaj edukis, altigante la spiriton de la mondo, tiu havas neniun advokaton, posedas neniun voĉon por aŭdigi la ĝemojn de sia disŝirita koro, ĉar la landlimoj apartigis ĉiujn ĝiajn infanojn per dikaj muroj el sablo kaj ŝtalo, ĝin transformante en

tiun dezerton malĝojigan por la koroj, kie ne ekzistas la fonto de amo por refortigi la animojn.

Ja, en la nuna tempo Esperanto estas forto promesanta unuigon kaj harmonion, ĉar ĝi faciligas la interŝanĝon de la universalaj valoroj. Ĉu revo? Ĉu propagando nur per parolo? Ĉu nova movado por starigi ekonomian profiton? Ĉiuj tiuj ĉi supozoj povos esti eldirataj de malatentaj spiritoj; sed nur de l’ malatentaj, kiuj atendas la ĝeneralan aliĝon por poste eldiri sian senĝenan elekton. Tamen tiuj, kiuj serĉas la lumon de la sincereco por ekzameni ĉiujn aferojn, tiuj scipovos trovi en la esperantista movado tiun renovigan lumon, kiu en sanktaj efektivigoj, jam nun, heligos pli malfrue la ideojn de la mondo, elstarigante la noblecon de ĝiaj principoj direktataj de tiu frateca sento, kiu venas el la Dia penso de Jesuo por ĉiuj verkoj de l’ homa evoluado.

Esperanto estas leciono de l’ frateco. Ni lernu ĝin por esplori sur la Tero la penson de la suferantoj kaj laborantoj sur aliaj kampoj. En laŭvorta senco mi diras: “ni lernu ĝin”, ĉar ni ankaŭ estas viaj laborkunuloj, kiuj jam akiris la esprimon de l’ universala penso, kaj al vi deziras tiun saman spiritan bonon, por ke tiamaniere ni organizadu sur la Tero la plej efikajn movadojn por unuecigo.

Dio estas adorata de la homoj tra multnombraj lingvoj, kiuj estas la sektoj kaj la religioj, ĉiuj celantaj la mirindan bonon de l’ esenca unueco. Ni kopiu tiun saĝan klopodon de la Dia naturo kaj marŝu al la sintezo de la esprimo, malgraŭ la diverseco de l’ procedoj per kiuj vi esprimas viajn pensojn.

Tiu tuta penado apartenas al la justa frateco kaj nun, petegante al Jesuo, ke Li benu la laborojn kaj esperojn de nia ĉeestanta frato, sanktigante la penadon lian kaj de liaj laborkunuloj en la sama tasko, kiu estas al ili donita de la spiritaj potencoj, mi lasas al vi ĉiuj mian deziron de paco, esperante por ni ĉiuj, humilaj disĉiploj de la Kristo, la refortigantan benon de Lia amo.
*  *  *
(*Psikografie skribita de la mediumo Francisco Cândido Xavier
la 19-an de Januaro 1940 en la brazila urbo Pedro Leopoldo kaj presita en la samjara
 Februara numero de la revuo “Reformador”, oficiala organo de la Brazila Spiritisma Federacio.)
Imagem: Disponível em: http://www.google.com/. Acesso em: 10/set/2010.
Formatação atualizada em: 26/janeiro/2016.

domingo, 5 de setembro de 2010

PENSEMOS BEM




Enviado por Sérgio Macedo Ferreira



“Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor. Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja em nossa vida”.

Essa frase encerra em si uma concepção profunda e altamente consciente das limitações do ser humano. Sinceramente, eu acredito que o mais sábio dos sábios, entre nós, ainda está muito, muito aquém de conhecer sequer a sua própria existência.

Lamentar-se, queixar-se, julgar e sentenciar alguém ou algum fato, é tão errado quanto admitir que realmente sabemos algo do que está acontecendo. Sim, meus amigos, a bandeira maior de um filósofo, o seu ponto de partida, sem dúvida, consiste na consciência de que ele muito pouco sabe sobre o saber.

Só vestido com essa roupagem, despido do orgulho intelectual, pode-se evitar uma série enorme de constrangimento e seu consequente sofrimento.

