sábado, 29 de agosto de 2015

EXAMINEMOS A NÓS MESMO

Pelo Espírito André Luiz
(Livro dos Espíritos - Questão 919)

"...Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida..."

O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor.

Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima.

Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.

Testa a paciência própria: - Estás mais calmo, afável e compreensivo?

Inquire as tuas relações na experiência doméstica: - Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?

Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais euforia na seara do Senhor?

Observa-te nas manifestações perante os amigos: - Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes?

Reflete em tua capacidade de sacrifício: - Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente?

Pesquisa o próprio desapego: - Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres?

Usas mais intensamente os pronomes "nós", "nosso" e "nossa" e menos os determinativos "eu", "meu" e "minha"?

Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros?

Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?

Dissipaste antigos desafetos e aversões?

Superastes os lapsos crônicos de desatenção e negligência?

Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?

Entendes melhor a função da dor?

Ainda cultivas alguma discreta desavença?

Auxilias aos necessitados com mais abnegação?

Tens orado realmente?

Teus ideais evoluíram?

Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?

Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?

Evangelho é alegria no coração: - Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?

Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo!

Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.

Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.

Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.

Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...
*  *  *
(Do livro ”Opinião Espírita”, ditado pelos Espíritos Emmanuel e
André Luiz aos médiuns Chico Xavier e Waldo Vieira.
Editado pela CEC. Comunhão Espírita Cristã. 7ª Ed. 1990. Cap. 1. p. 19 a 21.)
Imagem: www.makesweet.com. Acesso em: 08/fevereiro/2012.
Formatação atualizada em: 24/agosto/2015.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

PRECE DE CARITA

Jardin des Plantes, o jardim botânico de Paris, com o Museu de História Nacional ao fundo, 1840 - Glaziou

Pelo Espírito Carita

Deus, nosso Pai, que sois todo poder e bondade, dai a força àqueles que passam pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai! Dai ao culpado o arrependimento, ao Espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.

Senhor! Que vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.

Piedade, meu Deus, para aqueles que Vos não conhecem, esperança para aqueles que sofrem.

Que a Vossa bondade permita, hoje, aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé.

Deus! Um raio, uma faísca do Vosso amor pode abrasar a terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.

Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós estendemos os braços em vossa direção, ô poder, ô Bondade, ô Beleza, ô Perfeição, e queremos em qualquer sorte merecer a vossa misericórdia.

Deus! Dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Imagem."
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SOBRE ESTA PRECE - LEIA:
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domingo, 23 de agosto de 2015

PRESERVA A TI PRÓPRIO

Pelo Espírito Emmanuel

"Vai, e não peques mais" - Jesus (João:8:11)

A semente valiosa que não ajudas, pode perder-se.

A árvore tenra que não proteges, permanece exposta à destruição.

A fonte que não amparas, poderá secar-se.

A água que não distribuis, forma pântanos.

O fruto não aproveitado, apodrece.

A terra boa que não defendes, é asfixiada pela erva inútil.

A enxada que não utilizas, cria ferrugem.

As flores que não cultivas, nem sempre se repetem.

O amigo que não conservas, foge do teu caminho.

A medicação que não respeitas na dosagem e na oportunidade que lhe dizem respeito, não te beneficia o campo orgânico.

Assim também é a Graça Divina.

Se não guardas o favor do Alto, respeitando-o em ti mesmo, se não usas os conhecimentos elevados que recebes para benefício da própria felicidade, se não prezas a contribuição que te vem de cima, não te vale a dedicação dos mensageiros espirituais. Debalde improvisarão eles milagres de amor e paciência, na solução de teus problemas, porque sem a adesão de tua vontade, ao programa regenerativo, todas as medidas salvadoras resultarão imprestáveis.

“Vai, e não peques mais.”

O ensinamento de Jesus é suficiente e expressivo.

