segunda-feira, 25 de outubro de 2010

"PARA UM MUNDO MELHOR"


Uma Redação Sobre Nosso Lar - O Filme
Por Natty Oliveira - 10 anos - São Paulo - SP
Sou uma criança que adora brincar, me divertir, passear, viajar ir ao cinema. E sei que cinema é cultura, e adoro aprender mas acho que nem todos filmes são cultura e bom para todo mundo, porque senão não teria censura de idade. E tem uns que ensinam o bem, outros ensinam o mal. Aqui nessas linhas contarei de um que assisti e adorei, e eu aprendi com ele a ser legal com todos e amar os que me cercam. Chama-se: Nosso Lar!

Fui numa sexta-feira dia 3 de setembro, ver a primeira vez esse filme com a minha mãe, irmã, primas e minha tia. No dia que fui sentei na escada com a minha irmã e minhas primas. Na escada porque não tinha mais lugar legal na sala. A sala estava lotada mas foi muito divertido e diferente. Já no comecinho gostei da música e aquele pássaro grande e branco voando em direção de Nosso Lar. Quando começou o filme tive medo, e depois fui gostando mais. Só assustei em ver aquelas pessoas do meu lado chorando de ver as cenas bonitas, estavam emocionadas. Gostei tanto que fui muitas vezes com a minha mãe e sem medo.

Existe o livro dele e li antes de ver o filme, fiz questão, assim fui assistir sabendo e entendendo um pouco mais. O livro foi um pouco complicado, quando não pedia ajuda para mamãe, pedia ajuda ao dicionário. Eu aprendi mais vendo o filme. O que aprendi? Aprendi que se quisermos ir para perto de Deus não podemos fazer o mal nem para nós mesmo e perdoar as pessoas, amá-las porque somos todos irmãos e iguais.

Nunca assisti no cinema um filme que não fosse infantil, mas minha mãe disse que esse filme seria especial e que eu poderia ver também. Então pensei: claro que podia, era um filme que tinha tudo que aprendi na escolinha de evangelização. E agora vendo as imagens que imaginei lendo o livro. Fiquei encantada com esse filme que não esqueço nenhuma cena, nenhuma fala dos personagens.

Estou fazendo essa redação porque queria dizer que ele passa uma coisa boa que eu não sei ainda explicar e falar, mas que fiquei contente que muita gente que conheço foi vê-lo e até a professora foi também! Ah! E acabei fazendo as pazes com a Raphaela no mesmo dia que em fui na primeira vez. E pensei de novo: ainda bem que eu vi o filme. Acho que assim vamos ter o que tanto a televisão, jornais e religiões falam: um mundo cheinho de paz e união pelo entendimento ao próximo.

E por essas razões escolhi esse tema, porque Nosso Lar é o meu filme favorito deste ano de 2010, um filme com muitas mensagens para um mundo melhor!
*  *  *
Texto e foto disponíveis em http://nossolar-ofilme.blogspot.com/ .
Acesso em: 24/outubro/2010.
Formatação atualizada em 21.09.12

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

RESIGNAÇÃO E RESILIÊNCIA



Por Leonardo Pereira


"O homem que sofre é semelhante a um devedor de grande soma, a quem o credor dissesse: “Se me pagares hoje mesmo a centésima parte, darei quitação do resto e ficarás livre; se não, vou perseguir-te até que pagues o último centavo”. O devedor não ficaria feliz de submeter-se a todas as privações, para se livrar da dívida, pagando somente a centésima parte da mesma? Em vez de queixar-se do credor, não lhe agradeceria? (Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. V - item 12)".

A palavra resignação aparece com bastante frequência em palestras e livros espíritas. Também está presente nas obras básicas de Allan Kardec, especialmente no Evangelho Segundo o Espiritismo ─ Cap. V - “Bem aventurados os Aflitos”.

Esse capítulo aborda, inicialmente, a temática do sofrimento e das provas e expiações e suas origens nesta e noutras existências, causas de muitos de nossos problemas atuais, em vista de nossas escolhas e pela semeadura que fazemos ao longo da nossa esteira reencarnatória. No final, o capítulo aborda o suicídio. Contudo, destacaremos, aqui, o seu item 12 ─ “Motivos de Resignação”.

