quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A FÉ VITORIOSA


Pelo Espírito Neio Lúcio


'...Em matéria religiosa, cada crente possui razões respeitáveis e detém preciosas possibilidades que devem ser aproveitadas no engrandecimento da vida e do tempo, glorificando o Pai...'


Destacava André certas dificuldades na expansão dos novos princípios redentores de que o Mestre se fazia emissário e se referia aos fariseus com amargura violenta, concitando os companheiros à resistência organizada. Jesus, porém, que ouvia com imperturbável tolerância a argumentação veemente, asseverou tão logo se estabeleceu o silêncio:

— Nenhuma escola religiosa triunfará com o Pai, ausentando-se do amor que nos cabe cultivar uns para com os outros.

E talvez porque se manifestasse justificada expectativa em torno dos apólogos que a sua divina palavra sabia tecer, contou, muito calmo:

— Na época da fé selvagem, três homens primitivos com as suas famílias se localizaram em vasta floresta e, findo algum tempo de convívio fraternal, passaram a discutir sobre a natureza do Criador. Um deles pretendia que o Todo-Poderoso vivia no trovão, outro acreditava que o Pai residisse no vento e o terceiro, que Ele morasse no Sol. Todos se sentiam filhos d’Ele, mas queriam à viva força a preponderância individual nos pontos de vista.

Depois de ásperas altercações, guerrearam abertamente.

Um dos três se munira de pesada carga de minério, outro reuniu grande acervo de pedras e o último se ocultara por trás de compacto monte de madeira. Achas de lenha e rudes calhaus eram as armas do grande conflito.

Invocam todos a proteção do Supremo Senhor para os seus núcleos familiares e empenhavam-se em luta. E tamanhas foram as perturbações que espalharam na floresta, prejudicando as árvores e os animais que lhes sofreram a flagelação, que o Todo-Compassivo lhes enviou um anjo amigo.

O mensageiro visitou-lhes o reduto, na forma de um homem vulgar, e, longe de retirar-lhes os instrumentos com que destruíam a vida, afirmou que os patrimônios de que dispunham eram todos preciosos entre si, elucidando-os tão-somente de que necessitavam imprimir nova direção às atividades em curso. Explicou-lhes que os três estavam certos na crença que alimentavam, porque Deus reside no Sol que sustenta as criaturas, no vento que auxilia a Natureza e no trovão que renova a atmosfera. E, com muita paciência, esclareceu a todos que o Criador só pode ser honrado pelos homens, através do trabalho digno e proveitoso, ensinando o primeiro a transformar os duros fragmentos de minério em utensílios para o trato da terra, nas ocasiões de sementeira; ao segundo, a converter as achas de lenha em peças valiosas ao bem-estar, e, ao terceiro, a utilizar as pedras comuns na edificação de abrigos confortáveis, acrescentando, em tudo, a boa doutrina do serviço pelo progresso e aperfeiçoamento geral. Os contendores compreenderam, então, a grandeza da fé vitoriosa pela ação edificante, e a discórdia terminou para sempre...

O Mestre fez pequena pausa e aduziu:

— Em matéria religiosa, cada crente possui razões respeitáveis e detém preciosas possibilidades que devem ser aproveitadas no engrandecimento da vida e do tempo, glorificando o Pai. Quando a criatura, porém, guarda a bênção do Céu e nada realiza de bom, em favor dos semelhantes e a benefício de si mesma, assemelha-se ao avarento que se precipita no inferno da sede e da fome, no intuito de esconder, indebitamente, a riqueza que Deus lhe emprestou. Por isto mesmo, a fé que não ajuda, não instrui e nem consola, não passa de escura vaidade do coração. Pesado silêncio desceu sobre todos e André baixou os olhos tímidos, para melhor fixar a mensagem de luz.
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Do livro 'Jesus no lar'/pelo Espírito Neio Lúcio;
[psicografado por] Francisco Cândido Xavier. - 36. ed.
- Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2088. Lição 32. págs. 186/189.
Imqagem: www,google.com. Acesso em: 20/setembro/2016.
Destaques pelo Editor do Blog.  

sábado, 24 de setembro de 2016

SIGAMOS ATÉ LÁ

Pelo Espírito Emmanuel
“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” Jesus. (João, 15:7.)
Na oração dominical, Jesus ensina aos cooperadores a necessidade de observância plena dos desígnios do Pai.

