DOUTRINA ESPÍRITA - CODIFICAÇÃO KARDEQUIANA

O CODIFICADOR DO ESPIRITISMO


  Hippolyte León Denizard Rivail
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"O trabalho de Allan Kardec não foi somente o de codificar os ensinos dos Espíritos; é preciso enfatizar a sua condição de autor, ou co-autor, da Codificação Espírita. A elaboração do Espiritismo expressa o pensamento de Kardec e da Falange do Espírito de Verdade, pois sabemos que Espíritos Superiores têm uma sintonia e interação tão perfeitas que podem falar uns com os outros." 
(Referência: SCHUBERT, Suely Caldas. Entrevistando Allan Kardec. 4a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. - Kardec: A missão.) Disponível em: <http://www.febnet.org.br/site/az/AZ-Vocabulos-e-Conceitos.php?CodVoc=317&L=3&busca=&CodLivro=&Pag=5>. Acesso em: 30/SET/2010.

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DEUS
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”

JESUS
O Guia e Modelo

KARDEC
A base fundamental

LIVROS DA CODIFICAÇÃO
O Livro dos Espíritos; O Livro dos Médiuns;
O Evangelho Segundo o Espiritismo; O Céu e o Inferno; A Gênese.
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Espiritismo
"É a ciência nova que vem revelar aos homens,
por meio de provas irrecusáveis, a existência
e a natureza do mundo espiritual
e as suas relações com o mundo corpóreo."
(Allan Kardec - Evangelho Segundo o Espiritismo)
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Espiritualismo
"Usa-se em sentido oposto ao de materialismo,
crença na existência da alma espiritual e imaterial.
O espiritualismo é a base de todas as religiões."
(Allan Kardec - Livro dos Médiuns)
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O GRANDE MÉDICO DAS ALMAS
Mensagem do Espírito de Verdade
"[...]Vinde, pois, a mim, vós que sofreis e vos achais oprimidos,
e sereis aliviados e consolados.[...]"
Sou o grande médico das almas e venho trazer-vos o remédio que vos há de curar. Os fracos, os sofredores e os enfermos são os meus filhos prediletos. Venho salvá-los.

Vinde, pois, a mim, vós que sofreis e vos achais oprimidos, e sereis aliviados e consolados. Não busqueis alhures a força e a consolação, pois que o mundo é impotente para dá-las. Deus dirige um supremo apelo aos vossos corações, por meio do Espiritismo. Escutai-o.

Extirpados sejam de vossas almas doloridas a impiedade, a mentira, o erro, a incredulidade. São monstros que sugam o vosso mais puro sangue e que vos abrem chagas quase sempre mortais.

Que, no futuro, humildes e submissos ao Criador, pratiqueis a sua lei divina. Amai e orai; sede dóceis aos Espíritos do Senhor; invocai-o do fundo de vossos corações.

Ele, então, vos enviará o seu Filho bem-amado, para vos instruir e dizer estas boas palavras: Eis-me aqui; venho até vós, porque me chamastes.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo O Espiritismo.112ª ed. Rio [de Janeiro]:FEB, 1992.
O Espírito de Verdade (Bordéus, 1861.).Cap. VI. Instruções dos Espíritos. Item 7. pág. 131.
Imagem: Disponível em: < http://www.google.com.br/ > . Acesso em: 29/jul./2010.
(Formatação atualizada em 10.10.2012.)
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FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

Mensagem de Paulo, o Apóstolo (Paris,1860)

"[...] porquanto uma virtude negativa não basta:
é necessária uma virtude ativa. [...]"
Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no céu; na Terra, porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz; no céu, porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor.

Essa divisa é o facho celeste, a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida, encaminhando-o para a Terra da Promissão. Ela brilha no céu, como auréola santa, na fronte dos eleitos, e, na Terra, se acha gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: Passai à direita, benditos de meu Pai. Reconhecê-los-eis pelo perfume de caridade que espalham em torno de si. Nada exprime com mais exatidão o pensamento de Jesus, nada resume tão bem os deveres do homem, como essa máxima de ordem divina.

Não poderia o Espiritismo provar melhor a sua origem, do que apresentando-a como regra, por isso que é um reflexo do mais puro Cristianismo. Levando-a por guia, nunca o homem se transviará. Dedicai-vos, assim, meus amigos, a perscrutar-lhe o sentido profundo e as conseqüências, a descobrir-lhe, por vós mesmos, todas as aplicações.