Resignação

Quando adentramos a Doutrina Espírita, muitas questões perpassam por nossas mentes. Logo nos deparamos com algum expositor nos orientando para sermos resignados. O que seria, então, resignação? Como compreender os dramas que a vida nos propõe, frutos ou não de nossas escolhas? Como proceder para ser considerado um indivíduo resignado?

Muitas vezes, entendemos resignação como aceitação do problema ou da dor, sem buscarmos alívio, respostas ou o entendimento para o que ocorre conosco. E também, principalmente, porque devemos ser resignados, questionando aonde isso vai nos levar.

“A resignação, ou ainda aceitação, na espiritualidade, na conscientização e na psicologia humana, geralmente se refere à experienciar uma situação sem a intenção de mudá-la. A aceitação não exige que a mudança seja possível ou mesmo concebível, nem necessita que a situação seja desejada ou aprovada por aqueles que a aceitam. De fato, a resignação é freqüentemente aconselhada quando uma situação é tanto ruim quanto imutável, ou, quando a mudança só é possível a um grande preço ou risco. [...] Noções de aceitação são proeminentes em muitas fés e práticas de meditação”. Por exemplo, a primeira nobre verdade do Budismo, "a vida é sofrimento", convida as pessoas a aceitarem que o sofrimento é uma parte natural da vida.” ( Wikipédia, a enciclopédia livre).

É justamente esse significado que complica o ensinamento. Se resignação é somente aceitação, sem expectativas de mudanças, ou, mesmo, aceitação pura e simples, fica muito fácil a derrapagem na acomodação, na inércia. É só dizer que “Deus quer assim”, e que nada pode mudar.

Se muitos dos nossos problemas não podem ser mudados nesta existência, podemos, entretanto, pela sua compreensão, mudar a forma de enfrentá-los. Ou aliviamos o tal “sofrer”, passando pela dor, sem lamentação ou reclamação constante (atitude essa, muitas vezes, responsável por mais dor), ou fazemos o problema ou a dor parecerem maior do que realmente são.

No que diz respeito à citação budista ─ “a vida é sofrimento” ─, é válido ressaltar que esse sofrer significa “passar por”, sofrer uma situação de dor. Não recebe, portanto, a conotação de lamentação, desesperação.

A Terra, por ser um mundo de provas e expiações, obviamente não é um paraíso de delicias. Estamos aqui para evoluir. A dor, nesse caso, quase sempre, transforma-se no impulso evolutivo necessário à nossa caminhada. Atrelada à Lei de Ação e Reação, ela nos convida, não raras vezes, ao reajuste, ao resgate de nossos débitos anteriores ou atuais.

Quando temos um problema, a dor que dele resulta é um fato - algo que acontece ou aconteceu. O sofrimento é a nossa resposta a esse fato, a nossa reação diante da dor, do fato, do problema.

É bom lembrar, quanto a isso, que a dor pode vir atrelada ao campo das causas e efeitos, mas o sofrimento é opcional, ou seja, não sofrer no sentido de não se lamentar, não se desesperar, equivalendo dizer, não perder a esperança. Em verdade, isso não nos retira o cadinho da dor, mas sublima os nossos sentimentos em relação ao fato.

“O homem pode abrandar ou aumentar o amargor das suas provas, pela maneira de encarar a vida terrena. Maior é o eu sofrimento, quando o considera mais longo. Ora, aquele que se coloca no ponto de vista da vida espiritual, abrange na sua visão a vida corpórea, como um ponto no infinito, compreendendo a sua brevidade, sabendo que esse momento penoso passa bem depressa [...]”. (ESE - Cap. V, item 13).

Diante desses apontamentos, podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que resignação é dor sem sofrimento, momento em que o individuo, ante a imortalidade da alma, compreende o processo. Não pela subserviência, submissão ou inércia diante dos fatos, mas por uma oportunidade de crescimento que nos impulsiona à busca do melhor para nós e para o momento.