Sabia o Mestre que a vontade humana é ainda muito frágil e que inúmeras lutas rodeiam a criatura até que aprenda a estabelecer a união com o Divino.

Apesar disso, a lição da prece foi sempre interpretada pela maioria dos crentes como recurso de fácil obtenção do amparo celestial.

Muitos pedem determinados favores e recitam maquinalmente as fórmulas verbais.

Certamente, não podem receber imediata satisfação aos caprichos próprios, porque, no estado de queda ou de ignorância, o espírito necessita, antes de tudo, aprender a submeter-se aos desígnios divinos, a seu respeito.

Alcançaremos, porém, a época das orações integralmente atendidas. Atingiremos semelhante realização quando estivermos espiritualmente em Cristo. Então, quanto quisermos, ser-nos-á feito, porquanto teremos penetrado o justo sentido de cada coisa e a finalidade de cada circunstância.

Estaremos habilitados a querer e a pedir, em Jesus, e a vida se nos apresentará em suas verdadeiras características de infinito, eternidade, renovação e beleza.

Na condição de encarnados ou desencarnados, ainda estamos caminhando para o Mestre, a fim de que possamos experimentar a união gloriosa com o seu amor. Até lá, trabalhemos e vigiemos para compreender a vontade divina.
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Do livro "Pão nosso",pelo Espírito. Emmanuel,
psicografia de Chico Xavier, 16ª ed. FEB,lição
nº 59, pág.129.
Imagem: www.google.com. Acesso em:14/setembro/2016.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A ÁRVORE PRECIOSA

Espírito Neio Lúcio

'...Os talentos do Pai foram concedidos aos filhos, indistintamente, para que aprendam a desfrutar os dons eternos, com entendimento e harmonia...'
Salientando o Senhor que a construção do Reino Divino seria obra de união fraternal entre todos os homens de boa-vontade, o velho Zebedeu, que amava profundamente os apólogos do Cristo, pediu-lhe alguma narrativa simbólica, através da qual a compreensão se fizesse mais clara entre todos.

Jesus, benévolo como sempre, sorriu e contou:

— Viviam os homens em permanentes conflitos, acompanhados de miséria, perturbação e sofrimento, quando o Pai compadecido lhes enviou um mensageiro, portador de sublimes sementes da Árvore da Felicidade e da Paz. Desceu o anjo com o régio presente e, congregando os homens para a entrega festiva, explicou-lhes que o vegetal glorioso produziria flores de luz e frutos de ouro, no futuro, apagando todas as dissensões, mas reclamava cuidados especiais para fortalecer-se. Em germinando, era imprescindível a colaboração de todos, nos cuidados excepcionais do amor e da vigilância.

As sementes requeriam terra conveniente, aperfeiçoado sistema de irrigação, determinada classe de adubo, proteção incessante contra insetos daninhos e providências diversas, nos tempos laboriosos do início; a planta, contudo, era tão preciosa em si mesma que bastaria um exemplar vitorioso para que a paz e a felicidade se derramassem, benditas, sobre a comunidade em geral. Seus ramos abrigariam a todos, seu perfume envolveria a Terra em branda harmonia e seus frutos, usados pelas criaturas, garantiriam o bem-estar do mundo inteiro.

Finda a promessa e depois de confiadas ao povo as sementes milagrosas, cada circunstante se retirou para o domicílio próprio, sonhando possuir, egoisticamente, a árvore das flores de luz e dos frutos de ouro. Cada qual pretendia a preciosidade para si, em caráter de exclusividade. Para isso, cerraram-se, apaixonadamente, nas terras que dominavam, experimentando a sementeira e suspirando pela posse pessoal e absoluta de semelhante tesouro, simplesmente por vaidade do coração.

A árvore, todavia, a fim de viver, reclamava concurso fraterno total, e os atritos ruinosos continuaram.

