quarta-feira, 30 de novembro de 2016

ABORTO DELITUOSO


Pelo Espírito Emmanuel
'...Homens da Terra, e sobretudo vós, corações maternos chamados à exaltação do amor e da vida, abstende-vos de semelhante ação que vos desequilibra a alma e entenebrece o caminho!...'
Comovemo-nos, habitualmente, diante das grandes tragédias que agitam a opinião. 
Homicídios que convulsionam a imprensa e mobilizam largas equipes policiais... 
Furtos espetaculares que inspiram vastas medidas de vigilância... 
Assassínios, conflitos, ludíbrios e assaltos de todo jaez criam a guerra de nervos, em toda parte; e, para coibir semelhantes fecundações de ignorância e delinqüência, erguem-se cárceres e fundem-se algemas, organiza-se o trabalho forçado e em algumas nações a própria lapidação de infelizes é praticada na rua, sem qualquer laivo de compaixão. 
Todavia, um crime existe mais doloroso, pela volúpia de crueldade com que é praticado, no silêncio do santuário doméstico ou no regaço da Natureza... 
Crime estarrecedor, porque a vítima não tem voz para suplicar piedade e nem braços robustos com que se confie aos movimentos da reação. 
Referimo-nos ao aborto delituoso, em que pais inconscientes determinam a morte dos próprios filhos, asfixiando-lhes a existência, antes que possam sorrir para a bênção da luz.
*  *
Homens da Terra, e sobretudo vós, corações maternos chamados à exaltação do amor e da vida, abstende-vos de semelhante ação que vos desequilibra a alma e entenebrece o caminho! 
Fugi do satânico propósito de sufocar os rebentos do próprio seio, porque os anjos tenros que rechaçais são mensageiros da Providência, assomantes no lar em vosso próprio socorro, e, se não há legislação humana que vos assinale a torpitude do infanticídio, nos recintos familiares ou na sombra da noite, os olhos divinos de Nosso Pai vos contemplam do Céu, chamando-vos, em silêncio, às provas do reajuste, a fim de que se vos expurgue da consciência a falta indesculpável que perpetrastes.🔺
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(Do livro “Religião dos Espíritos”, de Emmanuel,
psicografado por Chico Xavier, 4ª  Ed. FEB,1978,
pág. 17. Reunião pública de 9/1/59, questão nº 358.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 25/novembro/2015.
Formatação atualizada em: 26/novembro/2016.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

VALOR DA PRECE

'...O encarnado que ora pelo próximo cumpre a nobre tarefa dos puros Espíritos; sem lhes possuir a coragem e a força, realizam as suas maravilhas...'

Os Espíritos solicitam constantemente preces aos mortais. Será que os Espíritos bons não oram pelos sofredores? Nesse caso, por que as preces dos homens são mais eficazes?” A resposta que se segue foi dada [...] por Santo Agostinho, pelo médium E. Vézy:

Orai sempre, meus filhos. Já vos disse: a prece é um orvalho benfazejo que deve tornar menos árida a terra ressequida.Venho repetir mais uma vez e acrescentar algumas palavras em resposta à pergunta que me dirigistes. Perguntais por que os Espíritos sofredores preferem pedir-vos preces que a nós. As preces dos mortais são mais eficazes que a dos Espíritos bons? – Quem vos disse que nossas preces não tinham a virtude de espalhar consolação e dar força aos Espíritos fracos, que não podem ir a Deus senão com dificuldade e, muitas vezes, sem coragem? Se imploram as vossas preces, é porque elas têm o mérito das emanações terrenas que, subindo voluntariamente a Deus, são sempre por eles aproveitadas, por procederem da vossa caridade e do vosso amor.

