quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

FAZER BEM FAZ BEM


Dr. Paulo Batistuta
'...Estudos científicos mostram que a saúde é bastante influenciada por fatores transcendentes, em nosso caso, o altruísmo, ou caridade...'
Apesar de ser propalado aos quatro ventos, fazer o bem traz ao benfeitor tanto ou maiores benefícios. O que não sabemos é como isso se dá. Todavia, esse tema provoca a comunidade científica: trata-se de uma atitude transcendente (restrita ao campo não-material, espiritual) influindo no bem-estar orgânico.

Em 1991, Midlarsky investigou o comportamento altruísta – considerando altruísmo como devoção ao próximo – em indivíduos de meia-idade, verificando que ele gera no seu agente compreensão, ressignificação e esquecimento dos próprios problemas, maior integração social e percepção de sua competência, além de melhora no estilo de vida.

Efeitos drásticos também foram notados por Oman e colaboradores (1999) ao estudarem a mortalidade em trabalhadores voluntários. O voluntariado gerou redução de 44% na mortalidade, tendo efeito protetor maior que atividade física (30%) e participação em cultos religiosos (29%), sendo menor apenas que o hábito de não fumar (49%).

Outra curiosidade é que o altruísmo contagia, conforme o estudo de McClelland, McClelland& Kirchnit (1988). Inicialmente, esses pesquisadores convidaram seus alunos a assistir a um filme sobre a obra de Madre Teresa com pessoas pobres e doentes de Calcutá. Em seguida, dosaram as taxas de imunoglobulina A salivar (IgA-S), que é um anticorpo relacionado à imunidade, e verificaram elevação significativa dela quando comparados a outros alunos que assistiram a um filme desprovido dessa temática.

Também descobriram que ocorre aumento na IgA-S após a mentalização de pessoas amadas, demonstrando que o “mergulho no amor” fortalece o sistema imunológico.

Estudos assim nos fazem pensar que a saúde é bastante influenciada por fatores transcendentes, em nosso caso, o altruísmo, ou caridade. Foi baseando-se em investigações desta natureza que Norman B. Anderson notou seis dimensões da saúde implicadas na longevidade do indivíduo: dimensão biológica; pensamentos e atitudes (bem-estar psicológico e comportamental); ambiente e relacionamentos (bem-estar ecológico); conquistas econômicas (bem-estar econômico); fé e significado (bem-estar espiritual) e emocional (bem-estar emocional).

Talvez seja considerando fatores como estes que foi enunciada a máxima paulina “fora da caridade não há salvação”, ou seja, salvação como saúde no seu mais amplo sentido, estimulando uma cadeia virtuosa de eventos que concorrem para um mundo mais pacífico. Pois como asseverou Adam Smith (1759), a gratidão resulta em bem-estar social.🔵
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(Dr.Paulo Batistuta é médico obstetra/ginecologista
e diretor da Associação Médico-Espírita do Espírito Santo.)
Fonte: texto disponível em "A Gazeta", Opinião,
pág. 19, edição de 20.02.2014. Acesso em: 20/fevereiro/2014.
Imagem: www.google.com. Acesso em:18/agosto/2016.
Formatação atualizada em:30/janeiro/2018.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