Resiliência

O caro leitor, nessa altura do texto, há de perguntar: - E a tal resiliência?

A resiliência começa justamente quando a dor nos encontra.

“Resiliência (psicologia) - A psicologia tomou essa imagem emprestada da física, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, etc. - sem entrar em surto psicológico. Tais conquistas, face essas decisões, propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano, condições para enfrentar e superar problemas e adversidades [...]”. (Wikipédia, a enciclopédia livre).

Quando o texto acima afirma que a Psicologia tomou emprestado o termo da Física, é porque resiliência é a “[...] Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.” (Dic. online Priberam). Já na Medicina o termo se aplica quando um osso fraturado consegue retomar sua forma original. Podemos dizer, assim, que a resiliência se configura quando, diante de problemas, pressões e traumas, conseguimos superar os obstáculos “dando a volta por cima”, como diz popularmente. É a capacidade de organizar, avaliar e retomar o nosso caminho, com a percepção, porém,  de “dor” como fonte de crescimento, e não de sofrimento.

O que, então, nos faz resignados ou resilientes?

Podem ser considerados resignados e resilientes indivíduos que suportam grandes dramas na vida, ou passam por situações problemáticas constantemente e, mesmo assim, mantêm um olhar de paz e tranquilidade (considerando-se que os olhos são os espelhos da alma), superando os obstáculos que a vida coloca à sua frente, e dessa forma, superando a si mesmos.

O grande segredo, se é que podemos falar assim, encontra guarita na fé. A fé humana em si mesmo -autoconfiança. A fé divina no Criador, certeza absoluta de que não estamos sós, de que tudo passa e que nossas dores chegarão logo ao fim. Fé é a certeza de que o futuro nos reserva algo muito melhor. É a visão na vida futura, que glorifica os dias na Terra, de tantas provas e expiações. É visão mais além, que modifica o nosso comportamento diante das dores e aflições, e que, nos modificando, transforma tudo o que está à nossa volta.

Somos, portanto, artífices da nossa evolução espiritual, escultores de nós mesmos, tendo o cinzel da vontade como ferramenta para talhar as pedras que nos cobrem e dificultam a nossa existência, removendo, assim, os entulhos do passado para, então, lapidados e polidos, apresentarmos face nova diante do Criador e, afinal, podermos dizer, parafraseando o Apóstolo Paulo: “Já não sei se vivo no Cristo ou é o Cristo que vive em mim”.
(Leonardo Pereira é designer gráfico,
orador espírita e um dos trabalhadores do
Grupo Espírita Lamartine Palhano Junior - Vitória – ES.)
Imagem: www.google.com . Acesso em: 08/OUT/2010.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O ESPERANTO HOJE

Henri Masson
FRANÇA

Finalidade:

Permitir o acesso a uma comunicação de qualidade entre pessoas que não possuem uma língua em comum, no menor prazo e ao menor custo. Pela própria exigência de qualidade, seu tempo de aprendizado é de 8 a 10 vezes menor que se necessita para qualquer outra língua. O esperanto dá uma dimensão adicional à comunicação lingüística, mesmo para pessoas que dominem o inglês e muitas línguas. O objetivo primeiro do Dr. Zamenhof, criador do Esperanto, já foi por esse motivo plenamente alcançado.

Implantação:

Em mais de cem países. Sua difusão é mais forte na Europa Oriental, no Extremo Oriente (Japão, China, Coréia) e na América Latina. O atual presidente da Associação Universal de Esperanto, que sucedeu um professor universitário coreano especialista em comércio e economia, é o ex-procurador geral e ex-ministro da Justiça da Austrália, Kep Enderby.