“Para vós orar é abnegação; para nós, um dever. O encarnado que ora pelo próximo cumpre a nobre tarefa dos puros Espíritos; sem lhes possuir a coragem e a força, realizam as suas maravilhas. É peculiar à nossa vida consolar o Espírito que sofre e passa por dificuldades; mas uma de vossas preces é o colar que tirais do pescoço para dá-lo ao indigente; é o pão que retirais de vossa mesa para dar a quem tem fome. É por isso que vossas preces são agradáveis a quem as escuta. Um pai não atende sempre à prece do filho pródigo? Não chama todos os servos para matar o vitelo gordo pelo retorno do filho culpado? Como não o faria ainda mais por aquele que, de joelhos, lhe vem dizer: ‘Ó meu pai, sou muito culpado; não vos peço graça, mas perdoai a meu irmão arrependido, mais fraco e menos culpado do que eu.’ Oh! é então que o pai se enternece, arrancando do peito tudo quanto este possa conter em dons e em amor. E diz: ‘Estavas cheio de iniqüidades e te confessaste criminoso; mas, compreendendo a enormidade de tuas faltas, não clamaste graça para ti; aceitas o sofrimento de meu castigo e, apesar de tuas torturas, tua voz tem força bastante para pedir por teu irmão!’ Pois bem! o pai não quer ser menos caridoso que o filho: perdoa a ambos. A um e outro estende as mãos para que possam marchar direito na senda que conduz à sua glória.

“Eis a razão, meus filhos, pela qual os Espíritos sofredores, que vagueiam à vossa volta, imploram as vossas preces. Devemos orar; podeis orar. Prece do coração, és a alma das almas, se assim me posso exprimir; quintessência sublime que sobe, sempre casta, bela e radiosa, para a alma mais vasta de Deus.” Santo Agostinho.🔺
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(Revista Espírita - Ano V – Agosto/1862 –
Nº 8. - págs. 345/346. Disponível em: Portal FEB .)
Imagem:http://www.google.com/ . Acesso em: 31/jul./2010.
Formatação atualizada em: 29/novembro/2016.

domingo, 27 de novembro de 2016

EM TI MESMO

Pelo Espírito Emmanuel

'... Por que te manterás indeciso, se o Senhor te conferiu este ou aquele trabalho justo? Faze-o retamente, porque se Deus tem confiança em ti para alguma coisa, deves confiar em ti mesmo, diante dEle...'

No mecanismo das realizações diárias, não é possível esquecer a criatura aquela expressão de confiança em si mesma, e que deve manter na esfera das obrigações que tem de cumprir à face de Deus.

Os que vivem na certeza das promessas divinas são os que guardam a fé no poder relativo que lhes foi confiado e, aumentando-o pelo próprio esforço, prosseguem nas edificações definitivas, com vistas à eternidade.

Os que, no entanto, permanecem desalentados quanto às suas possibilidades, esperando em promessas humanas, dão a idéia de fragmentos de cortiça, sem finalidade própria, ao sabor das águas, sem roteiro e sem ancoradouro.

Naturalmente, ninguém poderá viver na Terra sem confiar em alguém de seu círculo mais próximo; mas, a afeição, o laço amigo, o calor das dedicações elevadas não podem excluir a confiança em si mesmo, diante do Criador.

Na esfera de cada criatura, Deus pode tudo; não dispensa, porém, a cooperação, a vontade e a confiança do filho para realizar. Um pai que fizesse, mecanicamente, o quadro de felicidades dos seus descendentes, exterminaria, em cada um, as faculdades mais brilhantes.

Por que te manterás indeciso, se o Senhor te conferiu este ou aquele trabalho justo? Faze-o retamente, porque se Deus tem confiança em ti para alguma coisa, deves confiar em ti mesmo, diante dEle.