Submetei todas as vossas ações ao governo da caridade e a consciência vos responderá. Não só ela evitará que pratiqueis o mal, como também fará que pratiqueis o bem, porquanto uma virtude negativa não basta: é necessária uma virtude ativa. Para fazer-se o bem, mister sempre se torna a ação da vontade; para se não praticar o mal, basta as mais das vezes a inércia e a despreocupação.

Meus amigos, agradecei a Deus o haver permitido que pudésseis gozar a luz do Espiritismo. Não é que somente os que a possuem hajam de ser salvos; é que, ajudando-vos a compreender os ensinos do Cristo, ela vos faz melhores cristãos.

Esforçai-vos, pois, para que os vossos irmãos, observando-vos, sejam induzidos a reconhecer que verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, dado que todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertençam.
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KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo O Espiritismo. 112ª ed. Rio [de Janeiro]: 
FEB, 1992. Cap. XV. Instruções dos Espíritos. Item 10. Págs. 251/252.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 02/06/2012.
Formatação atualizada em:10/outubro/2012.
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O Espiritismo de A a Z
http://www.febnet.org.br
Todo estudioso e divulgador do Espiritismo almeja contar com ajuda eficiente e segura de instrumento de consulta que facilite o ingente trabalho de pesquisa nas inúmeras obras espíritas já publicadas.

O Espiritismo de A a Z facilitará sua tarefa nesse sentido, permitindo que obtenha informações contidas em obras espíritas, escolhidas criteriosamente, publicadas pela FEB.

Os textos oferecidos foram criteriosamente avaliados, no sentido de assegurar a sua importância no universo das informações do Espiritismo, codificado por Allan Kardec.

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CONCEITOS DE ALLAN KARDEC

“A marcha dos Espíritos é progressiva, jamais retrógrada.”
“O Livro dos Espíritos” — página 127. FEB, 25ª edição..

"No conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis."
“O Livro dos Médiuns” — página 61. FEB, 23ª edição.

"O Espiritismo mostra que a vida terrestre não passa de um elo no harmonioso e magnífico conjunto da Obra do Criador."
“O Evangelho Segundo o Espiritismo” — página 54. FEB, 46ª edição.

"No intervalo das existências humanas o Espírito torna a entrar no mundo espiritual, onde é feliz ou desventurado segundo o bem ou o mal que fez."
O Céu e o Inferno” — página 30. FEB, 17ª edição.

"O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação."
“A Gênese” — página 20. FEB, 12ª edição.
 (Textos selecionados pelo Espírito André Luiz no livro
"Evolução em Dois Mundos". Pág. 14.FEB, 17ª ed.)
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Profissão de Fé Raciocinada

DEUS

1. Há um Deus, inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.

A prova da existência de Deus temo-la neste axioma:

Não há efeito sem causa. Vemos constantemente uma imensidade de efeitos, cuja causa não está na Humanidade, pois que a Humanidade é impotente para produzi-los, ou, sequer, para os explicar. A causa está acima da Humanidade. É a essa causa que se chama Deus, Jeová, Alá, Brama, Fo-Hi, Grande Espírito, etc.

Tais efeitos absolutamente não se produzem ao acaso, fortuitamente e em desordem. Desde a organização do mais pequenino inseto e da mais insignificante semente, até a lei que rege os mundos que circulam no Espaço, tudo atesta uma idéia diretora, uma combinação, uma previdência, uma solicitude que ultrapassam todas as combinações humanas. A causa é, pois, soberanamente inteligente.

2. Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.

Deus é eterno. Se tivesse tido começo, alguma coisa houvera existido antes dele, ou ele teria saído do nada, ou, então, um ser anterior o teria criado. É assim que, degrau a degrau, remontamos ao infinito na eternidade.

É imutável. Se estivesse sujeito à mudança, nenhuma estabilidade teriam as leis que regem o Universo.

É imaterial. Sua natureza difere de tudo o a que chamamos matéria, pois, do contrário, ele estaria sujeito às flutuações e transformações da matéria e, então, já não seria imutável.

É único. Se houvesse muitos Deuses, haveria muitas vontades e, nesse caso, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo.

