sábado, 31 de janeiro de 2015

TEMPO DE CONFIANÇA

Pelo Espírito Emmanuel


“Onde está a vossa fé?"
(LUCAS,capítulo 8,versículo 25.)

A tempestade estabelecera a perturbação no ânimo dos discípulos mais fortes. Desorientados, ante a fúria dos elementos, socorrem-se de Jesus, em altos brados.

Atende-os o Mestre, mas pergunta depois:

- Onde está a vossa fé?

O quadro sugere ponderações de vasto alcance. A interrogação de Jesus indica claramente a necessidade de manutenção da confiança, quando tudo parece obscuro e perdido. Em tais circunstâncias, surge a ocasião da fé, no tempo que lhe é próprio.

Se há ensejo para trabalho e descanso, plantio e colheita, revelar-se-á igualmente a confiança na hora adequada.

Ninguém exercitará otimismo, quando todas as situações se conjugam para o bem-estar. É difícil demonstrar-se amizade nos momentos felizes.

Aguardem os discípulos, naturalmente, oportunidades de luta maior, em que necessitarão aplicar mais extensa e intensivamente os ensinos do Senhor.

Sem isso, seria impossível aferir valores.

Na atualidade dolorosa, inúmeros companheiros invocam a cooperação direta do Cristo. E o socorro vem sempre, porque é infinita a misericórdia celestial, mas, vencida a dificuldade, esperem a indagação:

- Onde está a vossa fé?

E outros obstáculos sobrevirão, até que o discípulo aprenda a dominar-se, a educar-se e a vencer, serenamente, com as lições recebidas.
*  *  *
(Do livro “Caminho, Verdade e Vida”, de Emmanuel,
psicografado por Chico Xavier. 14ª ed. FEB. 1990. Lição nº 57.) 
Imagem: www.google.com  Acesso em: 30/abril/2013.
Formatação atualizada em:22/janeiro/2015.Destaques: pelo editor do Blog.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

SALMOS 23 - "O SENHOR É MEU PASTOR..."


1 O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.

2 Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.

3 Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.

4 Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.

5 Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.

6 Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.
* * *
Fonte: Bíblia online. Acesso em: 22/janeiro/2015.
Imagem: www.morguefile.com. Acesso em: 22/janeiro/2015

sábado, 24 de janeiro de 2015

ABSTINÊNCIA E CELIBATO


Pelo Espírito Emmanuel

"Pergunta - O celibato voluntário representa um estado de perfeição meritório aos olhos de Deus? Resposta - Não, e os que assim vivem, por egoísmo, desagradam a Deus e enganam o mundo."

"Pergunta - Da parte de certas pessoas, o celibato não será um sacrifício que fazem com o fim de se votarem, de modo mais completo, ao serviço da Humanidade? Resposta - Isso é muito diferente. Eu disse: por egoísmo. Todo sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem.Quanto maior o sacrifício, tanto maior o mérito." (Itens nºs. 698 e 699, de "O Livro dos Espíritos".)

Abstinência, em matéria de sexo e celibato, na vida de relação pressupõe experiências da criatura em duas faixas essenciais – a daqueles Espíritos que escolhem semelhantes posições voluntariamente para burilamento ou serviço, no curso de determinada reencarnação, e a daqueles outros que se vêem forçados a adotá-las, por força de inibições diversas.

Indubitavelmente, os que consigam abster-se da comunhão afetiva, embora possuindo em ordem todos os recursos instrumentais para se aterem ao conforto de uma existência a dois, com o fim de se fazerem mais úteis ao próximo, decerto que traçam a si mesmos escaladas mais rápidas aos cimos do aperfeiçoamento.


