quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

SEMEIA, SEMEIA


 Pelo Espírito Emmanuel

"...Planta a verdade e a luz, o júbilo e a bondade..."

Cada coração do caminho é comparável a trato de terra espiritual.

Muitos estarão soterrados no pedregulho dos preconceitos, ao pé de outros que se enrodilham no espinheiral da ilusão, requisitando tempo enorme para se verem livres. Entretanto, reflete na terra boa, lançada ao desvalimento.

É aí que todos os parasitos geradores da inércia se instalam, absorventes!... Terras abandonadas, terras órfãs!... Criaturas que anseiam pelo adubo da fé, almas que suplicam modesta plantação de esperança e conforto!...

Esses solos desprezados, muita vez, te buscam, fronteiriços... Descerram-se-te à visão, na fadiga dos pais que a dor imanifesta suplicia e consome; no desencanto dos companheiros tristes que carregam no peito o próprio sonho em cinza; no problema do filho que a revolta desgasta; na prova dos irmãos que sorriem chorando para que lhes não vejas os detritos de angústia...

Se já podes ouvir o Excelso Semeador, semeia, semeia!...

Sabes que a caridade é o sol que varre as sombras; trazes contigo o dom de esparzir o consolo; podes pronunciar a palavra da bênção; consegues derramar o que sobra da bolsa, transformando a moeda em prece de alegria; guardas o braço forte que levanta os caídos; teus dedos são capazes de recompor as cordas que o sofrimento parte em corações alheios, afinando-as no tom da música fraterna; reténs o privilégio de repartir com os nus a roupa que largaste; nada te freia as mãos no socorro ao doente; ninguém te impede, enfim, de construir na estrada o bem para quem passa e o bem dos que virão...
***
Não te detenhas, pois, no vazio das trevas!...

Planta a verdade e a luz, o júbilo e a bondade.

Se percebes a voz do Excelso Semeador, escutá-lo-ás, a cada passo, rente aos próprios ouvidos, a dizer-te confiante:

- Trabalha, enquanto é tempo e semeia, semeia!...

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(Do livro “Opinião Espírita”. Espíritos Emmanuel e André Luiz. Ditado ao médium Chico Xavier.
7ª Ed. Uberaba-MG. Edição CEC. 1990. Lição 42 [referência ao livro “O Céu e o Inferno”, Cap. VII, item 4].
Psicografia de Chico Xavier. págs.142/143.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 11/fevereiro/2013.
Destaques:do Blog.Formatação atualizada em: 31/dezembro/2015.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

REFLEXÕES SOBRE O TRABALHO


"...O trabalho, em tese, para o ser em processo de evolução, configura-se sob três aspectos principais:material, espiritual, moral...."
"O trabalho é das maiores bênçãos de Deus no campo das horas. Em suas dádivas de realização para o bem, o triste se reconforta, o ignorante aprende, o doente se refaz, o criminoso se regenera."(XAVIER, Francisco Cândido. Voltei. Pelo Espírito Irmão Jacob. 24a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. - cap. 20)
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"O trabalho, em tese, para o ser em processo de evolução, configura-se sob três aspectos principais: material, espiritual, moral. Através do trabalho material, propriamente dito, dignifica-se o homem no cumprimento dos deveres para consigo mesmo, para com a família que Deus lhe confiou, para com a sociedade de que participa. Pelo trabalho espiritual, exerce a fraternidade com o próximo e aperfeiçoa-se no conhecimento transcendente da alma imortal. No campo da atividade moral, lutará, simultaneamente, por adquirir qualidades elevadas, ou, se for o caso, por sublimar aquelas com que já se sente aquinhoado." (PERALVA, Martins. Estudando o Evangelho.6a ed. Rio de Janeiro: FEB, 1992. - cap. 3)
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"[...] O conceito da Doutrina é a de que o trabalho é toda ocupação útil. Não é apenas um conceito profissional. O trabalho espiritual, que se sobrepõe aos interesses imediatos, não pode ser avaliado segundo os conceitos pragmáticos. Mas é bom recordar que, em decorrência do Tratado de Versalhes, conseqüência da I Guerra Mundial, surgiu, inegavelmente, uma nova concepção a respeito do trabalho. Foi para aquele tempo o que poderia haver de mais avançado como conquista social, declaram os entendidos. Mas muito antes já a Doutrina Espírita consignava a dignidade do trabalho e a necessidade do repouso, preconizando princípios morais da moderna legislação trabalhista quando ensina textualmente: “O repouso serve para reparar as forças do corpo, e é também necessário a fim de deixar um pouco mais de liberdade à inteligência, para que se eleve acima da matéria.” Diz mais ainda: “A ociosidade seria um suplício em vez de ser um benefício.” Vejamos que é bem claro o pensamento espírita: além de ser uma necessidade, o trabalho é um dever social e espiritual. Idéia muito avançada para outros tempos, mas incorporada, hoje, à verdadeira filosofia do trabalho. Consulte-se O Livro dos Espíritos – Questões 675 a 684." (AMORIM, Deolindo. Análises espíritas. Compilação de Celso Martins. 3a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. - cap. 36)
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Textos: Pesquisa online - Portal FEB. Acesso em: 30/abril2012.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 08/setembro/2014.
Formatação atualizada em:30/dezembro/2015.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