O simples fato de não aceitarmos um fato, de não o entender, provoca-nos imediata revolta e descontentamento. Então, como nos achamos sempre perfeitos, saímos à caça dos culpados por tudo o que não está em conformidade com os nossos planos. E, como tem que existir sempre um culpado, acabamos elegendo um, e, quando não o localizamos aqui na terra, chegamos até mesmo a culpar o nosso Criador pelo inescrupuloso destino que nos foi dado.

Agora, o fato de aceitarmos que não entendemos nada, que não conhecemos nada sobre tudo, não nos permite sairmos julgando, pelo menos precipitadamente, qualquer fato ou pessoa.Essa atitude, sem dúvida, evita uma série de situações e sentimentos negativos, que só tendem a nos prejudicar.

Assim, pensemos bem antes de julgarmos qualquer coisa, qualquer pessoa, qualquer situação. É melhor, sem dúvida, aceitar tudo o que a Natureza nos impõe, pois ela - só ela -sabe perfeitamente o que precisamos vivenciar no dia de hoje.

Imagem:  http://www.google.com/ .
Acesso em: 06/agosto/10.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

ANJO FULGURANTE


Francisco de Assis Daher Pirola*

Anseias luminoso Porvir de Alma que é Luz?
Não fujas à dor que o lenho traz,
Persevera na Fé que ora e faz,
Suporta, com esperança, o peso da tua Cruz.

Tens ideia dos sóis que os céus revelam?
Do fulgor que na imensidão te espera?
Trabalha, pois, que a colheita é vera,
Abençoando o labor daqueles que por ela velam.

Saibas, Alma querida,
Que os desvãos desta Vida,
São, para os que sofrem, consolo Mais Além.

Se buscas, então, o Anjo que fulgura,
Rasga tua veste escura,
Faze Luz também!
*  *  *
* (Jacaraípe - Serra-ES - abril/2010.)
(Foto: http://www.google.com.br . Acesso em: 20/maio/2010.)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

ENCORAJAMENTO E SUPERAÇÃO



Enviado por Sérgio Macedo Ferreira


Poucas coisas ajudam tanto uma pessoa quanto o encorajamento. George M. Adams chamou-o de “oxigênio para a alma”. O filósofo e poeta alemão Johann Wolfgang von Goethe escreveu: “A correção faz muito, mas o encorajamento após a censura é como o sol depois da tempestade”. E William A. Ward revelou seus sentimentos quando disse: “Lisonjeie-me, e não acreditarei. Critique-me, e talvez não goste de você. Ignore-me, e talvez não lhe perdoe. Encoraje-me, e nunca lhe esquecerei”. (...)

Como é que a maioria das pessoas se
sente quando está perto de você?

Uma história maravilhosa sobre o cuidado e o encorajamento conta que havia um garoto chamado Tommy que passou por um período de muitas dificuldades na escola. Fazia continuamente muitas perguntas, não conseguia manter-se calado. Parecia que falhava cada vez que tentava fazer alguma coisa. Sua professora finalmente desistiu dele, e disse para sua mãe que ele não tinha condição de aprender e nunca alcançaria muitas coisas. Mas a mãe de Tommy era uma pessoa que cuidava de outras pessoas. Sabia encorajar. Ela acreditava nele. Ela passou a estudar com ele em casa, e a cada vez que ele falhava, ela lhe dava esperanças e encorajamento para continuar tentando.

O que aconteceu com Tommy?

Tornou-se um inventor com mais de mil inventos patenteados, incluindo a vitrola e a primeira lâmpada elétrica incandescente, comercialmente viável. Seu nome era Thomas Edison.

Quando as pessoas são encorajadas, é impossível prever o quão longe podem chegar. A falta de encorajamento pode impedir uma pessoa de viver uma vida saudável e produtiva. Mas quando a pessoa se sente encorajada, ela pode enfrentar o impossível e superar adversidades incríveis. E a pessoa que fornece o presente do encorajamento se torna aquela que faz diferença em sua vida.

Vou repetir, então, a pergunta do início do texto:

Como é que a maioria das pessoas se
sente quando está perto de você?