Acesso à sublimação

Agindo assim, por amor, doando o corpo a serviço dos semelhantes, e, por esse modo, amparando os irmãos da Humanidade, através de variadas maneiras, convertem a existência, sem ligações sexuais, em caminho de acesso à sublimação, ambientando-se em climas diferentes de criatividade, porquanto a energia sexual neles não estancou o próprio fluxo; essa energia simplesmente se canaliza para outros objetivos - os de natureza espiritual. E, em concomitância com os que elegem conscientemente esse tipo de experiência, impondo-se duros regimes de vivência pessoal, encontramos aqueles outros, os que já renasceram no corpo físico induzidos ou obrigados à abstinência sexual, atendendo a inibições irreversíveis ou a processos de inversão pelos quais sanam erros do pretérito ou se recolhem a pesadas disciplinas que lhes facilitem a desincumbência de compromissos determinados, em assuntos do espírito.

"Eunucos por amor do Reino de Deus"

Num e noutro caso, identificamos aqueles que se fazem chamar, segundo os ensinamentos evangélicos, como sendo "eunucos por amor do Reino de Deus". Esses eunucos, porém, muito ao contrário do que geralmente se afirma, não são criaturas psicologicamente assexuadas, respirando em climas de negação da vida. Conquanto abstêmios da emotividade sexual, voluntária ou involuntariamente, são almas vibrantes, inflamadas de sonhos e desejos, que se omitem, tanto quanto lhes é possível, no terreno das comunhões afetivas, para satisfazerem as obrigações de ordem espiritual a que se impõem.

Sede incessante de compreensão e de afeto

Depreende-se daí a impossibilidade de se doarem a quaisquer tarefas de reparação ou elevação sem tentações, sofrimentos, angústias e lágrimas e, às vezes, até mesmo escorregões e quedas, nos domínios do sentimento, de vez que os impulsos do amor nelas se mantêm com imensa agudeza, predispondo-as à sede incessante de compreensão e de afeto.

Aprimoramento

Entendendo-se os valores da alma por alimento do espírito, impossível esquecer que a produção do bem e do aprimoramento se realiza à base de atrito e desgaste. A semente é segregada no solo para desvencilhar-se dos empeços que a constringem, de modo a formar o pão, e o pão, a rigor, não se completa em forno frio.

Abstinência e Celibato

A força no carro não surge sem a queima de combustível, e o motor não lhe garante movimento sem aquecer-se em nível adequado.

Abstinência e celibato, seja por decisão súbita do homem ou da mulher, interessados em educação dos próprios impulsos, no curso da reencarnação, ou seja por deliberação assumida, antes do renascimento na esfera física, em obediência a fins específicos, não contam indiferença e nem anestesia do sentimento.

Experiências de caráter transitório

Celibato e abstinência, em qualquer forma de expressão, constituem tentames louváveis do ser - experiências de caráter transitório -, nos quais a fome de alimento afetivo se lhes transforma no imo do coração em fogo purificador, acrisolando-lhes as tendências ou transfigurando essas mesmas tendências em clima de produção do bem comum, através do qual, pela doação de uma vida, se efetua o apoio espiritual ou a iluminação de inúmeras outras.

Terreno sagrado

Tais considerações nos impelem a concluir que a vida sexual de cada criatura é terreno sagrado para ela própria, e que, por isso mesmo, abstenção, ligação afetiva, constituição de família, vida celibatária, divórcio e outras ocorrências, no campo do amor, são problemas pertinentes à responsabilidade de cada um, erigindo-se, por essa razão, em assuntos, não de corpo para corpo, mas de coração para coração.
*  *  *
(Do livro "Vida e Sexo", F.C.Xavier, pelo Espírito Emmanuel, lição nº 23, FEB, 20 ed. 2000.)
Imagem: www.google.com . Acesso em:21.02.2013.
Formatação e destaques: pelo editor do Blog.

Formatação atualizada em:22/janeiro/2015.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

DOAÇÃO E NÓS


Pelo Espírito Emmanuel

“Dai e dar-se-vos-á...”
– JESUS. (Lucas, 6:38.)

Deus te deu a ciência, a fim de que a estendas, em benefício de nossos irmãos, com tal devotamento que a ignorância jamais consiga entenebrecer os caminhos da humanidade.