CAMINHOS RETOS


Pelo Espírito André Luiz
Tempo sem desperdício.Trabalho sem desânimo. Estudo sem cansaço. Oração sem inércia.Alimentação sem abuso.Tranqüilidade sem preguiça.Alegria sem desordem.Distração sem vício.sem fanatismo.Disciplina sem violência.Firmeza sem arrogância.Amor sem egoísmo.Ajuda sem paga.Realização sem jactância.Perdão sem exigência.
Dificilmente libertar-nos-emos da ilusão que nos confunde a vida, se fugirmos de palmilhar esses caminhos retos, rumo à Imortalidade Triunfante.
*  *  *
(Do livro “Ideal Espírita”. Autores Diversos. Psicografia de Waldo Vieira.
7ª Ed. Uberaba-MG. CEC. 1973. Lição nº 58. p.143/144.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 16/setembro/2012.
Formatação atualizada em: 15/novembro/2015..

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

LOUVOR DO NATAL

Pelo Espírito Emmanuel
'... Salve, Cristo! Os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a luz de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam! ...'
Senhor Jesus!

Quando vieste ao mundo, numerosos conquistadores haviam passado, cimentando reinos de pedra com sangue e lágrimas.

Na retaguarda dos carros de ouro e púrpura, em que lhes fulgia a vitória, alastravam-se, como rastros da morte, a degradação e a pilhagem, a maldição do solo envilecido e o choro das vítimas indefesas.

Levantavam-se, poderosos, em palácios fortificados e faziam leis de baraço e cutelo, para serem, logo após, esquecidos no rol dos carrascos da Humanidade.

Entretanto, Senhor, nasceste nas palhas e permaneceste lembrado para sempre.

Ninguém sabe até hoje quais tenham sido os tratadores de animais que te ofertaram esburacada manta por leito simples, e ignora-se quem foi o benfeitor que te arrancou ao desconforto da estrebaria para o clima do lar.

Cresceste sem nada pedir que não fosse o culto à verdadeira fraternidade.

Escolheste vilarejos anônimos para a moldura de tua palavra sublime... Buscaste para companheiros de tua obra homens rudes, cujas mãos calejadas não lhes favoreciam os vôos do pensamento. E conversaste com a multidão, sem propaganda condicionada.

No entanto, ninguém conhece o nome das crianças que te pousaram nos joelhos amigos, nem das mães fatigadas a quem te dirigiste na via pública!

A História, que homenageava Júlio César, discutia Horácio, enaltecia Tibério, comentava Virgílio e admirava Mecenas, não te quis conhecer em pessoa, ao lado de tua revelação, mas o povo te guardou a presença divina e as personagens de tua epopéia chamam-se “O cego Bartimeu”, “o homem de mão mirrada”, “o servo do centurião”, “o mancebo rico”, “a mulher cananéia”, “o gago de Decápolis”, “a sogra de Pedro”, “Lázaro, o irmão de Marta e Maria”...

Ainda assim, Senhor, sem finanças e sem cobertura política, sem assessores e sem armas, venceste os séculos e estás diante de nós, tão vivo hoje quanto ontem, chamando-nos o espírito ao amor e à humildade que exemplificaste, para que surjam, na Terra, sem dissensão e sem violência, o trabalho e a riqueza, a tranqüilidade e a alegria, como bênção de todos.

É por isso que, emocionados, recordando-te a manjedoura, repetimos em prece:

– Salve, Cristo! Os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a luz de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam!...🔵
_____________________
(Do livro “Religião dos espíritos”, de Emmanuel,
psicografado por Chico Xavier, 4ª  Ed. FEB,1978.
[Reunião pública de 18/12/59, questão nº 1.017]. pág. 17.).
Imagem: www.google.com Acesso em: 03/dezembro/2015.
Formatação atualizada em: 15/abril/2017.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

SALVAÇÃO DA ALMA


Pelo Espírito Emmanuel

"Q - Como entender a salvação da alma e como consegui-la?"

"R - Dentro das claridades espirituais que o Consolador vem espalhando nos bastidores religiosos e filosóficos do mundo de si mesma, a caminho das mais elevadas aquisições e realizações no Infinito.

Considerando esse aspecto real do problema de “salvação da alma”, somos compelidos a reconhecer que, se a Providência Divina movimentou todos os recursos indispensáveis ao progresso material do homem físico na Terra, o Evangelho de Jesus é a dádiva suprema do Céu para a redenção do homem espiritual, em marcha para o amor e sabedoria universais.

