domingo, 27 de julho de 2014

PARA OS MONTES


Pelo Espírito Emmanuel

Então, os que estiverem na Judéia,
fujam para os montes.”
- Jesus. (MATEUS, capítulo 24, versículo 16.)

"Referindo-se aos instantes dolorosos que assinalariam a renovação planetária, aconselhou o Mestre aos que estivessem na Judéia procurar os montes. A advertência é profunda, porque, pelo termo “Judéia”, devemos tomar a “região espiritual” de quantos, pelas aspirações íntimas, se aproximem do Mestre para a suprema iluminação.

E a atualidade da Terra é dos mais fortes quadros nesse gênero. Em todos os recantos, estabelecem-se lutas e ruínas. Venenos mortíferos são inoculados pela política inconsciente nas massas populares. A baixada está repleta de nevoeiros tremendos. Os lugares santos permanecem cheios de trevas abomináveis. Alguns homens caminham ao sinistro clarão de incêndios. Aduba-se o chão com sangue e lágrimas, para a semeadura do porvir.

É chegado o instante de se retirarem os que permanecem na Judéia [pelo termo “Judéia”, devemos tomar a “região espiritual”] para os “montes” das idéias superiores.

É indispensável manter-se o discípulo do bem nas alturas espirituais, sem abandonar a cooperação elevada que o Senhor exemplificou na Terra; que aí consolide a sua posição de colaborador fiel, invencível na paz e na esperança, convicto de que, após a passagem dos homens da perturbação, portadores de destroços e lágrimas, são os filhos do trabalho que semeiam a alegria, de novo, e reconstroem o edifício da vida."🔺
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(Do livro “Caminho, Verdade e Vida”, de Emmanuel,
psicografado por Chico Xavier. 14ª ed. FEB. 1990. Lição nº 140.)
Formatação atualizada em: 25/julho/2014. Destaques: pelo Editor do Blog.
Imagem: www.google.com. Acesso em:31/agosto/2013.
Formatação atualizada em: 07/dezembro/2016.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O ESPÍRITA NA EQUIPE

Pelo Espírito Emmanuel

"[...] Um templo espírita não é simples construção de natureza material. É um ponto do Planeta onde a fé raciocinada estuda as leis universais [...]"
Numerosos companheiros estarão convencidos de que integrar uma equipe de ação espírita se resume em presenciar os atos rotineiros da instituição a que se vinculam e resgatar singelas obrigações de feição econômica. Mas não é assim. O espírita, no conjunto de realizações espíritas, é uma engrenagem inteligente com o dever de funcionar em sintonia com os elevados objetivos da máquina.

Um templo espírita não é simples construção de natureza material. É um ponto do Planeta onde a fé raciocinada estuda as leis universais, mormente no que se reporta à consciência e à justiça, à edificação do destino e à imortalidade do ser. Lar de esclarecimento e consolo, renovação e solidariedade, em cujo equilíbrio cada coração que lhe compõe a estrutura moral se assemelha à peça viva de amor na sustentação da obra em si. Não bastará freqüentar-lhe as reuniões. É preciso auscultar as necessidades dessas mesmas reuniões, oferecendo-lhes solução. Respeitar a orientação da casa, mas também contribuir, de maneira espontânea, com os dirigentes, na extinção de censuras e rixas, perturbações e dificuldades, tanto quanto possível no nascedouro, a fim de que não se convertam em motivos de escândalo. Falar e ouvir construtivamente. Efetuar tarefas consideradas pequeninas, como sejam sossegar uma criança, amparar um doente, remover um perigo ou fornecer uma explicação, sem que, para isso, haja necessidade de pedidos diretos. Sobretudo, na organização espírita, o espírita é chamado a colaborar na harmonia comum, silenciando melindres e apagando ressentimentos, estimulando o bem e esquecendo omissões no terreno da exigência individual.