Deus te deu o discernimento, para que o teu concurso verbal ajude a compreensão dos que te ouvem, de tal modo que a tua presença, seja onde for, venha a se constituir em luz que dissipe a sombra do desequilíbrio e o nevoeiro da discórdia.

Deus te deu a autoridade, a fim de que exerças a justiça com misericórdia, de tal maneira que a compaixão não desapareça do mundo, sob as rajadas da violência.

Deus te deu a fortuna para que o teu dinheiro se faça coluna do trabalho e da beneficência, com tal abnegação que a penúria jamais aniquile os nossos companheiros ainda felizes, nas trilhas da provação e do desespero.

Deus constantemente algo te dá, entretanto só conservarás e multiplicarás os talentos recebidos através das doações que fizeres.

Todos somos tão-somente usufrutuários dos bens da vida, os quais, no fundo, pertencem unicamente ao Senhor do Universo, que no-los conserva nas mãos, segundo o proveito e o rendimento que lhes venhamos a imprimir.

“Daí e dar-se-vos-à” – afirmou Jesus.

Isso, na essência, quer dizer: Deus te dá para que dês.
*  *  *
(XAVIER,Francisco C.Ceifa de luz.Pelo Espírito Emmanuel.
2.ed.3.imp.(Coleção Fonte Viva).Brasília:FEB,2011.cap 57.)
Imagem: www.googe.com. Acesso em:16/janeiro/2016.
Destaques: pelo Editor do Blog.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A RIQUEZA REAL

    
Pelo Espírito Emmanuel
"Porque o meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades..." PAULO. (Filipenses, 4:19.)
Cada criatura transporta em si mesma os valores que amealha na vida.

Os sábios, por onde transitam, conduzem no espírito os tesouros do conhecimento.

Os bons, onde estiverem, guardam na própria alma a riqueza da alegria.

Os homens de boa-vontade carreiam consigo os talentos da simpatia.

As pessoas sinceras ocultam na própria personalidade a beleza espiritual.

Os filhos da boa-fé cultivam as flores da esperança.

Os companheiros da coragem irradiam de si mesmos a energia do bom ânimo.

As almas resignadas e valorosas se enriquecem com os dons da experiência.

Os obreiros da caridade são intérpretes da vida Superior.

A riqueza real é atributo da alma eterna e permanece incorrutível naquele que a conquistou.

Por isso mesmo reconhecemos que o ouro, a fama, o poder e a autoridade entre os homens são meras expressões de destaque  efêmero, valendo por instrumentos de serviço da alma, no estágio das reencarnações.

Desassisado será sempre aquele que indisciplinadamente disputa as aflições da posse material, olvidando que há mil caminhos sem sombras para buscarmos, com o próprio coração e com as próprias mãos, a felicidade imperecível.

A responsabilidade deve ser recebida, não provocada.

Muitos ricos da fortuna aparente da terra funcionaram na posição de verdugos do Cristo, sentenciado à morte entre malfeitores, entretanto, o Divino Mestre, com as simples e duras traves da Cruz, produziu, usando o amor e a humildade, o tesouro crescente da vida espiritual para os povos do mundo inteiro.
*  *  *
  (XAVIER,Francisco C.Ceifa de luz.Pelo Espírito Emmanuel.
2.ed.3.imp.(Coleção Fonte Viva).Brasília:FEB,2011.cap.11.)
Imagem: www.morguefile.com. Acesso em:16/janeiro/2015.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

CARTILHA SUICÍDIO:INFORMANDO PARA PREVENIR


O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) lançaram a cartilha Suicídio: informando para prevenir. O objetivo é orientar os médicos e profissionais da área de saúde em casos de tentativa de suicídio ou para identificarem possíveis casos em seus pacientes.