Jesus é o Modelo Supremo.

O Evangelho é o roteiro para a ascensão de todos os Espíritos em luta, o aprendizado na Terra para os planos superiores do Ilimitado. De sua aplicação decorre a luz do espírito.

No turbilhão das tarefas de cada dia, lembrai a afirmativa do Senhor: - “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Se vos cercam as tentações de autoridade e poder, de fortuna e inteligência, recordai ainda as suas palavras: - “Ninguém pode ir ao Pai senão por mim”. E se vos sentis tocados pelo sopro frio da adversidade e da dor, se estais sobrecarregados de trabalhos no mundo, buscai ouvi-Lo sempre no imo dalma: - “Quem deseje encontrar o Reino de Deus tome a sua cruz e siga os meus passos”."

*  *  *
(Do livro “O Consolador”, ditado pelo Espírito Emmanuel ao médium Francisco Cândido Xavier. 11ª Ed. FEB.1985:Questão 225. p.135).Grifos do editor do Blog.Texto disponível também em: www.oconsolador.com.br.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 08/novembro/2012.
Formatação atualizada em: 11/dezembro/2015.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A AFABILIDADE E A DOÇURA


"... Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas nunca se desmente: é o mesmo, tanto em sociedade, como na intimidade ..."
A benevolência para com os seus semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são as formas de manifestar-se. Entretanto, nem sempre há que fiar nas aparências. A educação e a frequentação do mundo podem dar ao homem o verniz dessas qualidades. Quantos há cuja fingida bonomia não passa de máscara para o exterior, de uma roupagem cujo talhe primoroso dissimula as deformidades interiores! 
O mundo está cheio dessas criaturas que têm nos lábios o sorriso e no coração o veneno; que são brandas, desde que nada as agaste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, de ouro quando falam pela frente, se muda em dardo peçonhento, quando estão por detrás. 
A essa classe também pertencem esses homens, de exterior benigno, que, tiranos domésticos, fazem que suas famílias e seus subordinados lhes sofram o peso do orgulho e do despotismo, como a quererem desforrar-se do constrangimento que, fora de casa, se impõem a si mesmos. Não se atrevendo a usar de autoridade para com os estranhos, que os chamariam à ordem, acham que pelo menos devem fazer-se temidos daqueles que lhes não podem resistir. Envaidecem-se de poderem dizer: "Aqui mando e sou obedecido", sem lhes ocorrer que poderiam acrescentar: "E sou detestado." 
Não basta que dos lábios manem leite e mel. Se o coração de modo algum lhes está associado, só há hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas nunca se desmente: é o mesmo, tanto em sociedade, como na intimidade. Esse, ao demais, sabe que se, pelas aparências, se consegue enganar os homens, a Deus ninguém engana. - Lázaro. (Paris,1861.) 
*  *  * 
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo O Espiritismo. 112ª ed. Rio [de Janeiro]:
FEB, 1992. Lázaro.(Paris, 1861.).  Cap. IX. Instruções dos Espíritos. Item 6.
Imagem: http://www.google.com.br/. Acesso em: 01.03.2011.
Formatação atualizada em 06/dezembro/2015.

domingo, 6 de dezembro de 2015

O GRANDE RIO

Foz do Rio Doce - Regência - Linhares - ES

Pelo Espírito Casimiro Cunha


Em marcha laboriosa,
No sulco amplo e sombrio,
Profundo e silencioso
Eis que passa o grande rio.

Ao seu seio dadivoso,
Afluem fontes da serra,
Ribeiros de níveis altos,
Detritos de toda terra.

O rio mais elevado
Desce os montes à procura
De sua paz generosa
Na marcha calma e segura.

Por saber harmonizar-se
Nos bens do mais baixo nível,
Conserva toda a imponência
Da grandeza indefinível.

Faz caminhos gigantescos,
Cria povos eminentes,`
É ele quem leva ao mar
As águas dos continentes.

É pai das economias
De todo o humano labor,
Mas quase ninguém se lembra
Dessa dívida de amor.

Que importa, porém? O mundo
É o homem que esquece e cai,
Sem ver a missão do bem,
Nas bênçãos do próprio Pai.

O grande rio conhece
A luz desse imenso arcano
Sobre o nível mais humilde
Busca a força do oceano.

Assim também a alma grande,
Nas últimas posições,
Recebe as ânsias de paz
De todos os corações.
*
Em dores silenciosas,
É o grande rio que vai,
Dando o bem a todo o mundo,
Em busca do amor do Pai.
*  *
(Poesia do livro "Cartilha da Natureza", do
Espírito Casimiro Cunhapsicografado por Chico Xavier.Edição FEB.)
Disponível no site www.oconsolador.com.br . Acesso em: 05/dezembro/2015).
Imagem: www,google.com. Acesso em 05/dezembro/2015.
*  *  *
= Singela homenagem ao Rio Doce =