A imprensa em esperanto consiste em mais de uma centena de títulos. O órgão da UEA, a revista "Esperanto", é lido em mais de 115 países; o jornal "Heroldo de Esperanto" tem assinantes em mais de 70. Lançada em 1980 pelo redator executivo de política do jornal alemão Augsburger Allgemeine e atual presidente da Associação Mundial de Jornalistas Esperantistas, a revista mensal internacional Monato é lida em mais de 65 países. Ela conta com uma rede de 150 correspondentes e colaboradores em 45 países. É importante considerar que os habitantes de inúmeros países não dispõem dos recursos de pagar uma anuidade ou uma assinatura.O número de falantes de esperanto é geralmente estimado em cerca de três milhões de pessoas (seis, de acordo com o Guiness Book 1997). Mais que o número de falantes, é a disseminação e a qualidade da comunicação que contam para uma língua internacional.

A questão das línguas constitui um problema particularmente importante nas instituições internacionais (ONU, União Européia...). Até 10 de janeiro de 1999, 132 deputados europeus (21,08%) de todos os matizes partidários, se declaravam favoráveis ao esperanto como solução possível.

Aplicações Principais:

Educação: É a única língua capaz de permitir a todos os alunos de se beneficiarem de um ensino bilíngüe real na escola. Ela oferece ainda uma propedêutica adequada ao aprendizado de outras línguas. Dada sua maior facilidade, permite ao aluno de passar do mais fácil ao mais difícil gradativamente, em muito menor tempo que qualquer outra língua, tendo acesso aos intercâmbios internacionais. O número de estabelecimentos de ensino superior onde há cursos atingia 151 em 1987, em muitos países, dentre eles a China (progressão multiplicada por cinco entre 1972 e 1992). O número de propostas de lei visando sua admissão no ensino na França passou de 2 (entre 1907 e 1974) para 7 (no período de 1975-1997).

Comunicação Científica: É a principal língua de trabalho da Academia Internacional de San Marino, que, desde seus onze anos de existência, já abriga um laureado pelo Prêmio Nobel (de Economia). A seção de esperanto da Academia de Ciências da China edita uma revista técnico-científica bilíngüe esperanto-chinês e organiza congressos científicos internacionais com o esperanto e o chinês entre as línguas de trabalho.

Economia, comércio, turismo, transportes: com a constituição relativamente recente de organizações internacionais visando a promoção do esperanto para fins econômicos e comerciais, como o IKEF (Grupo Especializado para o Esperanto no Comércio) e a TAKE-Esperanto (Associação Mundial de Construtores e Obras Públicas) take.ladomo@wanadoo.fr. Um dicionário de economia e comércio em onze línguas foi redigido a partir do esperanto. Exemplos de utilisação efetiva: Câmara de Comércio e Indústria de Colmar e Alsácia Central com quatro línguas, Comitê Régional do Turismo da Normandia com seis outras línguas, escritórios de turismo (prospectos e publicidade), redes ferroviárias de 9 países (publicidade e tabelas de horários).

Organizações internacionais, associações, bibliotecas: Escola Moderna, Amigos da Natureza, Cidadãos do Mundo, Fundo Mundial de Solidariedade contra a Fome, sem contar dezenas de associações especializadas de esperanto (profissionais, políticas, religiosas, de lazer etc.) e até na Biblioteca Nacional da Áustria. É o aspecto sócio-cultural que prima no sítio da Associação Mundial Sem-Nacionalidade (SAT).

Internet: Uma expansão muito intensa, podendo ser explicada pelas várias situações nas quais o conhecimento apenas do inglês ou até de mais línguas, não é suficiente para uma comunicação de qualidade. O aprendizado do esperanto é possível na rede, a partir de diversas línguas. A palavra chave "esperanto" fornece a lista dos inúmeros sítios Web relacionados ao esperanto, que além disso é uma das quarenta línguas utilisadas no mecanismo de busca europeu Euroseek (http://euroseek.net). Ela é usada também pelo Savvysearch. O AltaVista dá no entanto uma lista mais completa de sítios relacionados. Mesmo se são poliglotas, os usuários da Internet podem encontrar um modo de acesso mais fácil e rápido, em um nível de comunicação que surpreende quem faz a experiência. Mesmos os falantes de inglês têm a ganhar, porque essa opção evita o trabalho de se comunicar com pessoas que dominam muito mal sua língua. O centro de informação multilíngüe www.esperanto.net, em 33 línguas, contém uma enorme lista de ligações que permitem obter informações e endereços em vários países. Situados respectivamente na Hungria e na Suécia, os sítios www.esperanto.hu e www.esperanto.se/nun são uma espécie de agências de notícia do mundo falante de esperanto.