*  *  *
Imagem: www.google.com .
 Acesso em: 28/maio/10.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A INCLUSÃO DA ESPIRITUALIDADE NA MEDICINA


Por Giovana Campos

Médica norte-americana conduz há mais de dez anos projetos de integração  entre espiritualidade e saúde com resultados satisfatórios.
    
A médica norte-americana Christina Puchalski promove, desde 1996, a inserção do componente espiritual no cuidado com o paciente. Esta ação fez dela uma personalidade reconhecida internacionalmente dentre os profissionais de saúde que enxergam a diferença proporcionada pelo atendimento espiritual. De origem católica, Dra Christina Puchalski é associada do Departamento de Medicina e Ciências do Cuidado da Saúde da Escola de Medicina da Universidade George, em Washington D.C, nos Estados Unidos. Ela também é fundadora e diretora do Instituto George Washington para Espiritualidade e Saúde (GWish), um centro que promove programas de pesquisa educacional e clínica para médicos e profissionais de saúde visando o papel da espiritualidade e saúde na medicina. Seu objetivo é ajudar a complementar sistemas de cuidados para pacientes e seus familiares.

        Dra. Puchalski completou sua graduação em Bioquímica e Mestrado em Biologia na Universidade de Los Angeles. Antes da escola médica, ela trabalhou como cientista adjunta na área de Bioquímica e Biologia Molecular no National Institutes of Health. Em 1996, ela recebeu o prêmio outorgado pela Fundação John Templeton pelo curso de medicina e espiritualidade em que lecionava na Escola de Medicina da Universidade George Washington. As pesquisas conduzidas pela Dra. Puchalski objetivavam o papel da espiritualidade no cuidado de saúde, especialmente em relação ao término da vida; assuntos pertinentes a cuidados paliativos; o papel do clero na saúde e no cuidado a pacientes terminais; e avaliação de programas de educação em espiritualidade e medicina. Suas publicações variam de pesquisas básicas em bioquímica a assuntos sobre espiritualidade e cuidados de saúde.

        A Espiritualidade é reconhecida como um fator que contribui para a saúde de muitas pessoas. O conceito de espiritualidade é encontrado em várias culturas e sociedades. Também é expresso como a busca individual pelo sentido religioso através da crença em Deus, família, racionalismo, humanismo e artes. Todos estes fatores podem influenciar como pacientes e profissionais de saúde percebem o binômio saúde – doença e como eles interagem um com o outro.

        O Instituto George Washington para Espiritualidade e Saúde (GWish) foi fundado em maio de 2001, como uma organização líder para a educação e assuntos clínicos relacionados a espiritualidade e saúde. Sob a direção da Dra Christina Puchalski, a instituição está mudando o paradigma do cuidado com a saúde através de programas inovadores para médicos e outros profissionais, incluindo membros religiosos. Este trabalho pioneiro tem um grande impacto na educação médica não apenas nas universidades americanas, mas também em nível internacional.

        A edição de 2001 do Jornal de Medicina Paliativa faz uma menção ao trabalho da Dra Puchalski, em um artigo que explora a intersecção entre espiritualidade e cuidado de saúde. Com o título, "Taking a Spiritual History Allows Clinicians to Understand Patients More Fully" (Levantar a história espirtual do paciente permite que os médicos entendam os pacientes integralmente), aparece no mesmo artigo uma entrevista direcionada aos médicos sobre como avaliar espiritualmente o paciente.

       O currículo da Dra. Christina Puchalski inclui várias apresentações em escolas médicas e conferências nacionais sobre espiritualidade e cuidados de saúde, cuidados paliativos, avaliação da espiritualidade do paciente e cursos curriculares de aprimoramento em medicina e espiritualidade. Seu trabalho já foi apresentado em várias emissoras e jornais americanos.

Os Benefícios Médicos da Fé

        Os médicos podem sentir-se seguros com a abordagem espiritual: uma análise de 42 estudos englobando mais de 125 mil pacientes foi publicada na edição de junho de 2000, da “Health Psychology”. O resultado apontou que todos os que tinham algum tipo de envolvimento religioso vivem mais – muito embora não tenha sido questionado se a longevidade decorre da fé ou do meio o qual o paciente está inserido.