“Tens fé? Tem-na em ti mesmo, diante de Deus.” -
Paulo.(ROMANOS, capítulo 14, versículo 22.)
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(Do livro “Caminho, Verdade e Vida”, de Emmanuel,
psicografado por Chico Xavier, 14ª Ed.FEB.1990.Lição nº 14)
Formatação atualizada em: 27/novembro/2016.
Destaques: pelo Editor do Blog.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 27/novembro/2016..

sábado, 26 de novembro de 2016

NOTAS BREVES

Pelo Espírito André Luiz
'...Cultive sinceridade, aceitando-se como é e acolhendo os outros como os outros são, procurando, porém, fazer sempre o melhor ao seu alcance...'
. Não perca tempo.
. Não fuja ao dever.
. Respeite os compromissos.
. Sirva quanto possa.
. Ame intensamente.
. Trabalhe com ardor.
. Ore com fé.
. Fale com bondade.
. Não critique.
. Observe construindo.
. Estude sempre.
. Não se queixe.
. Plante alegria.
. Semeie paz.
. Ajude sem exigências.
. Compreenda e beneficie.
. Perdoe quaisquer ofensas.
. Atenda à pontualidade.
. Conserve a consciência tranqüila.
. Auxilie generosamente.
. Esqueça o mal.
Cultive sinceridade, aceitando-se como é e acolhendo os outros como os outros são, procurando, porém, fazer sempre o melhor ao seu alcance.🔺
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(Do livro 'Sinal Verde', pelo Espírito André Luiz,
psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Uberaba-MG. 57ª reimpressão da ed. original. Lição nº 31.
Comunhão Espírita Cristã. 2011.)
Imagem: www google.com. Acesso: 26/novembro/2016.

MANOEL PHILOMENO DE MIRANDA - BIOGRAFIA

Nascido em Jangada, município do Conde, Estado da Bahia em 14 de novembro de 1876, e desencarnado em Salvador em 14 de julho de 1942, o discípulo fiel da seara de Jesus, Manoel Philomeno de Miranda, conheceu o Espiritismo em 1914, por intermédio do médium Saturnino Favila. Por essa época, conheceu José Petitinga, estabelecendo relações com ele, ao mesmo tempo em que começava a frequentar as sessões da União Espírita Baiana, que havia sido recentemente fundada em 1915.

Discípulo de José Petitinga, tinha a mesma maneira especial de tratar e doutrinar os assistentes das sessões da “União”, sempre baseadas num magistral versículo evangélico.

Um dos mais firmes adeptos do Espiritismo, Miranda, desde 1918,  participava assiduamente das sessões, interessado superiormente nos assuntos doutrinários.

Fez parte da diretoria da União Espírita Baiana, de 1921 até o dia da sua desencarnação, em 14 de julho de 1942. Também presidia as sessões mediúnicas e trabalhos do Grupo Fraternidade. Durante esse longo período, Miranda foi um baluarte do Espiritismo. Onde estivesse, aí estaria a Doutrina e sua propaganda, exercida com proficiência de um douto, um abnegado.

Delicado no trato, mas heróico na luta, publicou, sem o seu nome, as obras 'Resenha do Espiritismo na Bahia' e 'Excertos que justificam o Espiritismo', além do opúsculo 'Porque sou Espírita', em resposta ao Pe. Huberto Rohden.

Sofrendo do coração, subia as escadas - para não faltar às sessões - sorrindo e sempre animado. Queria extinguir-se no seu cumprimento. Sentia imensa alegria em dar os seus dias ao serviço do Cristo.

Sobre as suas últimas palavras, assim escreve A M. Cardoso e Silva: “Agora sim! Não vou porque não posso mais.Estou satisfeito porque cumpri o meu dever. Fiz o que pude... o que me foi possível. Tome conta dos trabalhos, conforme já determinei.”

Era antevéspera da sua desencarnação.

Querido de quantos o conheceram - porque quem o conhecia não podia deixar de amá-lo -, até o último instante demonstrou a firmeza da tranquilidade dos justos, proclamando e testemunhando a grandeza imortal da Doutrina Espírita.