As sementes, pela natureza divina que as caracterizava, não se perderam; entretanto, se alguns cultivadores possuíam água, não possuíam adubo e os que retinham o adubo não dispunham de água farta. Quem detinha recursos para defender-se contra os vermes, não encontrava acesso à gleba conveniente e quem se havia apoderado do melhor solo não contava com possibilidades de vigilância. E tanto os senhores provisórios da água e do adubo, da terra e dos elementos defensivos, quanto os demais candidatos à posse da riqueza celeste, passaram a lutar, em desequilíbrio pleno, exterminando-se reciprocamente.

O Mestre fez longo intervalo na curiosa narrativa e acrescentou:

— Este é o símbolo da guerra improfícua dos homens em derredor da felicidade. Os talentos do Pai foram concedidos aos filhos, indistintamente, para que aprendam a desfrutar os dons eternos, com entendimento e harmonia. Uns possuem a inteligência, outros a reflexão; uns guardam o ouro da terra, outros o conhecimento sublime; alguns retêm a autoridade, outros a experiência; todavia, cada um procura vencer sozinho, não para disseminar o bem com todos, através do heroísmo na virtude, mas para humilhar os que seguem à retaguarda.

E fitando Zebedeu, de modo significativo, finalizou:

— Quando a verdadeira união se fizer espontânea, entre todos os homens no caminho redentor do trabalho santificante do bem natural, então o Reino do Céu resplandecerá na Terra, à maneira da árvore divina das flores de luz e dos frutos de ouro.

O velho galileu sorriu, satisfeito, e nada mais perguntou.
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Do livro "Jesus no Lar", pelo Espírito Neio Lucio,
psicografado por Chico Xavier, 36ª ed. FEB, 2008, lição 46.
Imagem:www.google.com. Acesso em: 19/setembro/2016.
Destaques:pelo Editor do Blog.

BENEFICÊNCIA EXCLUSIVA

Pelo Espírito S. Luís (Paris, 1860.) 
É acertada a beneficência, quando praticada exclusivamente entre pessoas da mesma opinião, da mesma crença, ou do mesmo partido?
Não, porquanto precisamente o espírito de seita e de partido é que precisa ser abolido, visto que são irmãos todos os homens.

O verdadeiro cristão vê somente irmãos em seus semelhantes e não procura saber, antes de socorrer o necessitado, qual a sua crença, ou a sua opinião, seja sobre o que for.

Obedeceria o cristão, porventura, ao preceito de Jesus-Cristo, segundo o qual devemos amar os nossos inimigos, se repelisse o desgraçado, por professar uma crença diferente da sua?

Socorra-o, portanto, sem lhe pedir contas à consciência, pois, se for um inimigo da religião, esse será o meio de conseguir que ele a ame; repelindo-o, faria que a odiasse.
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(Do Evangelho Segundo o Espiritismo, item 20, Cap. XIII.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 10/dezembro/2011.
Destaques: pelo Editor do Blog.
Formatação atualizada em: 01/setembro/2016.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

ORAÇÃO NO TEMPO

Maria Dolores

Agradecemos, Jesus,
Ao teu amor infinito,
Este recanto bendito,
Que nos ergueste por lar,
O pão que nos dás à mesa,
A confiança, a harmonia,
O entendimento, a alegria
E a bênção de trabalhar.

Agradecemos o apoio
De tuas forças divinas,
Que nos ampara e nos ilumina,
Desde a Terra ao Mais Além;
Os agulhões do caminho
E o duro rigor da prova,
que nos eleva e renova
Para a conquista do Bem.

Agradecemos, ainda,
O culto vivo da prece
Que em tudo nos enriquece
De paz, união e luz!...
Permite que te roguemos:
Nunca nos deixe a sós...
Seja onde for, vem a nós,
Fica conosco, Jesus!...
Fonte: www.oconsolador.com.br - Acesso em:14/setembro/2016.
Imagem:www.google.com. Acesso em:14/setembro/2016.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A FELICIDADE E A PRECE


FELICIDADE QUE A PRECE PROPORCIONA

Mensagem de Santo Agostinho (Paris,1861), contida no Cap.XXVII, item 23, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec.

Vinde, vós que desejais crer. Os Espíritos celestes acorrem a vos anunciar grandes coisas. Deus, meus filhos, abre os seus tesouros, para vos outorgar todos os benefícios.