NO RECINTO DOMÉSTICO

Pelo Espírito André Luiz

Bondade no campo doméstico é a caridade começando de casa.
Nunca fale aos gritos, abusando da intimidade com os entes queridos.
Utilize os pertences caseiros sem barulho, poupando o lar a desequilíbrio e perturbação.
Aprenda a servir-se, tanto quanto possível, de modo a não agravar as preocupações da família.
Colabore na solução do problema que surja, sem alterar-se na queixa.
A sós ou em grupo, tome a sua refeição sem alarme.
Converse edificando a harmonia. É sempre possível achar a porta do entendimento mútuo, quando nos dispomos a ceder, de nós mesmos, em pequeninas demonstrações de renúncia a pontos de vista.
Quantas vezes um problema aparentemente insolúvel pede tão somente uma palavra calmante para ser resolvido?
Abstenha-se de comentar assuntos escandalosos ou inconvenientes;
Em matéria de doenças, fale o estritamente necessário.
Procure algum detalhe caseiro para louvar o trabalho e o carinho daqueles que lhe compartilham a existên
cia.
Não se aproveite da conversação para entretecer apontamentos de crítica ou censura, seja a quem seja.Se você tem pressa de sair, atenda ao seu regime de urgência com serenidade e respeito, sem estragar a tranqüilidade dos outros.🔵
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(Do livro 'Sinal Verde', pelo Espírito André Luiz,
psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Uberaba-MG. 57ª reimpressão da ed. original.Lição nº 4.
Comunhão Espírita Cristã. 2011.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 29/abril/2016..
Formatação atualizada em:30/janeiro/2018.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

"E VÓS, QUEM DIZEIS QUE EU SOU?"

Por Francisco de Assis Daher Pirola
 “Jesus, tendo vindo às cercanias de Cesaréia de Felipe, interrogara assim seus discípulos:” Que dizem os homens, com relação ao Filho do Homem? Quem dizem que eu sou?” ─ Eles lhe responderam: Dizem uns que és João Batista; outros, que Jeremias, ou alguns dos profetas”. - Perguntou-lhes Jesus: “E vós, quem dizeis que eu sou?” ─ Simão Pedro, tomando a palavra, respondeu: ”Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo.” - Replicou-lhe Jesus: “Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que isso te revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.” (S.Mateus, XVI - 13-17 e S.Marcos, VIII - 27 A 30). 
Reconhecendo no Divino Mestre Jesus − “a Luz do mundo” (João 8:12) − a condição excelsa de Espírito Crístico, e meditando sobre o Sacrifício a que se impôs para tornar-Se visível e tangível entre os homens, propusemo-nos a esta breve reflexão. Para isso, entretanto, deixamos de lado a conotação pessoalíssima do costumeiro “eu acho...” e fomos buscar, além de Kardec, os ensinos de Neio Lucio e Emmanuel, cujas obras, de maneira translúcida, mostram o carinho, o respeito e a veneração com que se deve reverenciar a figura do Mestre Jesus.

Seria Jesus um Espírito “comum” ?

“Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias (...) Comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos Membros Divinos [...]” (1)

Como podemos situar o Divino Mestre em sua passagem pelo mundo?

“[...] Antes de tudo, precisamos compreender que Jesus não foi um filósofo e nem poderá ser classificado entre os valores propriamente humanos (João 8:23)*, tendo-se em conta os valores divinos de sua hierarquia espiritual, na direção das coletividades terrícolas.” Enviado de Deus, Ele foi a representação do Pai junto do rebanho de filhos transviados do seu amor e da sua sabedoria, cuja tutela lhe foi confiada nas ordenações sagradas do Infinito.” (2) 

E quanto ao ‘Cristo homem’, o que tem Emmanuel a nos informar?

“Não julgamos acertado trazer a figura do Cristo para condicioná-la aos meios humanos, num paralelismo injustificável, porquanto em Jesus temos de observar a finalidade sagrada dos gloriosos destinos do espírito”. (3) Complementa o Venerando Mentor: “Nele cessaram os processos sendo indispensável reconhecer na sua luz as realizações que nos compete atingir. "Continua Emmanuel: “Representando para nós outros, a síntese do amor divino, somos compelidos a considerar que de sua culminância espiritual, enlaçou no seu coração magnânimo, com a mesma dedicação, a Humanidade inteira, depois de realizar o amor supremo”. (3) Finalmente, num alerta aos que preferem continuar fazendo ‘paralelismos injustificáveis, escreve: “[...] De modo algum poderíamos fazer um estudo psicológico de Jesus, estabelecendo dados comparativos entre o Senhor e o HOMEM.” (3)