É onipotente, porque é único. Se ele não dispusesse de poder soberano, alguma coisa ou alguém haveria mais poderoso do que ele; não teria feito todas as coisas e as que ele não houvesse feito seriam obra de outro Deus.

É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis divinas se revela nas mais mínimas coisas como nas maiores e essa sabedoria não permite se duvide nem da sua justiça, nem da sua bondade.

3. Deus é infinito em todas as suas perfeições.

Se supuséssemos imperfeito um só dos atributos de Deus, se lhe tirássemos a menor parcela de eternidade, de imutabilidade, de imaterialidade, de unidade, de onipotência, de justiça e de bondade, poderíamos imaginar um ser que possuísse o que lhe faltasse, e esse ser, mais perfeito do que ele, é que seria Deus.
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KARDEC, Allan. Obras Póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 26ª. ed. Rio[de Janeiro]:
FEB. 1993: Primeira Parte; Profissão de Fé Espírita Raciocinada; §1º - Deus. pág. 31.)
Imagem: Disponível em: http://www.google.com/.
Formatação atualizada em 30.09.2011. Destaques pelo Editor do Blog.
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OS BONS ESPÍRITAS

"[...] Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da Doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé. Um é qual músico que alguns acordes bastam para comover, ao passo que outro apenas ouve sons.

Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado, outro, que apreende alguma coisa de melhor, se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue, se tem firme a vontade."
 (De "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec,  Cap. XVII - item 4.)
(grifamos)
(Formatação atualizada em 16.02.2013.)


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O LIVRO  DOS MÉDIUNS - 150 ANOS


"A comunicação entre os homens e os Espíritos sempre existiu. As primeiras manifestações, que geraram o Totemismo, conforme relatam os cientistas, foram provocadas pelo convívio entre os homens primitivos e os Espíritos dos seus antepassados.

Todos os avanços na evolução da Humanidade, nas áreas da Ciência, da Filosofia e da Religião, tiveram a contribuição da comunicação com os Espíritos, fosse de forma sutil como a inspiração, ou ostensiva como a psicografia de um livro ou a materialização. As Tábuas da Lei (Os Dez Mandamentos recebidos por Moisés) representam um dos primeiros documentos mediúnicos que a História registra.

Mas foi somente na metade do século XIX que o primeiro estudo sério sobre a mediunidade (como se intitula a comunicação com os Espíritos) foi realizado. Em maio de 1855, Allan Kardec assistiu a uma reunião em casa da Sra. Plainemaison e fez o seguinte relato:

"Foi aí que, pela primeira vez, presenciei o fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida. Assisti então a alguns ensaios, muito imperfeitos, de escrita mediúnica numa ardósia, com o auxílio de uma cesta. Minhas ideias estavam longe de precisar-se, mas havia ali um fato que necessariamente decorria de uma causa. Eu entrevia, naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenômenos, qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei, que tomei a mim estudar a fundo."

Com base nessa decisão foi que Allan Kardec aprofundou os seus estudos em torno do fenômeno mediúnico e, com a participação dos Espíritos superiores, realizou o trabalho que deu origem à Doutrina Espírita, cujos princípios estão contidos nas obras da Codificação Espírita.

Neste mês de janeiro de 2011, completam-se 150 anos da primeira edição de O Livro dos Médiuns (segundo livro da Codificação), que revela e esclarece, à luz da razão, as leis que regem a comunicação com os Espíritos. O seu estudo descortina, para o homem, o mundo espiritual, para onde nos dirigimos, e mostra que a prática da mediunidade unida ao Evangelho de Jesus é o melhor caminho que nos cabe trilhar para chegar a seus páramos de luz e paz."
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[Editorial da revista Reformador on line (Ano 129 • Nº 2. 182 • Janeiro 2011),
editada pela Fedração Espírita Brasileira, a respeito do Sesquicentenário da 
publicação de O Livro dos Médiuns (de Allan Kardec, 
Texto e imagem imagem disponíveis em: http://www.febnet.org.br
Acesso em: 30/janeiro/2011.]
Formatação atualizada em:  15.04.2013.

2 comentários:

  1. CADA VEZ QUE LEIO OS ENSINAMENTOS ME SINTO CONSOLADO E CALMO COM PACIENCIA QUE DEUS NOS CONSOLE SEMPRE

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  2. a doutrina espirita e consoladora ....

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