Para ter acesso a cartilha completa clique aqui:

*  *  *
Fonte: http://www.febnet.org.br. Acesso em: 15/janeiro/2015.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

CÓLERA


Pelo Espírito André Luiz

"[...] Evite a cólera como quem foge ao contato
destruidor de alta tensão. [...]"

A cólera apresenta dez negativas complexas que induzem a melhor das criaturas à pior das frustrações:

1. Não resolve.
    Agrava.
2. Não resgata.
    Complica.
3. Não ilumina.
    Escurece.
4. Não reúne. 
    Separa.
5. Não ajuda.
    Prejudica.
6. Não equilibra.
    Desajusta.
7. Não reconforta.
    Envenena.
8. Não favorece.
    Dificulta.
9. Não abençoa.
    Maldiz.
10. Não edifica.
    Destrói.

Evite a cólera como quem foge ao contato destruidor de alta tensão.

Mas se você amanhece de mau humor, antes que o flagelo se instale de todo na sua cabeça e na sua voz, comece o dia rogando à Divina Bondade o socorro providencial de uma laringite.
*  *  *
Do livro ‘O Espírito da Verdade, ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz,
psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira. 1ª ed. FEB. 1962. Lição. 45[E.S.E - Cap. IX – Item 10]. págs. 106/107.
Imagem: www.google.com. Acesso em:14/agosto/2012.

domingo, 11 de janeiro de 2015

CONFIANDO


Pelo Espírito Emmanuel
  
  “...Tende fé em Deus.” 
– JESUS. (Marcos, 11:22.)

Tendo fé nas descobertas e nas observações conjugadas de físicos, astrônomos e matemáticos, o homem construiu o foguete com que explora vitoriosamente o espaço cósmico;

tendo fé nas ondas eletromagnéticas, formou as bases da televisão que hoje transmite a palavra e a imagem a longas distâncias, simultaneamente, em todas as direções;

tendo fé nos processos imunológicos, iniciados e desenvolvidos por ele mesmo, criou a vacina, liquidando o problema das moléstias contagiosas que, de tempos a tempos, dizimavam milhares de existências no mundo;

tendo fé na escola, dividiu-a em setores múltiplos e estabeleceu cursos específicos, de modo a servir às criaturas, da infância à madureza, afastando a Humanidade dos prejuízos da insipiência e do flagelo da ignorância;

tendo fé no motor, inventou o automóvel em que se transporta, a vontade, de região para região, atendendo aos próprios interesses com inestimável ganho de tempo.
   
Assim também, confiando nos ensinamentos do Cristo e praticando-os como se faz necessário, a criatura edificará a sua própria felicidade; entretanto, qual acontece ao foguete, á televisão, á vacina, à escola e ao automóvel, que funcionam, seguindo os princípios em que se baseiam, a fim de oferecerem os frutos preciosos, no auxílio ao homem, a fé nas lições de Jesus só vale se for usada.
*  *  *
(XAVIER,Francisco C.Ceifa de luz.Pelo Espírito Emmanuel.
2.ed.3.imp.(Coleção Fonte Viva).Brasília:FEB,2011.cap 53.)
Imagem: www.morguefile.com. Acesso em:06/janeiro/2015. 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O CENTURIÃO E O CRISTO

O romance Herculânum tem como enredo o ambiente familiar e o círculo de amizades do patrício romano Cáius Lucílius, na cidade de Herculânum. O pano de fundo é a erupção do Vesúvio, no ano 79 d.C., que sepultou a referida cidade e Pompeia.

Como sobrevivente da tragédia, o mencionado personagem perambula na região de Nápoles e vem a ser acolhido por um eremita. Após superar o cansaço e a fraqueza, quando recobrou a consciência, iniciou um diálogo com seu benfeitor – que se identificou como “pai” João e seguidor do Cristo. Na ocasião, Cáius Lucílius confirmou que já havia recebido algumas informações superficiais sobre a nova “seita” da Judeia. Com o tempo, o eremita revelaria sua verdadeira identidade: o Centurião Quirílius Cornélius – que manteve contatos diretos com o Cristo, contando trechos de sua vida, inclusive que teria conhecido o avô de Cáius, à época comandante de uma legião nas Gálias.