Radiofonia - Televisão: emissões em esperanto difundidas por rádios de porte internacional, especialmente Varsóvia, Vaticano, Roma e Viena (com retransmissão por satélites) e também Pequim, Havana, Vilnius, Tallin, Rio de Janeiro, sem contar as emissões em FM. Às emissões em esperanto da rádio polonesa, difundidas quatro vezes de meia hora por dia em ondas curtas e satélite, se junta um programa que pode ser escutado a qualquer momento no mundo inteiro em Real Audio. Os horários de emissão de rádio em esperanto pelo mundo inteiro podem ser encontrados em http://osiek.org/aera.

Cursos em vídeo: Polônia, China, Albânia, Espanha entre outros (um outro está sendo gravado nos Estados Unidos).

Intercâmbio de todas as espécies: Mais de 250 congressos e encontros a cada ano no mundo inteiro. Existem redes que permitem viajar e encontros pontos de hospedagem ou de informações em dezenas de países. As principais organizações mundiais de esperanto têm um anuário que facilita os contatos, e a imprensa em esperanto publica anúncios que permitem encontrar correspondentes.

Descobertas e viagens: O esperanto se mostra um acessório bastante útil na bagagem lingüística de quem viaja de um país ao outro, e não pode aprender todas as línguas. Autor de inúmeras obras, (entre elas Tempestade no Aconcágua) algumas escritas diretamente em esperanto, o explorador iugoslavo Tibor Sekelj o comprovou. Uma viagem de oito anos ao redor do mundo permitiu a um jovem casal francês, Bruno e Maryvonne Robineau, apreciar a utilidade do esperanto para manter um contato direto com pessoas que eles nem conheciam anteriormente e que não falavam nem inglês, nem francês, nem espanhol. Um outro jovem casal partiu em 5 de maio de 1997 de Poiroux, na França, e acrescentou o esperanto ao seu conhecimento do françês, do inglês e do espanhol para um giro pela Europa em quatro anos. Em um carroça, com sua filha Lola, com seis meses na data de partida, Gudule Le Pichon et Laurent Cuenot são recebidos por pessoas que aprenderam esperanto com uma consideração prioritária pelo aspecto humano da comunicação. Eles podem ser observados pela rede neste endereço: http://www.creaweb.fr/a.reto/gudfronto.html.

Cooperação internacional: Redes de solidariedade são organizadas com o esperanto como língua de trabalho e de intercâmbio e as campanhas de solidariedade são freqüentes no mundo do esperanto (em favor do Terceiro Mundo, da Bósnia, Kosovo).

Cultura: Mais de 110 anos de existência estabeleceram para o esperanto uma cultura, com suas tradições e usos que não param de se enriquecer: criação literária, poesia, teatro, música...

Literatura: A literatura original constitui de 60 à 75% dos mais de 30 mil títulos já publicados em esperanto. Vários novos livros surgem a cada semana. O catálogo do serviço de livraria mais importante do esperanto, em Rotterdam, oferece mais de 400 páginas de títulos sobre todos os assuntos e gêneros. O PEN Club do Esperanto foi admitido em 1993 junto ao PEN-Club Internacional, após uma rigorosa pesquisa. O valor do Esperanto nas trocas culturais foi reconhecido por duas recomendações da UNESCO (1954 et 1985).

Museus: Viena (Áustria), Gray (França), San Pau d'Ordal (Espanha).

Centros: La Chaux-de-Fonds (Suíça), Baugé (França), Bouresse (França), Stoke-on-Trent (Inglaterra), Arhus (Dinamarca), Poprad (Eslováquia), Lesjöfors (Suécia), Yatugatake (Japão)

Cursos Universitários de Verão:Bydgoszcz (Polônia), Kungälv (Suécia), San Francisco State University (EUA), Hartford University (EUA).

