domingo, 21 de agosto de 2016

QUE FAZEMOS DO MESTRE?

Pelo Espírito Emmanuel
'...Não basta fazer do Cristo Jesus o benfeitor que cura e protege. É indispensável transformá-lo em padrão permanente da vida, por exemplo e modelo de cada dia...'
Nos círculos do Cristianismo, a pergunta de Pilatos reveste-se de singular importância. 
Que fazem os homens do Mestre Divino, no campo das lições diárias? 
Os ociosos tentam convertê-lo em oráculo que lhes satisfaça as aspirações de menor esforço. 
Os vaidosos procuram transformá-lo em galeria de exibição, através da qual façam mostruário permanente de personalismo inferior. 
Os insensatos chamam-no indebitamente à aprovação dos desvarios a que se entregam, a distância do trabalho digno. 
Grandes fileiras seguem-lhe os passos, qual a multidão que o acompanhava, no monte, apenas interessada na multiplicação de pães para o estômago. 
Outros se acercam dEle, buscando atormentá-lo, à maneira dos fariseus arguciosos, rogando "sinais do céu". 
Numerosas pessoas visitam-no, imitando o gesto de Jairo, suplicando bênçãos, crendo e descrendo ao mesmo tempo. 
Diversos aprendizes ouvem-lhe os ensinamentos, ao modo de Judas, examinando o melhor caminho de estabelecerem a própria dominação. 
Vários corações observam-no, com simpatia, mas, na primeira oportunidade, indagam, como a esposa de Zebedeu, sobre a distribuição dos lugares celestes. 
Outros muitos o acompanham, estrada a fora, iguais a inúmeros admiradores de Galiléia, que lhe estimavam os benefícios e as consolações, detestando-lhe as verdades cristalinas. 
Alguns imitam os beneficiários da Judéia, a levantarem mãos-postas no instante das vantagens, e a fugirem, espavoridos, do sacrifício e do testemunho. 
Grande maioria procede à moda de Pilatos que pergunta solenemente quanto ao que fará de Jesus e acaba crucificando-o, com despreocupação do dever e da responsabilidade. 
Poucos imitam Simão Pedro que, após a iluminação no Pentecostes, segue-o sem condições até à morte. 
Raros copiam Paulo de Tarso que se ergue, na estrada do erro, colocando-se a caminho da redenção, através de impedimentos e pedradas, até ao fim da luta. 
Não basta fazer do Cristo Jesus o benfeitor que cura e protege. É indispensável transformá-lo em padrão permanente da vida, por exemplo e modelo de cada dia.
"Que farei então de Jesus, chamado o Cristo?" - Pilatos. (MATEUS, 27:22.)
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(Do livro "Pão Nosso", de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. Lição n° 100. 16ª Ed. FEB. 1994.).
Imagem: httppt.walls321.comjesus-cristo-deus-amor.Acesso em:19/agosto/2016.
Formatação atualizada em: 19/agosto/2016. Destaques:pelo Editor do Blog.

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