Homens incrédulos! Se soubésseis quão grande bem faz a fé ao coração e como induz a alma ao arrependimento e à prece!

A prece! ah!... como são tocantes as palavras que saem da boca daquele que ora! A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus.

No recolhimento e na solidão, estais com Deus. Para vós, já não há mistérios; eles se vos desvendam. Apóstolos do pensamento, é para vós a vida. Vossa alma se desprende da matéria e rola por esses mundos infinitos e etéreos, que os pobres humanos desconhecem.

Avançai, avançai pelas veredas da prece e ouvireis as vozes dos anjos. Que harmonia! Já não são o ruído confuso e os sons estrídulos da Terra; são as liras dos arcanjos; são as vozes brandas e suaves dos serafins, mais delicadas do que as brisas matinais, quando brincam na folhagem dos vossos bosques.

Por entre que delícias não caminhareis! A vossa linguagem não poderá exprimir essa ventura, tão rápida entra ela por todos os vossos poros, tão vivo e refrigerante é o manancial em que, orando, se bebe. Dulçorosas vozes, inebriantes perfumes, que a alma ouve e aspira, quando se lança a essas esferas desconhecidas e habitadas pela prece!

Sem mescla de desejos carnais, são divinas todas as aspirações.Também vós, orai como o Cristo, levando a sua cruz ao Gólgota, ao Calvário.

Carregai a vossa cruz e sentireis as doces emoções que lhe perpassavam na alma, se bem que vergado ao peso de um madeiro infamante. Ele ia morrer, mas para viver a vida celestial na morada de seu Pai. Santo Agostinho. (Paris, 1861.)
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(De "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec.FEB. Cap. XXVII. item 23.)
Imagem: www.morguefile.com. Acesso em: 06/setembro/2014.
Formatação atualizada em:08/setembro/2016.

Destaques: pelo Editor do Blog.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

SUICÍDIO NA ADOLESCÊNCIA - Apontamentos Psicossociais e Espíritas

Leila do Amaral
“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.” – Paulo. (I Coríntios, 14:26.)
A adolescência é concebida em nosso meio social a partir de inúmeros estereótipos, talvez mobilizados por crenças que a consideram como uma fase do desenvolvimento pautada por crises existenciais,conflitos entre gerações, maturação da personalidade, alterações hormonais entre outras, que culminam com o rótulo de “aborrecência”. Lamentavelmente, essa concepção pejorativa abate a autoestima do adolescente, induzindo-o a assumir esta condição personológica, bem como seus familiares e a sociedade como um todo.

A consequência dessa rotulação é a ocultação de sinais importantes referentes à saúde psíquica, emocional e espiritual do jovem. A prevalência de transtornos psiquiátricos na adolescência é de 10 a 15 %. As principais demandas nas clínicas psiquiátricas referem-se a alterações comportamentais sem diagnóstico, depressão e comportamento suicida.1

Segundo a Organização Mundial de Saúde,2 os comportamentos suicidas entre adolescentes (e também entre crianças) são motivados por inúmeras situações, tais como: humor depressivo, desequilíbrio emocional, comportamental e social, abuso de substâncias tóxicas, término de relações amorosas, dificuldades acadêmicas, questões associadas à incapacidade para lidar com frustrações e resolução de problemas, baixa autoestima e conflitos com a identidade sexual. (Ver quadro na página 20.) Além desses fatores, a Doutrina Espírita também nos informa que obsessões graves podem culminar com o suicídio:

[...] a obsessão arrasta um complexo tormentoso, difícil de ser superado [...]. E como o obsidiado envolveu-se nessa faixa criminosa, sem procurar dela afastar-se, renovando-se para o amor de Deus e o progresso de si mesmo, torna-se joguete do malefício próprio e alheio e tudo então pode acontecer, até mesmo o suicídio,suprema desgraça de um obsidiado, suprema desgraça para um obsessor, cuja responsabilidade é grave perante as leis de Deus.3

A gravidade de tal questão convoca-nos a um olhar atento e fraterno dirigido aos nossos jovens, munidos com o Evangelho e também com as  contribuições das ciências da Terra, igualmente benesses do Alto, como a Psicologia e a Psiquiatria. Dessa forma, arrolamos algumas intervenções que visam ajudar adolescentes com ideação ou intencionalidade suicida:

Psicoterapia: o acompanhamento psicológico, orientado por um profissional sério e competente, é um importante mecanismo para auxiliar o adolescente em crise suicida. Neste contexto, o profissional de Psicologia receberá o jovem em um espaço protegido de escuta, acolhimento e orientação para uma vida saudável.