Todos nós, encarnados e desencarnados, comparecemos no templo espírita no intuito de receber o concurso dos Mensageiros do Senhor; no entanto, os Mensageiros do Senhor esperam igualmente por nosso concurso, no amparo a outros, e a nossa cooperação com eles será sempre, acima de tudo, trabalhar e servir, auxiliar e compreender.
*  *  *
Do livro ‘Estude e Viva, ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz,
psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira. 4ª ed. FEB. 1978. Cap. 36. págs. 206/207.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 01/abril/2012.
Formatação atualizada em: 23/julho/2014.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

GOVERNO INTERNO

Pelo Espírito Emmanuel
“Antes subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de algum modo a ficar reprovado.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 9:27.)
Efetivamente, o corpo é miniatura do Universo.

É imprescindível, portanto, saber governá-lo. 

Representação em material terrestre da personalidade espiritual, é razoável esteja cada um atento às suas disposições. Não é que a substância passiva haja adquirido poder superior ao da vontade humana, todavia, é imperioso reconhecer que as tendências inferiores procuram subtrair-nos o poder de domínio.

É indispensável esteja cada homem em dia com o governo de si mesmo.

A vida interior, de alguma sorte, assemelha-se à vida de um Estado. O espírito assume a auto-chefia, auxiliado por vários ministérios, quais os da reflexão, do conhecimento, da compreensão, do respeito e da ordem. As idéias diversas e simultâneas constituem apelos bons ou maus do parlamento íntimo. Existem, no fundo de cada mente, extensas potencialidades de progresso e sublimação, reclamando trabalho.

O governador supremo que é o espírito, no cosmo celular, redige leis benfeitoras, mas nem sempre mobiliza os órgãos fiscalizadores da própria vontade. E as zonas inferiores continuam em antigas desordens, não lhes importando os decretos renovadores que não hostilizam, nem executam. Em se verificando semelhante anomalia, passa o homem a ser um enigma vivo, quando se não converte num cego ou num celerado.

Quem espera vida sã, sem autodisciplina, não se distancia muito do desequilíbrio ruinoso ou total.

É necessário instalar o governo de nós mesmos em qualquer posição da vida. O problema fundamental é de vontade forte para conosco, e de boa-vontade para com os nossos irmãos.
*  *  *
(Do livro "Pão Nosso", de Emmanuel, psicografado
por Chico Xavier. Lição nº 158. 16ª ed. FEB. 1994.)
Imagem: www.google.com. Acesso em:18/julho/2014.
Formatação e destaques: pelo Editor do Blog.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

PRESENTIMIENTO

Por Alberto Orellana Ramírez
San Salvador, octubre del 2006.

Cuando la tarde se quiebra
entre las ramas,
y las aves pliegan sus banderas,
la tristeza, ¿soledad? Repunta,
repunta sin motivo alguno,
pienso que no estoy solo
que hay conmigo
gente, mucha gente, que no veo.
algunos son amigos
que ríen transparentes,
están allí, los presiento.

La lluvia como niña alegre
con caramelo en la boca,
deja de llorar
gotas cristalinas.
La tormenta es solo mía.

Las ideas,
el sentimiento, el pensamiento
transparente, cristal de la tarde
susurra al oído íntimo,
que no estoy solo.
¡No, no estoy solo,
conmigo están otros
que no recuerdo conocer!

Estuvieron conmigo ¿Tal vez lo sepa?
En parajes donde no hay quietud,
donde la alegría está presente,
que escapa a la memoria actual,
porque fueron pretéritos
cuya data no recuerdo.

¡Qué digo hermano mío!
Si no hay doblés
que se esconda,
ni maldad que no se pague
todo es transparente
en el momento presentido.

Dice el amigo que está aquí,
que no veo,
estoy seguro que está a mi lado.
--Dice, pues--, que venimos
en naturaleza desnuda,
que ni la sospecha se esconde.

Por eso el retorno
del sujeto sin historia conocida
es sin aviso, cuando menos se espera;
pero no sorprende por que nacemos
cuando morimos.