Divaldo Pereira Franco conta como iniciou seu relacionamento com o amoroso Benfeitor, conforme relato no livro 'Semeador de Estrelas', da escritora e médium Suely Caldas Schubert:

“No ano de 1950 Chico Xavier psicografou para mim uma mensagem ditada pelo Espírito José Petitinga e no próximo encontro uma outra ditada pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda.

( ... ) “No ano de 1970 apareceu-me o Espírito Manoel Philomeno de Miranda, dizendo que, na Terra, havia trabalhado na União Espírita Baiana, tendo exercido vários cargos, dedicando-se, especialmente à tarefa do estudo da mediunidade e da desobsessão. “Quando chegou ao Mundo Espiritual foi estudar em mais profundidade as alienações por obsessão e as técnicas correspondentes da desobsessão.

( ... ) “Convidado por Joanna de Ângelis, para trazer o seu contributo em torno da mediunidade, da obsessão e desobsessão, ele ficou quase trinta anos realizando estudos e pesquisas e elaborando trabalhos que mais tarde iria enfeixar em livros.

“Ao me aparecer, então, pela primeira vez, disse-me que gostaria de escrever por meu intermédio. “Levou-me a uma reunião, no Mundo Espiritual, onde reside, e ali, mostrou-me como eram realizadas as experiências de prolongamento da vida física através da transfusão de energia utilizando-se do perispírito. “Depois de uma convivência de mais de um mês, aparecendo-me diariamente, para facilitar o intercâmbio psíquico entre ele e mim, começou a escrever “Nos Bastidores da Obsessão”, que são relatos, em torno da vida espiritual, das técnicas obsessivas e de desobsessão.

( ... ) “Na visita que Manoel Philomeno me permitiu fazer à Colônia em que ele se hospedava, levou-me a uma curiosa biblioteca. Mostrou-me como são arquivados os trabalhos gráficos que se fazem na Terra. Disse-me que, quando um escritor ou um médium, seja quem for, escreve algo que beneficia a Humanidade - no caso do escritor - é um profissional, mas, o que ele produz é edificante, nessa biblioteca fica inscrito, com um tipo de letra bem característico, traduzindo a nobreza do seu conteúdo. À medida que a mente, aqui, no planeta, vai elaborando, simultaneamente vai plasmando lá, nesses fichários muito sensíveis, que captam a onda mental e tudo imprimem.

“Quando a pessoa escreve por ideal e não é remunerado, ao se abrirem esses livros, as letras adquirem relevo e são de uma forma muito agradável à vista, tendo uma peculiar luminosidade. Se a pessoa, porém, o faz por ideal e estando num momento difícil, sofrido, mas ainda assim escreve com beleza, esquecendo-se de si mesma, para ajudar a sociedade, a criatura humana, ao abrir-se o livro, as letras adquirem uma vibração musical e se transformam em verdadeiros cantos, em que a pessoa ouve, vê e capta os registros psíquicos de quando o autor estava elaborando a tese. “O oposto também é verdadeiro.

( ... ) “Eis porque vale a pena, quando estamos desalentados e sofridos, não desanimarmos e continuarmos as nossas tarefas, o que lhes dá um valor muito maior.

Porque o trabalho diletante, o desportivo, o do prazer, já tem, na própria ação, a sua gratificação, enquanto o de sacrifício e de sofrimento exige a abnegação da pessoa, o esforço, a renúncia e, acima de tudo, a tenacidade, para tornar real algo que gostaria que acontecesse, embora o esteja realizando por entre dores e lágrimas.”
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Texto: www.feb.org.br.Acesso em: 26/novembro/2016.
Imagem: www.google.com .Acesso em: 13/agosto/2010.
Formatação atualizada em: 26/novembro/2016.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

OS ÓRFÃOS

 '... Agrada a Deus quem estende a mão a uma criança abandonada, porque compreende e pratica a sua lei ...'

"Meus irmãos, amai os órfãos.

Se soubésseis quanto é triste ser só e abandonado, sobretudo na infância!