Acompanhamento familiar: é imprescindível que a família esteja consciente do estado de saúde mental e espiritual do adolescente em crise suicida. Pais, irmãos e parentes devem impedir o acesso aos meios para cometer o suicídio (medicações, substânciastóxicas, instrumentos cortantes, cordas etc.). Além disso, cabe aos familiares do jovem a realização semanal do culto no lar,momento propício para reflexão sobre a consolação espírita e, também, uma oportunidade para a conversa fraterna, pautada no amor, atenção e paciência diante do sofrimento vivido pelo jovem.

Psiquiatria: não obstante os preconceitos em torno da medicação psiquiátrica, esta é um meio fundamental para o restabelecimento psíquico de pessoas em crise emocional. O quadro depressivo e de ideação suicida vivenciado pelo jovem alteram o funcionamento neuroquímico, sendo necessária a intervenção do psiquiatra.

Responsabilização sobre a própria condição emocional: apesar do abatimento emocional do jovem, é importante que ele assuma a responsabilidade pelo próprio soerguimento. Conquanto seja uma atitude difícil no auge da crise suicida, cabe à rede social do jovem (família, psicólogo, psiquiatra, amigos) motivá-lo ao autocuidado, para que não considere ser somente cuidado, mas também ator pela manutenção da própria saúde.

Frequência na Casa Espírita: o Centro Espírita, como hospital das almas, oferece excelentes contribuições para o restabelecimento da saúde integral dos nossos adolescentes. Considerando que o adolescente já esteja cônscio de sua responsabilidade pelo próprio tratamento, é fundamental que ele frequente, assiduamente, as atividades de evangelização espírita,que geram, de início, duas consequências positivas: a inserção em um novo grupo de amizades e,depois, o estudo e reflexão das páginas doutrinárias que propiciarão uma higienização mental, destruindo ligações fluídicas perniciosas que acometem o funcionamento psíquico do jovem.

Evangelização Espírita: a compreensão dos princípios espíritas,com base numa fé raciocinada,promove a consolação do jovem em crise e, consequentemente, previne o suicídio, conforme explana Allan Kardec:

[...] O Espiritismo dá a ver as coisas de tão alto, que, perdendo a vida terrena três quartas partes da sua importância,o homem não se aflige tanto com as tribulações que a acompanham.Daí, mais coragem nas aflições, mais moderação nos desejos. Daí, também, o banimento da ideia de abreviar os dias da existência, por isso que a ciência espírita ensina que, pelo suicídio, sempre se perde o que se queria ganhar. A certeza de um futuro, que temos a faculdade de tornar feliz, a possibilidade de estabelecermos relações com os entes que nos são caros, oferecem ao espírita suprema consolação.[...]4

Mocidade Espírita: vale destacar a importância do acompanhamento afetivo dos evangelizadores da mocidade espírita com o jovem que esteja vivenciando este processo de adoecimento psíquico. Nesse sentido, além da dedicação às aulas sobre Espiritismo,é fundamental prestar atenção na vida desse jovem, promovendo acompanhamento individualizado e fraterno compartilhando com o jovem seu dia a dia, dificuldades, desafios etc.

Desobsessão: outro importante auxiliar é o tratamento desobsessivo,associado à terapia de passes e água fluidificada que, juntos,promovem o reequilíbrio psíquico,emocional e espiritual do adolescente.Este suporte espiritual precisa, necessariamente, do comprometimento do jovem, que deve se dedicar à oração diária, a leituras edificantes e à vigilância dos pensamentos.

Embora seja uma triste realidade que acomete milhares de jovens em todo o mundo, é importante estarmos atentos à orientação do Apóstolo dos gentios, considerando que temos a nosso favor a consolação espírita, as ciências da Terra, a razão e o amor para protegê-los. Façamos, pois, de tudo pela edificação da juventude.