Cáius então comenta que, pela primeira vez em sua vida, sentia-se só e abandonado. No diálogo, “pai” João lhe revelou que foi cristão dos primeiros tempos e que, àquela época, fora incumbido pelo seu comandante para realizar “um trabalho secreto”,1 dirigindo-se a ele nestes termos:

[...] o teu conhecimento da língua popular tornará mais fácil: parece que há mais de dois anos um homem de Nazaré, chamado Jesus, anda a percorrer em todos os sentidos a Galileia e as províncias limítrofes, pregando uma nova doutrina, curando enfermos e fazendo outros milagres. Nada disso me interessa nem me preocuparia, se não houvesse recebido do Sumo Pontífice um aviso secreto, que denuncia nesse homem propósitos políticos, por isso que se inculca descendente de antigos monarcas e pretende ser aclamado rei de Israel. [...]1

Atendendo às orientações de seu comandante, o centurião Cornélius se disfarça e se infiltra no meio do povo que seguia o Cristo. Em pouco tempo, ele reconheceu que se tratava de “uma personalidade única, a irradiar um encanto e um fascínio irresistível”.1 Quirílius Cornélius, profundamente impressionado com as pregações do Cristo, ficou intrigado:

[...] de como pudesse uma tal criatura ser considerada perigosa, de vez que o desprendimento por ele predicado só poderia tornar os homens desambiciosos e humildes.1

Passado algum tempo, o centurião Cornélius, em Jerusalém, soube que o Cristo estaria sendo julgado. Inconformado perguntou:

– E foi condenado o inocente? Como pôde Pilatos sancionar uma tal iniquidade?1

Chegando ao local dos infaustos acontecimentos, prossegue relatando:

[...] o preso foi confiado à minha guarda, até o instante em que devia partir, com dois outros condenados, para o lugar do suplício. [...] Fingindo rigorosa vigilância, postei-me à porta do compartimento [...]. Foi então que vi Jesus ajoelhado [...].1

Há diálogos entre o centurião e o Cristo. O autor espiritual identificou encarnações subsequentes do nobre soldado romano. Mas o importante foi sua efetiva conversão ao Cristianismo:

[...] pude compreender que, em tornar-me cristão, iria adquirir um grande benefício, qual o de aliviar os derradeiros momentos da vida terrena [...]2

No final do romance, há informações espirituais oportunas, relacionadas com os momentos da atualidade:

[...] “Baixai, misturai-vos com os vossos irmãos encarnados, provai-lhes a sobrevivência, a imortalidade, a cadeia engendrada pelo mal e poupai-lhe, dessarte, um demorado arrependimento mediante tremendas expiações.” A essa palavra de ordem, falanges se abalarão do Invisível e a Terra se coalhará de missionários obscuros, que, por suas faculdades, permitirão aos desencarnados manifestarem-se aos homens, deixando-se controlar de todos os modos. E, então, uma luta encarniçada se empenhará entre o cepticismo presunçoso e a verdade que não mais poderá ser abafada.

“Deveis visualizar, desde já, essa época de grandes lutas intelectuais, preparando-vos para atravessá-la em etapas sucessivas. Se, a esse tempo, tiverdes adquirido a força para o bom combate, ou seja, o domínio das próprias paixões, a fim de corresponder ao ataque do adversário, que não mais vos queimará o corpo mas há-de ulcerar-vos a alma – grande será a vossa recompensa e podereis, quem sabe, deixar este calabouço da Terra para ascenderdes a uma esfera melhor. Sonhai com esse futuro, caros irmãos atônitos, e trabalhai, pois áspero será o embate e… – ai de vós – ‘muitos serão os chamados e poucos os escolhidos’.”2