Deus permite que haja órfãos, para exortar-nos a servir-lhes de pais. Que divina caridade amparar uma pobre criaturinha abandonada, evitar que sofra fome e frio, dirigir-lhe a alma, a fim de que não desgarre para o vício.

Agrada a Deus quem estende a mão a uma criança abandonada, porque compreende e pratica a sua lei. Ponderai também que muitas vezes a criança que socorreis vos foi cara noutra encarnação, caso em que, se pudésseis lembrar-vos, já não estaríeis praticando a caridade, mas cumprindo um dever.

Assim, pois, meus amigos, todo sofredor é vosso irmão e tem direito à vossa caridade; não, porém, a essa caridade que magoa o coração, não a essa esmola que queima a mão em que cai, pois freqüentemente bem amargos são os vossos óbolos! Quantas vezes seriam eles recusados, se na choupana a enfermidade e a miséria não os estivessem esperando!

Dai delicadamente, juntai ao benefício que fizerdes o mais precioso de todos os benefícios: o de uma boa palavra, de uma carícia, de um sorriso amistoso. Evitai esse ar de proteção, que equivale a revolver a lâmina no coração que sangra e considerai que, fazendo o bem, trabalhais por vós mesmos e pelos vossos.
Um Espírito familiar. (Paris, 1860.)"
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(Do 'Evangelho Segundo o Espiritismo',
de Allan Kardec, Cap. XIII, item 18)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 24/outubro/2011.
Formatação atualizada em:22/novembro/2016.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

MÁ-VONTADE

Pelo Espírito Emmanuel

“Não vos comuniqueis com as obras
infrutuosas das trevas.”
Paulo. (Efésios, 5:11.)

Má-vontade gera sombra.

A sombra favorece a estagnação.

A estagnação conserva o mal.

O mal entroniza a ociosidade.

A ociosidade cria a discórdia.

A discórdia desperta o orgulho.

O orgulho acorda a vaidade.

A vaidade atiça a paixão inferior.

A paixão inferior provoca a indisciplina.

A indisciplina mantém a dureza de coração.

A dureza de coração impõe a cegueira espiritual.

A cegueira espiritual conduz ao abismo.

Entregue às obras infrutuosas da incompreensão, pela simples má-vontade pode o homem rolar indefinidamente ao precipício das trevas.

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(Do livro "Pão Nosso", de Emmanuel,
psicografado por Chico Xavier. Lição n° 67. 16ª Ed. FEB. 1994.).
Imagem: www.morguefile.com . Acesso em: 08/junho/2014.
Formatação atualizada em: 15/novembro/2016.

sábado, 12 de novembro de 2016

BEM-AVENTURADOS...

Mar da Galileia visto do Monte das Bem-Aventuranças
Pelo Espírito Irmão X

'...Bem-aventurados os pobres de ambições escuras, de sonhos vãos, de projetos vazios e de ilusões desvairadas, que vivem construindo o bem com o pouco que possuem, ajudando em silêncio...'

E, respondendo ao companheiro que lhe havia solicitado a tradução do Sermão do Monte, em linguagem moderna, o velhinho amigo deteve-se no capítulo cinco do Apóstolo Mateus, e falou, com voz cheia e vibrante:

Bem-aventurados os pobres de ambições escuras, de sonhos vãos, de projetos vazios e de ilusões desvairadas, que vivem construindo o bem com o pouco que possuem, ajudando em silêncio, sem a mania da glorificação pessoal, atentos à vontade do Senhor e distraídos das exigências da personalidade, porque viverão sem novos débitos, no rumo do Céu que lhes abrirá as portas de ouro, segundo os ditames sublimes da evolução.

Bem-aventurados os que sabem esperar e chorar, sem reclamação e sem gritaria, suportando a maledicência e o sarcasmo, sem ódio, compreendendo nos adversários e nas circunstâncias que os ferem abençoados aguilhões do socorro divino, a impeli-los para diante, na jornada redentora, porque realmente serão consolados.