SINAIS QUE INDICAM RISCO DE COMPORTAMENTO SUICIDA:
1. Comportamento retraído, inabilidade para se relacionar com a família e amigos, pouca rede social;
2. Doença psiquiátrica;
3. Alcoolismo;
4. Ansiedade ou pânico;
5. Mudança na personalidade, irritabilidade, pessimismo, depressão ou apatia;
6. Mudança no hábito alimentar e de sono;
7. Tentativa de suicídio anterior;
8. Odiar-se, sentimento de culpa, de se sentir sem valor ou com vergonha;
9. Perda recente e significativa – morte, divórcio, separação etc.;
10. História familiar de suicídio.
(Adaptado do Manual de prevenção de suicídio do Ministério da Saúde.5)
_________________________________________________
Referências:
1SCIVOLETTO, Sandra; BOARATI, Miguel A.;TURKIEWICZ, Gizela (2010). Emergências psiquiátricas na infância e na adolescência. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 32,supl. II, out. 2010.
2ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Prevenção do suicídio – um recurso para conselheiros.Genebra: OMS, 2006.
3PEREIRA, Yvonne A. O drama da Bretanha. Pelo Espírito Charles. 10. ed. 5. reimp.Rio de Janeiro: FEB, 2011. cap. Marcus de Villiers, p. 79.
4KARDEC, Allan. O livro dos espíritos.Trad. Guillon Ribeiro. 92. ed. 2. reimp. Rio Janeiro: FEB, 2012. Conclusão, it. 7.
5BRASIL. Prevenção do Suicídio – Manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

*
Fonte: Revista Reformador - julho/2013.Destaques: do original.
Acesso em: 15/agosto/2013.
Formatação: pelo Editor do Blog.
Atualização em:08/setembro/2016.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O "NÃO" E A LUTA

Pelo Espírito Emmanuel
'...O “sim” pode ser muito agradável em todas as situações, todavia, o “não”, em determinados setores da luta humana, é mais construtivo...'
Ama, de acordo com as lições do Evangelho, mas não permitas que o teu amor se converta em grilhão, impedindo-te a marcha para a vida superior.

Ajuda a quantos necessitam de tua cooperação, entretanto, não deixes que o teu amparo possa criar perturbações e vícios para o caminho alheio.

Atende com alegria ao que te pede um favor, contudo, não cedas à leviandade e à insensatez.

Abre portas de acesso ao bem-estar aos que te cercam, mas não olvides a educação dos companheiros para a felicidade real.

Cultiva a delicadeza e a cordialidade, no entanto, sê leal e sincero em tuas atitudes.

O “sim” pode ser muito agradável em todas as situações, todavia, o “não”, em determinados setores da luta humana, é mais construtivo.

Satisfazer a todas as requisições do caminho é perder tempo e, por vezes, a própria vida.

Tanto quanto o “sim” deve ser pronunciado sem incenso bajulatório, o “não” deve ser dito sem aspereza.

Muita vez, é preciso contrariar para que o auxílio legítimo se não perca; urge reconhecer, porém, que a negativa salutar jamais perturba. O que dilacera é o tom contundente no qual é vazada.

As maneiras, na maior parte das ocasiões, dizem mais que as palavras.

“Seja o vosso falar: sim, sim; não, não”, recomenda o Evangelho. Para concordar ou recusar, todavia, ninguém precisa ser de mel ou de fel. Bastará lembrarmos que Jesus é o Mestre e o Senhor não só pelo que faz, mas também pelo que deixa de fazer.

“Mas seja o vosso falar: sim, sim; não, não.” – Jesus. (Mateus, 5:37.)
*
Do livro "Pão Nosso", de Emmanuel,
psicografado por Chico Xavier. Lição nº.80. 16ª Ed. FEB. 1994.)
Imagem: www.google.com . Acesso em:25/jul./2013.
Destaques do texto: pelo editor do Blog.
Formatação atualizada em: 07/setembro/2016.

SEMPRE COM JESUS

Auta de Souza

Não te detenhas! Segue, alma querida,
Vara o próprio caminho em sombra e vento,
Resguarda o coração tranqüilo e atento
E enriquece de amor o chão da vida.