O Médico Divino proporciona a cura, mas se não a conservamos, dentro de nós, ninguém poderá prever a extensão e as conseqüências dos novos desequilíbrios que nos sitiarão a invigilância.
*  *  *
(Do livro "Pão Nosso", de Emmanuel, psicografado por
Chico Xavier. Lição 50. 16ª Ed. FEB. 1994.)
Imagem:http://www.galeriadomquixote.com.br/scripts/artistas/display.asp?artistaImp_id=10&artistaImp_nome=Amrita&bio=0  Acesso em: 10/setembro/2011.
Formatação atualizada em: 23/agosto/2015. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

EVOLUÇÃO E FELICIDADE

Pelo Espírito Emmanuel
"... não existe felicidade sem amor e não existe amor, sem responsabilidade, fora das Leis de Deus ..."
Não esperavas talvez que expressões espetaculares te marcassem na Terra os processos de vivência humana.

E, muitas vezes, nós mesmos destacamos a disparidade entre as vitórias do raciocínio e as conquistas do sentimento.

Filósofos lamentam as distâncias entre a ciência e o amor.

Ainda assim, acima de nossos próprios pontos de vista, anteriormente expendidos, somos forçados a considerar que os domínio de um e outro são muito diferentes.

Onde os eletrocardiógrafos capazes de medir o grau da dedicação dos pais pelos filhos? Onde os computadores que nos traduzem em número e especificação as doenças suscitadas pelo ódio? Como encontrar as máquinas que possam frenar, entre os povos, os impulsos da guerra e da delinquência? Em que prodigioso supermercado adquirir exaustores, das paixões que, na Terra, enquanto encarnados, tanta vez nos devastam a alma, inclinando-nos à loucura ou ao suicídio? E onde, por fim, surpreender as engrenagens que nos mantenham, aí no mundo, com serenidade e equilíbrio, frustrando-nos as lágrimas, quando apertamos, em vão, entre as nossas, as mãos desfalecentes das criaturas queridas que se despedem de nós, antecedendo-nos, na viagem da morte?
Não te apaixones pelo progresso sem amor.

De que te valeria palmilhar, por meses e meses, um deserto formado em pepitas de ouro, sem a bênção da fonte, ou residir num palácio sem luz?

Atende à evolução para aperfeiçoar a vida, mas cultiva a fé e a paciência, a humildade e a compreensão que te balsamizem o espírito, porque não existe felicidade sem amor e não existe amor, sem responsabilidade, fora das Leis de Deus.
*  *
“Porque nada podemos contra a verdade senão pela verdade.”  – PAULO. 
(II Coríntios, 13:8.)
 *  *  *
(Do livro "Ceifa de Luz", pelo Espírito Emmanuel;
[psicografado por] Francisco Cândido Xavier. - 2.ed. - 
3ª impressão -Rio de Janeiro; Federação
Espírita Brasileira, 2011.Lição 65. pág. 221/223.)
Imagem: www.morguefile.com  Acesso em:13/agosto/2015.
Destaques: pelo Editor do Blog.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

O GRANDE FUTURO

Pelo Espírito Emmanuel
"... Não nos cabe, pois, a deserção pela atitude contemplativa e, sim, avançar, confiantemente, para o grande futuro..."
Desde os primórdios do Cristianismo, observamos aprendizes que se retiram deliberadamente do mundo, alegando que o Reino do Senhor não pertence à Terra.

Ajoelham-se, por tempo indeterminado, nas casas de adoração, e acreditam efetuar na fuga a realização da santidade.

Muitos cruzam os braços à frente dos serviços de regeneração e, quando interrogados, expressam revolta pelos quadros chocantes que a experiência terrena lhes oferece, reportando-se ao Cristo, diante de Pilatos, quando o Mestre asseverou que o seu reino ainda não se instalara nos círculos da luta humana.

No entanto, é justo ponderar que o Cristo não deserdou o planeta. A palavra dEle não afiançou a negação absoluta da felicidade celeste para a Terra, mas apenas definiu a paisagem então existente, sem esquecer a esperança no porvir.

O Mestre esclareceu: – “Mas agora o meu reino não é daqui.”

Semelhante afirmativa revela-lhe a confiança.

Jesus, portanto, não pode endossar a falsa atitude dos operários em desalento, tão-só porque a sombra se fez mais densa em torno de problemas transitórios ou porque as feridas humanas se fazem, por vezes, mais dolorosas. Tais ocorrências, muita vez, obedecem a pura ilusão visual.

A atividade divina jamais cessa e justamente no quadro da luta benéfica é que o discípulo insculpirá a própria vitória.