Bem-aventurados os mansos, os delicados e os gentis que sabem viver sem provocar antipatias e descontentamentos, mantendo os pontos de vista que lhes são peculiares, conferindo, porém, ao próximo, o mesmo direito de pensar, opinar e experimentar de que se sentem detentores, porque, respeitando cada pessoa, cada coisa em seu lugar, tempo e condição, equilibram o corpo e a alma no seio da harmonia, herdando longa permanência e valiosas lições na Terra.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, aguardando o pronunciamento do Senhor, através dos acontecimentos inelutáveis da vida, sem querelas nos tribunais e sem papelórios perturbadores que somente aprofundam as chagas da aflição e aniquilam o tempo, trabalhando e aprendendo sempre com os ensinamentos vivos do mundo, porque, efetivamente, um dia serão fartos.

Bem-aventurados os misericordiosos, que se compadecem dos justos e dos injustos, dos ricos e dos pobres, dos bons e dos maus, entendendo que não existem criaturas sem problemas, sempre dispostos à obra de auxílio fraterno a todos, porque, no dia de visitarão da luta e da dificuldade, receberão o apoio e a colaboração de que necessitem.

Bem-aventurados os limpos de coração que projetam a claridade de seus intentos puros sobre todas as situações e sobre todas as coisas, porque encontrarão a "parte melhor" da vida, em todos os lugares, conseguindo penetrar a grandeza dos propósitos divinos.

Bem-aventurados os pacificadores que toleram sem mágoa os pequenos sacrifícios de cada dia, em favor da felicidade de todos, e que nunca atiram o incêndio da discórdia com a lenha da injúria ou da rebelião, porque serão considerados filhos obedientes de Deus.
 
Bem-aventurados os que sofrem a perseguição ou a incompreensão, por amor à solidariedade, à ordem, ao progresso e à paz, reconhecendo, acima da epiderme sensível, os sagrados interesses da Humanidade, servindo sem cessar ao engrandecimento do espírito comum, porque, assim, se habilitam à transferência justa para as atividades do Plano Superior.

Bem-aventurados todos os que forem dilacerados e contundidos pela mentira e pela calúnia, por amor ao ministério santificante do Cristo, fustigados diariamente pela reação das trevas, mas agindo valorosos, com paciência, firmeza e bondade pela vitória do Senhor, porque se candidatam, desse modo, à coroa triunfante dos profetas celestiais e do próprio Mestre que não encontrou, entre os homens, senão a cruz pesada, antes da gloriosa ressurreição.

A essa altura, o iluminado pregador passeou o olhar percuciente e límpido pelo nosso grupo e, finda ligeira pausa, fixou nos lábios amplo e belo sorriso, rematando, serenamente:

– Rejubilem-se, cada vez mais, quantos estiverem nessas condições, porque, hoje e amanhã, são bem-aventurados na Terra e nos Céus...

Em seguida, retomou o passo leve para a frente, deixando-nos na estranha, quietude e na indagação oculta de quem se dispõe a pensar.

Lição nº 39, intitulada "Versão Moderna", do livro “Cartas e Crônicas”,
de autoria do Espírito Irmão X, psicografado por Chico Xavier,
editado pela FEB, 2ª edição, 1967, págs. 134/136.)
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Imagem:http://lugaressantos.wordpress.com.
Acesso em: 06/fevereiro/2014.
Destaques: pelo editor do Blog.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

SOBRE O TEMPO

Vale de Santa Maria Madalena - Alfredo Chaves - ES - Brasil - foto by Érico*

Por Gibran Khalil Gibran
'...Quem, dentre vós, não sente que a sua capacidade para amar é ilimitada? ...'
E um astrônomo disse, Fala-nos do Tempo.

E ele respondeu:

Se dependesse de vós mediríeis o imedível e o incomensurável.