Não te amargure o temporal violento
Que invade a Terra em fúria desmedida,
De esperança a esperança e lida em lida,
Dissiparás a angústia e o sofrimento.

Segue, plantando o bem por onde fores,
Deixando ao tempo o fel das próprias dores,
Por mais que a provação te envolva a estrada !...

Além da imensa noite, espessa e fria,
Cristo é o Divino Sol do novo Dia,
Anunciando a Nova Madrugada!...
*
______________________________
Do livro 'Auta de Souza', ditado pelo Espírito Auta de Souza, psicografado por Chico Xavier.
Fonte: www.oconsolador.com.br - Acesso em: 05/setembro/2016.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 05/setembro/2016.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

SOBRE A BELEZA

Por Khalil Gibran
'... A beleza é a eternidade a olhar-se ao espelho. Mas vós sois a eternidade e o espelho...'
E um poeta disse, Fala-nos da Beleza.
E ele respondeu:
Onde podereis procurar a beleza, e onde a encontrareis, a menos que ela própria cruze o vosso caminho e vos guie?
E como falareis dela a não ser que ela seja o artífice dos vossos discursos?
O humilhado e o ofendido dizem,
"A beleza é compassiva e gentil. Tal como uma mãe tímida da sua própria glória, caminha entre nós."
E o apaixonado diz
"Não, a beleza é coisa de poder e temor. Tal como a tempestade, ela abala a a terra sob nós e o céu por cima de nós."
Os cansados e exaustos dizem,
"A beleza consiste em suaves murmúrios. Fala no nosso espírito. A sua voz ouve-se nos nossos silêncios como uma tênue luz que estremece com medo da sombra."
Mas o inquieto diz,
"Já a ouvimos gritar nas montanhas, e com o seus gritos ouviu-se o som dos passos, o bater das asas e o rugir dos leões."
À noite, os guardiães da cidade dizem,
"A beleza virá com a aurora do poente."
E ao meio-dia os caminhantes dizem,
"Vimo-la debruçada sobre a terra nas janelas do pôr do sol."
No inverno dizem os que recolhem a neve,
"Ela virá com a primavera, saltando pelas colinas."
E no verão os ceifeiros dizem,
"Vimo-la dançar com as folhas do Outono e tinha pedaços de neve no cabelo."
Todas estas coisas dissestes da beleza, no entanto, na verdade, não falastes dela mas de necessidades insatisfeitas, e a beleza não é uma necessidade mas um êxtase.
Não é uma boca com sede nem uma mão vazia estendida, mas antes um coração inflamado e uma alma encantada.
Não é a imagem que veríeis nem o som que ouviríeis, mas antes uma imagem que vedes embora fecheis os olhos, e uma canção que ouvis, embora tapeis os ouvidos.
Não é nem a seiva na casca enrugada, nem a asa presa por uma garra, mas antes um jardim sempre em flor e um grupo de anjos sempre a voar.
Povo de Orfalés, a beleza é a vida quando a vida desvenda o seu rosto sagrado. Mas vós sois a vida e sois o véu.
A beleza é a eternidade a olhar-se ao espelho.
Mas vós sois a eternidade e o espelho.
___________________
Do livro "O Profeta", de Khalil Gibran.
Fonte: E-book disponível em: http://www.clube-positivo.com..
Imagem: www.google.com . Acesso em: 01/setembro/2016.
(Formatação atualizada em 05/setembro/2016).

domingo, 4 de setembro de 2016

JESUS E ATUALIDADE


Pelo Espírito Emmanuel
'... o Cristo é o Sol Moral do mundo, a brilhar hoje, como brilhava ontem, para brilhar mais intensamente amanhã...'
Hoje, sabe a Física que a luz é uma forma de energia e que todas as coisas criadas são composições energéticas, vibrando em ondas características. Disse o Cristo: “Brilhe vossa luz.”

Começa a magnetologia a provar cientificamente a reencarnação. Elucidou o Senhor: “Necessário vos é nascer de novo.”

Conclui a medicina que o homem precisa desembaraçar-se de tudo o que lhe possa constituir motivo à cólera ou tensão, em favor do próprio equilíbrio.
Ensinou Jesus, por fórmula de paz e proteção terapêutica:“Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos façam mal e orai pelos que vos perseguem e caluniam.”