Não nos cabe, pois, a deserção pela atitude contemplativa e, sim, avançar, confiantemente, para o grande futuro.
*
“Mas agora o meu reino não é daqui” – Jesus. (João, 18:36.)
*  *  *
(Do livro "Pão Nosso", de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.Lição n°133. 16ª Ed. FEB. 1994.).
Imagem: www.google.com . Acesso em: 22/dezembro/2011.
Formatação atualizada em:11/agosto/2015. Destaques:pelo Editor do Blog.

PROBLEMAS DO MUNDO

Pelo Espírito Bezerra de Menezes
“...proclamemos aos problemas do mundo: “Fora do Cristo não há solução.”
O mundo está repleto de ouro.
Ouro no solo. Ouro no mar. Ouro nos cofres.
Mas o ouro não resolve o problema da miséria.

O mundo está repleto de espaço.
Espaço nos continentes. Espaço nas cidades. Espaço nos campos.
Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.

O mundo está repleto de cultura.
Cultura no ensino. Cultura na técnica. Cultura na opinião.
Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.

O mundo está repleto de teorias.
Teorias na ciência. Teorias nas escolas filosóficas. Teorias nas religiões.
Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.

O mundo está repleto de organizações.
Organizações administrativas. Organizações econômicas. Organizações sociais.
Mas as organizações não resolvem o problema do crime.

Para extinguir a chaga  da ignorância, que acalenta a miséria; para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão; para exterminar o monstro do egoísmo, que promove a guerra; para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano.

Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita que o desentranha da letra, na construção da Humanidade Nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela ideia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos  aos problemas do mundo: “Fora do Cristo não há solução.
*  *  *
(Do livro “O Espírito da Verdade”. Autores diversos. 1ª Ed. FEB.1961.
 Lição 1 [Cap. VI – Item 5 do E.S.E.], ditada pelo
 Espírito Bezerra de Menezes ao médium Chico Xavier. Págs. 11/12.).
Imagem:www.morguefile.com . Acesso em: 16/junho/2012.
Formatação atualizada em 11/agosto/2015.Destaques: do Blog.

domingo, 9 de agosto de 2015

SESQUICENTENÁRIO DO LIVRO O CÉU E O INFERNO (1865-2015)

"[...]A partir de meados da década de 1850 e durante toda a década seguinte, a humanidade foi brindada com uma invasão organizada do plano espiritual, se assim nos podemos expressar, trazendo até nós um celeiro de luzes que foi observado, analisado e codificado pela mente lúcida e inteligente do missionário lionês Allan Kardec, cujo bom senso está comprovado em suas opiniões, eivadas, todas, de critério, prudência e respeito à liberdade.

Naquele período, exatamente em 1º de agosto de 1865, a quarta obra da Codificação espírita vinha a lume para esclarecer a todos, indistintamente, questões e temas que, muito embora já fossem conhecidos, só então seriam abordados com sabedoria, objetividade, clareza e lucidez, características que distinguem os escritos do Codificador da Doutrina. Tratava-se, nada mais, nada menos, do que o desdobramento da quarte parte de O livro dos espíritos, base fundamental do Espiritismo.

O livro O céu e o inferno ou a Justiça divina segundo o Espiritismo faz um exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, trata das penalidades e recompensas futuras, aborda a questão dos anjos e demônios, bem como das penas eternas, complementando com numerosos exemplos a situação real da alma durante e depois da morte.[...]"
*  *
(Excerto de editorial da Revista Reformador (FEB), do mês de agosto/2015. Leia o texto completo em: http://www.souleitorespirita.com.br/reformador/destaque/sesquicentenario-do-livro-o-ceu-e-o-inferno-1865-2015/ .)
*  *  *

PENAS FUTURAS
Os princípios da Doutrina Espírita sobre as penas futuras são claros, lógicos e objetivos, isentos das fantasias com que as tradições no-los têm apresentados. Allan Kardec assim se pronuncia sobre o assunto em O céu e o inferno.¹

No que respeita às penas futuras, assim como sucede nos seus demais pontos, a Doutrina Espírita não se baseia sobre uma teoria preconcebida. Não é um sistema substituindo outro sistema: em tudo ela se apoia nas observações, e é isso que faz a sua autoridade. Ninguém jamais imaginou que as almas, depois da morte, se encontrariam em tal ou qual situação; são elas, essas mesmas almas que partiram da Terra, que hoje nos vêm iniciar nos mistérios da vida futura, descrever-nos sua posição feliz ou desventurada, suas impressões e a transformação por que passaram pela morte do corpo. Numa palavra, vêm completar os ensinamentos do Cristo sobre este ponto.