Mi nostalgia es inutil,
no tiene explicación aparente,
es la confución –dicen--,
porque estoy en el círculo
que me envuelve,
que me atrapa. Es fino,
delgado, inmaterial,
vivencial,que no termina,
que no acaba ni hoy,
ni en el sol entrante.

Es ir y venir
como la luz,
quizá como el pensamiento
íntimo que nace y muere conmigo.

¡Qué digo!
Si en el viaje al planeta
de las esferas colectivas eternas,
a mi mundo, a sus mundos
todo se olvida,
venimos extraviados,
pero la esencia del hombre
de ayer, de hoy de mañana
¡Que digo! Si es el mismo
que comparte y reparte
las gemelas del ir y venir
en el estreno de un clavel plural nuevo.

¡En fin!
No hay historia que contar.
Aparecemos y nos vamos en un instante
esperando el retorno prometido.

¡Ah, con reminiscencias!
porque la noción
de rosas y violines,
de amores, de besos sostenidos
del sexo compartido
eso no lo aprendemos de nuevo.
¡Dicha... Todo comienza hoy!... 
*  *  *
Texto e imagem disponíveis em:
 Acesso em: 27.02.2011.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

MENSAGEM AOS MÉDIUNS

Pelo Espírito Emmanuel

"[...] Faz-se, portanto, necessário que busqueis cumprir, com severidade e nobreza, as vossas obrigações, mantendo a vossa consciência serena, se não quiserdes tombar na luta[...]"

Venho exortar a quantos se entregaram na Terra à missão da mediunidade, afirmando-lhes que, ainda em vossa época, esse posto é o da renúncia, da abnegação e dos sacrifícios espontâneos. Faz-se mister que todos os Espíritos, vindos ao planeta com a incumbência de operar nos labores mediúnicos, compreendam a extensão dos seus sagrados deveres para a obtenção do êxito no seu elevado e nobilitante trabalho.

Médiuns! A vossa tarefa deve ser encarada como um santo sacerdócio; a vossa responsabilidade é grande, pela fração de certeza que vos foi outorgada, e muito se pedirá aos que muito receberam. Faz-se, portanto, necessário que busqueis cumprir, com severidade e nobreza, as vossas obrigações, mantendo a vossa consciência serena, se não quiserdes tombar na luta, o que seria crestar com as vossas próprias mãos as flores da esperança numa felicidade superior, que ainda não conseguimos alcançar! Pesai as conseqüências dos vossos mínimos atos, porquanto é preciso renuncieis à própria personalidade, aos desejos e aspirações de ordem material, para que a vossa felicidade se concretize.
*  *

NECESSIDADE DA EXEMPLIFICAÇÃO

Todos os médiuns, para realizarem dignamente a tarefa a que foram chamados a desempenhar no planeta, necessitam identificar-se com o ideal de Jesus, buscando para alicerce de suas vidas o ensinamento evangélico, em sua divina pureza; a eficácia de sua ação depende do seu desprendimento e da sua caridade, necessitando compreender, em toda a amplitude, a verdade contida na afirmação do Mestre: “Dai de graça o que de graça receberdes.”

Devendo evitar, na sociedade, os ambientes nocivos e viciosos, podem perfeitamente cumprir seus deveres em qualquer posição social a que forem conduzidos, sendo uma de suas precípuas obrigações melhorar o seu meio ambiente com o exemplo mais puro de verdadeira assimilação da doutrina de que são pregoeiros.

Não deverão encarar a mediunidade como um dom ou como um privilégio, sim como bendita possibilidade de reparar seus erros de antanho, submetendo-se, dessa forma, com humildade, aos alvitres e conselhos da Verdade, cujo ensinamento está, freqüentemente, numa inteligência iluminada que se nos dirige, mas que se encontra igualmente numa provação que, humilhando, esclarece ao mesmo tempo o espírito, enchendo-lhe o íntimo com as claridades da experiência.
*  *
APELO AOS MÉDIUNS

Médiuns, ponderai as vossas obrigações sagradas! preferi viver na maior das provações a cairdes na estrada larga das tentações que vos atacam, insistentemente, em vossos pontos vulneráveis.