Afirma a psicanálise que todo desejo reprimido marca a personalidade à feição de recalque.
Aclarou o Divino Mestre:“Não é o que entra na boca do homem o que lhe torna a vida impura, mas o que lhe sai do coração.”

A penalogia transforma os antigos cárceres de tortura em escolas de educação e de reajuste.
Proclamou o Eterno Amigo:“Misericórdia quero e não sacrifício, porque os sãos não necessitam de médico.”

A sociologia preceitua o trabalho para cada um, na comunidade, como simples dever.
Informou Jesus:“Quem dentre vós deseje a posição de maior seja o servo de todos.”

A política de ordem superior exige absoluta independência entre o Estado e as crenças do povo.
Falou o Cristo:“Dai a César o que a César compete, e a Deus o que a Deus pertence.”

A Astronáutica examina o campo físico da Lua e dirige a atenção para a vida material em outros planetas. Anunciou o Mestre dos mestres: “Na casa de meu Pai há muitas moradas.”

A unidade religiosa caminha gradativamente para o culto da assistência social e da oração, acima dos templos de pedra. Asseverou o Emissário Sublime: “Nossos antepassados reverenciavam a Deus no alto dos montes, e dizeis agora que Jerusalém é o lugar adequado a isso, mas tempos virão em que os verdadeiros religiosos adorarão a Deus em espírito, porque o Pai procura os que assim o procuram.”

A navegação rápida e a aviação, o telefone e o rádio, o cinema e a televisão, apesar das faixas de sombra espiritual que por enquanto lhes obscurecem os serviços, indicam a todos os povos um só caminho – a fraternidade. Recomendou o Senhor: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

Eis por que a Doutrina Espírita nos reconduz ao Evangelho em sua primitiva simplicidade, porquanto somente assim compreenderemos, ante a imensa evolução científica do homem terrestre, que o Cristo é o Sol Moral do mundo, a brilhar hoje, como brilhava ontem, para brilhar mais intensamente amanhã.
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(Do livro "Religião dos Espíritos", de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.
FEB. 4ª ed. 1960. Reunião pública de 30/10/59 -  Questão nº 626).
Imagem: www.google.com. Acesso em: 05/fevereiro/2012.
Formtação atualizada em: 04/setembro/2016.
Destaques:pelo Editor do Blog.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

DEUS PERMANECE

Pelo Espírito Joanna de Ângelis


'...A tua vida escreve páginas que irão influenciar outras vidas, nelas permanecendo como exemplos, estímulos ou derrotas...'

Jamais abandono, solidão, infortúnio.
Deus permanece contigo.
Ele é o fulcro gerador de poder, em torno do qual tudo e todos gravitam.
Dele é a linguagem positiva, atuando a distância, no equilíbrio cósmico, na força de atração das moléculas.
Magneticamente a Ele atraídos, estamos associados uns com os outros na grande obra de regeneração.
Sua ação se expande e produz efeitos que se devem realizar através dos fenômenos vivos da Natureza.
Quando as circunstâncias se apresentam aziagas, fomentando sombras e amarguras, quando as enfermidades predominem, diminuindo as resistências; quando as necessidades se multipliquem em turbilhão de inquietudes; quando os apodos invistam sem piedade e todos se tenham ido, Deus permanece contigo.
Quando um homem cai, há um distúrbio no equilíbrio universal.
Quando ele se reergue e avança, a harmonia sideral se reorganiza.
Tu és um cosmo no Universo, e as leis que te regem o destino impõem-te a gravitação harmônica em torno do Astro-Rei.
Deus aí permanece.
Condutores orientam o passo.
Mestres conduzem o ensino.
Leis governam a vida.
A tua vida escreve páginas que irão influenciar outras vidas, nelas permanecendo como exemplos, estímulos ou derrotas.
Deus permanece sempre guiando-te e fortalecendo-te para o fanal feliz.
Não o duvides, nem o desconsideres.
Descobre-O, pois que Ele permanece contigo.
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Psicografia de Divaldo Pereira Franco, em 31.03.2011.
Formatação atualizada em: 12/dezembro/2013.
Destaques pelo Editor do Blog.
Formatação atualizada: 01/setembro/2016.