         Mais de dois terços dos pacientes tratados pela Universidade de Pensilvânia, nos EUA, disseram que ao serem questionados sobre suas crenças, aumentava a confiança no médico, o que ficou relacionado a melhores resultados, de acordo com estudos. Puchalski ainda comenta que levantar a história spiritual não é sabatinar a afiliação religiosa do paciente. O objetivo é identificar o que é importante a um paciente e como estas crenças e valores podem atuar no modo pelo qual o paciente lida com a doença. E deve-se ficar claro que o médico não atua como pastor espiritual e sim, ter o propósito de abrir as portas para esta abordagem.

          Nos Estados Unidos, a conexão entre espiritualidade e a saúde atrai a atenção de muitas pessoas, estejam ela no meio cientifico ou não. As evidências positivas entre a relação religião e espiritualidade crescem exponencialmente. Muitas pesquisas surgiram nos últimos 20 anos para documentar os anseios dos pacientes em tratar assuntos espirituais com seus médicos. Outras pesquisas apontam que 75% dos americanos dizem que a religião tem papel fundamental em suas vidas, sendo que a grande maioria destes acredita que sua fé pode ajudá-los a se recuperar de suas doenças. Esta equivalência também aparece em pacientes com patologias oncológicas, que relataram mais conforto, com mais satisfação, felicidade e conseqüente diminuição da dor.

        A Dra Christina Puchalski estará presente no 2º Congresso Médico Espírita que acontece nos Estados Unidos e aborda a temática da fé e espiritualidade na medicina. É fundamental o conhecimento de que o país norte-americano que sedia o congresso está com a mentalidade aberta para os benefícios que surgem com a inserção de valores antes não incluídos à saúde. Hoje, mais de trinta cursos de Medicina nos EUA abordam a espiritualidade através de palestras e até mesmo de disciplinas obrigatórias no currículo acadêmico. A prática visa muito mais que apenas conhecer qual a religião do paciente: o objetivo maior é a cura da alma, através do conhecimento das crenças e de como a espiritualidade pode fazer parte de exames clínicos regulares.
*  *  *
(Disponível em: < http://www.amebrasil.org.br/portal/?q=node/117 >. Acesso em:13/maio/10.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 12/novembro/2011.

segunda-feira, 22 de março de 2010

O PONTO DE DEUS!


Leonardo Pereira

     Durante muito tempo acreditamos, como muitos ainda acreditam, que o individuo com intelecto avançado é o que se dá bem na vida. A disputa por tais gênios e o desejo de muitos pais de terem como filhos indivíduos com a tal inteligência intelectual (o famoso QI - quociente de inteligência) altíssima, faz com que sejam menosprezados os que apresentavam baixa pontuação nessa escala.
     Com o passar dos tempos, as escolas, empresas, universidades e famílias, começaram a perceber ─ sem entender por que ─ esses mesmos indivíduos, com o intelecto altíssimo, não conseguiram vencer na vida.
     Esse significado ─ vencer na vida ─ ainda guarda relação estreita com bons empregos e altos salários. Vencer, então, sempre foi a meta: ser melhor, maior, o maioral.
     Infelizmente, os jovens continuam a ser impulsionados por essa conquista extremamente materialista. No entanto, mesmo diante da conquista financeira, muitas vezes não compreendemos o porquê da infelicidade de muitos gênios e intelectuais.

QE - O Quociente Emocional

    Vem em nossa salvação a moderna psicologia, a tratar do QE (quociente emocional), popularizada especialmente pelo psicólogo e neurocientista de Harvard, David Goleman, com o seu conhecido livro A Inteligência emocional, comprovando que indivíduos altamente intelectualizados apresentam distúrbios diversos no campo emocional. A inteligência avançada não os capacita para solucionar todos os problemas da vida. Transtornados e abatidos pela incapacidade apresentada, justo eles, os maiorais, acima da média, gênios, infelizes, se enredam na depressão, passando a agir na vida como se nenhuma inteligência possuíssem.
     Mesmo equilibrados intelectual e emocionalmente, ainda sofremos muitas vezes quando não atingimos os objetivos que traçamos para nós, seja no trabalho, seja na vida íntima. Assim, passamos a tentar entender o que se passa conosco.