Não se trata aqui das revelações de um único Espírito, que poderia ver as coisas do seu ponto de vista, sob um só aspecto, ou ser ainda dominado pelos preconceitos da vida terrena; tampouco se trata de uma revelação feita exclusivamente a um indivíduo que pudesse deixar-se levar pelas aparências, ou de uma visão extática, que se preste a ilusões e que não passa, muitas vezes de reflexos de uma imaginação exaltada.

Trata-se, sim, de inúmeros exemplos fornecidos por Espíritos de todas as categorias, desde os mais elevados até os mais inferiores da escala, por meio de outros tantos intermediários disseminados em todos os pontos da Terra, de sorte que a revelação não é privilégio de pessoa alguma, pois todos podem ver e observar e ninguém é obrigado a crer pela crença dos outros.

E, dentro desse espírito de síntese e objetividade, o Codificador do Espiritismo dá continuidade ao assunto de que cuidamos, por meio de um de seus ensaios mais notáveis, o Código penal da vida futura,² inserido na mesma parte do livro cujo sesquicentenário hoje comemoramos.
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Referências:
1 KARDEC, Allan. O céu e o inferno. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2013. pt. 1, cap. VII, “Princípios da Doutrina Espírita sobre a vida futura”.
2 ____. ____. p. 88.
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Fonte:http://www.souleitorespirita.com.br/
reformador/noticias/penas-futuras/ .Acesso em: 09/agosto/2015.
Imagem:Livraria Virtual da FEB. Acesso em: 09/agosto/2015.

JESUS - MODELO E GUIA

Por Leonardo Pereira*

"...Lembremos, pois, o Mestre Nazareno, que nos conclama há dois mil anos ao aprendizado das Leis Divinas..."
Jesus nunca aceitou nenhum titulo, a não ser o de mestre. Agia assim para nos orientar, fazendo-Se modelo e guia, convocando-nos sempre à reflexão, seja sobre nossa vida, seja sobre nossa destinação futura.

De onde vim? Para aonde vou? O que estou fazendo aqui? São questões que permeiam o nosso dia-a-dia, e que Jesus, falando ao espírito ─ ao ser imortal, não ao homem temporal ─ respondeu há mais de dois mil anos, sabendo que tais lições seriam repetidas na necessidade didática da vida, nas oportunidades que cada um tem para evoluir.

Mestre entre seu povo, o Cristo de Deus exemplificou cada palavra, vivenciou cada conselho e imortalizou cada ação, dividindo a História em ‘antes e depois’ Dele, inaugurando o reino de Deus na Terra, o Deus do amor e justiça, negando a Si mesmo o título de bom. Aos que o cercavam, dizia: “bom somente é o Pai que está no céu”, demonstrando, com tal assertiva, sua humildade e respeito ao Criador.

Com elevada capacidade de síntese, ensinou a cada um de acordo com sua cultura e conhecimento. Aos homens do campo, ensinou sobre o trigo, o joio, as vinhas, a semeadura e a semente; aos que reclamavam dos pesados impostos, levou a reflexão precisa sobre o pagamento ou não dos tributos, chamando-os à atenção a respeito do rosto esculpido na moeda; aos doutores da lei, falou da caridade plena, humanizando as relações entre Judeus e Samaritanos, forçando um deles a responder, na belíssima Parábola do Samaritano, quem era o próximo daquele que estava caído.

Chamado a julgar a adúltera, questionou prudentemente a turba que o cercava, suscitando nas consciências dos apedrejadores profunda meditação ─ “quem estiver sem pecado que atire a primeira pedra” ─, dizendo, em seguida, à “pecadora”: “Mulher, onde estão os que te condenavam? Se ninguém te condena, eu tampouco te condenarei, vai e não tornes a pecar”, redimensionando, desse modo, o valor da Mulher. Da mesma forma, valoriza a ação de Maria Madalena, quando esta cai de joelhos à sua frente e unge seus pés com óleo e lágrimas, secando-os com seus próprios cabelos, como se toda sua alma se revelasse naquele momento, dizendo: ”Senhor, eis aqui a pecadora, entrego a ti o que me é mais precioso: meu coração e minha vida.”