Fato histórico e curioso ocorreu com o tradutor de Herculânum, o ex-presidente da FEB, Manuel Quintão,3 ao vi sitar Chico Xavier na Fazenda Modelo, em Pedro Leopoldo (MG), quando eram lidos trechos do romance, tradução de 1937. Eis o relato de Quintão:

[...] vamos transcrever a curiosa mensagem que o anfitrião recolhera num dos seus serões íntimos, quando lia e comentava Herculanum, o precioso romance mediúnico do Conde Rochester, por nós traduzido. Neste comunicado, há dois pontos importantes a considerar: o primeiro, é que não se trata de uma obra de ficção, qual se poderia presumir, e o segundo, é que Emmanuel, este luminar da Espiritualidade renovadora dos nossos tempos, promete-nos para breve o romance da sua própria vida na Terra, ao tempo de Jesus, quando se chamou Publius Lentulus, altaneiro patrício romano.4

Emmanuel escreve significativa mensagem corroborando informações de Herculânum e anuncia:

“Algum dia, se Deus mo permitir, falar-vos-ei do orgulhoso patrício Publius Lentulus, a fim de algo aprenderdes nas dolorosas experiências de uma alma indiferente e ingrata”.5

Trechos desta mensagem, obtida no dia 7 de setembro de 1938, foram introduzidos na apresentação de Há dois mil anos.

O senador Publius Lentulus desencarnou em Pompeia durante a mesma erupção vulcânica. E no final do romance Há dois mil anos há assertivas espirituais coerentes com as de Rochester:

Numerosas legiões de seres espirituais volitaram, por vários dias, nos céus caliginosos e tristes de Pompeia.

Ao cabo de longas perturbações, Publius Lentulus e os filhos despertaram, ali mesmo, sobre o túmulo nevoento da cidade morta. [...]

Contudo, após as primeiras lamentações, ouviu uma voz cariciosa que lhe dizia brandamente:

– Publius, meu amigo, não apeles mais para os recursos do planeta terreno, porque todos os teus poderes terminaram com os teus despojos, na face escura e triste da Terra! Apela para Deus Todo-Poderoso, cuja misericórdia e sabedoria nos são dadas pelo amor do seu Cordeiro, que é Jesus Cristo!… 6

Emmanuel referenda o citado romance de Rochester e as duas obras Há dois mil anos e Herculânum expõem nuances de mesmos grupos de Espíritos e de outros, embora diferentes, se completam…

O importante é que passados quase dois milênios, nos encontramos no momento [...] em que se efetuará a aferição de todos os valores terrestres para o ressurgimento das energias criadoras de um mundo novo [...].7

E na época anunciada: “Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos”. (Mateus, 22:14.)

REFERÊNCIAS:
1 KRIJANOWSKY, W. Herculânum. Pelo Espírito Conde J. W. Rochester. Trad. Manuel Quintão. 11. ed. 1. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. pt. 2, cap. O eremita, p. 187, 188, 190 e 191, respectivamente.
2 ____. ____. Epílogo – As sombras da cidade morta, p. 342 e 344.
3 CARVALHO, Antonio Cesar Perri de. Quintão introduziu Chico Xavier na FEB. Reformador. ano 132, n. 2.222, p. 5(259)-8(262), mai. 2014.
4 QUINTÃO, Manuel. Romaria da graça. Rio de Janeiro: FEB, 1939. p. 20-21.
5 XAVIER, Francisco C. Há dois mil anos. Pelo Espírito Emmanuel. 49. ed. 6. imp. Brasília: FEB, 2014. Na intimidade de Emmanuel – Ao leitor, p. 7.
6 ____. ____. cap. 10, Nos derradeiros minutos de Pompeia, p. 348.
7 ____. A caminho da luz. Pelo Espírito Emmanuel. 38. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2013. Introdução, p. 9.
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Texto: disponível em:http://www.souleitorespirita.com.br/
reformador/noticias/o-centuriao-e-o-cristo.Acesso em: 29/dezembro/2014.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 29/dezembro/2014.