Ajustaríeis a vossa conduta e até dirigiríeis o rumo do vosso espírito de acordo com as horas e e as estações.

Do tempo faríeis um ribeiro em cuja margem vos sentaríeis a vê-lo fluir.

No entanto, o intemporal em vós está consciente do intemporal da vida, e sabe que o ontem não é senão a memória do hoje, e o amanhã é o sonho de hoje.

E aquele que dentro de vós canta e contempla, habita ainda dentro dos limites daquele primeiro momento que espalhou as estrelas no firmamento.

Quem, dentre vós, não sente que a sua capacidade para amar é ilimitada?

E, no entanto, também sente que esse mesmo amor, embora ilimitado, está confinado no âmago do seu ser, não se movendo de pensamento amoroso para pensamento amoroso, nem de atos de amor para atos de amor.

E não será o tempo, tal como o amor, indivisível e imóvel?

Mas se em pensamento quiserdes medir o tempo em estações, deixai que cada estação abrace todas as outras.

E deixai que o hoje abrace o passado com saudade e o futuro com ansiedade.

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(Do livro 'O Profeta'. Disponível em:
http://www.starnews2001.com.brAcesso em: 31/março/2010.
*Imagem:http://paisagenscapixabas.blogspot.com/. Acesso em: 16/outubro/2010.)
Formatação atualizada em 07/novembro/2016.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

"CONFIA NO SENHOR..." - SALMO 37

'... Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado...'
Salmo de Davi

1.Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade.
2.Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura.
3.Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado.
4.Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração.
5.Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.
6.E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia.
7.Descansa no SENHOR, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.
8.Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal. (continua...)
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Leia a íntegra em:
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terça-feira, 1 de novembro de 2016

PERDÃO E NÓS

Pelo Espírito Emmanuel

'... Perdão não é recurso tão somente aplicável nas grandes dores morais, à feição do traje a rigor, unicamente usado em horas de cerimônia ...'

Habitualmente, consideramos a necessidade do perdão apenas quando alvejados por ofensas de caráter público, no intercurso das quais recebemos tantos testemunhos de solidariedade, na esfera dos amigos, que nos demoramos hipnotizados pelas manifestações afetivas, a deixar-nos em mérito duvidoso.

A ciência do perdão, todavia, tão indispensável ao equilíbrio, quanto o ar é imprescindível à existência, começa na compreensão e na bondade, perante os diminutos pesares do mundo íntimo.

Não apenas desculpar todos os prejuízos e desvantagens, insultos e desconsiderações maiores que nos atinjam a pessoa, mas suportar com paciência e esquecer completamente, mesmo nos comentários mais simples, todas as pequeninas injustiças do cotidiano, como seja:

a observação maliciosa; a referência pejorativa; o apelo sem resposta; a gentileza recusada; o benefício esquecido; o gesto áspero; a voz agressiva; a palavra impensada; o sorriso escarnecedor; o apontamento irônico; a indiscrição comprometedora; o conceito deprimente; a acusação injusta; a omissão injustificável; o comentário maledicente; a desfeita inesperada; o menosprezo em família; a preterição sob qualquer aspecto; o recado impiedoso...

Não nos iludamos em matérias de indulgência.

Perdão não é recurso tão somente aplicável nas grandes dores morais, à feição do traje a rigor, unicamente usado em horas de cerimônia. Todos somos suscetíveis de erro e, por isso mesmo, perdão é serviço de todo o instante, mas assim como o compositor não obtém a sinfonia sem passar pelo solfejo, o perdão não existe, de nossa parte, ante os agravos grandes, se não aprendemos a relevar as indelicadezas pequenas.
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Do livro ‘Estude e Viva’, ditado pelos Espíritos Emmanuel
e André Luiz, psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira.

4ª ed. FEB. 1978. Cap. 33. págs. 188/189.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 10/janeiro/2014.
Formatação atualizada em: 14/outubro/2016.