Recordai-vos de que é preciso vencer, se não quiserdes soterrar a vossa alma na escuridão dos séculos de dor expiatória. Aquele que se apresenta no Espaço como vencedor de si mesmo é maior que qualquer dos generais terrenos, exímio na estratégia e tino militares. O homem que se vence faz o seu corpo espiritual apto a ingressar em outras esferas e, enquanto não colaborardes pela obtenção desse organismo etéreo, através da virtude e do dever comprido, não saireis do círculo doloroso das reencarnações.
*  *  *
(Do livro “Emmanuel”, ditado pelo Espírito Emmanuel ao médium Chico Xavier.
16ª Ed. Brasília-DF. FEB. 1994. Cap. XI. Págs. 66 a 69.)
Imagem: www.google.com . Acesso em: 09/março/2012.
Formatação atualizada em: 8.07.2014. Destaques:pelo editor do Blog.

terça-feira, 1 de julho de 2014

O SERVIDOR NEGLIGENTE


Pelo Espírito Neio Lúcio


"[...]Quem não zela atentamente no “pouco” de que dispõe, não é digno de receber o “muito”.[...]" 


À porta de grande carpintaria, chegou um rapaz, de caixa às costas, à procura de emprego.

Parecia humilde e educado.

O diretor da instituição compareceu, atencioso, para atendê-lo.

— Tem serviço com que me possa favorecer? — indagou o jovem, respeitoso, depois das saudações habituais.

— As tarefas são muitas — elucidou o chefe.

— Oh! por favor! — tornou o interessado — meus velhos pais necessitam de amparo. Tenho batido, em vão, à porta de várias oficinas. Ninguém me socorre. Contentar-me-ei com salário reduzido e aceitarei o horário que desejar.

O diretor, muito calmo, acentuou:

—Trabalho não falta...

E, enquanto o candidato mostrava um sorriso de esperança, acrescentou:

—Traz suas ferramentas em ordem?

—Perfeitamente — respondeu o interpelado.

—Vejamo-las.

O moço abriu a caixa que trazia. Metia pena reparar-lhe os instrumentos.

A enxó se achava deformada pela ferrugem grossa.

O serrote mostrava vários dentes quebrados.

O martelo tinha cabo incompleto.

O alicate estava francamente desconjuntado.

Diversos formões não atenderiam a qualquer apelo de serviço, tal a imperfeição que apresentavam seus gumes.

Poeira espessa recobria todos os objetos. O dirigente da oficina observou... observou... e disse, desencantado:

—Para o senhor, não temos qualquer trabalho.

— Oh! porquê? — interrogou o rapaz, em tom de súplica.

O diretor esclareceu, sem azedume:

—Se o senhor não tem cuidado com as ferramentas que lhe pertencem, como preservará nossas máquinas?  Se é indiferente naquilo em que deve sentir-se honrado, chegará a ser útil aos interesses alheios? Quem não zela atentamente no “pouco” de que dispõe, não é digno de receber o “muito”. Aprenda a cuidar das coisas aparentemente sem importância. Pelas amostras, grandes negócios se realizam neste mundo e o menosprezo para consigo é indesejável mostruário de sua indiferença perniciosa. Aproveite a experiência e volte mais tarde.

Não valeram petitórios do moço necessitado.

Foi compelido a retirar-se, em grande abatimento, guardando a dura lição.

Assim também acontece no caminho comum.

Quem deseja o corpo iluminado e glorioso na espiritualidade, além da morte, cuide respeitosamente do corpo físico.

Quem aspira à companhia dos anjos, mostre boas maneiras, boas palavras e boas ações aos vizinhos.

Quem espera a colheita de alegrias no futuro, aproveite a hora presente, na sementeira do bem.

E quantos sonharem com o Céu tratem de fazer um caminho de elevação na Terra mesma.
*  *  *
(Do livro “Alvorada Cristã”, do Espírito Neio Lúcio,
psicografado por Chico Xavier, 10ª Ed., FEB, 1991, lição nº 13.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 22/junho/2014.