Alguns esperantistas da atualidade:

Reinhard Selten. alemão, Prêmio Nobel de Economia (1994), membro da Academia Internacional de Ciências de San Marino (aprendeu o esperanto ainda na juventude, na escola).

Miloslav Vlk, arcebispo de Praga, presidente do Conselho das Conferências Episcopais Européias, nomeado cardeal por João Paulo II, que usa ele próprio o esperanto em diversas ocasiões (entre outras por ocasião de uma convenção de jovens na Polônia, em suas bênçãos de Páscoa e Natal, e no encontro com esperantistas católicos em um congresso em Roma, 1997).

Ingemund Bengtsson, ex-presidente do Parlemento da Suécia.

Bakin (Pa kin), um dos maiores escritores chineses vivos.

Harry Harrisson, irlandês, autor de ficção científica.

Olav Reiersol, membro da Academia de Ciências da Noruega.

Daniel Tarschys, sueco, secretário geral do Conselho da Europa desde 1994.

Bertalan Farkas, primeiro cosmonauta húngaro.

Istvan Nemere, escritor húngaro, autor de numerosos romances em húngaro e esperanto.

Ralph Harry, ex-embaixador da Austrália junto à ONU e diversos países. A sonda espacial Voyager II, lançada no espaço em 1977, leva o registro de uma mensagem que ele pronunciou em inglês e em esperanto.

Maxime Rodinson, antropólogo, analista erudito do mundo árabe, autor de obras sobre o Islã. Aprendeu o esperanto ainda bastante jovem, e depois cerca de trinta línguas.

Kep Enderby, antigo procurador geral e ministro da justiça da Austrália, presidente da Associação Universal de Esperanto desde 1998.

***

* Co-autor de "L'homme qui a défié Babel" (Ed. Ramsay, Paris).
Leia outro texto escrito por ele em "Esperanto, expressão e sentimento".
Tradução do KCE com a gentil permissão do autor.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

HAZ ESO Y V I V I RAS


"Y le dice: Respondiste bien; haz eso, y vivirás" - (Lucas, 10:28.)
El caso de aquel doctor de la Ley que interpelo al Maestro al respecto de lo que le competía hacer para heredar la vida eterna, se reviste de gran interés para cuantos procuran la bendición de Cristo.

La palabra de Lucas es altamente elucidaría.

No se sorprende Jesús con la pregunta, y, conociendo la elevada condición intelectual del consultante, indaga acerca de su concepción de la Ley y le hace sentir que la respuesta a la interrogación ya se hallaba en el mismo, esculpida en la tabla mental de sus conocimientos.

Respondiste bien, dice el Maestro. Y añade: Haz eso, y vivirás.

Semejante afirmación se destaca singularmente, porque Cristo se dirigía a un hombre en plena fuerza de acción vital, declarando entretanto: Haz eso, y vivirás.

Es que el vivir no se circunscribe al movimiento del cuerpo, ni a la exhibición de ciertos títulos convencionales. Se extiende la vida a esferas más altas, a otros campos de realización superior con la espiritualidad sublime.

La misma escena evangélica diariamente se repite en muchos sectores. Gran numero de aprendices, plenamente integrados en el conocimiento del deber que les compete, tocan pidiendo orientación de los Mensajeros Divinos, en cuanto a la mejor manera de actuar en la Tierra. . . la respuesta, entretanto, está en ellos mismos, en sus corazones que temen la responsabilidad, la decisión y el servicio áspero.

Si ya fuiste bañado por la claridad de la fe viva, si fuiste beneficiado por los principios de la salvación, ejecuta lo que aprendiste de nuestro Divino Maestro: Haz eso, y vivirás.
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‘Camino, Verdad Y Vida’, de Francisco Cândido Xavier,
por el Espíritu Emmanuel. Ed. FEB.
Disponível em: http://www.espiritismo.cc . Acesso em: 18/SET/2010.
Imagem:http://www.google.com. Acesso em: 18/SET/2010.