O que nos falta?

     Com o objetivo de tentar entender exatamente o que se passa conosco ─ e o que falta conhecer ─ é que trazemos à baila o caso da Doutora Danah Zohar, americana, casada e infeliz, filha de pais alcoólatras e pai suicida, materialista e alcoolista, formada em Matemática e Física e mestre em Psicologia.
     Apesar do intelecto avançado, Danah encontrava-se, no momento, em uma crise pessoal e familiar. Busca, então, refúgio nas montanhas do Tibet, na tentativa de salvar sua vida e sua família.
     No meio’ de tantos questionamentos ela se achava “um caso perdido”. Pelas fatalidades dos seus pais, começa a pensar em Deus, nas crenças religiosas e nessa busca da felicidade que a raça humana se encontra. Parece que algo desperta no seu interior. Esse interesse em encontrar respostas para tudo que sempre a motivou direciona-se para o lado correto, o lado da verdade.
     De volta aos Estados Unidos da América do Norte, Danah encontra uma matéria no jornal, que lhe chama a atenção: dois neurocientistas da Flórida afirmam ter descoberto o ponto de Deus, a certeza da presença de Deus em todos nos.
     Ela liga, conversa com um dos doutores, e resolve ir à Flórida e, pessoalmente, participar dessa pesquisa. Vale ressaltar que Danah era também doutora em Física Quântica e seus conhecimentos poderiam contribuir muito para a pesquisa. Esse trabalho, com toda certeza, contribuiria para Danah Zohar.
     As pesquisas, na Flórida, sobre a responsabilidade dos neurofisiologistas Michael Persinger e V. S. Ramachandran, por neurologistas (Wolf Singer), por neurolinguistas (Terrance Deacon) e por técnicos em magnetoencefalografia detectaram o que foi chamado ─ o ponto de Deus ─ no cérebro (as pesquisas se baseiam no estudo dos campos magnéticos e elétricos do cérebro).

O Ponto de Deus 

     Segundo esses cientistas, existe em nós, cientificamente verificável, outro tipo de inteligência pela qual não só captamos fatos, idéias e emoções, mas percebemos os contextos maiores de nossa vida, totalidades significativas que nos faz sentir inseridos no Todo. Ela nos torna sensível a valores, a questões ligadas a Deus e à transcendência. Toda vez que se pronunciavam palavras ou mantras como Deus, Jesus, Khrisna, Buda, em diversas línguas, um ponto de luz se acendia.
     Esse ponto, que se encontra especialmente localizado nos lobos temporais, é chamado de inteligência espiritual (QEs= quociente espiritual), batizado pela Drª. Danah Zohar. Esse é o titulo de seu livro, lançado no Brasil no ano de 2000.
     Assim, foi descoberto que existe um elo entre Deus e o homem, e que este, apesar de reações no organismo, só pode ser de origem espiritual.
     A origem da manifestação do ponto de Deus é justamente o ser imortal, que traz as Leis Divinas gravadas na consciência, chamado a se manifestar todas as vezes que seu Criador, ou a lembrança do Bem, dos grandes avatares desse mundo, das boas idéias e dos bons sentimentos, do amor puro e incorruptível se fizerem presentes. Seja pela fala, pela música, pela ação em favor do outro ou pelo pensamento. Nesse momento é que despertamos para a realidade espiritual e somos chamados a equilibrarmos nossos níveis de consciência, o intelecto, o emocional e o espiritual.
     Essa pesquisa transformou Danah Zohar, que passou a enxergar a vida sobre um novo prisma e, com certeza, pode mudar você também.
     Busque conhecer a realidade do ser imortal e compreenderá que somos um ponto de Deus no Universo, tornando-nos, então, co-criadores Divinos.
      Lembremo-nos, portanto, quanto a isso, o que disse Jesus: “vós sois deuses” (Jo 10:34).

(Leonardo Pereira,
é Designer gráfico e orador espírita.)