Falamos de Emmanuel, que se refere a Jesus como um “Espírito Puro e Eleito” e “ser angélico e perfeito”. Kardec, em “O Livro dos Espíritos” - “Escala Espírita” - item 112, quanto aos Espíritos Puros, ensina-nos que estes pertencem à “primeira ordem”, tendo como caracteres gerais: “Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, com relação aos Espíritos das outras ordens.” No item 113 ─ a Classe única: “(...) percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria.” Em seguida, Kardec acrescenta: “[...] Tendo alcançado a soma de perfeição de que suscetível a criatura, não têm mais que sofrer provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus. Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às necessidades, nem às vicissitudes da vida material.” Finalizando o item, ensina o Codificador: “[...] Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para manutenção da harmonia universal (...) São designados às vezes pelos nomes de anjos, arcanjos e serafins [...]”

Perfeitamente coerente, portanto, Emmanuel com Kardec, pois que este, como já vimos, mostra Jesus como integrante de uma “Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo”, um “Enviado de Deus”, sendo inapropriado, portanto, seja “classificado entre os valores propriamente humanos”, já que, “Nele cessaram os processos”.

Nesse contexto, vamos a “Alvorada Cristã” (Espírito Neio Lúcio, psicografia de Chico Xavier, FEB, 10ª ed.), lição nº. 1 ─ “Sigamos com Jesus” (p. 15/16), onde o autor fala de grandes personalidades que passaram pela Terra: Maomé, “valoroso condutor de homens”, mas “deixou o corpo como qualquer mortal e seus restos foram encerrados numa urna...”; Carlos V, ” poderoso imperador da Espanha”, que “sonhou com o domínio de toda a Terra”, mas que “ entregou, um dia, a coroa e o manto ao asilo do pó.”; e Napoleão, que “Deixou o nome inesquecível no livro das nações...”, cujo “túmulo é venerado em Paris... Muita gente faz peregrinação até lá, para visitar-lhe os ossos...”. E acrescenta: “Como acontece a Maomé, a Carlos V e a Napoleão, os maiores heróis do mundo são lembrados em monumentos que lhes guardam os despojos.”

No parágrafo seguinte vem a lição maravilhosa, afirmativa, clara, profunda, insofismável e consoladora: “Com Jesus, todavia, é diferente.”

E, brindando-nos com um verdadeiro cântico de louvor ao Cristo Vivo, “Espírito Puro e Eleito pelo Senhor Supremo do Universo”, continua o maravilhoso autor: “[...] No túmulo de Nosso Senhor, não há sinal de cinzas humanas. Nem pedrarias, nem mármores de preço, com frases que indiquem, ali, a presença da carne e do sangue. Quando os apóstolos visitaram o sepulcro, na gloriosa manhã da Ressurreição, não havia aí nem luto, nem tristeza. Lá encontraram um mensageiro do reino espiritual que lhes afirmou: ”Não está aqui”. E o túmulo está aberto e vazio, há quase dois mil anos. Seguindo, pois, com Jesus, através da luta de cada dia, jamais encontraremos a angústia da morte e, sim, a vida incessante [...].”

Estudemos, então, com afinco e profundidade, a Vida e a Obra D’Aquele que se intitulou o “Caminho, a Verdade e a Vida”. Reflitamos sobre o que Ele, o “Enviado de Deus” (João 8:16 e 18), legou à Humanidade em Sua passagem missionária por este pequeno e obscuro planeta, e meditemos, com amor e respeito, e, acima de tudo, com muita humildade, acerca da milenar interrogação que Ele dirigiu aos apóstolos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 🔵
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1. “A Caminho da Luz”, Cap. I, p.17, FEB; 2.
O Consolador”, perg. 283, p.168, FEB, 11ª Ed.; (*)Inserção do Blog;
3. “O Consolador”, perg. 327, p.187, FEB, 11ªEd.;
4. “O Consolador”, perg. 287, p.170, FEB, 11ª Ed.
(Imagem: www.google.com. Acesso em: 02/maio/2012.)
São nossos todos os grifos e destaques.
Atualização em:. 26/janeiro/2018.