Ao proferir a inesquecível sentença ─ “Deixai vir a mim os pequeninos porque deles é o reino dos céus” ─, chamando para o seu colo as crianças que os apóstolos queriam afastar, demonstra carinho e compreensão para com a nossa condição de ‘menores’ espirituais, e claramente nos convida a nos posicionar como aprendizes da vida ─ crianças do saber.

Sensível às nossas súplicas, mesmo no meio da multidão, ouviu o pedido do cego Bartimeu e pergunta-lhe: “Que queres que te faça?”. Após a resposta do cego ─ “Mestre, que eu tenha vista.” ─, sentencia: “Vai, a tua fé te salvou”, ilustrando, dessa maneira, a necessidade da Fé (fidelidade, certeza absoluta). O cego, então, recupera a vista; Jesus segue pelo caminho.

Mestre por excelência, ensinou até mesmo na morte aparente, quando despertou a menina de 12 anos (a filha de Jairo): “Talita cumi” (“Menina, ordeno que levante!”). E a criança, supostamente morta, imediatamente abre os olhos para a vida.

Hoje ainda essa memorável passagem soa também para nós como uma exortação para abrirmos os olhos, avivando-nos para a verdadeira vida, acordando do sono profundo ─ mortos em vida ─ em que muitas vezes nos detemos. Exorta-nos, igualmente, a despertar para as realidades espirituais, com uma visão abrangente da imortalidade, para que possamos descortinar a vida futura.

No drama da Paixão, exemplificando a humildade, defronta-se com Pilatos, que insiste em ouvir Dele se, de fato, considerava-Se rei. Segue-se, então, o inesquecível diálogo registrado pelo evangelista Marcos (15:1) . Na sequencia, Pilatos, mesmo sem ver Nele nenhum defeito ou crime, lava as mãos, e deixa que outros decidam o destino do ‘condenado’.

Por incrível que pareça, agimos assim todos os dias, lavando nossas mãos, ou evitando tomar partido do que é correto. Temos vergonha de sermos bons, justos e caridosos. Vemos a vida como Pilatos, sem compreendermos a Verdade ─ que o Espiritismo vem revelar, convidando o homem velho a se renovar, buscando dentro de si o reino dos céus, que não é o mundo da matéria, mas o mundo íntimo de cada um, da essência, do espírito.

Lembremos, pois, o Mestre Nazareno, que nos conclama há dois mil anos ao aprendizado das Leis Divinas. Façamos uma profunda reflexão sobre as Lições que Ele nos deixou, e o possível para aprendê-las, repeti-las e vivenciá-las no nosso dia-a-dia. Realizemos, como alunos da imortalidade, o Seu desejo: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”

Que nossas luzes brilhem cada dia mais, iluminando nossas consciências e nossos caminhos!
*
"Vós me chamais de mestre e senhor, e dizeis bem porque eu o sou" (João - 13:13).
*  *  *
(*Leonardo Pereira é designer gráfico, orador espírita e presidente do
Grupo Espírita Lamartine Palhano Jr. - Goiabeiras- Vitória-ES.)
Imagem: www.google.com . Acesso   em: 16/set/2010.
Formatação atualizada em:09/agosto/2015.

sábado, 8 de agosto de 2015

ALIANÇA DA CIÊNCIA E DA RELIGIÃO


"... São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo têm de ser completados; em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse ensino tem de ser levantado ..."
A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral. Tendo, no entanto, essas leis o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se fossem a negação uma da outra, uma necessariamente estaria em erro e a outra com a verdade, porquanto Deus não pode pretender a destruição de sua própria obra. A incompatibilidade que se julgou existir entre essas duas ordens de idéias provém apenas de uma observação defeituosa e de excesso de exclusivismo, de um lado e de outro. Daí um conflito que deu origem à incredulidade e à intolerância.

