terça-feira, 12 de setembro de 2017

PARA OS MONTES

Pelo Espírito Emmanuel

'...É indispensável manter-se o discípulo do bem nas alturas espirituais, sem abandonar a cooperação elevada que o Senhor exemplificou na Terra...' 

"Referindo-se aos instantes dolorosos que assinalariam a renovação planetária, aconselhou o Mestre aos que estivessem na Judéia procurar os montes. A advertência é profunda, porque, pelo termo “Judéia”, devemos tomar a “região espiritual” de quantos, pelas aspirações íntimas, se aproximem do Mestre para a suprema iluminação.

E a atualidade da Terra é dos mais fortes quadros nesse gênero. Em todos os recantos, estabelecem-se lutas e ruínas. Venenos mortíferos são inoculados pela política inconsciente nas massas populares. A baixada está repleta de nevoeiros tremendos. Os lugares santos permanecem cheios de trevas abomináveis. Alguns homens caminham ao sinistro clarão de incêndios. Aduba-se o chão com sangue e lágrimas, para a semeadura do porvir.

É chegado o instante de se retirarem os que permanecem na Judéia [pelo termo “Judéia”, devemos tomar a “região espiritual”] para os “montes” das idéias superiores.

É indispensável manter-se o discípulo do bem nas alturas espirituais, sem abandonar a cooperação elevada que o Senhor exemplificou na Terra; que aí consolide a sua posição de colaborador fiel, invencível na paz e na esperança, convicto de que, após a passagem dos homens da perturbação, portadores de destroços e lágrimas, são os filhos do trabalho que semeiam a alegria, de novo, e reconstroem o edifício da vida."🔵

“Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes.” - Jesus.
(MATEUS, capítulo 24, versículo 16.)
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(Do livro “Caminho, Verdade e Vida”, de Emmanuel,
psicografado por Chico Xavier. 14ª ed. FEB. 1990. Lição nº 140.)
Formatação atualizada em: 25/julho/2014. Destaques: pelo Editor do Blog.
Imagem: www.google.com. Acesso em:31/agosto/2013.
Formatação atualizada em:12/setembro/2017.

DERROTAS

Pelo Espírito Anderson
(Nova Iorque, N. I., E. U. A , 6 Julho, 1965.)
'... Somos pecadores. O Cristo sabe de nossas fraquezas. Com a luz do seu amor, Jesus nos elimina os temores e as aflições. Em nosso próprio interesse, devemos ouvi-lo...'
Que estamos fazendo do Evangelho?
O discípulo deve examinar sua própria consciência. Cuidemos dos nossos pensamentos. Devemos ser honestos com nós mesmos. Às vezes, dispomo-nos a trabalhar sem confiança ou a confiar sem trabalho. Que espécie de amigos de Jesus somos nós? De uma forma ou de outra, desejamos realmente cooperar com Jesus na sua obra? Façamo-lo agora mesmo.
Somos pecadores. O Cristo sabe de nossas fraquezas. Com a luz do seu amor, Jesus nos elimina os temores e as aflições. Em nosso próprio interesse, devemos ouvi-lo. O discípulo do Evangelho torna-se um com o Mestre. Cada qual de nós pode, em seu próprio coração, ser um relicário dentro de si mesmo, iluminado pela verdade divina. Às vezes, não podemos remover as circunstâncias e tentações sob as quais nossas tarefas devem ser realizadas, mas Jesus pode fazê-lo.
Porque procurarmos retirar a força do nosso Salvador de dentro de nós? O assunto nos faz lembrar as palavras de Paulo: “Vossa vida está oculta com o Cristo em Deus.”
Muitas vezes, somos derrotados. Mas o Cristo nos dá forças para sermos uma nova espécie de pessoa. Devemos ser pacientes em todas as tribulações. A fé resulta da confiança diuturna. Estamos na companhia do Cristo, caminhando das trevas para a luz.🔵

“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.
- Paulo (Romanos, 12:21)
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(Do livro “Entre irmãos de outras terras". Autores Diversos.
Psicografias de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
1ª Ed. FEB. 1966. Lição nº 34 [psicografia de Francisco C. Xavier]. II parte. p.114/115.)
Imagem: Acesso em: 14/novembro/2012.
Formatação atualizada em: 12/setembro/2017.

O SERVIDOR NEGLIGENTE

Pelo Espírito Neio Lúcio


'...Quem não zela atentamente no “pouco” de que dispõe, não é digno de receber o “muito...'




À porta de grande carpintaria, chegou um rapaz, de caixa às costas, à procura de emprego.
Parecia humilde e educado.
O diretor da instituição compareceu, atencioso, para atendê-lo.
— Tem serviço com que me possa favorecer? — indagou o jovem, respeitoso, depois das saudações habituais.
— As tarefas são muitas — elucidou o chefe.
— Oh! por favor! — tornou o interessado — meus velhos pais necessitam de amparo. Tenho batido, em vão, à porta de várias oficinas. Ninguém me socorre. Contentar-me-ei com salário reduzido e aceitarei o horário que desejar.
O diretor, muito calmo, acentuou:
—Trabalho não falta...
E, enquanto o candidato mostrava um sorriso de esperança, acrescentou:
—Traz suas ferramentas em ordem?
—Perfeitamente — respondeu o interpelado.
—Vejamo-las.
O moço abriu a caixa que trazia. Metia pena reparar-lhe os instrumentos.
A enxó se achava deformada pela ferrugem grossa.
O serrote mostrava vários dentes quebrados.
O martelo tinha cabo incompleto.
O alicate estava francamente desconjuntado.
Diversos formões não atenderiam a qualquer apelo de serviço, tal a imperfeição que apresentavam seus gumes.
Poeira espessa recobria todos os objetos. O dirigente da oficina observou... observou... e disse, desencantado:
—Para o senhor, não temos qualquer trabalho.
— Oh! porquê? — interrogou o rapaz, em tom de súplica.
O diretor esclareceu, sem azedume:
—Se o senhor não tem cuidado com as ferramentas que lhe pertencem, como preservará nossas máquinas?  Se é indiferente naquilo em que deve sentir-se honrado, chegará a ser útil aos interesses alheios? Quem não zela atentamente no “pouco” de que dispõe, não é digno de receber o “muito”. Aprenda a cuidar das coisas aparentemente sem importância. Pelas amostras, grandes negócios se realizam neste mundo e o menosprezo para consigo é indesejável mostruário de sua indiferença perniciosa. Aproveite a experiência e volte mais tarde.
Não valeram petitórios do moço necessitado.
Foi compelido a retirar-se, em grande abatimento, guardando a dura lição.
Assim também acontece no caminho comum.
Quem deseja o corpo iluminado e glorioso na espiritualidade, além da morte, cuide respeitosamente do corpo físico.
Quem aspira à companhia dos anjos, mostre boas maneiras, boas palavras e boas ações aos vizinhos.
Quem espera a colheita de alegrias no futuro, aproveite a hora presente, na sementeira do bem.
E quantos sonharem com o Céu tratem de fazer um caminho de elevação na Terra mesma.🔵
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(Do livro “Alvorada Cristã”, do Espírito Neio Lúcio,
psicografado por Chico Xavier, 10ª Ed., FEB, 1991, lição nº 13.)
Imagem: www.google.com. Acesso em: 22/junho/2014.
Formatação atualizada em: 12/setembro/2017.