São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo têm de ser completados; em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse ensino tem de ser levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, tem de levar em conta o elemento espiritual e em que a Religião, deixando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, como duas forças que são, apoiando-se uma na outra e marchando combinadas, se prestarão mútuo concurso. Então, não mais desmentida pela Ciência, a Religião adquirirá inabalável poder, porque estará de acordo com a razão, já se lhe não podendo mais opor a irresistível lógica dos fatos.

A Ciência e a Religião não puderam, até hoje, entender- se, porque, encarando cada uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, reciprocamente se repeliam. Faltava com que encher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse. Esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o Universo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo, leis tão imutáveis quanto as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres. Uma vez comprovadas pela experiência essas relações, nova luz se fez: a fé dirigiu-se à razão; esta nada encontrou de ilógico na fé: vencido foi o materialismo. Mas, nisso, como em tudo, há pessoas que ficam atrás, até serem arrastadas pelo movimento geral, que as esmaga, se tentam resistir-lhe, em vez de o acompanharem. É toda uma revolução que neste momento se opera e trabalha os espíritos. Após uma elaboração que durou mais de dezoito séculos, chega ela à sua plena realização e vai marcar uma nova era na vida da Humanidade. Fáceis são de prever as conseqüências: acarretará para as relações sociais inevitáveis modificações, às quais ninguém terá força para se opor, porque elas estão nos desígnios de Deus e derivam da lei do progresso, que é lei de Deus. (Allan Kardec)
*  *  *
(Texto de "Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, item 8, Cap. I.)
Imagem: www.morguefile.com. Acesso em: 07/agosto/2015.
Formatação atualizada em:07/agosto/2015.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

CRIANÇAS

Khalil Gibran
"...Vós sois os arcos de onde os vossos filhos, quais flechas vivas, serão lançados..."
Depois, uma mulher que trazia uma criança ao colo disse, Fala-nos das Crianças.
E ele respondeu:
Os vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da Vida que anseia por si mesma.
Eles vêm através de vós mas não de vós.
E embora estejam convosco não vos pertencem.
Podeis dar-lhes o vosso amor mas não os vossos pensamentos, pois eles têm os seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar os seus corpos mas não as suas almas.
Pois as suas almas vivem na casa do amanhã, que vós não podereis visitar, nem em sonhos.
Podereis tentar ser como eles, mas não tenteis torná-los como vós.
Pois a vida não anda para trás nem se detém no ontem.
Vós sois os arcos de onde os vossos filhos, quais flechas vivas, serão lançados.
O arqueiro vê o sinal no caminho do infinito e Ele com o Seu poder faz com que as Suas flechas partam rápidas e cheguem longe.
Que a vossa inflexão na mão do Arqueiro seja para a alegria;
Pois assim como Ele ama a flecha que voa,
Também ama o arco que se mantém estável.
*  *  *
"Sobre as crianças" - do livro "O Profeta", de Khalil Gibran.
Fonte: E-book disponível em: < http://www.clube-positivo.com >.
Imagem: www.google.com .  Acesso em: 07/setembro/2010.
Formatação atualizada em: 06/agosto/2015..

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

"VALORIZAÇÃO DA VIDA - NÃO AO SUICÍDIO"


Palestra na Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas, em Colatina-ES, com o músico, pesquisador e orador André Pirola, em 26 de julho de 2015, com o tema "Valorização da Vida, não ao Suicídio".

André Pirola é colaborador do DIJ – Departamento da Infância e Juventude da FEEES (Federação Espírita do Estado do Espírito Santo), na organização do EMEES (Encontro de Mocidades Espíritas do Espírito Santo), que acontece todos os anos durante o Carnaval. Ele é compositor, autor de diversas músicas, entre elas “Viver Para Amar”, “Amplidão”, “Amar é Bom”, “Eu Sou Um Espírito”, "Reencarnação", entre outras.

A Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas fica à Rua Santa Maria, 51 - Centro - Colatina-ES. Informações com Virgilio Knupp (Presidente). Telefones: 27 3722-2756 / 3722-5192 / 99854-2762 / 99907-4060. Email: sceecolatina@gmail.com .
* * *
Fonte:You Tube.
Vídeo publicado em 26/julho/2015.
Acesso em: 05/agosto/2015.